História Será que é AMOR? - Capítulo 18


Escrita por: ~

Postado
Categorias B.A.P
Personagens Youngjae
Tags Amigos, Amor, Bap, K-pop, Paixão, Romance, Youngjae
Visualizações 14
Palavras 3.179
Terminada Sim
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, gente! Esse será o último capítulo... Sei que foi rápido, mas esse era realmente meu plano, a estória ser "pequena". E queria também experimentar escrever uma Fanfic mais enrolada, que as coisas demorassem mais de acontecer (e que demora hein kkk). Pra quem não sabe, já escrevi algumas e postei aqui no Spirit, mas era no tempo que eu ainda escrevia umas estórias adolescentes demais, então acabei as excluindo. Mas enfim, quero agradecer pra quem acompanhou até agora, mesmo que em silêncio 😄.
Espero que gostem desse final, fiz com todo amor possível! Então, vamos lá?

Capítulo 18 - Capítulo 18


Uma vez em frente à porta de entrada do pronto-socorro, Youngjae solicitou uma cadeira de rodas. Hyemi pensou em protestar, mas desistiu em seguida. Considerando-se o humor dele, não tinha a menor chance. Sem dizer que, quanto menos contato físico tivessem, melhor.

Por que ele não partiu de uma vez para o sul de Seul, perguntou-se. Quem sabe, assim, a dor de perdê-lo não passasse mais depressa?... 

Vinte minutos depois, começou a se perguntar se ele não havia feito exatamente isso. Youngjae tinha ido estacionar o carro para tirá-lo da entrada de emergência. Mas até agora?...

Estalou a língua, irritada. E sua cabeça que não parava de doer...

O raio X foi tirado e Hyemi viu-se de volta ao cubículo onde a haviam deixado pela primeira vez. Correu a mão pelo pescoço, massageando a nuca na tentativa de aliviar um pouco a tensão. Olhou o tornozelo e soltou um suspiro.

— Vou estar um lixo, amanhã... — resmungou para si mesma, lembrando-se do modo como aterrissou no concreto.

— Não mais do que merece — Youngjae falou da porta, e o coração dela deu um salto, traiçoeiro. — Correu daquele escritório como se visse um touro atrás de você!

— Chega, Youngjae! — ela pediu com voz embargada. — Não suporto quando fala assim comigo!

Ao ver os olhos castanhos marejados, ele se aproximou devagar e acariciou-lhe os cabelos longos e sedosos. Hyemi virou o rosto, buscando ocultar as lágrimas que agora rolavam, quentes.

Percebeu que ele se curvava sobre ela e prendeu a respiração. Youngjae queria beijá-la... Tinha a garganta tão apertada que não conseguia emitir nenhum som.

De súbito, ele endireitou o corpo e uma mulher toda de branco se fez presente.

— Srta. Kwan?

Por um instante, Hyemi quase a ignorou, ainda na expectativa do que podia ter acontecido. Se a médica não escolhesse justamente aquele momento para interrompê-los...

Recuperou a razão, de repente. Interromper o quê? Somente sua imaginação insistia em insinuar que Youngjae a beijaria. O bom senso dizia o contrário. Afinal ela havia prometido gritar se ele tornasse a chegar perto. E só mesmo um tolo ignoraria tal pedido. O que Youngjae não era. E nunca seria.

Nenhum dos dois disse uma palavra durante todo o percurso do pronto-socorro até o prédio de apartamentos. Hyemi olhou pela décima vez o gesso que a imobilizava desde o joelho até a ponta do pé e gemeu baixinho.

"Seis semanas", a ortopedista havia dito. Um mês e meio arrastando aquele castigo antes que pudesse movimentar-se normalmente de novo!

O zelador ergueu as sobrancelhas, surpreso, ao vê-la. Devia estar mesmo uma figura e tanto, concluiu. Com os cabelos despenteados, o casaco jogado sobre os ombros, um sapato sem salto em um pé, no outro, uma bota de gesso. Sem contar a muleta que a sustentava.

Youngjae abriu a porta do apartamento dela.

— Deite-se e descanse — ordenou.

Hyemi chutou para longe o "resto" do sapato e mancou para o sofá, em silêncio.

Sentia o corpo todo dolorido, os nervos em frangalhos. Estava com os dois braços cruzados sobre os olhos, quando percebeu que ele se aproximava.

— Seu analgésico. — Youngjae estendeu um copo e ela o tomou, obediente. — O que vai querer para o jantar?

— Nada. — Baixou a cabeça. — Não precisa ficar aqui, bancando o enfermeiro.

— A médica disse que pode ter dores hoje.

