História Sentimentos Mal Escritos - Fanfic de Amor Doce - Capítulo 24


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Ambre, Armin, Castiel, Kentin, Lysandre, Melody, Nathaniel, Personagens Originais, Rosalya
Tags Amor Doce, Nathaniel, Passado, Romance, Sentimentos, Shoujo
Visualizações 118
Palavras 3.221
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Acho que como já perceberam estou demorando um pouco mais na postagem dos capítulos...
A razão é: final de semestre xD ~ rindo de nervoso ~
♥ Mas os capítulos sairão...
Não se preocupem ^^"


Boa leitura!

Capítulo 24 - Estranha Frieza


Fanfic / Fanfiction Sentimentos Mal Escritos - Fanfic de Amor Doce - Capítulo 24 - Estranha Frieza

Assim como todos os dias da semana, Nathaniel acordou cedo naquela manhã fria de sábado e já começou o dia carregado de energia, pois sabia que teria um sábado bem movimentado. Infelizmente, durante a semana, não tinha conseguido passar um tempo a mais com Missy, mas não deixou de manter contato com ela pelas redes sociais. Conseguiram conter a ansiedade conversando por telefone às noites, pois estavam cientes que no sábado à noite aquietariam a saudade.

Ficou sabendo por Missy que Rosalya e Iris convidariam outros colegas para o encontro no parque, animou-se ao saber que poderia encontrar Armin naquele dia. Conversava com ele pelas redes sociais há algum tempo, mas os dois não mais tinham se visto... Missy chegou a perguntar por que ele nunca havia falado com ela sobre aquilo, Nathaniel respondeu assim como ela e Rosalya tinham imaginado: Missy nunca foi muito próxima de Armin, além de que Nathaniel já havia percebido que ela preservava uma antipatia, a qual ele não entedia, por seu amigo... Então não sentiu necessidade alguma de explanar para ela.

Antes de iniciar suas atividades da manhã, mandou um recado para ela, com os seguintes dizeres:

[Nath 8:01] Bom dia, Missy. Espero que tenha dormido bem.

[Nath 8:01] Às18:30, me espera que eu vou te buscar em casa. Qualquer atraso, eu te aviso. Mas prometo que farei de tudo para chegar no horário. Beijo grande! 

A moça não respondeu de imediato, sinal de que ainda estava dormindo. Queria fazer uma surpresa para ela, sabia que ficaria feliz com mais uma conquista sua. Quando saiu da janela da mensagem de Missy, outra mensagem logo surgiu no aplicativo. Era Melody dando-lhe um bom dia, assim como todos os outros dias da semana. Respondeu-lhe rapidamente, mas logo estava se voltando para suas atividades. Desde que se encontraram a moça lhe interpelava sobre trabalho ou qualquer outra coisa apenas para puxar assunto. Ele começou a acreditar que talvez o ciúme de Missy tivesse alguma razão, mas não podia “dispensar” a moça, sem que ela lhe desse uma intenção clara de que estava novamente interessada nele. Ela não estava mais tão direta e afoita como antes e poderia acabar piorando a situação.

Teria de esperar?

Dispensou aqueles pensamentos: Tinha coisas mais importantes a fazer no momento. Alguns escritos e estudos já programados para o sábado de manhã o esperavam. 

Após o almoço, preparou-se para ir ao encontro do grupo, que aconteceria em um tempo mais curto naquele dia, pois a instituição receberia uma visita de estudantes de uma universidade no período da tarde. Como as pessoas que freqüentavam a instituição não poderiam ser expostas, a decisão foi que as atividades fossem encurtadas, para não comprometê-los.

Saiu do apartamento com o coração apertado, pois sabia que Branca passaria o resto da tarde sozinha, mas deixou tudo organizado pra o melhor conforto da gatinha. Só não poderia evitar que ela sentisse sua falta.

Partiu para o estacionamento do prédio e, quando olhou seu Mobi azul perolado brilhando em meio a tantos outros carros, pensou em quanto já estava acostumado com o veículo. Havia apenas poucos dias que o adquiriu, mas não pensou que sua adaptação seria rápida. Era cômodo e confortável. Alocou sua bolsa sobre o banco traseiro do carro, e partiu para a instituição.

