História Sereia por Acaso - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias A Pequena Sereia, Mako Mermaids
Exibições 2
Palavras 1.459
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Fantasia, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Me desculpe por qualquer tipo de erro, ofensa ou outra coisa. Essa é a minha primeira fanfic. Espero que gostem

Capítulo 1 - Sem Ar


   Outubro foi o mês em que tudo foi por água abaixo, literalmente. 

  Seu pai tem câncer no pulmão. 

  Quando eu recebi essa noticia, eu quase morri. 

   Minha mãe já tinha morrido há dois anos por esse mesmo mal. O doutor me disse para tomar cuidado, porque o câncer pode passar através da genética. Eu senti como se meu mundo fosse acabar. 

   Meu pai tossia muito, estava emagrecendo muito e tinha dificuldade para respirar. Eu chorava todo dia dentro do meu quarto por saber seu destino. Ele só foi no médico depois que começou a tossir sangue. E só foi porque eu o obriguei a ir. 

   Ele tem um Carcinoma de Pequenas Células. 

   Eu não sei se você sabe, mas esse é o pior tipo de câncer de pulmão. A taxa de sobrevivência é menor do que todos os outros tipos de câncer. 

   Meu pai morreu alguns dias depois que ele foi internado. Eu senti como se meu mundo tivesse caído. Eu nem pude enterrá-lo pois seu corpo ficou para estudos da universidade da cidade (não fui eu que decidi isso). Fiquei com raiva de todos. Dos enfermeiros, dos médicos e, principalmente, de mim mesma. Quando recebi a notícia, corri para o barco de pesca da minha família, sentei na proa e chorei como se não houvesse amanhã. Sentia como se a qualquer momento ele fosse até onde eu estava, me daria um abraço e diria que estava tudo bem. Mas não estava. 

     Só parei de chorar quando meu amigo Igor chegou. Igor tinha cabelos castanhos e olhos cinzentos. Nos conhecemos na escola e desde então não nos desgrudamos. 

     - Fiquei sabendo do seu pai. Eu sinto muito, Kelly. - disse ele, sentando do meu lado. 

     - Esse era o lugar favorito deles. Eu me lembro de um dia que eu estava tentando pegar um peixe, e depois de um bom tempo eu desisti, mas eles não deixaram e me disseram que eu devia continuar atrás do que eu queria – dei um tempo para respirar e enxugar as lágrimas que não paravam de cair – Quando eu tentei de novo eu peguei o maior peixe que eu já vi – meus olhos já estavam inchados de tanto chorar e, ao lembrar desse dia, a cachoeira do meu rosto aumentou a intensidade. 

    - Parece que foi um dia muito bom! - ele falou, dando um sorriso sem graça. 

    Eu me aconcheguei em seu ombro e as lágrimas pararam de rolar. Eu respirei fundo e disse: 

    - O que seria de mim sem você? 

    - Você acabaria desidratada – ele brincou e nós rimos – Você quer que eu te deixe sozinha? 

    - Essa é a ultima coisa que eu preciso. 

    - Sabe Kelly tem algo que eu preciso falar para você - ele se levantou e me ajudou a ficar de pé - Nós nos conhecemos há muito tempo, e eu sei que esse não é o melhor momento, mas... 

     Eu sabia o que ele iria falar, porém não sabia se estava preparada para dizer se sentia o mesmo. Eu desviei os olhos para a água e vi algo que não entendi direito. Era uma mistura de cabelos ruivos e escamas de um verde tão reluzente que quase cegava meus olhos. 

    - O que é aquilo? - eu perguntei apontando, mas a coisa sumiu 

    - Eu não vi nada – disse Igor – Mas voltando ao assunto... 

   - Não, Igor, eu estou falando sério tem algo na água!! - eu disse pensando que ele deveria me achar uma maluca. Eu mal terminei de formular a minha frase quando eu comecei a ouvir um canto, algo que parecia um chamado, me atraindo para a água. Eu sai do barco e fui em direção ao final do píer. 

   - KELLY!!! CUIDADO!!!! - mas ele não consegui me avisar a tempo, pois uma mão agarrou meu tornozelo e me puxou para dentro da água. Só deu tempo de eu ouvir o Igor chamando meu nome e ver o final de uma cauda, antes de eu bater a cabeça e desmaiar. 

 

    Eu acordei bem grogue. Não entendia  o que estava acontecendo, até que um peixe passou em frente dos meus olhos. Eu gritei, o peixe gritou e eu gritei mais ainda. Nesse momento eu olhe ao meu redor. 

