História Será que ele ainda lembra de mim? - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias A Culpa É Das Estrelas
Tags Adolescentes, Drama, Romance
Exibições 13
Palavras 1.188
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Famí­lia, Ficção, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - My hero


Eu não sabia o que fazer, só pude pensar em fugir. O carro estava longe, eu já estava comemorando, mas o pneu da bicicleta furou quando passei em cima de um caco de vidro. Tive que largar ela e sair correndo. Quando eu estava acabando o quarteirão, alguém me puxou.

— Ele já foi – era Jimmy.

— Obrigada, mas cadê o idiota do meu irmão?

— Ele largou o celular na mesa da cozinha, eu estava fazendo um lanche quando você mandou a mensagem, eu não sei onde ele está.

— Sobre ontem, me desculpe.

— Sabe, o médico falou que eu estou recuperando minha memória... Eu vi você nessa memória.

— Sobre o que você se lembra?

— 3 de março de 2004, acho que era seu aniversário.

— Sim, você só lembra disso?

— Sim, deveria me lembrar de mais alguma coisa?

— Não.

— Me siga, vou te mostrar o caminho para casa.

Segui Jimmy, ele não falou muito. Eu queria saber mais sobre ele, mas eu tive vergonha de perguntar. Chegamos em casa e meu irmão me abraça.

— Achei que tivesse morrido – ele diz.

— Se não fosse ele eu estaria morta, seu trouxa, me deixou sozinha e nem avisou nada.

— Hazel passou mal, e levei ela para casa. Eu vi você conversando com aquela ruiva, eu pedi para ela te falar que eu ia para casa, ela não te falou nada?

— Não – fico me perguntando porque Soph não me falou, será que ela esqueceu?

— Não gosto daquela menina - Hazel surgiu do chão.

— Sophia é uma menina legal, você que não se enturma. Ela vai vim aqui hoje, vou ensinar matemática para ela – Jimmy se intrometeu, Hazel fez cara de nojo.

Eu subi as escadas, tomei um banho, coloquei meu pijama e pantufas de gatinho. Fui para à sacada em busca de expiração. Escutei vozes, deve ser Sophia, eu não contei a ela que moro na mesma casa que Jimmy. Vou correndo para meu quarto, mas não dá tempo. Voltei pra sacada e fiquei atrás de uma decoração japonesa, rezando para não me virem.

— Sophia o que você não sabe? – ele pergunta.

— Pode me chamar de Soph, e eu não sei nem o básico – nossa que burra.

— Olha, você sabe fazer equação de 2º grau?

— Sei, mas na hora do bhaskara eu erro tudo.

— Então você não sabe – toma essa, meu Deus o que eu estou fazendo, ela é minha amiga... Mas continua sendo burra.

— Matemática é chato.

— Chato porque você não sabe – toma essa de novo, preciso parar com isso.

— Nossa Jimmy você é muito grosso – Desculpa.

— Só te desculpo se você me der um beijo na boca – O QUE? PRECISO VER ISSO.

Dou uma espiada e vejo eles muito próximos, Jimmy está vermelho. Soph se aproxima de Jimmy e beija ele na boca. Meu irmão aparece.

— Jimmy, como que funciona aquele microoon... – Soph se afasta, ela está vermelha – Foi mal, não queria estragar o momento.

— N-não e-estava acontecendo nada, o que você está fazendo aqui? – Jimmy diz.

— Claro que não, duas bocas se tocarem é normal no dia a dia, faço isso todo dia, acontece toda hora, eu tô aqui porque sou amigo de Jimmy – Bryan olha para a sacada e me vê, faço um sinal de socorro. – Sophia não é? Oi, tudo bem? Você não está com fome? Jimmy fez um bolo maravilhoso, vai lá provar.

— Fiz? – Jimmy está confuso.

— Fez.

— Mas é claro que eu vou, por quê não me falou antes Jimmy? – Soph puxou Jimmy e os dois desceram as escadas abraçados.

