História Sentimentos Mal Escritos - Fanfic de Amor Doce - Capítulo 12


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Categorias Amor Doce
Personagens Ambre, Castiel, Lysandre, Melody, Nathaniel, Personagens Originais, Rosalya
Tags Amor Doce, Nathaniel, Passado, Romance, Sentimentos, Shoujo
Visualizações 162
Palavras 1.405
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 12 - Estranha no ninho


Fanfic / Fanfiction Sentimentos Mal Escritos - Fanfic de Amor Doce - Capítulo 12 - Estranha no ninho

Missy olhou para o chão, piscando muito os olhos, empregando um esforço enorme para não chorar. Enquanto ela se mantinha perdida em seus questionamentos, os rapazes já discutiam sobre o bar onde “fechariam a noite”. Decidiram, então, irem para o “Chameleon”, local já conhecido por Castiel e Lysandre.

Nathaniel, ao perceber a quietude da companheira, aproximou-se dela, como quem não quer nada, pousando a mão sobre seu ombro.

– Tudo bem, Missy? – disse, de modo terno.

Ao ouvir a voz doce dele chamando-a, puxando o “ssy” daquele jeito peculiar, ela se virou para ele. Devolveu seu olhar, timidamente. Balançou a cabeça, tentando convencer, inutilmente, ele e a si mesma de que ficaria tudo bem.

Já dentro do carro junto a Lysandre, Castiel notou a demora dos dois e logo intimou:

– Os pombinhos querem ir a pé?

Ela suou frio quando ouviu “pombinhos” dito de forma sarcástica por Castiel e deixou Nathaniel passar à sua frente para abrir a porta do carro.

– Damas primeiro.

Missy adentrou no carro, tendo cuidado para não se sentar sobre o casaco tão bem arrumado de Lysandre. O rapaz loiro sentou-se logo depois, fechando a porta do carro.

– Quanto cavalheirismo desse doutorzinho. – disse Castiel enquanto dava partida no carro.

Os outros riram do gracejo do rapaz e Nathaniel respondeu que – ainda – não podia ser chamado de doutor. Não possuía o título. Porém, Missy sentia sua perna tremer e as mãos agarravam o jeans da sua calça, nervosa com as insinuações de Castiel. Passou o cinto de segurança sobre o tórax e teve dificuldade em encontrar o encaixe.

 Nathaniel interveio, ajudando-a a encontrar.

– Obrigada. – ela notava o olhar interessado dele sobre o seu rosto, mas não sabia muito bem como agir ali tão perto. Ainda mais com os outros rapazes à frente. Era uma mulher - quase - feita de vinte dois anos e meio de idade e se sentia uma menininha perto do rapaz que outrora foi seu namorado.

As ruas estavam plenamente vazias naquela noite de sábado e Castiel aproveitou para aumentar a velocidade, ao som dos solos de guitarra de sua banda favorita: Winged Skull. Sabia que o local não era muito longe dali e queria chegar o mais rápido possível.

Prudente, Lysandre advertiu,

– Calma, Cassy. – disse, em seu tom de voz calmo.

 – Qual a graça de dirigir fora do ritmo da música? – Respondeu, parando no sinal vermelho.

 – O bar é muito longe daqui? – indagou Missy, um pouco ansiosa.

 – Não, só vira a próxima esquina e já chegamos. – respondeu o rapaz loiro, demonstrando certa familiaridade ao ambiente.

– Você conhece, Nath? – perguntou ela, estranhando o fato dele conhecer o local.

Nathaniel que conhecia nunca foi de frequentar bares.

– Eu moro perto de lá.

– Ah...Sim. – Fugiu o olhar rapidamente e a voz dela soou pensativa, mas a verdade era que Missy sentia nada mais que uma inquietação estranha que, agora, não sabia muito bem representar.

Começou a indagar para si mesma se foi uma boa ideia vir com os meninos. Sentia-se um pouco estranha ali entre eles. Sequer perguntaram se ela queria ir, apenas seguiram seus planos para a noite e a incluíram como se ela fosse um deles... O que Missy sentia que realmente não poderia mais ser.

Porém, não tinha mais volta. Provavelmente somente ouviria a conversa deles, intervindo quando julgava necessário e, assim, voltaria para casa sentindo-se a pessoa mais chata do mundo. Poderia até tomar algumas cervejas para se enturmar melhor, mas... Nada que a tirasse do seu estado normal.

As luzes da fachada do "Chameleon" surgiram no final da rua e a  uma pequena agitação ocorria em frente ao bar. Castiel estacionou o carro um pouco mais afastado da frente do local.

Assim que pararam o carro, Missy lembrou-se que não poderia levar o CD consigo para dentro... Não queria correr o risco de perdê-lo.

– Cassy, eu vou deixar o Cd aqui no fundo, quando sairmos, me lembra de pegar? – disse ela, enquanto livrava-se do cinto de segurança.

– Se o álcool deixar, eu lembro sim. – o ruivo já abria a porta do carro.