O local onde executava o serviço voluntário acolhia pessoas que sofreram qualquer tipo de violência, seja ela física, psicológica ou sexual. Seu trabalho era apenas com adolescentes que sofreram violência doméstica, sendo um trabalho puramente por vontade de ajudar, mas já era sondado para um possível trabalho na instituição, nos serviços psicológicos. Gostava de estar presente por lá e se dava bem, profissionalmente falando, com a equipe de trabalho. Seria um prazer poder trabalhar na instituição, afinal de contas não queria viver somente na clínica.

A atividade ocorreu normalmente e ele se surpreendia consigo mesmo, por conseguir, pouco a pouco, lidar com os discursos trazidos pelos adolescentes. Já havia passado por uma situação como aquela, a qual marcou uma época importante da sua vida, mas a supervisão e o acompanhamento psicológico posterior o ajudaram a lidar com essas feridas.

Sempre que terminavam, faziam um lanche oferecido pela instituição e, de vez em quando, um ou outro adolescente vinha conversar consigo de forma bastante informal. Ele não entendia muito bem o porquê, mas, em sua opinião, por ser o mais jovem da equipe de profissionais, deixava os adolescentes mais confiantes para conversar. Percebia que eles ficavam mais inibidos para conversar informalmente com as outras pessoas da equipe.

Os adolescentes se foram, deixando a equipe pronta para o planejamento das atividades da outra semana. Quando, unidos em sua sala de reunião, a diretora da instituição surgiu na porta:

– Eu preciso da ajuda de vocês. Os estudantes chegaram e o grupo é maior que o esperado. – a moça colocava a mão sobre a testa, denotando sua preocupação – Vocês podem guiar parte do grupo?

– Claro. – disse a supervisora responsável, sem nem pensar duas vezes.

Nathaniel observou a equipe, a qual parecia coadunar no acordo. Observou o relógio, e eram duas e trinta e cinco da tarde... Em tese, não atrapalharia em nada seu encontro.

– Já começaram a separar os grupos, vamos?

A equipe inteira seguiu diretora, que, enquanto caminhava pelos corredores da instituição, ela explicou que o corpo discente era composto por estudantes de Psicologia, Medicina e Enfermagem. Como a instituição oferecia atendimento em todas estas áreas, a visita era importante para agregar à formação. Quando chegou ao pátio, o rapaz loiro ficou impressionado com a quantidade de alunos que estavam no local.

– Sr. D’Laurent?

Ele ouviu seu sobrenome ser chamado de forma educada atrás de si e só poderia ser a diretora da instituição. Quando se virou, a sua tese apenas se confirmou,

– Poderia ficar com o grupo de serviços psicológicos? Como você é novo aqui é melhor ficar com sua área.

– Tudo bem. – ele encolheu os ombros, satisfeito por ficar naquele espaço, uma zona de conforto.

Dirigiu-se ao grupo já separado esperando seu guia e apresentou-se formalmente: Nome, sobrenome, sua formação profissional e qual sua função e o tempo que estava na instituição. Como imaginava, a maioria dos estudantes do grupo eram de Psicologia e, antes que começarem as perguntas, pediu para que fizessem durante o trajeto.

Iniciaram sua “turnê” pela área dedicada aos serviços de Psicologia e o primeiro local onde pararam foi uma área lúdica para o acolhimento de crianças. Ele explicou alguns dos procedimentos utilizados e respondeu as poucas perguntas que os alunos apontaram. Enquanto o grupo explorava o local, encostou-se à porta, para esperar um tempinho.

De repente, sentiu um toque suave sobre o seu ombro e, quando olhou para o lado, Melody surgiu sorridente e ele não conseguiu evitar o susto ao vê-la por ali.

– Oi, Nath! – seus lábios curvavam-se em um sorriso tímido, mas seus olhos brilhavam de forma intensa.

– Oi... Melody. – um grupo de pessoas passou à frente deles, observando as paredes coloridas com curiosidade.

– Você não me disse que fazia trabalho voluntário aqui. – a moça deixava escapar o encanto pela dedicação do rapaz apenas pela meiguice de sua voz.

– Bom... Eu comecei agora, praticamente.

– Isso é bonito, fico feliz por você.

– Obrigado. Bem, preciso voltar ao guia.. – ele aquiesceu, agradecendo a moça pela consideração, mas logo se voltou ao seu grupo, tinha que continuar o trabalho.

Melody sentiu que não podia interpelá-lo muito, já que ele estava trabalhando. Não teve chance de perguntar a Nathaniel se ele também foi convidado para o encontro da turma, mas deixou o assunto para lá, não tinha tanto interesse em ir.  Voltou para perto de Annie e pensou no trabalho de Nathaniel e em como nunca havia pensado nele exercendo aquela profissão. Achava que não tinha muito a ver com ele.

