História Será que é AMOR? - Capítulo 16


Escrita por: ~

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Categorias B.A.P
Personagens Youngjae
Tags Amigos, Amor, Bap, K-pop, Paixão, Romance, Youngjae
Visualizações 7
Palavras 1.549
Terminada Sim
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 16 - Capítulo 16


Youngjae espalhou os layouts pela mesa e Meghan os inspecionou um a um, entusiasmada. Nem por um segundo tornou a lançar mão da falsa modéstia que usou no dia em que eles a haviam conhecido. Agora a modelo vibrava com cada foto, cada pose, não medindo palavras para elogiar a si mesma...

Então a modéstia era só uma arma para seduzir os homens, concluiu Hyemi. E tinha atingido Youngjae. Agora ele estava muito próximo a Meghan, apontando vez ou outra um detalhe, enquanto ela o ouvia e fitava com uma adoração exasperante.

Tensa, Hyemi se permitiu fazer o mesmo. Olhou o rosto bem feito, os lábios sensuais que deixavam entrever os dentes brancos e perfeitos e sentiu o peito se apertar.

De súbito Meghan riu e o acariciou no queixo. Foi o bastante para que ela quisesse lhe arrancar os olhos.

Jogou a caneta que segurava com um baque, e todos ergueram a cabeça.

Esboçou um sorriso.

— Deixei cair, desculpem.

— Meghan — John se aproveitou da pausa —, vamos logo com isso, senão acabaremos perdendo o avião.

— Vão viajar? — perguntou Hyemi, puxando conversa. Preferia qualquer coisa a ouvir o murmúrio daqueles dois.

— Vamos — o empresário concordou, educado. — Para o sul de Seul. Não é o lugar predileto de Meghan para fotografar porque o tempo lá resseca muito a pele... Mas em compensação é firme. Como o próximo trabalho dela é por ali, vamos aproveitar para fazer algumas fotos para a Bonjil.

— Certo.

— Meghan, querida — John voltou-se para a modelo. — Se quer ver como o perfume é feito, temos de andar depressa.

Ela suspirou, os olhos muito verdes cheios de tristeza. "Não posso culpá-la", Hyemi baixou a cabeça. "Eu sentiria ter de deixar Youngjae tanto ou mais do que ela."

— Sinto muito, John. — Youngjae olhou o relógio. — É mais tarde do que eu pensava. Vou levá-los para a fábrica, agora. Não quer vir junto? — convidou, dirigindo-se a ela.

E sentir-se uma intrusa? Hyemi negou com a cabeça.

— Estou trabalhando na projeção de vendas. Quero terminar com isso logo para poder viajar sossegada no final de semana.

— Para aonde? — Ele franziu a testa.

— Para a Terra do São Nunca — ironizou. 

Não devia satisfações a ninguém. E
muito menos a Youngjae.

Ele ergueu o queixo de leve, num desafio.

— Não vai embora até sábado, espero?...

Hyemi levantou a cabeça, surpresa.

— Está tentando me dizer que não posso tirar um dia de folga?

— Acontece que marquei um compromisso para...

— Eu não acredito! — ela o interrompeu. — Me vem com essa depois de ter passado quase duas semanas longe do escritório!?

— Mas é diferente, eu...

— Melhor ir andando, Youngjae — cortou-o uma vez mais, gelada. — Seu grupo de excursão está à sua espera, esqueceu? Preciso trabalhar, pois vou embora sexta-feira, quer você queira ou não! — Pousou os cotovelos sobre a mesa, fingindo concentração nos papéis, os olhos ocultos sob as mãos.

Youngjae comprimiu os lábios.

— Vou levar Meghan e John, depois volto para continuarmos nossa discussão.

— Tenho certeza de que sim... Infelizmente.

Hyemi não o esperava por pelo menos duas horas. Normalmente, era o tempo que levava uma tour pela fábrica. O que seria bom para que pudesse recuperar o controle.

Enganou-se. Menos de quinze minutos depois, Youngjae estava de volta.

— Meio curta essa excursão... — ironizou. Ainda sentia-se indignada.

— Deixei os dois com o supervisor da fábrica. — Youngjae não parecia muito contente, o que não era de se admirar.

— Imagino que deva me sentir lisonjeada por ter considerado nossa conversa mais importante... — disse, amarga. — Só não entendo o que o faz pensar que pode estabelecer as regras por aqui, assim, sem mais nem menos, quando ficou fora dias a fio, bancando o chofer e príncipe consorte para Meghan. Agora quero tirar um dia de folga e vem me dizer que não posso, como se tivesse moral para isso!

— Hyemi, não pensei estar agindo como um ditador, eu...

Ela não deu a ele nenhuma chance.

— Quer que eu fique para poder acompanhá-la até Seul, não é, Youngjae?

Ele cruzou os braços.

— Estamos pagando cinco mil dólares por dia pelo uso do nome dela, Hyemi. O mínimo que posso fazer é me certificar de que esse dinheiro está sendo bem aplicado.

— Quer que eu acredite nisso?... Não é o dinheiro, Youngjae, não minta! Vem andando atrás de Meghan feito um cachorrinho desde que a conheceu e ignorando tudo mais!

— Eu não tenho ignorado a Bonjil!

— Então tem fingido muito bem! Mas que droga! Entendo que esteja apaixonado. Pode acontecer com. qualquer um. Mas não está sendo justo comigo! Tudo o que quero é um dia de folga!

