História Serendipity - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Sonyeondan, Boyxboy, Bts, Jikook, Jimin, Jjk, Jungkook, Kookmin, Kth, Maknae Line, Pjm, Políamor, Taehyung, Taejikook, Taekook, Taekookmin, Vkook, Vkookmin, Vmin
Visualizações 13
Palavras 2.346
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Boyz With Fun


Hidden era simplesmente o lugar onde todas as pessoas da comunidade LGBT+ e alternativa de Seul gostariam de estar em um sábado à noite. O local não era uma simples casa noturna, era um espaço moderno, sem preconceitos e seguro.

Todos que frequentavam a Hidden sabiam que lá poderiam ser e fazer o que tivessem vontade, sem medo de repreensões e julgamentos, atitudes muito comuns fora daquelas paredes escuras. Para garantir a privacidade de seus clientes, o estabelecimento não era aberto ao público. Só entravam convidados, que preenchiam uma ficha cadastral e assinavam um termo de compromisso. Nada de fotos ou vídeos.

Para resumir com um clichê, o que acontecia na Hidden, ficava na Hidden.

O Bangtan até frequentava outros locais, porém a Hidden tornou-se o espaço deles. Conheciam boa parte dos funcionários, pediam itens que não estavam no cardápio e sempre eram direcionados à área VIP, independente do dia ou horário.

Entre os amigos, corria o boato de que Namjoon era sócio da casa noturna, contudo o atual loiro sempre desconversava, nunca confirmando ou refutando a fofoca. Sendo Nam sócio do lugar ou não, a Hidden era um dos locais em que o grupo mais se sentia à vontade. Boa parte das melhores histórias dos amigos havia acontecido naquele espaço.

Escorado no parapeito do mezanino da área VIP, Jungkook observava a pista e o efeito das luzes coloridas nas pessoas que dançavam lá embaixo, o que fazia todos parecerem uma grande massa de cores se movendo ao ritmo da música. Ou talvez ele já estivesse bastante bêbado.

Riu, terminando mais uma garrafa de soju e lembrando da primeira vez que conseguiram arrastar Yugyeom, um hétero não muito sociável, para a festa, sob o argumento que um Bangtan — mesmo heterosexual — que não conhecesse a Hidden não poderia ser considerado um Bangtan. Aquela noite havia terminado com um Yugyeom bêbado e com glitter por todo o corpo, sorrindo para Jeon ao pedir desculpas para o melhor amigo por não ter conhecido o lugar antes.

O sorriso de Kookie aumentou ao identificar, no meio da multidão, o amigo e colega de apartamento. Yugyeom estava perto do palco, fazendo quase uma competição de dança com uma Drag Queen que não parecia muito feliz em ter um garoto vestido todo de preto roubando seus holofotes. Perto deles, alguns amigos de Gyeom riam da situação e o incentivaram a continuar dançando.

Achou que seu sorriso não poderia aumentar, mas viu, do outro lado, Jimin sentado em uma das cadeiras do grande balcão do bar, provavelmente esperando seu drink ficar pronto.

O ruivo balançava as pernas — que não alcançavam o chão, já que a banqueta era um pouco alta — enquanto conversava animadamente com uma pessoa que Jungkook não reconheceu. Vendo aquele sorriso bobo, a maquiagem leve e a camisa com alguns botões abertos, deixando parte de seu ombro a mostra, não havia como negar: Park estava lindo.

O maknae foi tirado de seus devaneios por risadas altas que ele logo reconheceu como pertencentes aos seus amigos. Virou-se e foi obrigado a também rir da cena que presenciou.

Escorados em um canto do bar da área VIP, Yoongi e Hoseok pareciam jogar vôlei — ou fazer malabarismos — com um boné. Ao lado, abraçados, Namjoon e Jin riam, mandando os amigos acabarem com a brincadeira. Em frente aos garotos — e por consequência de costas para Jeon — um jovem de cabelos castanhos tentava, em vão, recuperar o boné, mesmo sendo tão alto quanto Hobi, talvez até mais.

Aparentemente, Jung só devolveria o boné se o garoto lhe desse um beijo. O problema é que, surpreendendo a todos, Suga também queria beijar o estranho. O dilema fez com que os dois amigos continuassem trocando o boné de mãos para que o desconhecido não o alcançasse, mas aos gritos de "fura olho", de um lado e "eu vi o boy primeiro", de outro.

O garoto parecia bastante bêbado e já estava ficando um pouco desesperado. Pelo que Jungkook entendeu à medida que se aproximava por entre as mesas, aquele boné não era do desconhecido e ele estaria em grandes problemas com o dono se o perdesse. O mais novo se solidarizou com o jovem e resolveu intervir, vendo que Namjoon e Jin iriam apenas continuar a rir e Hobi e Suga estavam bêbados demais para saberem a hora de parar.

Aproximou-se sorrateiro e esticou o braço no exato segundo em que Yoongi ia passar o boné para Hoseok, o pegando antes que o hyung mais alto conseguisse perceber. Deu alguns passos para trás com um sorriso triunfante no rosto, já tendo a atenção de todo o grupo voltada para si.

