História Sequestrada - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Drama, Romance, Tortura, Violencia
Exibições 72
Palavras 2.784
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 13 - Corra Meg, corra!


Fanfic / Fanfiction Sequestrada - Capítulo 13 - Corra Meg, corra!

Megan's POV

Os dias foram passando e eu continuava no pequeno quarto escuro, com apenas uma pequena janela com grades. Não havia nenhum móvel ou lençol, eu dormia sentada naquele chão gelado e sujo.

Alguém vinha de vez em quando trazer comida e ainda tinha dias que esqueciam.

Ouvi a porta sendo aberta e alguém descendo, não imaginei quem seria até ver seu rosto. Ele aproximou-se de frente para mim e pegou meu braço com força, me fazendo levantar. Sua mão veio de encontro ao meu rosto, tirando o cabelo dos meus olhos e virei meu rosto. Tentei me soltar de seus braços, mas ele apertou mais ainda. Vi que se aproximava mais para beijar minha boca e acabei cuspindo nele, que se afastou imediatamente.

— Sua vadia. - ele veio em minha direção zangado e com os olhos cheio de ódio, começou a desabotoar o cinto, me dando um certo medo. Tentei fugir dele, mas o mesmo me pegou rapidamente e me empurrou brutalmente contra a parede, me certando. Eu não tinha pra onde fugir.

— Não faça isso, Chris, por favor, não faça isso! - tentei fugir quando ele começou a passar as mãos brutalmente sobre o meu corpo, lutava contra, mas ele estava usando a força.

Fui tentar correr e acabei caindo no chão, Chris me pegou e me arrastou pelas pernas para junto dele. Com força, abriu minhas pernas enquanto eu berrava para que ele não fizesse isso. Ele trucidou a minha roupa, rasgou tudo até me deixar só de calcinha e sutiã. Eu estava desesperada. Socava o peito dele com toda minha força e me sacudia, mas ele não pareceu se importar. Chris rasgou minha calcinha com uma única puxada e me penetrou com toda sua força, eu chorava de nojo e de ódio. Comecei a gritar, mas parecia que ninguém me ouvia.

Senti umas cutucadas e meu nome de longe ser chamado. Numa respiração, abri meus olhos e respirei fundo como se estivesse sido afogada. Encontrei Samanda na minha frente com umas roupas penduradas no braço, me levantei rapidamente e fui em direção a ela, lhe dando um abraço. Eu estava suada e tremendo. Foi tudo um sonho, Megan, tudo um sonho.

— O que aconteceu? - Samanda disse, devolvendo o abraço.

— Eu tive um pesadelo horrível. - Eu gaguejava desesperada. Soltei de seus braços e fiquei andando de um lado pro outro. – Ele tinha descido aqui e... Ai meu Deus, foi horrível.

— Calma. - disse ela. — Foi apenas um sonho. - Concordei com a cabeça, e sequei minhas lágrimas.

— Eu acho que eu estou ficando doida, já é meu terceiro pesadelo. - Me sentei no chão e ela me entregou as roupas para o show.

— Volto daqui 2 minutos. - Ela levantou e saiu. Bufei, me levantando e tirando minha roupa para colocar o collant. Assim que o peguei, lembrei da noite em que fui obrigada a dormir com Harry. Ainda sentia o toque dos seus dedos na minha pele nua assim como sentia sua respiração no meu pescoço. Eu queria parar de pensar, mas não conseguia. Ele foi o meu primeiro, não teria como esquecer, como não teria como esquecer o que Chris fez comigo.

Me vesti e depois de um tempo a porta foi aberta. Samanda desceu as escadas entrando no quarto.

— Já está pronta? - perguntou.

— Infelizmente. - disse desanimada.

— Hoje depois do show você terá que dar uma volta pela boate até ser escolhida por um homem. - ela disse e eu paralisei quando andava para fora do quarto. — Eu sei que é horrível...

— Não, você não sabe! - gritei para ela. — Você pode ter escolhido essa profissão para se sustentar, mas eu não. Eu só tenho 17 anos, amanhã faço 18 e o meu presente de aniversário vai ser um velho safado idiota em cima de mim. - disse chorando.

