História Será que é amor? - Capítulo 17


Escrita por: ~

Postado
Categorias Lucas "Luba" Feuerschütte
Tags Gabbie Fadel, Kabbie, Karen Bachini, Romance Lésbico
Visualizações 350
Palavras 1.447
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, FemmeSlash, Fluffy, Orange, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Mais tarde eu corrijo os erros.
Gente, eu não vou fugir do roteiro, então, a fic vai ser encerrada no capítulo 20.
Mas, como eu amo Kabbie (e também porque tenho ideias pra essas duas) vou fazer uma segunda temporada dessa fanfic. Não se assustem e nem me xinguem. Eu sei que muitas fanfics que fazem segunda temporada ficam ruins...Mas, eu prometo que não vou deixar isso acontecer com essa aqui.

Capítulo 17 - Dia dos namorados (Parte final)


Depois do jantar, nós quatro fomos dar um passeio em um parque perto do condomínio.

Luba e Well andavam de mãos dadas. Mas, Gabbie e eu…não.

Por mais que estivesse com medo e, outros sentimentos confusos…Não me pareceu certo continuar daquele jeito, então, segurei a mão dela, carinhosamente entrelaçando nossos dedos.

Observei Gabbie olhar para nossas mãos atadas e sorrir. Seu sorriso me aqueceu e me trouxe a sensação de que aquilo era certo.

— Você costumava segurar minha mão quando éramos só amigas. — Comentou. — Senti falta disso.

— Minhas mãos estão sempre geladas, porque eu tenho pressão baixa. Você reclamava quando eu tocava sua mão.

— Isso foi antes. — Nós rimos juntas. Ela parou repentinamente de caminhar. Eu também parei.

Olhei pra frente, vendo Luba e seu namorado se afastarem cada vez mais.

— Vamos perder eles de vista. — Falei, preocupada.

— Não importa. Depois a gente acha.

E, antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ela me beijou e, foi me fazendo recuar, até que encostasse em uma árvore.

Suas mãos estavam no meu rosto, e minhas mãos na cintura dela.

Eu estava totalmente entregue ao beijo. Apenas desfrutava das sensações que seus lábios me traziam.

Parecia que havia esquecido onde estava…Pelo menos naquele momento. Esquecido tudo, na verdade. Do mundo inteiro.

Então, uma voz familiar disse "Oh meu Deus". E, naquele instante, me desfiz dos braços da Gabbie abruptamente.

Se antes meu coração batia rápido por amor (Talvez), agora ele batia rápido porque eu estava surpresa e com medo.

— Você…O Faru…O que… — Ela simplesmente não conseguia dizer uma frase inteira, que fizesse sentido. Tamanha era a surpresa.

— Mãe, não é o que parece… — Gabbie falou, em um tom surpreendentemente calmo.

— Isso é o que todo mundo fala, quando na realidade, é sempre exatamente o que parece. — Tia Sheila olhou pra Gabbie de um jeito curioso, e em seguida começou a rir. — Anda minha filha, pode falar. Tô muito curiosa pra ouvir sua invenção criativa do que aconteceu de verdade aqui. Você estava fazendo uma respiração boca-a-boca? Testando o batom novo diretamente da boca dela? Ensinando ela a beijar?

Estava envergonhada, encarando o chão, mas, assim mesmo, não pude deixar de rir.

A mãe da Gabbie parecia bem surpresa no início, mas agora estava tirando sarro da gente, em um tom bem divertido.

— Ah…Eu tava beijando ela. Só porque não tinha ninguém pra beijar nesse dia dos namorados. — Gabbie disse, em um tom um pouco inseguro. Acho que ela tinha medo que dizer aquilo pudesse me magoar.

Tia Sheila riu com desdém, em seguida, colocou uma mão no meu ombro e a outra no ombro da Gabbie.

— Espetacular. Você enfiou a língua na boca da sua melhor amiga só por que não tinha ninguém pra beijar hoje? — Ela falou, olhando pra Gabbie. — E você, como a ótima amiga que é, não se importou em trocar saliva com uma pobre amiga que está solteira no dia dos namorados? — Disse a última parte olhando pra mim.

Ficamos caladas.

Nossas desculpas soavam incrivelmente ridículas, descabidas.

Nós três nos sentamos em um banco próximo, e ali Gabbie e eu decidimos contar a verdade.

A mãe dela não pareceu se opor ao "relacionamento". E, até mesmo nos aconselhou.

— Filha, você nunca se importou com o que as pessoas pensavam a seu respeito. Nas suas palavras, tu tacava o foda-se geral. Então, por que vocês duas estavam se beijando aqui à noite, escondidas?

— A família da Karen. — Me senti mal, como se um peso gigantesco fosse colocado nas minhas costas no exato instante em que essa frase saiu da boca da Gabbie. — Eles são religiosos e tal. Bla bla bla…Acho que você entendeu, mãe.

— Karen, eu sei que você deve estar muito assustada, com medo do que sua família vai dizer. Mas, não acha que quanto mais guardar isso com você…Mais isso vai te sufocar?

— Eu… — Encarei o horizonte vazio, refletindo por um momento. — Eu não sei como contar.