Aquela foi a primeira vez que viu o desconhecido e definitivamente ele entendeu de imediato o motivo da discussão que seus hyungs estavam tendo há pouco. O rapaz em sua frente nascera para ter a atenção dos outros sob si. O porte alto, junto às roupas escuras, o deixava com um ar meio misterioso.

Os cabelos castanhos e lisos escorriam pelos olhos, destacando seu olhar profundo, que naquele momento tinha um pouco de surpresa, porém muita malícia. Até a droga do nariz do jovem era perfeito, com um sinal bem na ponta como se tivesse sido tatuado para ressaltar ainda mais aquele rosto.

No entanto, foi quando baixou um pouco o olhar que Jungkook sentiu-se verdadeiramente hipnotizado. Aquele sorriso quadrado não podia ser desse mundo. Ficou encantado com a forma como um simples sorriso torto carregava tanto significado e assistiu sem piscar quando o dono daquela boca umedeceu os lábios com a língua de uma maneira que deveria ser proibida de tão indecente.

Só quando viu que o sorriso do desconhecido se intensificou é que Jeon acordou de seu transe. Olhou para o boné em suas mãos e para o jovem que se aproximava. Sem pensar muito, juntou toda a coragem que tinha para olhá-lo nos olhos enquanto colocava o boné com a aba virada para trás de volta na cabeça do garoto.

Afastou-se o suficiente para contemplar o desconhecido, como se estivesse ajudando um amigo a se arrumar. Ele estava perfeito. Juntando o resto de coragem que tinha, deu um sorriso tímido, que deixava a mostra seus dentes de coelho e já era sua marca registrada.

— Peço desculpas pela indelicadeza dos meus amigos, senhor. — Se o tom de brincadeira em sua voz não fosse o suficiente para que a fala fosse interpretada com leveza, era certo que a breve reverência que Kookie fez segurando um vestido imaginário seria.

Entretanto, ao levantar os olhos, o jovem não encontrou uma expressão amena e divertida como esperava. Os olhos do desconhecido tinham um brilho profundo e a tensão que pairava no ar parecia que ia sufocá-lo a qualquer minuto.

Jungkook não sabia dizer por quanto tempo aquele olhar o encarou de uma maneira tão profunda que ele diria não ser possível antes de ter presenciado. O que sabia é que em algum momento acabou cedendo e baixou os olhos, envergonhado.

E foi aí que as coisas ficaram confusas.

Em um instante ele estava próximo aos amigos perto do bar e no segundo seguinte se encontrava com as costas prensadas muito firme contra a parede, um braço segurando sua cintura de forma possessiva e um corpo extremamente gostoso restringindo seus movimentos, enquanto a boca do estranho encontrava-se com a sua de maneira quase animalesca.

Ainda ouviu os amigos resmungando alguma coisa — ou estariam o parabenizando por ter conseguido ficar com o garoto? — antes de se entregar totalmente ao que estavam fazendo e apenas apagar tudo à sua volta.

Se alguma palavra poderia definir aquele momento era intenso. Tudo no garoto a sua frente transbordava. A forma quase afobada como ele o beijava, comandando a situação com maestria. O jeito como aquelas mãos grandes pareciam já conhecer seu corpo, ao mesmo tempo em que passeavam por cada canto com calma e vontade de explorá-lo por completo, apreciando cada nova descoberta. A maneira como ele poderia ser considerado apressado e até agressivo, entretanto sempre esperava a confirmação de Kookie de que estava tudo ok — através de um gesto, um gemido... o que fosse — toda vez que tentava avançar as coisas.

E, para o mais novo, estava tudo ok, tudo ótimo, tudo maravilhoso. Os beijos não eram calmos e amorosos como os de Jimin ou vazios como os das outras pessoas com quem ele se relacionara.

Fazia tempo que não sentia aquela intensidade, mas não de um jeito vulgar... tinha dificuldades de tentar traduzir as sensações. Aquele garoto sem nome havia deixado uma marca nele e Jeon não estava falando de um chupão — pelo menos ele ainda não tinha sentido nada assim —, era algo mais profundo.

Poderia ser bobo, ingênuo e até clichê, todavia naquele amasso-quase-pré-foda numa parede qualquer de um de seus locais preferidos ele sentiu uma ligação, uma forma estranha de conexão. Ali, perdido naquele mar de sensações deliciosas, o jovem sabia que aquele momento ainda traria muitas coisas positivas no futuro. Ok, ele realmente estava bêbado demais.

Foi tirado de seus pensamentos pela boca do desconhecido, que subia de seu pescoço até sua orelha. Sem parar de brincar de uma maneira deliciosa com um de seus piercings, o estranho finalmente falou.

— Como fui mal educado, nem me apresentei. Me chamo Taehyung, Kim Taehyung. Qual seu nome, coelhinho?

Jungkook riria se fosse qualquer outra pessoa usando aquele apelido estranho. Entretanto, a voz de Kim ficava mais grave a cada palavra dita e quando ele lhe chamou daquela forma, coelhinho pareceu ser o melhor apelido do mundo.