Saio da sacada, fico fazendo cara de nojo e Bryan começa a rir.

— Muito obrigada querido irmão.

— De nada querida irmã, você me deve dez libras.

— Dez libras? Você nem fez nada.

— Fiz sim, interrompi o beijo do seu amor com a falsiane e você nem me agradece.

— Primeiro, ele não é meu "amor" e segundo ela não é falsiane.

— E eu sou um boto cor de rosa.

— Idiota.

Bryan e eu entramos no quarto, ele ligou a TV, eu não tinha notado a TV antes. Eu estava pensando em algo para escrever para a Soph, uma ideia surgiu e comecei a escrever. Depois que terminei acabei dormindo, ultimamente estou com muito sono.

Quando acordei fui para a cozinha, Jimmy não estava em casa. Encontrei minha mãe na cozinha.

— Oi mãe.

— Oi querida, como é a escola?

— Ah, legal. Tenho uma amiga chamada Sophia, e o trabalho?

— Já fez amizades, que bom! Bem legal, mas o restaurante é bem lotado, eu estou muito cansada ultimamente.

— Bom mãe, eu vou subir, vai dormir um pouco – dei um beijo em sua testa.

— Ok linda.

Abri a porta do quarto e estava passando maratona de filme de terror. Subi na cama do Bryan e fiquei do seu lado assistindo. Não me dei conta, mas já era meia noite e Bryan tinha dormido.

Eu estava com uma vontade de fazer xixi, abri a porta cuidadosamente e fui no banheiro. Quando terminei e abri novamente a porta, escutei um barulho vindo lá de baixo. Peguei o desentupidor do vaso e desci as escadas com a lanterna do meu celular. Fui descendo devagar, eu estava morrendo de medo, mas eu não podia voltar para trás. Liguei a luz e não tinha ninguém graças a Deus. O barulho continuou, e veio lá de fora. Resolvi abri a porta, mas não tinha ninguém lá fora. Quando fechei e virei para trás, vi um vulto, eu gritei e desmaiei.

Quando acordei, tinha uma bolsa d' água na minha testa e eu estava em uma cama com um cobertor. Tirei ela da minha testa e levantei. Quando parei pra pensar, eu percebi que estava no quarto de Jimmy. Meu Deus o que ele fez comigo?

— Ah, você já acordou?

— O que você fez comigo?

— Você acha que eu teria interesse em fazer algo com uma vareta? Você simplesmente me viu e se assustou, então desmaiou e eu tive que subir as escadas com você no meu colo. Um regime seria bom.

— Idiota, você quase me matou de susto. Por que não me levou pro meu quarto?

— Eu tentei, mas seu irmão me xingou. Ele disse que não queria macho no quarto e trancou a porta – meu irmão não bate bem.

Me levantei e ia abrir a porta, mas escutei passos.

— Candy se esconde aqui dentro – ele abriu a porta do guarda roupa e eu fui obrigada a entrar.

— Não faça barulho – a porta do quarto se abre.

— Filho ainda está acordado?

— Sim, eu estava escrevendo algumas letras de música.

— Não durma tarde – eu começo a tossir – O que foi isso?

— Desculpa mãe – ele começa a tossir – fui eu, a tosse me pegou.

— Que estranho, amanhã compro um xarope, vai dormir – ela fecha a porta.

Eu saio do armário e vou em direção a porta.

— Onde você pensa que vai? – ele diz com os braços cruzados.

— Eu vou pro meu quarto.

— Seu irmão trancou seu quarto não tem como entrar.

— Vo pra sala dormir no sofá então.

— Qual o seu problema? Tem uma cama aqui no meu quarto, é só dormir, eu durmo no chão.

— Não há necessidade – ele começou a me puxar.

— Para de frescura – ele era muito forte, estava doendo meu braço.

— TA BOM! – ele me soltou.



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