História Serão os próximos, sangues ruins - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Argo Filch, Draco Malfoy, Gilderoy Lockhart, Harry Potter, Hermione Granger, Minerva Mcgonagall, Ronald Weasley, Severo Snape, Tom Riddle Jr.
Exibições 34
Palavras 1.520
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Luta, Magia

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Serão os próximos, sangues ruins


Mais um dia chegava ao fim, poderíamos dizer que foi normal, mas estamos falando de Hogwarts... Os alunos entravam no salão comunal como já era de costume e então escutaram barulhos, um tumulto. Todos correm em direção ao corredor de onde o tumulto parecia vir, chegando lá o silêncio começou a tomar conta, o pânico, a surpresa. No corredor, encontraram Harry, Hermione e Rony parados em frente a uma parede, com a frase "A câmara secreta foi aberta, inimigos do herdeiro se preparem" escrita em sangue; ao lado, a gata do Filch, pendurada de ponta cabeça, totalmente imóvel.

– Madame Nor-r-ra! O que vocês fizeram? - disse Filch desesperado.

– O que está acontecendo aqui? - fala a professora Mcgonagall, quem vem em direção ao centro do tumulto, tentando entender o que está acontecendo.

A professora Mcgonagall fica assustada com o que vê e rapidamente olha para o trio.

– Eles a mataram! - Insistia Filch em culpá-los. – Eu vou te pegar Harry Potter, eu vou te pegar.

Filch tenta ir em direção ao menino, mas é contido pela professora. Snape chega e toma a palavra.

– Ela não está morta, está petrificada.

– Eu não fiz nada, eu juro. Professora, tem que acreditar em mim!

– Foi ele sim, quando cheguei ele estava aqui.

– Talvez ele só estivesse no lugar errado e na hora errada. - fala Snape calmamente. – Contudo, não me lembro de ter visto o senhor Potter no jantar...

– Creio que por minha culpa, professor. - interrompe o professor Lockhart. – Harry esteve cumprindo detenção em minha sala.

Então chega Draco Malfoy, ele olha para a parede e em seguida para Hermione e diz:

– Inimigos do herdeiro se preparem... serão os próximos, sangues ruins!

Após enfim o tumulto ser contido e os alunos dispensados, ficou dito que Harry era inocente até que se provasse o contrário. O trio voltou para o salão comunal, assim como os outros alunos, mas Hermione não parava de pensar no que havia escutado de Malfoy.

– Vocês ouviram o que ele disse? - perguntou Hermione perturbada.

– Quem, Malfoy?

– Sim, Rony. ‘’Serão os próximos, sangues ruins’’.  Acho que ele tem alguma coisa haver com tudo isso.

 – O quê? Malfoy? O herdeiro de Salazar? Besteira, estou indignada com o termo que ele usou, referindo-se as pessoas nascidas de trouxas.

– Nossa, Hermione, você não deveria ligar para o que ele fala, é só o Malfoy.

– Você não entende, Rony, é sangue puro.

– Entendo sim, sou sangue puro, mais conhecido por traidor do sangue por andar com você.

 – Ah então agora a culpa de você não ser popular é minha?

 – Incrível como as mulheres contorcem as coisas, não é mesmo, Harry?

– Harry?

– Ah, oi, sim.

– Você está longe, Harry. O que aconteceu?

– Eu ouvi vozes, vozes que somente eu ouvia e em seguida encontramos Madame Nor-r-ra petrificada.

– Bom, até no mundo da magia, ouvir vozes não é um bom sinal. - fala Hermione preocupada.

– Mas esqueçamos isso, do que você estava falando mesmo?

– De como as mulheres contorcem as coisas...

– Cala a boca, Rony. Eu estava falando, sobre a maneira que nós, filhos de trouxas, somos tratados. Ninguém é melhor que ninguém só por ser sangue puro, veja o Rony, um completo idiota.

– Obrigado, Hermione.

– Não por isso.

– Dá pra parar vocês dois? Hermione, você acha que pode fazer algo pra mudar isso?

– Na verdade acho, eu estive pensando nos últimos dias e realmente acho, que poderíamos criar uma campanha, contra esse preconceito que há sobre os nascidos trouxas. Somos todos bruxos. É isso!

– O quê? - Perguntam os dois assustados -

– S.T.B. Somos todos bruxos. Vamos começar uma campanha contra o preconceito dos nascidos trouxas!

– Vamos?

– Sim, Rony, vamos!

– Você vai, eu sou sangue puro.

– Exatamente, você é um exemplo de sangue puro que não tem preconceito.

– E um completo idiota também.

Hermione ignora e o encara friamente.

– Poderíamos começar com uma palestra, vou pedir permissão a Dumbledore.

– O que você acha Harry?

– Legal...

– Ok, mas por hoje, vamos dormir, porque amanhã temos aula cedo.

– E eu quero ir mais cedo ao salão principal, tomar café da manhã sem ninguém me encarando. - fala Harry desanimado.

Eles vão se deitar.

Amanhece e como havia planejado, Harry desce mais cedo para o salão principal. Pelos corredores, não se falava outra coisa, senão do ocorrido na noite anterior. Começaram a rolar rumores sobre a câmara secreto e o herdeiro de Salazar, um dos fundadores da escola, que supostamente criou uma câmara secreta e nela escondeu uma criatura monstruosa.

