História Sentimentos Proibidos - Capítulo 6


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Incesto, Romance
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Palavras 2.667
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Hello Leitores!!!
No começo da Fic eu disse que ia postar um capitulo por semana!!
Mas tô postando dois ou três!!
Isso porque vocês me impulsionam a escrever, PF Continuem!!!
Mas não fiquem mal acostumados!!

Boa Leitura...

Capítulo 6 - Negação...


Saiu de perto de Kely e me choco contra a parede, minha respiração acelerada, meu coração praticamente saindo pela boca, olho para o corredor que se estende a nossa frente e quando vejo que está vazio meus olhos voltam para os de Kely, ele continua me encarando, agora sentado ereto.

- Kel-ly... O... O que está acontecendo com a gente? - tento dizer.

- Ket... Eu não sei... Eu não... Meu Deus eu quero tanto... Isso não pode... -

- Não, não pode Kely, isso não pode acontecer, isso é errado, nós não... me Deus, o que tem de errado conosco? -

- Não, isso não pode acontecer, temos que... - Mas ele não consegue terminar.

- Temos que parar, temos que... Isso não está acontecendo, isso é um engano... Nós somos irmãos e isso não está... Tá tudo bem, não aconteceu nada. Não vai acontecer nada. - Começo a pegar as compras de forma convulsiva, estou no automático e Kely não tenta me parar. Pego tudo o que posso seguindo para nosso apartamento, derrubo algumas coisas no caminho, mas não ligo, continuo andando e não paro.
NÃO ACONTECEU NADA, eu continuo repetindo.

O resto da noite é um inferno, pra mim pelo menos. Me tranco no meu quarto e não saiu nem para comer, não consigo me forçar a encara-lo. Deus, ELE SABE. Não tinha noção do quanto estava torcendo pra que isso fosse só algo da MINHA mente, mas ele sabe, ELE SENTE isso, e não sei mas como olha-lo e enxerga o antigo Kely.

Quando me acordo na sexta sinto o súbito desejo de entrar em coma, mas me forço a levantar, tomo um banho rápido e visto uma calda e blusa preta, prendo meu cabelo tipo coqueiro e pego minhas coisas indo pra cozinha, sinto que Kely está lá antes mesmo de entrar e mantenho meu olhar no chão enquanto pego o meu prato em cima do balcão e sigo pra comer na sala, esculto ele suspirar e não entendo porque estou tão consciente de cada movimento que ele faz, porque NÃO ACONTECEU NADA.

Quando chegamos no carro abro totalmente minha janela colocando minha cabeça pra fora o quanto posso sem perde-la no trânsito e passo o caminho todo assim, ignorando até mesmo Ken, praticamente corro de dentro do carro assim que estacionados e sigo pra dentro da escola sem me despedir.

Tenho plena consciência de que não tenho prestado muita atenção em qualquer pessoas que não seja crucial desde o acidente, mas hoje fico hiper consciente disso, é como eu estivesse procurando um indício de que as pessoas sabem, mas só consigo perceber o quanto tenho evitado que ela me vejam esses dias, e consequentemente tenho evitado velas.
Lara, a ruiva gata da minha sala, ainda está pegando o Dewn, provavelmente porque ele é capitão do time. Tânia e Eric parecem ter terminado, mas vejo os olhares que trocam mesmo assim. Amanda, Nerd do clube de Xadrez, ainda deve ser afim do Victor, ela o encara muito...
Ainda estou nessa quando Victor senta ao meu lado no terceira aula.

- Ei Kethy, tudo certo pra amanhã à noite? - me pergunta beijando minha cabeça.

- Há, claro, vai convidar alguém? - Tenho que arrumar alguém pra me levar, não posso mesmo ir com Kely... Deus, ainda não dei o convite a ele! Droga.

- Vou pegar carona com o John. - John é o moreno bonitão do time, sensação no futebol e com as mulheres. Resumindo: Uma Galinha.

- Tudo bem, vou falar com a Ellen. Talvez ela possa me levar. -

- Ela convidou alguém? - Tenho que dar crédito a ele, ele tentou mesmo parecer desinteressado, mas não rolou.