— Posso me virar sozinha — teimou. 

Nenhuma dor era pior do que a que sentia quando ele estava tão perto... E ao mesmo tempo tão distante.

Youngjae fez uma pausa, fitando-a em silêncio.

— Vou ficar, Hyemi, quer queira quer não.

Ela engoliu em seco. Ouviu que ele se acomodava na poltrona ao lado, depois mais nada. O silêncio tornou-se insuportável e, a determinada altura, não pôde mais se conter. Sentou-se devagar, entreabrindo os lábios, hesitante.

— O que eu quis dizer foi... Foi que não precisa ficar na cidade, Youngjae.

Ele a observou com olhos semicerrados.

— Por que está tão ansiosa para se ver livre de mim?

Hyemi riu, sem vontade.

— Porque sei que preferia mil vezes estar com Meghan do que aqui.

— E por que tem tanta certeza de que eu ia com Meghan?

— Como "por quê"? Não disse que me queria aqui para a tal entrevista?

Eu quis dizer nós dois, Hyemi.

Ela piscou, em choque, odiando a si mesma pelas lágrimas que tornaram a cegá-la. E só por ele ter usado duas palavras: "nós dois". Como se nunca tivessem se separado, como se realmente pudessem tornar a ser alguma coisa juntos. Ou mais do que isso.

— Mas a rejeição que tem demonstrado por mim chegou a tal ponto que já nem me ouve, não é? — prosseguiu ele, amargo.

Ela baixou os olhos, confusa. A observação feriu seu orgulho. Talvez porque devia ser verdade.

— Que rejeição, Youngjae? — tentou retrucar. — Nem estava por perto para ser rejeitado! Agora me diz que precisamos estar "os dois" na tal entrevista... Não entendo! Para quê? Não confia mais em mim, é isso?

Ele soltou um suspiro, correndo as mãos pelo rosto.

— Às vezes acho que não vamos conseguir nos entender nunca mais.

— Então por que me quer nesta droga de entrevista?! Talvez a gente nem deva mais tocar juntos os negócios. É isso o que está querendo dizer? Que quer romper a sociedade?

— Talvez — Youngjae disse por fim, a palavra ecoando no silêncio.

Hyemi entreabriu os lábios, chocada. A Bonjil era tudo o que havia restado entre eles. A única coisa boa, e que ainda os mantinha unidos. Sem a fábrica, era possível que jamais tornasse a vê-lo, quando não esporadicamente.

"Não posso suportar isso", pensou. Por mais doloroso que fosse conviver com Youngjae naquela situação, seria muito pior sem ele.

— O que aconteceu conosco, afinal? — indagou, num sussurro. — Éramos amigos... até Meghan aparecer.

— Não é culpa de Meghan.

Hyemi mordeu o lábio.

— Tem razão — admitiu. — É culpa minha.

Qualquer mulher que houvesse ameaçado sua tranquilidade e paz de espírito daquela maneira teria provocado nela a mesma reação. Meghan, provavelmente, era apenas mais bonita, mais glamourosa, mais atraente. E mais perigosa.

— Por quê? — Youngjae indagou de súbito, ferindo o silêncio. A calma, a razão que lhe eram peculiares pareciam ter cedido à angústia. — É isso o que não entendo, Hyemi. Por que se afastou de mim? Nunca foi desse jeito! Sempre foi carinhosa, companheira, alegre!... Era isso o que eu amava em você!

Amava!

A palavra a atingiu feito um golpe,atordoando-a. "Como amiga, Hyemi", pensou, antes que começasse a imaginar coisas.

— De qualquer modo, isso já não importa — murmurou.

— Não sei se Meghan gostaria muito que tivesse uma mulher como melhor amiga.

— O quê, diabos, Meghan tem a ver com isso?

Ela piscou, surpresa.

— Vai se casar com ela, não vai?

— Não a pedi em casamento. — Youngjae deu de ombros, perplexo.

— Por que não? É óbvio que está apaixonado. E ela o adora! Qualquer mulher o adoraria. Só mesmo uma louca para rejeitá-lo. — Estancou, pálida.

Youngjae semicerrou os olhos, fitando-a como se nunca a tivesse visto.

— Por que diz isso? — perguntou, hesitante. — Você mesma me rejeitou, Hyemi!

Ela prendeu o ar, os lábios entreabertos.

Youngjae soltou uma risada abafada, destituída de humor.

— Deve haver mesmo algo de muito errado com a minha tática — raciocinou em voz alta, num tom que ela jamais ouvira antes. — Cansei de pedir você em casamento.

Ela balançou a cabeça, emudecida.

— Não tem graça, Youngjae.