— Jeon... Jungkook. — Seu sobrenome mais pareceu um gemido, no entanto os beijos de Taehyung que iam da orelha até seu pescoço com toda a calma do mundo deixavam a tarefa de falar qualquer coisa bem mais complexa do que o normal.

Um sorriso quadrado se formou na boca do mais velho entre os beijos. Não podia negar que estava adorando a maneira como Jeon estava realmente entregue àquele momento.

— Você é mais novo, não é? Quantos anos você tem? — A voz grave de Kim contra a pele molhada de saliva de seu pescoço deixou arrepios em Jungkook.

— Vinte e um, e você, Taehyung-ssi? — Ele não sabia dizer de onde tirou forças pra falar tudo aquilo com tanta firmeza. Pode ser que seus olhos fechados e as mãos firmes nos ombros do homem à sua frente o entregassem, mas pelo menos sua voz não falhou dessa vez.

Taehyung sorriu mais largo, porém não disse nada. Apenas caminhou em direção a uma das mesas vazias mais afastadas e se escorou nela, puxando Kookie para o meio de suas pernas. Recomeçou a tortura dos beijos molhados pelo maxilar do mais novo, intercalando com leves mordidas até chegar mais uma vez em sua orelha.

— Parece que você vai gemer pelo pau do seu hyung quando sairmos daqui — praticamente grunhiu, respondendo, de certa forma, a pergunta do mais novo.

De um jeito surpreendente, a voz de Taehyung parecia estar a cada instante mais rouca. Jungkook levou alguns segundos para entender do que o rapaz a sua frente estava falando e, antes que conseguisse pensar em uma resposta, sentiu os lábios de Kim outra vez nos seus.

Ele não tinha culpa por sua lentidão, as coisas não costumavam ser assim e na maior parte das vezes não era nem ele quem cuidava disso. Parou de pensar no segundo em que seu hyung apertou sua bunda com vontade e voltou a apenas curtir aquelas sensações, aquele momento.

Várias músicas depois, ele tinha certeza que alguns dos beijos que ganhara no pescoço deixariam marcas escurecidas no dia seguinte. Acreditava que Taehyung estava na mesma situação, então se afastou um pouco para observá-lo. Enquanto os dois travavam mais uma batalha apenas com o olhar, Jeon sentiu uma mão diferente em suas costas.

Logo reconheceu o toque e, por reflexo, se afastou um pouco de Kim, virando-se para Jimin que tinha aquele sorriso lindo no rosto. Ele deu um beijo no canto da boca do dongsaeng e abaixou o braço, abraçando muito levemente sua cintura antes de falar.

— Oi, Kookie, eu trouxe bebidas pra você e seu amigo. Eu não sabia o que ele estava bebendo, então trouxe seu soju, uma garrafa de cerveja e uma de água. — Park segurava as três garrafas com dificuldade em uma das mãos e as largou rapidamente ao lado de Taehyung na mesa. — Desculpe, eu não sei o seu nome... o que você estava bebendo? Posso ir pegar se for outra coisa... — O sorriso de Jimin não se desfez por um segundo sequer.

— Eu, ahm... não estava mais bebendo... mas posso dividir o soju com o Jungkook, não precisa deixar as outras coisas aqui. — Kim fez uma pausa, ficando impressionado que a situação não estava tão estranha como ele achava que deveria estar. — Ah, sou Taehyung, prazer. — Ele curvou-se de maneira suave para cumprimentar Park.

O de cabelo laranja, no entanto, levantou o rosto de Taehyung, puxando-o para um abraço e finalizando o cumprimento com um beijo no canto da boca — igual ao que dera em Jeon. Ele afastou-se com um sorriso sugestivo.

— Bom, foi um prazer conhecer você, Taehyung. — O olhar de Jimin continha muitas coisas indecifráveis, contudo Kim estava certo que também vira... desejo?

— Vou deixar as bebidas aí, aproveitem. — O ruivo afastou-se um pouco, voltando a olhar para os dois. — Eu e os meninos estamos sentados ali perto do bar, se vocês quiserem ficar com a gente depois, serão mais que bem-vindos. — Piscou para ambos e saiu quase rebolando em direção aos amigos.

Quando o mais baixo já estava longe o suficiente para não ouvi-los, Taehyung puxou Jungkook para mais perto, abraçando sua cintura outra vez. Deu uma pequena gargalhada, tomando um gole do soju que estava ao seu lado e achou fofo a forma como o dongsaeng coçava a nuca com as bochechas levemente rosadas e um sorriso envergonhado.

— Ok, o que foi isso? — riu, acompanhado de Jeon, que não falou mais nada. — Sério, quem era ele?

— Então... — Kookie baixou os olhos, encarando com atenção os detalhes da gola da camiseta de Taehyung, e continuou coçando a nuca. — Esse era o Jimin, meu namorado.


Notas Finais


Olar! <3

Eu gosto desse capítulo, sei lá pq. É possível que seja por causa desse Jungkook todo entregue, que talvez tenha ganhado meu coração hahaha

As músicas que dão nome aos capítulos normalmente não têm relação com a história. Em geral é só o título. Mas acho que Boyz With Fun combina com esse capítulo, não?


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