- Não Victor, ELA não convidou NINGUÉM. E NINGUÉM convidou ELA. -

- Humm... - Ele murmura fingindo não entender, e se vira pra conversar com John. Covarde.

Passo o resto da aula sem conversar muito, não sei como para definitivamente de pensar nisso, e toda vez que pareço está totalmente esquecida eu lembro, não consigo fugir dessa merda e não tenho mesmo paciência pra dar tempo ao tempo.

- Porque você não vai com seu irmão?- É o que Ellen pergunta assim que pergunto se ela pode me levar, e é exatamente o que eu não queria que ela perguntasse, de novo, eu estava quase me esquecendo.

- Ele não sabe se vai. - ou melhor, ELE NÃO SABE QUE PODE IR. - Mas se convidou alguém, tudo bem. Não quero incomodar. - Eu sei que ela não convidou.

- Não, tudo bem. Vou te buscar as 19:00, OK? -

- 19:00, Perfeito. Obrigado. - Lança um sorriso doce e volto a comer evitando qualquer outra pergunta dela.

- E você Vivi, convidou alguém? - Vivi é o apelidei nada carinhoso que Victor recebeu quando chegou na escola, não era só eu que pensava que ele era gay. Eu não devia ter contado essa história pra Ellen.

- Ninguém. Prefiro ir sozinho e pegar quantas eu quiser.- Ele mente, não pega ninguém a anos. - E você, querida? - Ellen odeia ser chamada de querida.

- Ninguém. Não encontrei nenhum que merecesse essa honra. -

- Ou que fosse aceitar. - Ele murmura.

- O QUE? - E o resto do lanche se passa com mas uma das brigas rotineiras deles.
Mas dificilmente eu acompanho tudo o que eles dizem, minha mente fica involuntariamente se teletransportando para dentro de um certo elevador.

Ken tenta puxar papo comigo enquanto estamos esperando Kely chegar, Porém estou inquieta de pelos longo minutos que vamos ter ficar dentro daquele carro pra colaborar. Mas a viajem é um pouco mas clama que de manhã pós Kely sustenta a conversa o tempo todo com Ken e fingi que eu não existo, parece ser bem fácil pra ele. E eu me odeio por ficar irritada com isso.

Quando chegamos em casa vou a cozinha, como dois pães e sigo direto por meu quarto, não pretendo sair de lá mas hoje.

- Ket. - Kely me chama quando já estou na porta do quarto, entro depressa é tranco a porta. Meu coração está acelerado só de ouvi-lo me chamar pelo apelido que só ele usa, observo paralisada o maçaneta ser forçada até ele finalmente desistir e ir embora.
Demoro pra dormir nessa noite. Não tem nada aqui que possa chamar minha atenção e eu não sei como fazer todos esse pensamente e sentimentos flutuarem pra longe agora, é no meio dessa guerra que apago.

Meus olhos se abrem subitamente pela manhã. Meu peito sobe e desce rápido de mais, minha testa está suada e minha mente... Merda, Merda, Merda... Isso não pode acontecer, não posso ter sonhos assim com meu irm... Com Kely.

Tomo um longo banho de água gelada, mas quando saiu ainda é cedo de mais para um sábado, saiu do meu quarto sem fazer barulho e como pra confirmar minha teoria a casa está em total silêncio, todos ainda dormindo.
Minha barriga ronca, vou até a cozinha e pego um pacote de biscoitos no armário e quando vou voltando vejo as bolsas com nossas compras num canto da sala, e então decido que esperar pra fazer isso com eles só vai estragar o prazer da coisa, então pego minha parte das coisas e levo para meu quarto, visto um short curto com um top velho e encosto a porta.

Primeiro afasto tudo da parede, o guarda roupas é a parte mas difícil, e sigo as instruções para colocar o papel de parede de lírios azul claro que escolhi. Depois me aventuro a colocar os cabos que sustentam as cortinas também azuis, nisso eu demoro um bom tempo, mas acabo conseguindo. Estou pregando o armário em uma das paredes quanto minha porta se abri, erro uma martelada que faz um amasso na parede.