— Só se eu ainda não aceitei o alvo... — ele continuou a falar sozinho, pensativo. — Já sei. — Estalou o dedo. — Case-se comigo, Hyemi! Prometo que nunca mais vai ter de me ligar no meio da noite para me falar sobre suas idéias.

Hyemi imaginou-se com ele numa cama de casal, conversando, rindo, fazendo amor. Foi o bastante para que ondas doloridas de desejo a cortassem por inteiro.

Não aguentava mais. Tinha de pôr um fim àquela tortura.

— O que faria se eu dissesse sim? — indagou, num murmúrio.

Ele virou o rosto para fitá-la.

— É essa sua resposta?

— Ainda não dei nenhuma. Só perguntei o que faria.

Youngjae ergueu-se de um salto, apanhou o telefone e o trouxe para cima da mesa de centro. Sem dizer nada, discou um número.

Ela desceu as pernas para o chão, observando-o de cenho franzido.

— Para quem está ligando?

Ele não respondeu.

— Mãe? — perguntou ao telefone. — Não, não aconteceu nada. Só achei que gostaria de saber que acabei de pedir Hyemi em casamento e ela me disse... — Interrompeu-se, olhando-a interrogativamente, esperando pela resposta.

— Engraçadinho! — Hyemi o olhou de lado, descrente. — Aposto que está ligando para a previsão do tempo. — Estendeu a mão para apanhar o fone e ele o tirou de seu alcance. Numa segunda tentativa, contudo, arrancou-o da mão dele.

— Alô, Youngjae! — Uma voz familiar de mulher chamou do outro lado da linha. — E então, o que ela respondeu, menino?!

— SoYoon?! — Hyemi exclamou em choque, derrubando o telefone para fitá-lo.

— Deus do céu... Então está falando sério.

— Converso com você mais tarde, mamãe. — Youngjae pousou o fone sobre o aparelho, o olhar encontrando o dela.

— Você... falou a verdade... — A respiração dela saía em espasmos. — Mas... outra noite me disse que teria uma parada cardíaca se eu dissesse "sim"... — Riu, aturdida. — Nunca ouvi uma bobagem tão grande, eu...

Ele respirou fundo, parecendo subitamente exausto.

— Tem razão — disse. — É ridículo da minha parte ficar imaginando que você se importaria. — Caminhou até a janela, voltando-se para ela, depois, angustiado. — Mas que droga, Hyemi, por que não deveríamos nos casar?! Gostamos das mesmas coisas, temos os mesmos valores... Nos damos tão bem!

Ela comprimiu os lábios. Youngjae nem sequer ensaiava dizer que a amava.

— Não se esqueça do quanto poderíamos economizar juntos — completou, seca.

— Não ria de mim, Hyemi. Para mim não é brincadeira. Tenho tentado me convencer de que é loucura minha. Que não tem me dado nenhum motivo para pensar que sente o mesmo que eu. Esperei todo esse tempo que percebesse o quanto é importante para mim.

Ela franziu a testa de leve, temendo acreditar no que estava ouvindo, o coração aos saltos.

— Mas para que estou dizendo tudo isso? — Ele deu as costas, fitando outra vez as luzes da cidade. — Para que sofrer mais? Qualquer homem com o mínimo de consciência perceberia que nunca deu a mínima para mim. Que mulher tenta arrumar namoradas para o homem que ela ama?... — Riu, amargo.

"Uma imbecil como eu", Hyemi quis responder, mas não pôde.

Doía ouvir a revolta na voz de Youngjae, a ponta de desespero. E no entanto quase não conseguia acreditar que aquilo estivesse mesmo acontecendo.

— Quando inventou toda essa história com Meghan, acabei achando que era destino — prosseguiu ele, num murmúrio. — Então disse a mim mesmo que se perdesse uma oportunidade dessas, seria um tolo. Ainda mais sabendo que você não se importava. — Tornou a encará-la. — Pois bem, Hyemi, eu sou um tolo.

Ela engoliu em seco.

— Está querendo dizer que...

— Que menos de três minutos depois de estar com Meghan, percebi que ela nunca significaria nada para mim. Aliás, como todas as outras. Vivo o tempo todo apaixonado, Hyemi... Por você.

Ela ergueu-se do sofá devagar, alheia à dor no pé engessado, a cabeça rodando.

— Você a beijou, Youngjae... — balbuciou sem coerência. — Eu vi, eu... No reveillon e hoje à tarde.

