História Serene eyes - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Yuri!!! on Ice
Tags Aluno, Professor, Romance
Visualizações 85
Palavras 2.597
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Colegial, Escolar, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá amores, como eu havia prometido, aqui está o capítulo da semana... espero que gostem.

Boa leitura 📖

Capítulo 2 - Capítulo dois


Meu coração está acelerado, minha respiração descompassada, minha boca está aberta em um sinal de surpresa. O quê... o que está acontecendo? Como Viktor está aqui na minha escola? Isso não pode ser real. Viktor deu uma boa olhada pela sala para ver o rosto dos alunos, quando seus olhos estavam chegando em mim, foi automático, escondi minha cabeça entre meus braços trêmulos, com os olhos arregalados. Senti meu rosto esquentar gradativamente por vergonha, estou tão nervoso que meu coração dói de tão rápido que ele bate.

 

—Bom, quero que todos aqui presentes na sala, se apresentem. Vou fazendo a chamada e conforme falo seus nomes, quero que me digam seus hobbies e suas idades. – Escutei ele falar, percebi que algumas meninas da sala estavam inquietas demais, conversando e cochichando. Não entendi nada do que elas estavam dizendo pois a imagem de Viktor ainda está me deixando sem ação. Merda, me ferrei, o que faço agora? Mordi o lábio inferior em desespero. 

 

A chamada está indo rápido pois as pessoas só falam seus nomes e algumas palavras sobre o que gostam de fazer, não consigo prestar atenção em nada, meus pensamentos estão a mil. Droga, vou passar mal, isso não é possível, não pode estar acontecendo... o que aconteceu ontem foi algo muito impactante para mim, foi a primeira vez que beijei alguém daquele jeito e eu achei que aquilo ficaria naquele bar, que eu nunca mais veria Viktor. Quão ingênuo eu fui? Isso não foi planejado, não me preparei mentalmente para algo assim, a minha mente está em branco pois é muita informação para um dia só.

 

— Nishigori Yuko. – Escutei a voz de Viktor e despertei. 

 

— Hai! Gosto de ler e tenho 16 anos. – Escutei a voz de Yuko que senta à minha frente e meu coração parou, quando isso aconteceu? A chamada já está aqui? A próxima é a minha vez... não vou conseguir.

 

— Katsuki Yu-

 

— Hai! –  Nem deixei ele terminar de falar e me levantei com tudo, batendo ambas as minhas mãos na carteira. Todos na sala me encararam como se eu fosse um ET. Olhei em volta e minhas bochechas ficaram levemente quentes outra vez, percebi que alguns estão rindo de mim, suspirei frustado. — E-Eu gosto de assistir séries e... e t-tenho 16 anos. – Balbuciei encarando minha carteira. Minhas mãos estão suando, sinto também o suor escorrer pela minha testa. Consigo sentir até mesmo a minha respiração, ela está pesada, tão pesada que arde a minha garganta para respirar. 

 

Foi quando escutei um barulho estranho e voltei minha atenção ao Viktor, não olhei de imediato nele em si, e sim, no chão que foi de onde veio o barulho. Percebi que Viktor havia derrubado a caneta que estava usando para fazer a chamada, levantei o meu olhar e percebi que Viktor me encara levemente incrédulo, ficamos breves segundos nos encarando mas logo pigarreei para disfarçar, o resto da sala nunca poderia de alguma forma descobrir que conheço Viktor, isso seria inadmissível. Com este pensamento, me sentei novamente em minha cadeira e abri o caderno, para fingir que estou desenhando algo.

 

— Cof, cof – Viktor tossiu desviando o olhar de mim, então pegou sua caneta do chão. — E-Então, vamos continuar... – Por que isso está acontecendo comigo? Minha cabeça está começando a doer, são tantos pensamentos ao mesmo tempo que está me dando enxaqueca.

 

Senti uma bolinha pequena de papel se chocar contra minha nuca e logo em seguida olhei para trás afim de ver quem me acertou, percebi que Yurio me encara com uma feição confusa, como se eu fosse um completo maluco.

 

— Tu tem demência, idiota? – Escutei a Voz de Yurio me sussurrar, soltei um suspiro. 

 

— Depois te falo... – Sussurrei de volta. 

 

(...)