– Nós deveríamos ter ido primeiro para ala de serviços médicos. – Annie cruzou os braços, o rosto enchendo-se de manchas vermelhas de chateação. – Esse pessoal daqui me irrita.

– Quando o outro grupo voltar, nós vamos.  – disse Melody, sem se incomodar com a chateação da amiga.

– Esse cara é bem profissional, hein?!– Annie afastou-se de um grupo de pessoas que observava os desenhos nas paredes.

A moça pequena empurrou o braço da amiga de leve, olhando-a de lado enquanto Melody sorria, sem saber de felicidade por si mesma ou por Nathaniel.

 – Nath sempre foi muito competente. – ela olhou para o rapaz loiro, que passava algumas informações a um grupo de garotas entusiasmadas na frente.

Observou a postura dele, seu jeito sério de falar e admirou ainda mais aquele jeito moral e responsável que ele tinha de lidar com as situações. Sempre teve Nathaniel como um modelo, um exemplo a ser seguido.

– Melody? – Annie observou a amiga distraída a vaguear o olhar pelo grupo – Você quer um babador?

– Annie! – a voz dela soou baixa, mas não menos incisiva.

– Vamos que o grupo já está andando.

Annie adiantou-se a passar a frente de Melody, seguindo o grupo.

Os estudantes já andavam à saída da sala, quando Melody deparou-se ao mesmo grupo de garotas que anteriormente conversavam com Nathaniel,à sua frente, de sorrisos e cochichos enquanto olhavam para ele que guiava o grupo. Sentiu seus músculos retesarem sem entender muito bem o que acontecia com seu corpo.

Agoniada com todo aquele movimento, Annie ultrapassou as garotas e Melody seguiu a amiga, não queria mais presenciar aqueles sorrisinhos.

"Depois vamos pedir o numero dele? Quero saber onde ele atende." Uma garota alta de cabelos vermelhos escarlate falou baixinho com outra moça, ainda aos risos, mas suficientemente bem para que Melody escutasse enquanto passava por ela. Os dedos apertaram-se contra as palmas das mãos e ela logo compreendeu que deveria andar rápido antes que se voltasse para elas e expressasse sua indignação.

Nathaniel estava em ambiente de trabalho. Achava um absurdo a atitude das garotas de paquerá-lo naquela situação.

O grupo seguiu conhecendo alguns outros espaços da área de serviços psicológicos, sabendo um pouquinho sobre o trabalho dos profissionais e como se dava a abordagem deles no acolhimento das pessoas. A cada palavra que Nathaniel dizia, Melody sentia cada vez mais que ele era um profissional maravilhoso e faria uma boa carreira, mesmo que ainda acreditasse que aquela profissão não era o ideal para ele.

Quando terminou a visita de um grupo, Nathaniel recebeu a outra parte de alunos, para a recepção da área. Todo o percurso durou uma boa parte da tarde e já passava das cinco, quando o corpo de visitantes se reuniu para finalmente encerrarem a visita.

Melody observou o grupo de garotas de outrora a encaminharem-se onde Nathaniel se encontrava, perto do corpo de profissionais da instituição.

A moça mal piscou os olhos ou pensou em algo para dizer, apenas andou a passos largos para alcançar o rapaz, deixando Annie sozinha a se perguntar o porquê sua amiga estava tão estranha.  Sem muita dificuldades, obteve êxito em seu objetivo, e as garotas frearam quando a viram perto de Nathaniel.

Tocou levemente o braço do rapaz, que logo virou para ela, pronto para atendê-la.

– Nath... – hesitou, pensando em algo a dizer – É..

– Sim? – ele franziu a testa, observando-a pacientemente.

Aproximou-se um pouco mais dele, que retesou os músculos no momento em que viu o brilho no olhar de Melody. Ela sorriu ternamente, e seus dedos puseram uma mecha de cabelo para trás da orelha.

Qualquer um perceberia: O olhar de Melody era incisivo. Parecia que ela queria mergulhar em sua alma e descobrir tudo que havia dentro de si.

Decidida, Melody seguia, então, a dar o próximo passo. Assim como Annie sempre lhe recomendava.

– Queria ir a um café depois da visita... – hesitou um instante, mas unia força suficiente para continuar a falar – Ou mais tarde, talvez... Quer ir também?