— Não precisa escolher tanto as palavras. Porque o que você vai dizer à eles não tem maneira certa ou fácil de contar. — Ela me encarou, com um sorriso leve. — Não estou dizendo que você tem que falar pra agora…Mas, se você sente que isso está te consumindo, desgastando, você precisa dizer.

Eu tinha dito à ela que…maior que o medo de revelar aos meus pais...Era a culpa que não contar estava me trazendo.

E não era só isso…eu queria mostrar ao mundo inteiro como estava apaixonada. Mesmo que, o mundo inteiro não tivesse nada a ver com isso.

Queria gritar o que sentia pela Gabbie…Mas, em todas as vezes, as palavras morriam na minha garganta.

É isso...O jeito intenso e extremo como me sinto em relação à ela…Cara, eu acho que realmente amo a Gabbie.

Quando nos despedimos da tia Sheila, eu mal conseguia olhar pra minha "namorada".

Meus olhos possivelmente brilhavam, e meu coração parecia um atleta olímpico em plena competição.

Nós encontramos Luba e Well.

— Vocês não vão acreditar no que aconteceu...

— Fala logo, Gabbie. — Luba parecia animado e curioso.

Quando ela acabou de falar, me cutucou de leve, chamando minha atenção.

— Foi mal, eu tava distraída.

— Com o que?

— Meus pensamentos.

— Ah vá.

Não podia dizer. Eu não podia dizer, porque se ela não sentisse o mesmo, eu não sei o que faria.

— Mano, vocês deram sorte que foi a tia Sheila que viu vocês. Se fosse a mãe da Karen, ela ia dar uma surra de Bíblia em vocês.

Os três riram, e eu continuei calada. Mas, dessa vez, não porque estava pensado sobre o que sentia pela Gabbie, mas, porque havia me ofendido com o que o Luba disse.

Naquele momento, olhei pra ela, e as lágrimas começaram a descer.

— Por que você tá chorando, Kah? — Gabbie me olhou com tanto carinho, que acabou me machucando ainda mais. — Poxa, o Luba só tava brincando. Luba, pede desculpas pra ela. Acho que seu comentário foi mais ofensivo que engraçado.

— Eu preciso ir embora.

Saí correndo, ignorando os gritos dos três. Cheguei à rua, desesperada por um táxi.

Logo avistei e fiz sinal pra um. Assim que entrei naquele carro, olhei através do vidro e vi Gabbie atravessar a rua correndo. Mas, antes que ela pudesse tocar minha janela, o taxista deu partida.

Chegando ao prédio, entrei no elevador.

Gabbie

Sou burra pra caralho. Em vez de entrar no meu carro e ir atrás da Karen, fiquei moscando severos minutos. Parada, olhando pro nada.

Quando finalmente cheguei ao prédio dela, descobri que o elevador estava quebrado, e que, se eu quisesse falar com ela ainda hoje, teria que subir fuckings sei lá quantos degraus.

Comecei a subir, e no quarto lance de escada eu já estava ofegante e com a língua pra fora, como o Black depois de gastar energia.

Foi então que eu avistei a Karen.

No primeiro momento, eu não tive certeza se era mesmo ela…Mas parando pra ouvir, reconheci seu choro.

Ela estava sentada, abraçada aos joelhos, chorando de cabeça baixa.

Me sentei ao lado dela e, não disse ou fiz nada. Esperei que ela notasse minha presença.

— Eu quero morrer. — Foi a primeira coisa que ela disse, assim que levantou a cabeça e olhou pra mim.

— Querer não é poder. — Brinquei.

— É sério, Gabbie. — Seus olhos já estavam extremamente vermelhos e inchado, mas seu choro parecia estar longe do fim. — Minha família nunca vai aceitar nosso relacionamento.

— Espera, você chamou o que temos de relacionamento? — A interrompi.

— Eu nunca vou me casar na igreja, toda de branco, como minha mãe sonhou. — As palavras saíam claras, apesar da choradeira dela.

— Nós estamos namorando? — Insisti.

— Eu nunca vou ter filhos…E quando eu morrer, você não vai poder ficar com nada.

— Espera…Você tá chorando por isso? Primeiro de tudo…a gente nem sabe quem de nós vai morrer primeiro. Segundo, se você morrer primeiro, eu ainda posso ficar com suas coisas, se você deixar um testamento. Terceiro, a gente não tá no século XIX. Se nós nos casarmos (ou quando), você vai poder ter filhos sim…E ainda vai poder escolher como. E caso você escolha inseminação artificial, ainda por cima eu que vou ser a otaria a engravidar.

Fui falando sem pensar, e quando parei pra analisar tudo que eu disse, pensei "Puta que pariu, você perdeu o juízo".

Karen parou de chorar de repente, me encarando de um jeito estranho.

— Eu acho que eu te amo.

Meu coração vibrou e se aqueceu, assim que a ouvi dizer aquilo.

— E eu acho que você está na tpm. — Sorri, e encostei meu nariz no dela. Os olhos da Karen brilhavam de raiva.— E também acho que te amo. — Eu a beijei.



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