— Mas não sexta-feira — repetiu ele, irredutível. — Porque marquei uma entrevista na televisão e precisa estar lá.

Mais reportagens? Nem morta, pensou Hyemi. Não, depois daquela última experiência.

— Por que eu? — argumentou, com raiva. — Para você e Meghan poderem "curtir" em Seul?... Esqueça, querido. Devia ter me consultado antes de marcar qualquer coisa. Mas estava muito "ocupado", não é?

O intercomunicador chiou sobre a mesa.

— Sr. Yoo, seus convidados estão esperando... — A voz da secretária soou abafada pela sala.

— É melhor correr ou vai perder o avião. — Hyemi torceu as mãos, nervosa.

Youngjae a ignorou. Caminhou na direção dela, lenta e calmamente.

— Essa zanga toda é por causa de Meghan, Hyemi?... Por acaso está com ciúme?

Ela deixou escapar uma risada.

— Eu? Com ciúme de Meghan? Não seja ridículo.

Ele se aproximou mais e ela prendeu a respiração, o coração batendo, descompassado.

— Se não é dela que está com ciúme — insistiu ele, a voz estranhamente rouca —, então de quem é?

— De ninguém! — Hyemi deu um passo para trás. Respirava com dificuldade.

Youngjae estava próximo demais.

Fitou os lábios cheios e se lembrou de seu gosto. No mesmo momento sentiu os olhos tomados de lágrimas.

"Não estou com ciúme da fama de Meghan, nem de sua beleza", queria dizer.

"Só da atenção que tem dado a ela, Youngjae eu não daria para tê-lo, assim, a meu lado..."

Sentiu a parede fria nas costas e fechou os olhos sem coragem de encará-lo.

— Hyemi...

Foi apenas um sussurro. Então os lábios se tocaram numa carícia quase que imperceptível. Num beijo quase de sonho.

Hyemi prendeu o ar, controlando a vontade de abraçá-lo, querendo desesperadamente pressionar o corpo no dele e sentir cada contorno, cada músculo.

Entretanto, um resto de consciência a alertou, era o que Youngjae esperava que acontecesse. Que ela se permitisse beijar sem protestos; que cedesse a toda e qualquer vontade dele. Então poderia deixá-la ali sem remorsos e partir com Meghan para o sul.

Empurrou-o para longe, reunindo um resto de orgulho.

— Se fizer isso de novo, Youngjae, eu grito — murmurou com voz trêmula. — E não vai ser bom se Meghan escutar. Agora vá embora, por favor!

Esquivou-se de qualquer contato, sentando à mesa e agarrando-se aos braços da cadeira numa tentativa inútil de parar de tremer. Youngjae continuou a fitá-la, atônito.

— É tudo o que tem a dizer? — exigiu, num murmúrio.

— Não. — Hyemi ergueu o rosto para encará-lo, mantendo a voz estável, não sem esforço. — Já estou cansada desse seu jogo machista. De agora em diante, nosso relacionamento vai ser estritamente profissional. Você e eu continuaremos dividindo a presidência da companhia. Nada mais.

Uma sombra de raiva escureceu os olhos castanhos e ela sentiu um arrepio percorrê-la. Percebeu um músculo pulsando no maxilar rígido de Youngjae e engoliu em seco. Mas de não disse uma palavra sequer. Apenas continuou a fitá-la por um momento, então marchou até a porta, batendo-a atrás de si.

Hyemi recostou-se na cadeira, exausta. Sentiu frio e quis se aquecer, mas de repente seus músculos recusavam-se a cooperar.

"Tenho de sair daqui", pensou. "Youngjae não entrega os pontos assim tão fácil. E se voltar... Eu não vou resistir. Não outra vez!"

Levantou-se de um salto, vestiu o casaco e pegou a bolsa. Tentaria escapar do prédio enquanto ele se via entretido com Meghan e John na outra sala. Haveria um acerto de contas depois, disso ela não tinha dúvida. Com Youngjae sempre havia. Agora, contudo, não estava em condições para isso.

O que não esperava era que os três estivessem do lado de fora do escritório, próximos à mesa da secretária. Ao vê-los distraídos, conteve a respiração e moveu-se, sorrateira, em direção à saída.

— Vejo vocês dois mais tarde — ouviu Youngjae dizer, antes de enlaçar Meghan pela cintura e beijá-la no rosto.

Hyemi engoliu em seco. O que mais. podia esperar?, perguntou-se, amarga. Por que ele faria segredo? Nunca tinha negado estar apaixonado pela modelo. Mas pelo visto estava disposto a adiar seu encontro com a moça para poder continuar a infernizá-la, concluiu, lívida.

A secretária percebeu sua presença.

— Srta. Kwan, pediu que eu a lembrasse de ligar para o tal sr. Eli...

Hyemi levou o dedo aos lábios, aflita. Tarde demais. Cabeças se voltaram e Youngjae avançou dois passos.

Ela não esperou mais. Tinha vontade de despedir aquela garota!, pensou, cerrando os dentes enquanto partia, voando, em direção ao carro. Como ela podia ser tão estúp...?!

Viu a camada de gelo um segundo antes de pisar nela. E o tempo pareceu se arrastar indefinidamente enquanto os saltos dos sapatos esquiavam na neve e a gravidade a puxava para baixo, impiedosa.

Perdendo o equilíbrio, Hyemi viu o corpo girar e se aproximar do chão feito um raio para, em seguida, chocar-se com o concreto num baque surdo.

 



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