O olhar dele não fugiu nenhum momento do semblante dela. Continuou sério, como se pensasse sobre a proposta, enquanto ela começava a piscar os olhos, o que parecia ser a expressão de sua impaciência.

Nathaniel já tinha a resposta.

– Minha agenda está cheia para hoje. Eu tenho uma reunião agora e...

Ela aquiesceu, compreendendo que deveria ser o trabalho dele. 

– Tenho um compromisso com a Missy logo depois. – ele sabia que sua tez expressava uma rigidez fora do seu habitual, assim como o tom de sua voz.

Pensou em seu ‘compromisso’ com Missy, o qual já envolvia o encontro da turma. Não sabia se Melody tinha sido convidada... E não era seu papel a cumprir.

Ele esperou a reação de Melody e o rosto amigável da moça fechou-se em instantes. Porém, ela nada disse, o que pareceu estranho ao rapaz. Melody apenas aquiesceu novamente, como se aceitasse e compreendesse completamente tudo o que ele lhe dizia.

Agradeceu a ele pelo bom trabalho e saiu, de volta à companhia de sua amiga.

Perguntou-se uma vez o porquê deixou se levar, novamente, pelas ideias de Annie.  Porém, sua mente rondava e se afundava em perguntas sobre o acontecia para que Nathaniel, que sempre fora tão orgulhoso, despisse de seu orgulho para voltar a alguém que havia lhe abandonado. Não era seu exemplo a seguir.

***************

A bagunça no quarto de Missy era mais do que aterradora. A moça passou o dia com Jane organizando cada uma seus trabalhos de conclusão, fazendo pesquisas ou estudando para as provas. Jane arrumava seus pertences para ir para casa. Por mais que Missy insistisse para ir com ela ao encontro, a moça se desfez do convite alegando que ficaria deslocada. Não conhecia ninguém além de Missy e estava muito preocupada com seus estudos.

Missy vestia-se no banheiro do quarto, aprontando-se para esperar Nathaniel.  Assobiava, enquanto olhava-se no espelho, sentindo uma energia estranha de alegria a invadir por conta da programação da noite. Mesmo se alguém preservasse alguma mágoa, tinha Rosa, Nathaniel, Castiel, Lysandre ao seu lado... Tentaria ser forte. Lamentou-se na noite anterior por não conseguir falar com Kentin, mas tinha feito sua parte. 

Assim que terminou de vestir seu suéter vinho e saiu do banheiro, deu de cara a Jane ainda coletando seus textos espalhados na cama.

– O que você acha? – ela virou-se de um lado e do outro, para que a amiga avaliasse seu "look".

Jane olhou-a de cima a baixo, avaliando o jeans preto e o suéter vinho com decote discreto que demarcava um pouco as curvas de Missy.

– Parece uma caloura no primeiro dia da universidade. Muito pouco sexy.. 

– Jay..! – ela riu, sabendo o que amiga tinha em mente. – você acha que eu e Nath nos importamos com isso?

– Bem... Esses quietinhos são os piores. – ela levantou as sobrancelhas e, cuidadosa, tirou Nino de cima de seus cadernos.

Missy soltou uma gargalhada satisfeita, pensando que talvez sua amiga tivesse alguma razão. Voltava-se ao banheiro, quando ouviu seu celular tocar na escrivaninha.

Ela logo correu a pegar o aparelho e viu que era Nathaniel quem ligava.

– Nath?

–*Oi, Missy.*– a voz dele parecia preocupada, o que ela não deixou passar em vão.

– Aconteceu alguma coisa? – perguntou ela, enquanto buscava seus sapatos no armário.

–*Sinto muito, não vou poder te buscar... Surgiu um imprevisto por aqui e vou ter de chegar mais tarde.*

– Ah... Tudo bem. Eu vou de metrô.

Jane se aproximou, acenando para Missy e esta correu para puxá-la pela mão.  Não queria que ela fosse embora naquele momento.

–*Castiel me ligou a pouco e ele me disse que podia te pegar. Na verdade, ele disse que chegava aí sem demora. Passei seu endereço pra ele, certo? *

Missy sobressaltou e Jane estranhou a reação da amiga, curiosa para saber o que passava.

– Ok.

–*Depois eu te explico o que houve.. Desculpe.* – a voz dele soou um lamento sincero e ela logo se apiedou do rapaz.

 – Não, amor, tudo bem...