— Claro que sim. Sabia que você estava perto. Tive esperança de que isso a afetasse de alguma maneira. É isso, Hyemi. — Esmurrou a poltrona de leve, praguejando baixinho. — Acho que só mesmo um idiota como eu para imaginar, pelo modo como falou comigo, à tarde, que pudesse estar com ciúme. Até achei que se Meghan estivesse fora do caminho, pudéssemos... — Parou, abaixando a cabeça. — Mas você fugiu de mim.

"Meghan não significa nada para ele?", Hyemi mal podia crer. "Então é a mim que ele ama?!"

De súbito, percebeu que ele seguia para a porta. Tentou falar, mas o pânico barrou as palavras.

A mão de Youngjae girava a maçaneta quando ela reencontrou a voz:

— Youngjae, eu amo você!

Ele demorou a encará-la. Virou-se devagar, como se temesse não tê-la ouvido.

Quando os olhares se encontraram, Hyemi sorriu, trêmula.

— Tenho tanto ciúme de Meghan que quase fiquei louca!...

O rosto de Youngjae suavizou-se, a dúvida cedendo a uma expressão de puro encantamento.

Lentamente, ele caminhou na direção dela. Então ergueu os braços para tocá-la nos ombros, hesitante, como se ela pudesse desaparecer a qualquer momento.

— Então... as horas que me obriguei a passar com Meghan não foram em vão?

Hyemi permitiu-se tocá-lo também, as, mãos roçando, tímidas, o peito largo que arfava de leve. Fechou os olhos e recostou o corpo no dele sentindo seu calor, exultando ao perceber com que perfeição seus contornos se encaixavam...

— Obrigou-se mesmo? — desafiou-o com voz rouca. — Não parecia.

Youngjae quis sorrir, afagando o lábio rosado com o dedo.

— Já que insiste tanto em falar dela... — Beijou-a, suave, ofegante. — Meghan não tem nada naquela cabeça. John a ensinou a manter-se calada porque, se ela abre a boca, na mesma hora se percebe que ela não passa de uma linda idiota.

Hyemi não esperou mais nada. Tomou-lhe os lábios com ânsia e pressionou o corpo contra o dele, tomada de paixão. Youngjae não desperdiçou a chance. Retribuiu o beijo, faminto, as mãos percorrendo o corpo dela inteiro, sem pudores, como se quisessem devorá-lo.

Demorou muito até que o beijo satisfizesse parte do desejo que os consumia.

Afastaram-se apenas centímetros, relutantes, embriagados.

— Você me assustou no Natal — Hyemi conseguiu balbuciar, por fim.

Youngjae acariciou-lhe um dos seios, emitindo novas ondas de calor pelo corpo dela.

— Estava tão linda lá, em frente à lareira.

Ela jogou a cabeça para trás com uma risada e ele aproveitou para beijá-la no pescoço.

— Agora sim, acredito que me ama — murmurou, tonta de felicidade. — Um homem que tem a oportunidade de ficar com Meghan e depois me diz que sou bonita, tem de estar apaixonado!...

Youngjae a apertou mais contra si.

— Quer parar de falar, por favor? Está atrapalhando minha tática de sedução...

— Girou o corpo, sentando-se no sofá e puxando-a para o colo dele com cuidado.

Hyemi deixou-se envolver com um suspiro.

— É sério, Youngjae. Quase me matou de susto, naquele dia.

— O que mais queria depois do tempo que me fez esperar?

Ela fechou os olhos, sentindo a pele pegar fogo a cada toque dele.

— Quanto tempo? — sussurrou, meio em transe.

— Nem sei. — Ele beijou-lhe os dedos um a um, sensualmente. — Acredite, não planejei me apaixonar. Já era tão gostoso antes disso...

Ela sorriu. Sabia exatamente como ele havia se sentido.

— Mas aquela noite — ouviu-o prosseguir —, quando me beijou sem querer, foi como se tivesse me dado um choque. Só então caí em mim, Hyemi, e tive a certeza de que você era meu sonho.

— E eu quase enlouqueci — confessou ela, comovida. — Pensei em lhe dar um beijo de amiga e de repente... quando percebi que queria mais do que isso, entrei em pânico.

— E me deixou pensando que houvesse me achado repulsivo.

Ela sacudiu a cabeça.

— Nunca!

— Ainda bem...

Youngjae quis beijá-la outra vez, porém Hyemi o afastou, suave.

— Ainda não me respondeu. Há quanto tempo descobriu que me amava?

— Acho que quando se mudou para cá. Ficava pensando como seria bom, e prático, se nos casássemos.

— Ah, que lisonjeiro!...

— Precisa admitir que faz mesmo sentido — ele riu. — Só que então me vi com ciúme de todo homem do qual se aproximava. Quando me perguntei por quê, percebi que estava apaixonado. Achei que estivesse ficando louco.

