História Separated by the war - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Hetalia: Axis Powers
Personagens Alemanha, América (Estados Unidos da América), Belarus (Bielorrússia), Canadá, China, Dinamarca, Espanha, Estônia, França, Hong Kong, Hungria, Inglaterra, Islândia, Japão, Letônia, Liechtenstein, Lituânia, Noruega, Personagens Originais, Polônia, Portugal, Prússia, Rússia, Suécia, Suíça, Taiwan, Ucrânia
Tags Hetalia
Exibições 7
Palavras 1.928
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - Primeiro encontro


No dia seguinte, Arthur acordou mais do que disposto, foi até a cozinha da pousada e fez seu café da manhã junto ao de Alfred, o que pareceu não o agradar muito, afinal, a expressão que o mesmo fez ao ver a comida foi de puro horror.

O inglês nunca fora bom quando se tratava de culinária, mas sempre gostou muito de preparar várias receitas diferentes, que na realidade resultavam em um desastre atrás do outro. 

Ao terminar a refeição, Arthur se ofereceu para lavar os pratos e Alfred foi para seu quarto tentar escolher algo decente para usar durante a visita à japonesa. No final das contas acabou optando por uma calça preta, uma camisa social branca, e claro, o par de sapatos que pegara "emprestado" de Arthur. 

Depois de pronto, foi correndo até a sala para mostrar a roupa ao amigo, mas o mesmo já não estava lá. Perguntou a respeito do inglês a uma moça que estava no local, que o informou que Arthur já havia saído há um tempo. 

Com um suspiro, Alfred saiu da pousada e se dirigiu à casa de Sakura. 

Ao chegar no local, encontrou a moça dormindo em uma cadeira no jardim; se sentou no chão, ao seu lado, e a observou por pouco tempo, até ela acordar.

-Alfred? -Perguntou sonolenta ao notar a presença do rapaz estrangeiro ao seu lado, esfregando os olhos envergonhada por haver dormido enquanto o esperava.

-Oh... Eu te acordei? Sorry Lady, não era minha intenção.

Alfred se levantou e beijou a mão de Sakura, numa tentativa de imitar o que Arthur provavelmente faria se estivesse em sua situação.

-É realmente ótimo poder te ver novamente. -Lançou um olhar sedutor à japonesa, o que fez a mesma corar e se perguntar se ele tinha algum problema mental.

-Di-digo o mesmo Jones-san.

-Apenas Alfred, por favor.

-Certo, apesar de que acho seu sobrenome muito bonito. -Falou tímida.

-Conheço uma forma de pô-lo no seu nome...

-O que?

-Na-nada...

-... Gosta de chá?

 

 

                                                                    ~

Depois de longos minutos correndo e de ter se perdido, Arthur finalmente chegou à cafeteria onde Kiku trabalha.

Ao notar a presença do inglês no local, o japonês pôs a mão direita em sua testa, rezando para que tivesse paciência.

-Eu preciso falar com você! -Arthur falou se aproximando do balcão.

-Meu turno acaba em 15 minutos. -Falou indiferente. -Vai querer algo enquanto isso?

-Uma xícara de chá por favor.

-Apenas?

-Duas.

-Certo senhor. -Tentou esbouçar um sorriso.

Passados os 15 minutos, Kiku se aproximou da mesa em que o europeu se encontrava e lhe deu a conta. Ao colocar a mão no bolço o britânico percebeu que havia esquecido sua carteira, não se conformando começou a enfiar as mão em todos os bolços de suas vestes; logo tirou o casaco e o sacudiu. Quando estava prestes a tirar a camisa o oriental o interrompeu.

-Na-não senhor! Por favor não faça isso! E-eu pago para o senhor.

-A-ah... Obrigado.

Ao saírem do estabelecimento os dois começaram a andar sem rumo, perdidos em seus pensamentos e ainda constrangidos por causa do ocorrido.

Arthur pensava em como o garoto fora fofo por ter pago a sua conta, geralmente o deixariam tirar todas as suas vestes até ficar completamente nu e o forçariam a fazer trabalho escravo... E roubariam suas roupas.

Já Kiku pensava em como a cena foi divertida. Achou a reação do ocidental hilária e constrangedora, nunca havia visto alguém reagir daquela forma àquela situação.

Sem perceberem, os dois deram as mãos, enquanto o asiático os guiava inconscientemente por aquelas ruas tão conhecidas para si. Quando se deu conta, já estava em frente à sua casa e ao perceber que segurava a mão do loiro, a soltou imediatamente.