Subi rapidamente e sai andando pelo corredor até uma porta que dava para a coxia do palco da boate. As garotas já estavam posicionadas em seus lugares e eu ainda estava secando meu rosto, mas não adiantava porque mais lágrimas desciam.

O cara anunciou e eu fiz a pose de começo. As cortinas se abriram e começamos a dançar. Tentando segurar o choro procurei alguém conhecido pela segunda vez durante aqueles dias, mas foi em vão. A música parou e em seguida descemos do palco.

Andei no meio daqueles homens suados e nojentos e um deles acabou batendo com força na minha bunda que me fez dar um pulo assustada.

— Gostosa. – disse, me analisando de cima a baixo. Respirei fundo e continuei andando até um outro cara me parar.

— Você é nova aqui? - concordei com a cabeça. — Então sei que se eu te levar para fora custará mais caro.

— Acho que não.

— Por que acha isso?

— Eles não deixariam eu sair.

— Será mesmo? - ele foi até os fundos da boate e parou na porta onde ficava o escritório de Mika. Cochichou algo no ouvido de um guarda que acenou positivo com a cabeça e deu passagem para ele.

Fiquei no canto da boate encolhida, olhando para todos os lado procurando algo que eu nem sabia, lamentei quando vi o mesmo cara se aproximando novamente com um sorriso no rosto.

— Foi difícil, mas consegui. - passou os braços em volta da minha cintura, me fazendo dar um pequeno pulo com o seu toque. — Não precisa ter medo de mim, eu não mordo. - eu o olhei assustada.

Assim que passamos pela porta da frente eu me toquei que estava saindo pela primeira vez daquele inferno.

Senti o vento batendo em meus cabelos me fazendo sentir-se livre; Mas a sensação acabou quando vi um dos caras que trabalhavam para Mika nos seguindo. Reconheci o rosto, ele era o cara que havia me dado um tapa porque não respondi uma pergunta besta de Mika.

Paramos em frente a uma BMW enquanto o cara que nos seguia entrava em uma SUV preta estacionada logo atrás.

O homem ao meu lado ligou o som e começou a dirigir em alta velocidade pelas ruas de Miami Beach.

Depois de um tempinho dentro do carro, finalmente ele parou em um único sinal vermelho. As ruas estavam cheias de automóveis e algumas pessoas passavam por ali. Enquanto o cara ao meu lado balançava a cabeça e os dedos no volante no ritmo da musica, eu tirava disfarçadamente os meus saltos. Ele se pendurava na janela dizendo coisas sujas toda vez que uma mulher passava ao lado na calçada.

Olhei para o retrovisor e vi o carro preto atrás de nós onde o grandalhão estava, olhei para a trava da porta e olhei para o retrovisor novamente. Mais uma vez o cara ao meu lado se pendurou na janela.

Seja o que Deus quiser.

Toquei na trava e sai do carro correndo o mais rápido que eu conseguia. Consegui desviar de algumas pessoas, trombando em poucas e assim que virei em um miserável beco sem saída tentei dar meia volta, mas acabei trombando no capanga de Mika. Assustada, comecei a andar de costas até sentir o muro atrás de mim.

O desespero tomou conta e eu comecei a chorar já sentindo a surra que iria levar.

— Não, por favor! Não. - disse implorando.

Ele sorriu e começou a andar devagar na minha direção, dobrando as mangas de seu casaco. Olhei para o lado e vi varias madeiras e sem pensar duas vezes, peguei uma rapidamente e com toda a minha força, fui em sua direção, batendo aquele troço pesado em sua cabeça. Na mesma hora, larguei a madeira assustada e vi com os olhos arregalados ele caindo no chão bem à minha frente, foi ai que percebi que tinha um prego preso em sua cabeça junto com a madeira. Fiquei parada sem nenhuma reação, vendo o sangue escorrer entre os meus pés descalços. Sai do transe assim que ouvi um barulho e desesperada, sem saber o que fazer, comecei a correr novamente sem nenhuma direção.

Eu havia matado um homem e isso iria me atormentar pelo resto da minha vida.

Harry's POV

— Tem um carregamento de armas chegando e eu sou responsável por ele, mas preciso de alguém que conhece o Danke para consegui por essa carga para dentro. Eles não vão com a minha cara e você conversando com o D eles aceitariam.