— Está me deixando cada vez mais orgulhosa... — Ela fez um muxoxo.

— Culpa sua! Parecia tão satisfeita em ser só minha amiga que tive medo de, revelando o que eu sentia, acabar perdendo você de uma vez. Entrei no maior impasse. Continuava me tratando como um irmão mais velho e eu cada vez mais apaixonado. Por isso resolvi investir aos poucos, com esperança de que um dia me quisesse como mais do que um simples amigo.

— Não importava quanto tempo?...

— Não. Apesar de ter levado mais do que eu imaginava. Por isso, quando Meghan apareceu, decidi lhe dar um "empurrãozinho"...

— Eu é quem devia ter dado um "empurrãozinho" em vocês dois; para dentro de um rio!

Youngjae soltou uma gargalhada e o coração de Hyemi disparou dentro do peito.

Acariciou-o no rosto, apaixonada.

— Ainda não me deu a resposta, Hyemi — ouviu-o pedir num sussurro. — Já me fez esperar demais.

— Sua mãe deve estar pensando o mesmo... Não sei como ainda não ligou para cá.

— Provavelmente ainda está na linha, embasbacada... E então, Hyemi? — murmurou contra os lábios dela, puxando-a para si.

— Claro que é sim! — Ela sorriu, radiante. — Eu te amo, Youngjae. Acho que sempre te amei, e nunca soube.

— E me fez perder todo esse tempo?

— Agora vá. Diga a SoYoon que ela é um gênio — recomendou Hyemi, feliz. — Nossa! Por falar em telefonemas... — Levou a mão à testa. — Esqueci de ligar para o sr. Eunho!

Youngjae ergueu uma sobrancelha, interrogativamente, e ela sorriu, travessa.

— Que tal... comprar uma casa?

Ele soltou um gemido.

— Torneiras pingando, jardim para cuidar... Morcegos!

— Mas fica próxima à fábrica.

— Hum... — Ele balançou a cabeça de um lado para o outro, fingindo dúvida.

— É ótima! Só precisamos trocar um papel de parede.

— Ah! Até que as borboletinhas são simpáticas...

— Imagine, eu... — Ela estancou, franzindo a testa. — Como sabe de que casa estou falando?! Andou conversando com minha mãe?

— Não, andei conversando com Eunho.

Ela abriu a boca, pasma.

— Está brincando?...

— Outro sintoma da minha insanidade — Youngjae sorriu de lado. — Quase comprei sua casa de volta, só para me preparar, caso dissesse "sim" à minha proposta.

Hyemi balançou a cabeça, rindo.

— Mas se acha que é loucura, podemos só redecorar o seu apartamento ou...

— Vamos comprar a casa.

— Mas, Youngjae, viu quanto estão pedindo?

— A gente pechincha, ora! Agora escute aqui, mocinha, se começar a querer fazer tudo só do meu jeito para me bajular, vai ficar chata como Meghan.

— Ah, é?! Tem certeza de que não seria melhor se casasse com ela? — provocou Hyemi, dócil. — Meghan sempre se preocupou tanto com a sua saúde e tudo mais... Nunca iria pedir que você matasse um morcego, por exemplo.

— Mas em compensação teve a audácia de me pedir para desistir de tomar café!

Ela riu, divertida.

— Só vou fazê-lo desistir de uma coisa: top models — sussurrou contra os lábios dele.

— De acordo. — Youngjae retribuiu, com paixão. — Agora, há outro motivo para comprarmos a casa... Aqui não há espaço suficiente para crianças.

— É mesmo! — ela concordou, os olhos cintilantes. — Não tinha pensado nisso.

— Mas aposto que nossos pais tinham. Não veem a hora de serem avós, já notou?

Ela riu, feliz.

— Agora, mudando um pouco de assunto... Sabe trocar papel de parede?

— Nem sonhando.

— Não deve ser difícil.

— Me faz um favor? — Youngjae a segurou pelo rosto.

— Não tente aprender.

— Por quê?!

— Porque na certa vai acabar enrolada nele e eu vou ter de salvá-la.

— Verdade. Mesmo porque papel de parede não deve vir com garantia...

— Quase nada vem. — Puxou-a para si. — Só você.

— O que quer dizer com isso? — Hyemi o afastou de leve, intrigada.

— Quero dizer que qualquer um que tivesse peito para se casar com você, moça, descobriria que a vida ao seu lado será sempre cheia de emoção. — Beijou-a, com sensualidade.

— E eu adoro viver perigosamente...


Notas Finais


Logo, logo voltarei pra tirar a fic do Sunggyu do hiatus <3


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