Além disso, o preconceito com os nascidos trouxas aumentou, uma vez que Salazar era contra os nascidos trouxas estudarem na escola, ele não os considerava dignos de estudar magia e reza a lenda, que o monstro que há na câmara, irá matar os filhos de trouxas.

Passaram-se as semanas e dessa vez pessoas foram petrificadas, todas nascidas trouxas, o murmurinho ficava maior a cada dia. Hermione já não aguentava mais tanto preconceito, então resolveu criar coragem e pedir autorização ao diretor Dumbledore, para que pudesse fazer uma palestra contra o preconceito.

Chegando a sala do diretor, ele já a esperava, com seu óculos de meia lua sobre o nariz avantajado.

– Entre Hermione, precisava falar comigo?

– Olá professor Dumbledore, eu gostaria de saber, se posso fazer uma palestra contra o preconceito aos nascidos trouxas, seria possível?

– Receio que sim.

– Obrigada! - Fala Hermione com um sorriso no rosto. -

– Mas antes, quero que fique com isso e cuidado, tem palavras que não precisam ser ditas. - ele estica o braço e a entrega um colar.

– O que é isso professor?

– É um vira tempo. Uma volta deve bastar, não se esqueça, uma volta. E lembre-se, você não pode ser vista.

Dumbledore sempre foi um homem sábio, porém misterioso. Hermione então sai da sala do diretor. Passam mais alguns dias e depois de preparar cautelosamente um discurso para palestrar, Hermione decide que será "hoje". Ela conversa com Rony e Harry e resolve que fará no meio do salão principal, quando todos estiverem almoçando.

Assim como planejou, na hora do almoço, foi até a frente do salão principal e começou a falar:

– Eu venho em nome de todos aqueles que sofrem com o preconceito, por serem filhos de trouxas. - ouve-se a risada vinda da mesa de Sonserina. – Venho falar um pouco sobre S.T.B. Somos todos bruxos, iguais, ninguém é melhor do que ninguém por ser sangue puro, mestiço ou filho de trouxas.

As risadas da mesa de Sonserina tomam conta do salão. Hermione então vira-se para lá:

– Na verdade, inferiores são vocês, que se acham os melhores. Qual é o maior nome que sua casa já teve? Voldemort? Ele se achava o melhor, mas foi derrotado por um bebê!

No momento em que Hermione pronuncia o nome de Voldemort, o salão escurece. Parecia algum tipo de maldição, talvez fosse isso mesmo, talvez Voldemort houvesse amaldiçoado o salão quando alguém zombasse de seu nome. Um rombo enorme no chão se abre e de dentro, sai algo surpreendente, não visto a mais de um século, um basilisco, o rei das cobras. Com seus mais de 10 metros de comprimento, sai rastejando em direção aos nascidos trouxas. O basilisco começa a matar, com seu olhar.

Há muita gritaria no salão. De repente, surge uma espécie de aparição, era Tom Riddle, ele conjura a marca negra no teto. Começam a chegar pessoas encapuzadas, são comensais da morte, seguidores de Voldemort.

– Avada Kedavra!   

Pessoas estavam sendo assassinadas com a maldição da morte. Dumbledore cravou uma batalha com Tom.   

–  Avada Kedavra! - conjurou Tom.

Dumbledore se esquiva.

– Estupefaça! - conjura Dumbledore.

– Protego! - defende-se Tom.

Enquanto eles duelavam, o basilisco saiu atrás de Hermione, ela sai correndo. É a última nascida trouxa que ainda não foi assassinada.

– Hermione, aonde você vai? Fique conosco! - gritou Harry.

– Ela vai morrer, Harry! Ela vai morrer!!! - fala Rony aos prantos.

– Calma Rony!

Hermione sai correndo pelos corredores e o basilisco a seguindo, ela não ousava olhar para trás, sabia que se olhasse morreria, uma vez que o olhar do basilisco causa morte instantânea.

Ela chega à biblioteca, o monstro vem destruindo tudo pelo caminho. Hermione chora quietinha, escondida embaixo de uma mesa, sem saber o que fazer. Que tipo de feitiço vou usar contra um monstro desses? Se perguntava Hermione.

De repente ela lembrou do vira tempo. Hermione pegou o vira tempo e assim como Dumbledore havia dito, deu uma volta nele. Tudo começou a rodar pra trás e então Hermione se viu escondida na entrada do salão principal, minutos antes de entrar ali e começar seu discurso. Ela a vê vindo e pede desculpas para si mentalmente.

– Obliviate! - Pronuncia Hermione com a varinha apontada para a Hermione do passado -

Sua memória foi alterada, agora ela nem se lembra que iria discursar. De repente tudo roda novamente e ela se vê outra vez na biblioteca. Dessa vez foi estranho, ela parecia ter acordado, será que era um sonho? Ela olha para um espelho e então percebe pelo reflexo os olhos vermelhos do basilisco. Hermione é petrificada. Realmente, falar de preconceito e apontar os preconceituosos, pode gerar uma guerra ainda maior.

Amanda  Armstrong e Emily Voit.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...