— Não. – falei sem ao menos pensar na proposta de Mika.

— Puckerman, estamos falando de milhões. O carregamento que está chegando vale muito e você vai querer perder isso?

— A gente não costuma se sujar com tão pouco.- Falei arrogante, mas menti. Roubar bancos era o nosso pouco, mas era o nosso melhor.

— Por isso que eu tenho uma segunda coisa para você.

Nesses dias havia me esquecido que Mika e eu havíamos feito um acordo a mais ou menos uma semana atrás, antes desse acontecimento todo e mesmo eu não confiando nele, já que ele não é um bom cumpridor de contratos, fiz mesmo assim, sabendo que daria certo.

O acordo só iria ser feito se eu aceitasse ajudar com o carregamento de armas que estava por vim, eu não era de fazer esses tipos de serviço, mas estava precisando da grana, pois não está previsto em meu futuro roubar bancos para sempre, mesmo tendo ainda a ultima grana que havíamos pego no banco do prefeitinho de merda. Metade da minha parte havia sido gasta com carros que já nem tinha mais.

Eu e os caras estávamos decididos a voltar para Miami. Havia recebido uma ligação da gangue Danke sobre o carregamento que já tinha ultrapassado e chegado na cidade. Os caras não estavam sabendo de nada assim que a ligação foi feita pelo celular de Blaine, já que eu não estava com o meu. Um dos caras que trabalhavam para o D, o chefão da Danke, comentou que um dos caminhões foram parados pela policia e que acabaram descobrindo que eu estava nessa. Blaine fechou a cara comigo pois um dos agentes da policia já havia me encontrado esses dias no bar que frequentamos e se eu ficasse mais um minuto em Beach, eles me encontrariam novamente.

Estava resolvido.

Esqueceríamos Megan até Mika ser morto.

Passamos em uma padaria para comermos algo e assim que saímos dela encontramos quem eu imaginava nunca ver mais.

Megan' POV

Os lábios perfeitos de Harry haviam se curvado em um meio sorriso e seus olhos deslizaram por meu corpo de cima a baixo. P.s: eu ainda usava o collant da boate.

Me forcei a não abaixar o olhar como uma garotinha envergonhada e o sorriso dele pareceu se alargar com isso. Harry jogou o cigarro no chão que ainda não tinha acendido e começou a vir na minha direção, porém, senti uma mão apertando o meu braço e me puxando para o lado oposto.

Era Mika.

Ele me jogou no banco de trás do carro e deu a volta entrando no banco do motorista.

Harry's POV

Meu sorriso brochou quando olhei para o lado e vi Mika. Fiz de tudo para seguir o carro. Corri o mais rápido que conseguia e quando vi um taxi passando, entrei nele, não me importando se estava ocupado ou não. Apontei minha arma para o motorista e disse a simples frase famosa, "siga aquele carro." que por sinal estava longe.

Finalmente havia chegado onde Mika estava com Megan. Mandei o taxista embora e segui em direção uma casa totalmente abandonada. Abri somente uma fresta da porta e o vi sorrindo como se estivesse genuinamente feliz em me ver.

— Você é um ótimo perseguidor Puckerman. Mas muito lento. Passa a arma. - bufei e coloquei minha arma no chão, a chutando em sua direção.

— Harry! - a voz de Megan tirou minha atenção. Ela estava amarrada nas mãos e nos calcanhares e sua mordaça jazia pendurada no pescoço. Ela parecia machucada na boca e nas bochechas. Seus olhos estavam marejados.

— Olha para ela e veja o quanto demorou. - Mika a jogou com força para o chão e ela gemeu de dor ao cair com os dois joelhos no cimento. — Fiquei sabendo que o pobre papaizinho não a quer. Então me diz, Puckerman, o que quer com ela?

— Deixe-a ir. - ignorei sua pergunta e pedi, fechando as duas mãos em punho e dando um passo a frente. Mika tirou uma pistola PT 24/7 DAO 9 milímetros do cinto da calça e encostou na cabeça de Megan, que fechou os olhos e deixou duas lágrimas escorrerem pelo rosto. Depois de um tempo, percebi que ela os abriu e moveu os olhos para o lado lentamente. Suspeitei que a única parte do corpo que conseguia mexer eram os olhos, olhei para o lado também.