Ao ver riso baixinho de Jane ela se deu conta de que tinha chamado Nathaniel de "amor". Riu junto da amiga, enquanto ouvia o rapaz dizer que precisava desligar, para não se atrasar ainda mais. Missy encostou o celular sobre a escrivaninha e correu a sentar na cama, para calçar as botas.

– Castiel vem me buscar aqui.

– Olha só, cheia de cavalheiros. – Jane aproximou-se da amiga, colocando sua pesada mochila sobre a cama – Quem é esse?

– Um grande amigo meu e agora do Nath também.– disse, enquanto arrumava suas botas.

– Eles não se davam bem?

– Eles se odiavam... Tipo um par de opostos, sabe? – Missy levantou para terminar de arrumar-se no banheiro – mas eu sempre soube que no fundo havia uma amizade entre eles.

Novamente, a atenção das duas voltou-se ao celular de Missy que vibrava sobre a escrivaninha. As amigas se entreolharam e Missy sabia que Nathaniel não deveria ligar-lhe novamente naquele momento. Andou devagar até a escrivaninha e o número que tentou ligar para Kentin surgia na tela, sem uma foto  de identificação.

Antes que pudesse pensar em qualquer coisa coerente, pegou o telefone e o atendeu, despertando a curiosidade de Jane que logo largou sua mochila sobre a cama e aproximou-se da amiga.

– Kentin! – exclamou, sem ao menos esperar a outra pessoa dizer algo.

–*Alô, quem é?* – disse uma voz masculina bastante rígida, e Missy teve dúvidas se poderia ser ele mesmo.

– Kentin... – o corpo inteiro dela libertou-se do efeito do susto anterior e seu tom parecia mais um alívio – É a Missy.

Um silêncio esquisito pairou no outro lado da linha, assim como no quarto de Missy, enquanto ela e sua amiga trocavam olhares curiosos. Ela havia contado sobre Kentin para Jane no dia anterior e receber aquela ligação de modo tão inesperado, deixou as duas extasiadas.

– *Sim, o que há?* – o tom contundente do rapaz soou como uma lâmina fria que encostava sobre a garganta de Missy e retesasse sua voz.

“Vai! Convida!” Jane hesitou aumentar a voz, não participava daquele grupo de colegas, mas ficava animada com aquela história.

– Você está na cidade? – continuou a moça, incentivada pela amiga.

– *Eu trabalho em uma cidade vizinha agora...* – ele parecia menos rígido, porém de nada adiantou para Missy – *Mas, vim passar o final de semana com meus pais, porquê?*

– Eu te liguei ontem algumas vezes... É que nossos colegas estão planejando um encontro hoje à noite, naquele parque que ficava perto da minha antiga casa, lembra?

– *Esse número está com minha mãe. Ela não atendeu por ser um número estranho.* – Kentin fez uma pausa, como se ponderasse sobre o convite. – *Eu me lembro, sim, mas não sei se conseguirei ir.*

A última frase dele parecia um ponto final no assunto. Missy piscou os olhos, querendo dar um abraço apertado em Kentin naquele momento. Jane segurou-a pelos ombros, como se tivesse escutado toda a conversa e quisesse confortar sua amiga.

– Tudo bem, mas ficaríamos felizes em te ver por lá. – ela sorriu para Jane agradecendo-lhe pelo apoio.

O rapaz demorou-se alguns segundos, mas seu “Obrigado” foi logo seguido pelo som do bipe da ligação terminada. Missy suspirou, observando a tela brilhante do celular.

– Deveria ser charminho. Ele vai. – Jane abanou a mão, tentando tranquilizar a amiga.

– Eu espero... Kentin deve ter ficado magoado comigo. Ele não é frio assim.

Ela colocou o celular na bolsa que levaria consigo e partiu para o banheiro, para terminar de arrumar seus cabelos e colocar pouca maquiagem como sempre gostava. Jane deixou um pouco a preocupação com seus problemas de lado e se propôs a ajudar a amiga com a maquiagem. Suas palavras doces trouxeram mais de conforto para a pequena angústia que insistia em ressurgir no coração de Missy.


Notas Finais


Alguns detalhes desse capítulo serão importantes para vocês compreenderem o que está por vir...

Bom, eu espero que vocês, também, compreendam a construção que eu tento fazer na historia... é uma percepção minha sobre várias coisas do jogo... Quero tentar deixar o mais claro possivel.
enfim, obrigada por tudo! ♥


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