História Será que é AMOR? - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Categorias B.A.P
Personagens Youngjae
Tags Amigos, Amor, Bap, K-pop, Paixão, Romance, Youngjae
Visualizações 8
Palavras 971
Terminada Sim
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 17 - Capítulo 17


— Hyemi, não se mova! — Youngjae gritou da porta, antes de correr ao encontro dela.

— Não precisa gritar! — Exasperada, ela tentou sair de cima da perna dobrada, sem sucesso.

— Fique quieta, droga! Do jeito que caiu pode ter quebrado alguma coisa... ou tudo!

— Acho que foi só meu tornozelo — gemeu, com uma careta.

Lívido, Youngjae abaixou-se ao lado dela e Hyemi o observou, surpresa. Ela levava o tombo e ele é quem empalidecia!

— Ajude-me a levantar.

— Mandei chamar a enfermeira, espere um pouco.

— Youngjae, não seja bobo! Devo só ter torcido o tornozelo!

— Não está com nenhuma outra dor?

Ele afastou uma mecha de cabelo dela, carinhoso, e o gesto a fez ficar com os olhos úmidos.

— Sou dura na queda... — disfarçou. — Só espero que o meu traseiro não mostre o contrário amanhã!

— De qualquer modo, continue quietinha. — Youngjae olhou em direção à porta, parecendo ansioso.

Sem dúvida estava preocupado com a possibilidade de Meghan interpretar mal aquilo tudo.

Num impulso, Hyemi aproveitou-se da distração dele e tentou erguer-se. Na mesma hora uma dor lancinante subiu-lhe perna acima. Gemeu, involuntariamente, enquanto gotículas de suor frio surgiam em seu rosto, agora pálido como cera.

— Eu disse para ficar imóvel, droga! — esbravejou Youngjae, já sem paciência.

— Se me ajudasse a levantar, eu...

— Não vou ajudar nada! A enfermeira já vem vindo.

— Youngjae, este chão está gelado! Quer que eu pegue uma pneumonia?!

— Devia ter pensado nisso antes de sair correndo com esses sapatos altos. Nunca vi estupidez maior na vida!

— Não é culpa dos sapatos! — devolveu ela, ressentida. "A culpa é sua", queria dizer, mas não disse.

— Saltos dez num inverno desses. Só mesmo você, Hyemi! — Ele estalou a língua. — Mas não adianta discutir...

— Não mesmo!

— Porque não vai mais usar essa porcaria de sapato! — Num segundo, Youngjae arrancou-lhe um deles, torceu o salto e arremessou para longe.

— Youngjae!? — ela berrou, perplexa. — São novos em folha! Paguei setenta dólares por eles!

Ele comprimiu os lábios.

— Ainda por cima foi roubada.

A enfermeira se aproximou nesse instante e Youngjae se pôs de lado.

— Ufa, até que enfim! — Hyemi bufou. — O expert da Cruz Vermelha, aqui, não deixa eu me mexer!

— Também não vou deixar até ter certeza de que está bem. — As mãos da moça moviam-se com segurança. — Dói aqui? Ou aqui?

— Não, só o tornozelo. Deve ser uma luxação.

— Não sei. Parece mais uma fratura. Ainda bem que eu trouxe uma tala.

— Imagine! Olhe só, posso mex... Aii!

— Não se atreva a fazer isso de novo! — ralhou Youngjae e ela mostrou-lhe a língua.

A enfermeira trabalhou rápido, enquanto ele andava de um lado a outro, nervoso.

— Vá embora! — Hyemi irritou-se ainda mais. — Senão depois vai ficar me culpando por ter perdido o avião.

— Pelo visto não quebrou nada na boca — retorquiu Youngjae.

— Sr. Yoo — interveio a moça —, se a erguermos com cuidado, pode colocá-la no carro e levá-la a um pronto-socorro ortopédico. O tornozelo já está imobilizado.

— Certo. John! — Ele chamou, e o empresário aproximou-se de pronto. — Pode me dar uma ajuda?

— Não sou pesada assim! — protestou Hyemi, de mau humor.

— Segure-se no meu pescoço — ordenou Youngjae, antes de erguê-la nos braços.

Ela se deixou carregar, com um suspiro. Quis ignorar o fato de estar tão junto dele, porém não conseguiu. Era tão bom, tão seguro, tão gostoso sentir aquele perfume másculo...

Ameaçou repousar o rosto no ombro largo, mas conteve-se a tempo. Não podia perder a noção da realidade.

— Não me derrube! — resmungou, na defensiva.

— Então não me tente! — volveu ele.

John abriu a porta do carro e Youngjae a acomodou no banco de couro. Conversou mais uns dois minutos com o empresário e Hyemi notou que a discussão não agradava a nenhum dos dois.

"Claro", pensou. "O acidente atrapalhou todos seus planos!

"Não tenho culpa", tentou se convencer. "Se Blake não houvesse me acuado com aquelas táticas machistas, eu não teria saído do escritório com tanta pressa..."

A simples recordação do beijo a fez estremecer por inteiro. Teria feito qualquer coisa que ele pedisse, admitiu. Por isso havia fugido. Porque temia os próprios atos e palavras, caso ele voltasse.

Os homens trocaram um aperto de mão e Youngjae acenou para Meghan, que permanecia do lado de dentro do prédio da fábrica, assistindo a tudo com enfado.

Típico dela, refletiu Hyemi, não sair por causa do vento frio.

O quê, por Deus, Youngjae tinha visto naquela mulher, além da beleza?...

Fitou a tala no tornozelo esquerdo e a mancha de mercúrio no joelho. Já sabia a resposta. Meghan jamais o fazia se lembrar de uma irmã mais nova, sempre metida em encrencas.

Quando ele sentou ao volante a seu lado, não vacilou:

— Não precisa ficar comigo. Outra pessoa pode me levar ao pronto-socorro.

— Não confio em ninguém por aqui — contestou ele. — Ainda mais quando não quer ir.

— Prometo me cuidar! Pode ir embora, estou dizendo!

Youngjae respirou fundo, voltando-se para encará-la.

— Escute uma coisa: sei muito bem que não me quer por perto. Já deixou isso bem claro. Mas não vai se livrar de mim tão facilmente assim, Hyemi, por isso fique quietinha. — Engatou a marcha com um tranco, pondo o carro em movimento.

Não era nada daquilo. Ela fechou os olhos por um segundo, agoniada. Youngjae nem sequer imaginava o quanto ela o queria junto dela. Mas o silêncio entre eles tornou-se tão opressivo que não teve ânimo de contestar.

Olhou-o, disfarçadamente, fitando a expressão sombria do rosto dele com tristeza. Nunca na vida ele a tratou com tanta agressividade. Nem mesmo a amizade e a consideração que sempre haviam partilhado parecia presente nos atos de Youngjae.

Agora, se ele tinha se disposto a levá-la a um médico, era porque estava sendo obrigado pelas circunstâncias. Nada mais.

Mas a iniciativa de pôr um fim àquele relacionamento não havia partido dela?, refletiu com amargura. Uma relação estritamente profissional, tinha estipulado no escritório.



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