Em um primeiro momento não soube para o que olhar, mas logo encontrei o que Megan estava olhando.

Um pedaço de madeira com um prego na ponta. Um prego bem enferrujado. Ela começou a chorar como se estivesse lembrando de algo.

— Não, não... Eu acho que a única pessoa que deve morrer nessa sala hoje é você Puckerman! - ele continuou, o que me fez desviar o olhar do pedaço de madeira.

Eu precisava pensar! Pensar rápido e com clareza!

Como faria para acertá-lo?

— O que acha? - Mika ajoelhou-se em frente à Megan, a arma apontando diretamente para o meio de seus olhos. Ela os fechou novamente e Mika pareceu achar graça naquilo.

Ele estava de costas para mim.

Era aquele o momento.

Quando fiz menção de se mexer, Mika levantou-se e apontou a arma para mim.

— O que você acha de morrer hoje, Puckerman? É um bom dia para morrer?

— Não gostaria de morrer hoje... Tantos dias para morrer e eu morreria justo em um domingo? É um tanto quanto deprimente.

— Você não gostaria?

— Não... – disse, sem tirar os olhos da arma que estava praticamente pendurada nos dedos de Mika. — Eu não gostaria. Será que podemos negociar isso?

— O que acha de nós negociarmos a velocidade da sua morte? - Mika aproximou-se e passou o cano gelado da pistola em minha bochecha. — Lenta ou muita lenta?

— Eu acho... - Comecei, sentindo o gosto amargo do ferro enferrujado do cano da pistola. - Que você deveria chupar o meu pau. - Empurrei Mika para frente e ele caiu para trás, a arma indo parar em frente Megan, que estava com os olhos arregalados e com as lágrimas escorrendo pelo seu rosto.
Dei um passo para o lado e peguei a placa de madeira encostada na parede. Ao mesmo tempo, Mika levantou-se e correu até a arma.

Tudo aconteceu muito rápido.

Mika virou-se com rapidez já com a arma nas mãos e eu corri em sua direção. Ouvi um disparo e o grito alto de Megan. Algo duro se chocou contra a placa de madeira que eu segurava.

Fechei os olhos e cai de joelhos, protegendo o rosto. Uma nuvem de algo branco cobriu toda a extensão da sala e eu não podia saber o que estava acontecendo.

— Seu desgraçado! - pude ouvir a voz de Kevin reverberar pela casa.

Mais um disparo.

Mais um barulho alto.

Aos poucos a nuvem densa do material branco foi diminuindo e eu pude ver um corpo caído no chão, com sangue escorrendo pela nuca.

— Harry! - Blaine berrou. Vi ao lado do corpo, com a placa de madeira de um lado, a pistola do outro e uma mão no ombro, Megan.

— Dói muito! - ela disse assim que Kevin aproximou-se dela. Corri até ela e percebi que uma bala havia atravessado seu ombro esquerdo. Os olhos de Megan estavam turvos, zonzos, indo de um lado para o outro e que no mesmo instante despencou a cabeça no peito de Kevin.

— Megan, olha aqui para mim. - Blaine virou o rosto dela para ele. Ela perdia muito sangue. — Você precisa ficar acordada. Não pode dormir!

Kevin carregou-a até o carro de Mika.

— Será que eu vou morrer? - ela disse, tentando sorrir.

— Não fale besteiras, Meg! Você só tomou um tiro no ombro!

Não sabíamos o que poderia acontecer com ela, mas sabíamos que perder o tanto de sangue que ela estava perdendo esse mês todo não é bom. O sangue não parava de escorrer, mesmo depois que Blaine arrancou uma tira de sua camiseta para fazer um torniquete.

— Então... Então por que você está chorando? - ela perguntou para ele. Eu já estava na frente dirigindo enquanto os dois estavam no banco de traz.

— Por causa daquela fumaça idiota! - Blaine se forçou a rir. - Você é muito mais durona que isso, Megan! Você aguentou tudo isso durante muito tempo para acabar assim!

Megan deixou um sorriso escapar.

— Feliz aniversario para mim. - foi as únicas palavras que ela disse depois de fechar os olhos.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...