- Pensei que fôssemos fazer isso juntos. - A voz profunda de Kely, ainda rouca de sono, fala.
Me viro com cautela pra não acabar de cara no chão, porque meu corpo parece geleia quando ele está perto?

- Pensei que seria legal fazer isso sozinha. Você estavam dormindo, não quis acorda-los - Ele assente, seis olhos percorrendo meu corpo. Fico consciente da minha pouca roupa.

- Cla-aro, tudo be-em. - Ela pisca algumas vezes e começa a fechar a porta.

- Kyle, espera. - ele volta exatamente a onde estava, os olhos vivos e cheios de... esperança?
Vou até minha bolsa em cima da cama e pego os convites no bolso.

- Vai ter uma festa na casa do Dwen, acho que você conhece o irmão mas velho dele, e ele pediu pra que eu te entregasse um convite. - Fico o mas longe possível enquanto estendo o papel.
Ele pega murchando um pouco a postura, não que isso deixa ele menos alto e enorme.

- Hum, é pra isso que vai hoje à noite? -

- Humrum. -

- Tá, valeu. - Ele me lança um sorrisinho decepcionado e sai. O que ele esperava que eu fizesse? Me jogass... Melhor para pensar nisso.

Quando fico satisfeita com o resultado do meu quarto já é começo de tarde, término outro longe banho e estou procurando uma roupa quando minha porta novamente começa a se abrir. SERA QUE ELE NÃO SABE BATER, MERDA?
Pego uma calda velha e uma blusa de renda branca estilo bata e corro por banheiro bem a tempo da porta ser escancarada.

- Kethy? - A voz de Keny chega abafada pela porta do banheiro.

- Já to indo Ken. - Término de me arrumar e acalmo minha respiração, uma mistura de alivio e decepção no meu peito.

- Quer ir numa sorveteria comigo e Renan? - Ele pergunta inspecionando meu quarto "novo".

- A mãe dele não pode levar vocês? -

- Não, ela está ocupada e disse que só deixa o Renan ir se eu arrumar alguém pra ir com agente. - Ele sorri pra mim.

- Então você está me usando? - Ele assente sem nem hesitar.

- Tá bom, Vamo logo. - Pego meu celular é coloco no bolso da calça e depois vou ao guarda roupa pegar um pouco de dinheiro, e fico preocupada quando vejo que está acabando, não quero pedir nada a Kely.

- Vamos ou bora? - Ken me trás de volta. Pego trinta reais e vou atrás dele.

Entendo exatamente porque Ken e Renan se dão tão bem, eles sao bastante parecidos. Gostam da mesmas coisas, falam do mesmo jeito, tem um humor parecido e parecem realmente gosta da campainha um do outro. Tanto que eu quase me sento excluída, Quase. Fomos a uma sorveteria perto do prédio e ficamos conversando sobre coisas banais enquanto comíamos, depois não queríamos ir pra casa então ele me arrastaram pra um shopping não tão perto de casa assim, eu não estava vestida pra isso mas ninguém pareceu se importar. Percorremos uns lojas e compramos uns salgadinhos enquanto observávamos as pessoas e fofocávamos. Ainda não satisfeitos eles arrastaram pra um cinema que tinha ali e fui forçada assistir um filme onde os bichos se comportavam literalmente como pessoas assim que seus donos saiam de cada. Foi uma tarde divertida e quando eu olhei por relógio já eram quase cinco hora da tarde, então eu reboco os dois pra casa.

Ken pede pra ficar na casa de Renan mais um pouco e eu digo que contanto que a mãe dele deixe eu não vejo problema.

- Obrigado por cuida dele. - A mãe de Renan diz quando os meninos entram no apartamento.

- De nada, eles são ótimos. - Ela tem o cabelo em coque, ainda apresenta o mesmo sorriso, mas parece preocupada.

- Afinal, meu nome é Márcia. - Me estende uma mão.

- Kethylin. - Aperto a mão dela e sorriu. - Eu tenho que ir, me arrumar pra sair. -

- Claro. Tenha uma boa noite. -

Agradeço e sigo para a minha casa.