-O que quer comigo? -Perguntou constrangido por ter andado por sabe-se lá quanto tempo de mãos dadas com aquele homem e por haver o levado para sua casa.

-Bem... -Falou voltando aos poucos à realidade. -Ah, sim, eh... Espere... Qual é o seu nome?

-Honda Kiku... Kiku Honda, como vocês ocidentais dizem.

-Sou Arthur Kirkland, ou Kirkland Arthur, como preferir. -Deu um riso bobo enquanto coçava a nuca.

-Kirkland-san... -O encarou, pedindo de forma silenciosa para que lhe dissesse porque o tinha procurado.

-A sua prima, ela... Está com o Alfred... -Falou olhando nos olhos do moreno.

-O que?! -Se desesperou. -Onde?

-Na... Casa dela. 

Sem pensar duas vezes, Kiku correu até a casa de sua prima o mais rápido possível, sendo seguido por Arthur que se incomodou com toda a pressa do menor.

Quando chegarem no local, o mais baixo avistou sua prima tomando chá com o americano. E como em um filme de má qualidade, se escondeu em um arbusto junto a Arthur para tentar observar o que os dois faziam sem serem notados.


-Alfred, me perdoe se o chá estiver ruim, acredito que nosso chá não seja tão parecido com o que vocês consomem.

-Tudo bem, está ótimo. Sabe, acredito que todo chá seja uma obra de arte. -Certo, agora ele estava indo longe demais.

-Me-mesmo? -Perguntou com os olhos brilhando por estar impressionada.

-Claro, bebo chá todas as tardes enquanto como carvão... Digo, scones. -Pôs a mão sobre a dela, o que fez Kiku, por instinto, tentar se levantar, mas Arthur foi mais rápido e o puxou bruscamente, numa tentativa desesperada de impedi-lo de se levantar; o que acabou resultando nos dois caídos no chão, com o japonês deitado sobre o corpo do inglês. 

Em uma mistura de nervosismo, constrangimento e ansiedade, Kiku tentou se levantar rapidamente mas foi puxado pelo outro, voltando àquela posição.

-Você a ama não é?

-É minha prima, é óbvio que sim. -Falou ainda mais nervoso com a situação. 

-Não dessa forma...

-Eu não sei do que está falando... -Afirmou com a voz de certa forma chorosa. Aquele assunto causava muita dor no mais novo, aquele era seu segredo, o segredo que iria levar para a tumba sem que ninguém descobrisse. E então, aquele maldito europeu aparece e diz aquilo. Quem ele pensa que é? Quem ele pensa que é para falar de seus sentimentos daquela forma? Ele não sabe que isso dói? Havia ocultado aquilo por muito tempo, não aguentaria mais. Já podia sentir as lágrimas molharem seu rosto. O que fizera para merecer aquilo? Por que sentia aquilo pra início de conversa? E por que justo pela sua prima?

Arthur nada disse, apenas acariciou a cabeça do outro e o permitiu chorar. E ali eles ficaram, naquela posição tão estranha mas ainda assim confortável.

-Eu quero te ajudar. -O ocidental falou com a voz rouca.

-Você não tem nada haver com isso. -Repousou a cabeça no peito do inglês, já havia perdido a consciência do que fazia mais uma vez.

-Olhe para eles! Estão apaixonados! Então sim, eu tenho,algo haver com isso.

-Não seja idiota! É impossível algo assim acontecer tão rápido!

-O amor sim, já a paixão não.

-Perdoe-me pelo que irei dizer mas... Você é um idiota.

 


-Está ouvindo isso? -Sakura perguntou ao ouvir algo parecido com vozes.

-Deve ser só um bicho.

-São pessoas!

Não são, vem. -Se levantou e estendeu a mão para ajudar a moça a se levantar. -Eu vou olhar. 

-Na-não! E se forem ladrões? -Tentou o puxar, mas tudo que o outro fez foi puxa-la pelo braço e tirar uma arma do bolço.

-Caso as dúvidas. -Balançou a arma sorrindo como uma criança que acabara de ganhar um doce.

A moça apenas assentiu e o seguiu, ainda com medo, mas tentou confiar nele.

Ao se aproximarem do arbusto de onde vinha o som, com Alfred na frente de Sakura apontando a arma para o local, ambos se surpreenderam ao verem Arthur e Kiku abraçados no chão.

-Primo?!

-Você me desobedeceu! Estou de olho em você mocinha! -Falou se levantando, sendo seguido por Arthur.

-Hey Artie, o que faz aqui?