 

Não adianta, não tem como prestar atenção na aula. Se eu já não prestava atenção quando era outro professor, imagina agora? Impossível. Ainda não consegui engolir o fato de que Viktor é o meu novo professor de química, mesmo ele estando bem ali na minha frente, escrevendo sobre a evolução dos modelos atômicos como um completo profissional, passando teorias sobre Thomson, Rutherford e até mesmo sobre Bohr. Mesmo ele explicando tudo detalhadamente e de um modo sério, não consigo engolir completamente, quer dizer... poxa! ontem ele estava no bar comigo, enchendo a cara e chorando enquanto abraçava uma garrafa de bebida alcoólica, estou muito desconfortável enquanto assisto a aula dele agora. 

 

Ele está de costas, escrevendo na lousa, desse ângulo dá pra ver perfeitamente suas curvas, os leves movimentos que faz enquanto escreve, leves porém precisos. Dá pra perceber que Viktor praticou bastante para escrever na lousa. É como uma obra de arte, quanto mais olho, mais eu quero admirá-lo. Isso é novo pra mim, nunca fui de ficar reparando nas pessoas mas acho que não sou só eu, todos aqui na sala percebem que de alguma forma, Viktor emite por si só uma aura diferente, não sei se é só impressão minha mas eu sinto isso. 

 

— Então, o máximo que se previa era que algumas partículas alfa sofreriam pequenos desvios em suas trajetórias... – Ainda de costas, ele continua explicando e escrevendo sem parar. Ele é sério, um professor bastante aplicado, dá pra perceber de longe somente pelo modo sofisticado em que Viktor se veste para vir dar aula. 

 

Apoiei a cabeça em minhas mãos que estão sobre a carteira enquanto o encaro. Seu cabelo por trás é bonito, muito bem alinhado, parece que ele os escovou bem antes de vir para a escola. Será que Viktor sabia que estudo aqui? Não, duvido muito disso, julgando pela reação dele quando me viu, Viktor se encontra na mesma situação em que estou.

 

Suspirei cansado.

 

Logo escutei o sinal para a próxima aula, Viktor então foi na direção de sua mesa, guardou o giz que usava para escrever no quadro e pegou seu material.

 

— Bom, então é isso, até amanhã. – E foi saindo.

 

(...)

 

— Ei, agora me explica direito o que houve na festa que ontem que você não quis me contar. – Disse Yurio apoiado contra o seu armário no corredor, seus braços estão cruzados e ele está usando a touca da blusa como um delinquente. Já é intervalo e estão todos andando pelos corredores pra lá e pra cá.

 

— E-Eu... – Hesitei em contar por alguns instantes, é a primeira vez que tenho que contar algo assim, tenho certeza que Yurio jamais esperaria isso de mim. Mordi o lábio inferior em sinal de nervosismo e desviei o olhar. Se eu não contar pra ele, pra quem mais eu contaria? Yurio é o meu único melhor amigo... está decidido, vou contar exatamente o que aconteceu. — V-Vamos em um lugar mais reservado. – Murmurei enquanto fito as dezenas de alunos que transitam pelo corredor, Yurio olhou em volta e logo em seguida assentiu positivamente com a cabeça. 

 

Fomos então em direção à uma parte meio reservada do pátio, onde tem uma árvore e grama no chão. Nos sentamos na grama, encostados contra a árvore e então eu comecei a contar tudo a ele, desde o que aconteceu no bar ontem à noite, até hoje de manha na sala quando Viktor apareceu. Yurio escuta tudo de boca fechada e com uma cara séria, ele não disse uma única palavra desde quando comecei a explicar. Quando acabei, o encarei com uma feição de curiosidade, o que será que ele pensa sobre isso tudo? Yurio ficou alguns segundos sem dizer nada, somente me encarando com uma feição indecifrável.

 

— Espera... deixa eu ver se entendi. – Fitou o chão seriamente. Por alguns instantes, achei que Yurio ia me dar um sermão ou até mesmo xingar o professor, até ele dizer a próxima frase. — Quer dizer que você que é um projeto de bosta, beijou o professor novo de química... – Seus olhos foram tomados levemente por surpresa. — Aquele professor novo de química? – Enfatizou bem o "aquele", logo em seguida me fitou com os olhos completamente arregalados, sua boca está levemente aberta em uma feição de surpresa. Desviei o olhar, sentindo meu rosto esquentar levemente.