O grupo saltou do carro e Castiel contornou o veículo rapidamente. Assim que alcançou Missy, jogou seu braço sobre os ombros dela, que sobressaltou ao sentir o gesto repentino do rapaz.

– A mocinha trouxe documento? – começou a andar, acompanhando-a ainda abraçado a ela.

– Já sou velha, Cas, acredite – ela riu, já menos tensa com a aproximação dele.

– Com essa carinha de menina acha que vão acreditar? – ele segurou o queixo de Missy sem muita força – O que você acha de ser o responsável por ela, Nath?

Nathaniel, que seguia a frente conversando com Lysandre, olhou para trás e deparou-se ao olhar e sorriso divertidos, mas maliciosos de Castiel, enquanto Missy fitava o rosto do amigo, começando a ruborizar.

– Não me incomodo nem um pouco em exercer essa função. – o loiro encolheu os ombros, sorrindo para o amigo. Lysandre observou-o de lado, pensando no quanto aquela noite poderia render.

Entraram pela pesada porta do bar, Nathaniel e Lysandre à frente, Missy e Castiel, ainda abraçados, vindo atrás. O local recebia uma iluminação vermelha insinuante e o barulho de vozes agitadas misturava-se ao som de "One" da banda Metallica.

Curiosa com o ambiente, Missy vagueava o olhar entre os pôsteres nas paredes pintadas de um preto desbotado, e os homens e mulheres de diversos estilos sentados nas mesas ou na bancada do bar. Qualquer um reconheceria que não era um ambiente o qual ela estava acostumada.

Sentaram-se em uma mesa perto dos fundos do bar e logo uma moça de cabelos longos em tons acinzentados veio atendê-los. Vestia-se com um corpete preto cheio de correntes que balançavam a qualquer movimento que ela fizesse.

– Ora, ora – ela apoiou a mão sobre a beira e inclinou-se sensualmente sobre a mesa.

Missy, que estava bem ao lado da moça, apertou-se um pouco mais perto de Nathaniel ao perceber os trejeitos dela.  O rapaz riu baixinho pela reação nervosa da companheira.

– Pensei que os astros do rock não viriam mais aqui.

– Quem é vivo sempre aparece, Sharon. – o ruivo estendeu o braço sobre o encosto do sofá, já em intimidade ao local.

– Voltamos há poucos dias – completou Lysandre, sorrindo para ela.

– E trouxeram amiguinhos novos, hein. – ela virou o rosto para o casal do outro lado da mesa e Missy pode perceber o quanto a maquiagem forte ressaltava a beleza de Sharon. Entretanto, sentiu um ardor no rosto quando notou a olhadela indiscreta dela dirigida a Nathaniel. O rapaz pouco se importou com a insinuação.

Sharon voltou a ficar ereta próxima à mesa e jogou os cabelos levemente para o lado, enquanto pegava seu bloquinho e caneta no bolso da calça preta.

– O que vão querer?

Todos pediram cerveja e complementaram com alguns petiscos salgados, somente Lysandre pediu uma bebida sem álcool, pois teria de dirigir na volta.

Nathaniel passou o olhar pela estrutura do lugar, sem se impressionar muito com o ambiente. Sempre passava em frente, mas nunca havia entrado ali de fato.

– Esse lugar me lembra o bar do Tanuki. Vocês não mudam. – riu-se sozinho, mas logo depois foi acompanhado por Lysandre e Castiel. Os três se lembravam do acolhedor bar que frequentavam na outra cidade.

– Pelo menos você não olha mais como um cachorrinho perdido. – Castiel comentou, lembrando-se do olhar curioso de Nathaniel ao entrar no outro bar pela primeira vez.

– Uma hora acostuma – Lysandre completou, encolhendo os ombros. Sentia certa saudade dos momentos na universidade.

Missy observou a cumplicidade entre os três rapazes, encarando o rosto ora de um, ora de outro. Realmente, algumas memórias ela gostaria de saber... E ter vivido com eles.

– Acho que hoje temos uma gatinha perdida aqui... – o ruivo brincou, encarando bem os olhos de Missy, que não se surpreendeu com o comentário dele.

Porém, agora, o motivo da curiosidade dela não era mais o local.

– Na verdade, não é mais tanto o lugar que me deixa curiosa.

Os olhares dos três voltaram-se para ela, enquanto uma garçonete colocava as cervejas e petiscos sobre a mesa. Naquele instante de silêncio, Nathaniel teve uma vaga ideia ao que ela se referia, mas foi Lysandre quem decidiu respondê-la.

O rapaz de cabelos platinados que ganhavam um tom avermelhado sob a iluminação escarlate do bar, sorriu para ela e começou:

– Acho que entendo sua dúvida, Missy – ele encarou o amigo do outro lado da mesa, arqueando as sobrancelhas, de volta, recebeu um sorriso de lado – Se isto acontece hoje, a culpa é toda minha. 



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