Me arrumo bem rápido. Coloco um vestido vermelho curto não muito justo e uma sandália rasteirinha, solto o cabelo e pego uma bolsinho preta pra coloca o celular e mais dinheiro, Quando a mensagem de Ellen chega eu já estou pronta.

Estou aqui em baixo! Pronta?

- Já vai? - Kely me pergunta quando vou passando pela sala, ele não parece que vai sair hoje, desarrumado sentado assistindo TV.

- Já, o Ken tá no casa do Renan. - E fujo antes que ele possa ver meu desequilibrou mental perto dele.

Ellen está toda colorida como sempre, uma calça jeans roxa com uma blusa verde lodo e as sempre presentes pulseiras malucas.

- Ele não vai mesmo? - Deus, ela é horrível.

- Acho que não. - respondo vaga.

- Ainda estão brigado? -

- HUMRUM. - E ela deixa pra lá.

A casa de Dewn é grandinha, com um jardim bonitinho na frente e uma varada organizadinha. Nada de mais.
A festa é o mesmo de sempre, um monte de gente bebendo e se pegando como se o mundo fosse acabar amanhã, decido resumir minha noite a dançar, e ponho isso em isso prática quando Victor nos alcança e eu vejo um brilho nos olhos dele quando ele olhar pra Ellen que ele não está tentando disfarçar.
A maioria das músicas são embaladas o suficiente pra me seguras dançando por uma década, não que eu seja muito boa em dançar, mas aqui, no meio de um monte de gente bêbada, eu não sou a pior.

Quando minhas pernas já estamos começando a doer vou até a cozinha pequena e bagunçada da casa tentar encontrar alguma coisa que não fosse álcool puro pra beber, mas não vou muito longe, antes de chegar a cozinha eu vejo Kely perto de uma parede da entrada com Lara praticamente pendurada em seu pescoço, eu realmente tento simplesmente ficar indiferente a isso como a todos os outros casais se pegando ali, mas não dá.
Eu sinto um ciúme dos infernos dele e tenho certeza que isso está totalmente evidente na minha expressão quando seus olhos se encontram os os meus, os olhos dele se arregalam e ele a afasta e começa a vir na minha direção, não sei o que ele pretende fazer e não fico pra descobri, saiu pelo porta da frente o mas rápido que posso e como não quero arrastar Ellen dali, descido ir pra casa andando, e é exatamente o que faço.

Mas não é a ideia mas inteligente já tive e eu não sei o que machuca mais, o solado da sandália depôs de muito tempo andando, ou as pedras do concreto das calçadas. Isso sem falar que já era tarde da noite e eu estava vagando sozinha pelas ruas, fico aliviada quando entro no elevador, não sem antes perceber os olhares das pessoas na recepção quando passo, inclusive aquela tal de Verônica que infelizmente estava lá.
Abro a porta do apartamento como se minha vida dependesse disso é antes que eu consiga processar qualquer coisa os braços de Kely está ao meu redor.

- Graças a Deus, eu ia ligar pra polícia agora mesmo. - Fico totalmente parada e sem respirar por uns segundos antes de soltar minha bolsa e a sandália no chão e me agarrar a ele. Deus, é tão bom está perto dele, não devia ser tão bom mas é e eu quero me perder no cheiro dele, no calor dele...
Kely se afasta um pouco, só o suficiente pra conseguir me olhar nos olhos e é aquilo, aquela expressão atormentada e cansada que eu vejo que me desarma.

Ele é tão lindo, e eu o desejo tanto. Não como um irmão, eu o desejo como homem, do jeito que nunca desejei ninguém é não consigo mas fugir disso, porque está na minha frente e eu não quero mas mentir pra mim, eu quero ele.
Deus, EU QUERO MEU IRMÃO.
Então involuntariamente começo a chorar, porque a) Isso me assusta muito e b) Não vejo um universo onde eu realmente possa te-lo assim.


Notas Finais


Não se esqueçam de comentar qualquer coisinha produtiva pra mim!!
Até o próximo capitulo... Que sera em Breve!!

XoXo, TamyMilly...


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