 

— Sim, q-quer dizer... – Comecei a brincar com os dedos da minha mão em um sinal de nervosismo. — E-Ele me b-beijou. – Yurio me encarou completamente incrédulo, é a primeira vez na minha vida que vejo Yuri Plisetsky fazer uma feição assim. Quando Yurio percebeu o que estava fazendo, se decompôs, normalizando suas feições.

 

— Ele é uma pessoa bem bonita... – Desviou o olhar. — Mas Yuri, você não acha isso meio-

 

— Eu sei. — O cortei, antes de terminar de falar.— Não posso ficar com ele, afinal, Viktor é meu professor agora. – Disse mais pra mim mesmo do que pra ele. Tenho que por isso em mente, não que Viktor vá querer ficar com alguém como eu mais de uma vez, afinal, tenho certeza que ele só me beijou porque estava bêbado e solitário. Suspirei com um olhar perdido. — Não sou tão louco a ponto de querer um professor. – Murmurei com um sorriso de canto nos lábios.

 

— Faça o que quiser da vida, não posso impedir você se quiser ficar com ele. – Disse Yurio se ajeitando contra a árvore. — Só não posso garantir que você saia dessa com um coração inteiro ou completamente quebrado.  

 

— Já falei que não vou me envolver com ele-

 

— Eu tô ligado Yuri... – Disse cortando minha frase. — Isso foi só um comentário. 

 

Logo após Yurio dizer isso, o sinal para a próxima aula bateu e então nós nos levantamos para ir até a sala.

 

(...)

 

As aulas foram passando depressa e quando eu percebi, já era hora de ir embora. Me levantei da minha cadeira, pegando meus materiais e logo em seguida fui em direção à porta da sala, com Yurio me seguindo. Quando saí, percebi que um amontoado de meninas estavam em frente a sala ao lado, estranhei.

 

— Que porra é aquela ali? – Perguntou o loiro esquentadinho, franzi a testa.

 

— Eu sei lá. – Respondi. — Tá muito estranho isso aí, vamos la ver o que está acontecendo. – Falei e o loiro assentiu positivamente. Fomos em direção ao bolinho de gente e quando me aproximei razoavelmente do local, percebi que era Viktor quem estava no meio das pessoas. Isso é estranho, mesmo que ele seja bonito, não é motivo o suficiente para ter tantas meninas aqui em volta dele. 

 

Percebi algo peculiar, todas elas carregam uma revista e estão pedindo para Viktor assiná-las.

 

— Ah, é o Viktor quem está no meio das pessoas, agora eu entendi. – Disse Yurio.

 

— Como assim? Por que tem tantas meninas em volta dele? Isso não é estranho? – Perguntei ao loiro e ele me fitou com uma feição de dúvida.

 

— Ué, você não sabe? – Perguntou.

 

— O quê? – Logo depois que perguntei isso, uma menina que passava pelo corredor se esbarrou em mim, deixando cair uma revista no chão. Meu ombro doeu um pouco e fiz uma careta por conta disso.

 

— Ah, desculpe... – Ela disse. 

 

— Tudo bem. – Respondi com um meio sorriso, logo em seguida me abaixei para pegar a revista dela que havia caído aberta, então eu vi uma foto do Viktor na revista, ele está usando um terno chique e fazendo uma pose refinada/ levemente sexy enquanto está sentado em uma poltrona. Meus olhos se arregalaram instantaneamente. — Hm, moça? – Peguei a revista a entregando em sua mão. — Esse é aquele professor ali? – Perguntei enquanto aponto para o Viktor que finalmente havia conseguido sair do meio das meninas e agora ele segue de costas para mim, pelo corredor, com sua pasta cheia de papéis em mãos.

 

— Ah... – Ela encarou Viktor. — Sim! É ele mesmo, legal né? Ele é professor e modelo nas horas vagas. – Disse ela com um sorriso enquanto o encara. Olhei na direção de Yurio e ele deu de ombros, como se não ligasse pra mim. Que diabos? Parece que todos sabiam menos eu. 

 

— Mas não é possível, ele é famoso por acaso? Eu nunca ouvi falar dele. – Perguntei novamente para a menina.