   Eu estava deitada, em uma cama, em um quarto. Até ai tudo bem, porém tinha algo muito estranho. A cama era feita de esponja do mar, as paredes eram feitas de algum tipo de coral e as cortinas, feitas de alga marinha, cobria uma janela que dava vista para o mar, quero dizer dentro do mar. Meu grito deveria ter sido muito alto, pois atraiu uma pessoa. Na realidade meia pessoa. 

     Uma sereia, de cabelos azuis, pele morena e cauda dourada, entrou no quarto com um semblante assustado. 

     - O que aconteceu? - a sereia perguntou e recebeu um grito como resposta – Ah você acordou! Finalmente! Achei que você tinha batido com a cabeça forte demais – ela deu uma risadinha. 

     - V-v-você é u-u-uma... - eu nem conseguia falar. 

    - Sereia? Sim sou e não há mais tempo. Ande, coma isso!! - ela me deu um tipo de doce servido em um concha. 

    - O que é isso?! - eu perguntei 

   - Não temos tempo para perguntas!! Apenas coma! - ela praticamente enfiou o doce na minha garganta – Como se sente? 

    - Eu não sei. É doce e salgado ao mesmo tempo – eu tentava descrever o doce – Parece... - uma dor insuportável tomou conta das minhas pernas. Eu deitei de novo na cama e me contorcia a cada pontada que sentia. Eu fechei os olhos com força, mas a dor não passava. O que aquela desgraçada me deu?! 

     - Se concentre na sua melhor memória! - ela tentou falar, mas meus gritos a silenciaram. 

     Me concentrar. Qual era a minha melhor memória? Ah, já sei. 

     Obviamente era aquele dia em que estávamos no barco do meu pai. O dia em que eu peguei o maior peixe, minha mãe o devolveu para o mar e fez biscoitos de marshmellow e chocolate. Nós os comemos assistindo o pôr do sol, enquanto meu pai fazia uma serenata para minha mãe e eles demonstravam como estavam apaixonados mesmo depois de tanto tempo. Lembro de desejar aquilo também. 

    Quando me dei conta, a dor tinha sumido e, ao abrir os olhos, vi que não tinha sido a única. Minhas pernas tinham se transformado em uma cauda vermelha. Eu entrei em pânico e êxtase. Meu sonho sempre foi ser uma sereia, mas, agora que isso era realidade comecei a pensar se era permanente. 

       - Não se preocupe, isso não dura para sempre – disse a sereia como se lesse minha mente. 

       - Qual é o seu nome? - eu perguntei encarrando minha ex-perna. 

      - Maya, prazer – ela fez uma reverencia – E o seu é Kelly. 

      - Como você sabe o meu nome? 

      - Sua mãe me contou – Mirella disse como se não fosse nada. 

    - O QUEEEEEEEEEE???!!! - se antes eu estava chocada, agora eu estava desmaiada – Isso não é possível. Minha mãe morreu já faz dois anos. 

    Maya deu um sorriso e saiu do quarto. E eu fui atrás. Quero dizer, tentei. Eu não estava acostumada com barbatanas. Eu mal sai da cama e já bati a cara na parede. Eu tive que dar umas trinta voltas pelo quarto para me acostumar com a cauda. Quando senti que estava pronta, sai pela porta, chamando Maya. 

     - Estou aqui – a sereia acenou, e eu fui cambaleante até ela. Ela estava na frente de duas portas enormes com detalhes de conchas – Olhe – ela apontou para dentro do cômodo. 

     E lá havia a sala do trono. Havia um trono feito de ouro e corais, e, sentada nele, estava a minha mãe com uma coroa de conchas e corais. Seus cabelos loiros envolvendo seu rosto gentil e olhos verdes. Ela estava como da ultima vez que eu vi ela, exceto pela cauda roxa que substituía suas pernas. 

     As lágrimas vieram para os meus olhos. Aquilo não podia estar acontecendo. Eu acho que eu a cabeça forte demais e ainda não acordei. Eu só acordei do transe quando eu sem querer empurrei a porta e ela fez um barulhão. O olhar da minha mãe se voltou para a origem do estrondo. 

    Congelei. Não sabia o que fazer. Mas nem precisei pensar em nada. A sereia/ minha mãe dispensou as servas que a rodeavam e se aproximou. 

       - Ainda bem que você está aqui Kelly – disse ela - Já não há mais tempo. 

       - Mas... você está morta.

       - Eu pareço morta? - ela perguntou com a sobrancelha arqueada – Depois eu te conto porque eu tive que mentir a minha morte. Agora temos coisas mais importantes para resolver. Seu amigo Igor foi raptado pelos tritões.



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