-E-eu vim... -Tentou pensar em alguma desculpa quando viu seus sapatos. -Pegar meus sapatos seu desgraçado!

-Arthur-san... O senhor gostaria de chá? -A japonesa perguntou, tentando evitar uma possível discussão. 

-Se não for te incomodar jovem Lady. -Se ajoelhou para beijar sua mão.

-Sem problemas, nunca imaginei que vocês fossem tão parecidos. -Soltou um risinho.

-Nem eu lady, nem eu... -O inglês falou olhando nos olhos de seu companheiro, o fazendo se arrepiar.

 

                                                        ~

Os quatro estavam sentados no chão, calados. Arthur era o único que estava bebendo chá. A garota estava nervosa, sabia que seu primo estava com raiva de si, mas não conseguia entender o porquê dele estar com o europeu.

-Kiku... -O chamou, sabendo que se não perguntasse agora iria acabar tendo vergonha de perguntar depois e não conseguiria dormir à noite por cause de sua curiosidade. -O que estava fazendo com o Arthur-san?

-Nos encontramos por coincidência.

-Estavam abraçados no chão...

-Foi culpa dele!

-Você vai mesmo esconder algo de mim? Achei que pudéssemos confiar um no outro... -Abaixou o olhar e falou tentando, com sucesso, falar de forma triste.

-Estávamos resolvendo um assunto importante e...

-E não é do meu interesse, tudo bem, eu entendo. Se não se importarem vou lavar isso. -Tomou a xícara cheia pela metade das mão de Arthur, que protestou com o olhar.

-Arthur e esse dai vão morar na minha casa! -Cuspiu as palavras em uma tentativa desesperada de não magoar mais sua prima, se arrependendo muito depois.

-Sério?! -Os três disseram ao mesmo tempo.

-Que-quer dizer... Claro que vamos, nós planejávamos fazer uma surpresa para vocês. -O britânico falou, tentando entrar no jogo do outro.

-Kiku você é incrível! -Jogou a xícara no chão, a fazendo se despedaçar e o inglês se ajoelhar em frente ao objeto, se perguntando como alguém poderia cometer tal crueldade.

A japonesa se jogou nos braços do primo, o abraçando. O que acabou despertando certos ciúmes em Arthur, que jurou mentalmente que faria o possível para não a odiar.

-Quando nós vamos? -Alfred perguntou se juntando ao abraço.

-Hoje porque a diária do hotel é cara. -Arthur falou, finalmente se levantando.

-Você não vem Arthur-san? -A japonesa perguntou o olhando de forma doce.

-Hum? 

-Abraço em grupo. -Sorriu para o loiro.

-Okay, Okay. -Se juntou ao grupo, os abraçando.


                                                ~


Depois dos ocidentais voltarem para a pousada para pegarem suas coisas; Kiku se deitou na grama e se permitiu relaxar. Os pais de sua prima haviam viajado para algum lugar, não sabia de nada a respeito, apenas que sua prima ficaria só por um tempo, o que o preocupava.

Se perguntava o que a levou a convidar Alfred para sua casa. Ela costumava fugir dos homens que a procuravam e de repente ela... Por que isso? Por que justo o americano? Seria isso amor? Paixão? Ele não sabia dizer o que era. Seria o tal amor à primeira vista? Não, ele não acreditava naquilo.

-Kiku-chan... -Pode ouvir sua prima o chamar. "Kiku-chan", há quanto tempo ela não o chamava assim?

-Me desculpe pelo incômodo hoje. -Falou se sentando.

-Não, tudo bem... Eu... Digo... O Arthur-san... É seu... Namorado?

-O que?! Não!

-Desculpe. -Riu. -Te aconselho a abrir bem os olhos, existem oportunidades em nossas vidas que não podemos deixar escapar, afinal, elas só irão aparecer uma vez.

 

                                                        ~


-Hey, Artie.

-O que é?

-O Kiku é seu namorado?

-Não! -Falou indiferente.

-Quer que seja? -Provocou e sentiu ser acertado pela peça de roupa que estava na mão do inglês.

Ambos começaram a rir, estavam se divertindo enquanto arrumavam as malas.

Alfred pensava em como seria viver na casa do japonês. Já Arthur, pensava em uma pessoa que sentia falta, seu primeiro amor, Afonso.

 

 

 

 


Notas Finais


E foi isso :3 Se encontraram algum erro por favor me perdoem e se possível me avisem. Ficaria muito feliz se vocês podessem me dizer o que acharam através de um comentário ><


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