História Será que ele ainda lembra de mim? - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias A Culpa É Das Estrelas
Tags Adolescentes, Drama, Romance
Exibições 17
Palavras 1.017
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Famí­lia, Ficção, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 13 - O beijo


Quando olho para a fonte do parque está um rapaz totalmente coberto de neve, seu cabelo vermelho estava lotado de flocos de neve. Era David, não acreditei. Saí correndo em direção á ele.

— David, desculpa. – abraço ele.

— Tudo bem, você veio pelo menos. – ele diz meio roco e tosse.

Tiro meu cachecol e um dos meus casacos e coloco nele. Abro o guarda chuva.

— Vamos para um lugar quente. – faço ele se apoiar em mim.

>>><<<

Estamos em uma lojinha, com máquinas de chocolate quente. Coloco quatro libras e eles ficam prontos. Entrego um dos chocolates para David.

— O que é isso?

— Chocolate quente, te garanto que é maravilhoso.

Ele bebe.

— Já estou me sentindo quente – ele sorri.

— Desculpa mesmo David, eu perdi a hora fazendo compras com a família, sabe era liquidação.

— Não tem problema, o importante é que você veio.

— Depois de duas horas.

— Sim, mas você acreditou que eu ainda estaria aqui – ele me encarou com aqueles lindos olhos.

Fiquei meio sem jeito e tentei mudar de assunto.

— A vista deve ser bem bonita dali. – apontei para Tower Bridge.

— Vamos lá – ele disse me puxando.

— Mas já deve estar fechando.

— E quem se importa?

Chegamos na Tower Bridge, ela ainda estava aberta. Subimos lá no alto e ficamos apreciando a vista.

— Está frio – eu disse esfregando minhas mãos em meus braços.

Ele me abraçou.

— Será que é verdade? – ele perguntou.

— O que?

— Quando está muito frio, dizem que se os lábios de duas pessoas se tocam, eles se prendem e não se soltam até ficar quente novamente.

— Não sei – o silêncio toma conta do lugar.

Olho pela janela e vejo o guarda fechando a torre.

— David, estão fechando a torre! – ele sai correndo e eu vou atrás.

Infelizmente quando chegamos lá embaixo, o guarda já havia fechado e estávamos presos, e o pior de tudo, completamente sozinhos.

— Vou ligar para a minha mãe.

— Candy não adianta, o celular tá sem sinal aqui.

— Droga.

— Está escuro.

— Tem um interruptor lá em cima.

— Então vamos.

Subimos lá em cima novamente. Quando achamos o interruptor ele estava bem lá no alto, David não conseguiu alcançar.

— Por que tinha que estar tao alto?

— Pra ninguém mexer. – ele entrelaçou suas mãos e fez um sinal para eu subir nelas.

— Não vou subir, eu vou cair.

— Claro que não, se você cair eu te seguro.

— Se você não me segurar eu te bato.

Subi e alcancei o interruptor. Automaticamente as luzes se acenderam. Eu acabei me desequilibrando e cai. Nessa mesma hora David me segurou pela cintura, mas nossas novas acidentalmente se ficaram. Ele me soltou no chão.

— Desculpa.

— Eu que peço desculpas, não te dei um apoio resistente – ele diz meio envergonhado.

— Mas você descobriu que os lábios não se grudam no frio.

Ele sorriu.

As luzes se apagaram.

— Acho que elas queimaram – concordo balançando a cabeça.

A torre começou a ficar mais gelada. Me sentei junto com David, ele estava meio sonolento. Acabei dormindo em seu ombro.

>>><<<

Quando acordei percebi que minhas mãos estavam entrelaçadas com a de David, tirei-as rapidamente. Ele acordou e levantou em direção a janela.

— Que horas são?

— 5h30, Por quê?

— O guarda está vindo abrir a porta – ele pegou minha mão e saiu correndo para baixo.

Passamos pelo guarda correndo, ele olhou não entendendo nada. David começou a rir.

— Por que está rindo?

— Esse foi o melhor encontro que já tive.

— Mas não patinamos no gelo.

— Não importa. Ele já foi o melhor por você estar aqui – fiquei vermelha.

Paramos um pouco e ficamos admirando o vôo dos pássaros.

— Eu adoro pássaros – ele disse.

— Também gosto de pássaros.

— Por que gosta deles?

— Porque podem voar longe quando as coisas ficam difíceis.

— Suba em minhas costas.

— Pra?

— Suba logo – eu subi. — Abra os braços.

Depois de eu abrir os braços ele saiu correndo. O vento batia em meu rosto, parecia que eu estava voando. Londres inteira estava olhando para nós, algumas pessoas sorriam, outras não. Fechei os meus olhos.

— Está gostando de ser um pássaro?

— Muito!

Paramos em uma padaria, tomamos café e comemos biscoitos. Realmente está sendo muito legal sair com David. Ele me faz me sentir especial. Talvez eu esteja gostando dele, mas ainda gosto de Jimmy. Não posso gostar de Jimmy e muito menos de David.

— Você está bem?

— Sim. Estava perdida em meus pensamentos.

— Posso te levar para casa?

— Claro.

David chamou um táxi e lá estávamos parados em frente de casa. Jimmy apareceu de mãos dadas com Soph e entro lá dentro. Revirei os olhos.

— Você mora com esse cara?

— Sim, por quê? Vocês já se viram?

— Ele foi extremamente estúpido comigo.

— Ele é estúpido – abaixo a cabeça. – Mas eu gosto desse estúpido – falei baixo.

— O que você disse?

— Nada. Foi muito bom te ver novamente David. Até mais.

— Tchau – e lá se foi ele, naquele dia de neve.

Quando abri a porta Jimmy estava parado me olhando com cara de bravo.

— Não quero estranhos em casa.

— Ele nem entrou em casa – saí andando.

— Onde você estava? – ele segurou meu braço. – Sua mãe estava preocupada.

— Me larga está me machucando!

— O que está acontecendo aqui? – Sr. Smith aparece. – Candy onde você estava?

— Fiquei presa na Tower Bridge.

— Por que você não atendeu o telefone? – Bryan desse correndo as escadas.

— Estava sem sinal Bryan.

Jimmy soltou meu braço e saiu andando. Sr. Smith foi atrás dele. Bryan ficou na minha frente com os braços cruzados.

— Você não vai me contar? – ele ergue uma sobrancelha.

— Eu saí com David e acabamos ficando presos na Tower Bridge.

— Ele te beijou?

— Não exatamente. Eu acabei caindo e nossos lábios se tocaram.

— Queria estar lá para ver. Deve ter sido uma cena bem fofa.

— Fofa? Eu não sabia o que fazer depois. Eu fiquei totalmente vermelha!

— Problema é seu querida.

Dou um tapa em seu ombro e ele ri.

— Sabe, como está você é Hazel? – ele cora.

— Estamos bem. Acho que ela só me considera um amigo.

— Querido o que você está esperando?

— Pra?

— Beija-lá.

— Vai cagar Candy. Eu não vou beija-lá. Ela não gosta de mim.

— Você não sabe.

— Sim eu sei.

— Isso é o que vamos ver.

Subo as escadas.

— Ei Candy, volta aqui. Não terminamos ainda.

— Você não. Mas eu sim.



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