 

— Na verdade, ele não é muito famoso por não fazer muitos trabalhos assim... – Disse-me, assenti positivamente com a cabeça. — Mas algumas pessoas que curtem moda, gostam do trabalho que ele fez nessa revista recentemente e querem um autógrafo. – Disse com um meio sorriso. Entendi agora o motivo de eu não o conhecer. — Bom, desculpe por ter esbarrado em você, tchau! – Acenou para mim, acenei de volta e logo em seguida ela saiu.

 

Depois que ela saiu, fitei Yurio com uma feição confusa.

 

— Você sabia sobre isso? – Perguntei-o. 

 

— Claro, algumas meninas não paravam de falar um segundo sobre isso na sala. – Disse me fazendo arquear a sobrancelha. — O que estava fazendo durante a aula? Estava no mundo da lua? – Perguntou, logo em seguida suspirei frustado.

 

— Não consegui prestar atenção direito na aula, hoje realmente eu estava viajando legal. – Respondi com um suspiro de frustração. — Bom, então vamos embora. – Fomos seguindo em direção à saída.

 

Enquanto andávamos pelos corredores que já estavam quase esvaziados, vi uma menina que conheço muito bem, correr em direção à mim. Seus cabelos estão completamente desarrumados e ela está ofegante, o estado de Yuko agora é historicamente o mais engraçado que eu já vi.

 

— Yurii! – Escutei-a gritar meu nome, formando assim um grande eco no corredor. Isso é algo movo, não é todo dia que uma garota me chama assim. Quando a mesma finalmente chegou à minha frente, imediatamente se abaixou, colocando ambas as suas mãos sobre seus joelhos enquanto respira pesadamente. — Eu p-preciso... — Respirou pesadamente. 

 

— E-Ei, você tá bem sua louca? –Yurio perguntou, a encarando de um modo que expressa confusão.

 

— Sim, estou bem. – Finalmente ela conseguiu normalizar sua respiração. — Preciso ser rápida, então presta atenção. – Disse-me. — Como você deve ter percebido, já que me sento na sua frente, eu matei as duas últimas aulas que eram de filosofia. — Disse e assenti positivamente com a cabeça. — Mas eu fui burra a deixei minha bolsa no canto da sala já que achei que ia ficar dentro da escola, porém o dedo duro chato do Takeshi que é do corpo estudantil e me viu e pra evitar que ele me pegasse, pulei o muro de trás da escola, sem minha bolsa. – A encarei levemente surpreso. — Agora quando fui entrar na escola pra pegar minha bolsa, o Takeshi me viu de novo e agora estou fugindo dele. – Disse soltando um suspiro de frustração. — O problema é que ele me conhece, ele sabe que se me pegar, estou em apuros. Eu preciso que alguém vá pegar minha bolsa na sala enquanto eu fico aqui no banheiro, escondida e esperando. – Disse apontando para o banheiro feminino ao lado. 

 

Encarei Yurio com expectativa, quero ir logo embora pra poder estudar. 

 

— Nem vem, não tô afim de fazer favorzinho pra ninguém não, se vira garota. – Disse seco, só pra logo em seguida sair andando. Suspirei frustado.

 

— T-Tudo bem, eu vou... – Murmurei sem ânimo algum, Yuko sorriu.

 

— Okay então, vou estar esperando aqui no banheiro, quando vier é só me gritar. – Assenti positivamente com a cabeça.

 

Então fui andando pelos corredores. Quando cheguei na sala, a primeira coisa que vi foi Viktor curvado em frente a mesa de professor enquanto procura por algo nas gavetas. Fiquei tão surpreso que me coração deu uma leve pontada dolorida, acelerando-se instantaneamente. Olhei em volta na sala e logo vi a bolsa de Yuko do outro lado da sala, porém eu tenho que passar em frente ao Viktor pra poder pegá-la. Suspirei pesadamente e comecei a caminhar em direção à bolsa dela.

 

— Y-Yuri? – Fechei os olhos com força ao escutar a voz de Viktor me chamar, logo em seguida os abri e o encarei. Viktor está com as bochechas levemente rubras enquanto me encara.

 

— Olá professor... – Dei um leve sorriso forçado. — Que surpresa vê-lo aqui até essa hora.



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