História Serenity - Capítulo 33


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Boa noite!
A capa botarei logo (não sei se agora, ou dps, depende da internet ahsuahus), como sempre, sorry pela demora!
Aqui acaba a partezinha do querido Isaac. Logo vem, os outros personagens, cada um contando uma fase da vida deles, no passado e no futuro da Serenity (obvio que aqui, foi o futuro do Isaac). Espero que gostem, de todo coração.
Obrigada!

Capítulo 33 - Isaac O'Brien - Parte 2


Fanfic / Fanfiction Serenity - Capítulo 33 - Isaac O'Brien - Parte 2

Quando entrei na escola, por mais que tantas vezes odiasse aquele lugar e quisesse apenas falar incansavelmente, eu gosto de Palace Gardens. Minha válvula de escape é aquele lugar, é onde eu esquecia minha família e podia ser o simples "Isaac". 

O futuro é tenso. Sei que sou só um cara comum, com problemas comuns e uma vida sem graça, mas eu tenho medo do que pode acontecer, sempre tive. Eu ia à Palace Gardens e ficava horas falando com Alexia, depois de sair pra jantar com meus amigos.

Eu ficava lá, rindo e comendo, ou as vezes beijando minha namorada. Mas eu sempre parava em algum momento e olhava pra um canto. Um canto vazio, sem importância nenhuma, pra pensar em algo útil. Cada vez que Oliver chegava, depois de ligar pra Serenity, ele ficava com aquela expressão chorosa. 

E eu por mais que eu evite essas coisas, eu entendia. Ela sumiu, ela desapareceu por muito tempo. Ela voltava do nada com Trevor, sorrindo como se tudo fosse insignificante, e a gente ficava lá, apenas olhando. Acho que no fundo todos somos assim. 

E por mais que procurasse por ela, nunca iria achar ao completo. Ela tava perdida, cara. A garotinha que eu conheci com uns 12 anos, e o cara que salvou minha vida. E de todo meu coração, eu só queria poder ajudar eles. Mas eu sei que não conseguiria. 

Hoje quando acordei com o nariz irritado e o sol batendo na janela, foi quando percebi que finalmente, acabou o inverno. Tem flores na rua, e a empregada chegou mais cedo para arrumar o jardim. Bom, por mais lindo que esteja o dia, sei que ouvirei Alexia rindo dos meus trapos. Não posso evitar. 

O caminho é a mesma coisa de sempre, e o motorista parecia feliz. Pelo buquê no banco de trás do carro, penso que ele quer fazer uma surpresa para a esposa. 

Será que a Alexia gosta dessas coisas? 

Desci olhando para os lados. Droga, eu nem dinheiro tenho pra comprar alguma coisa. E ela... Ela está ali na frente!

- Merda, merdinha, merda... - Sussurro me escondendo atrás de um dos canteiros de flores do Sr. Lewis. É isso! 

Pego um punhado de margaridas bonitas, e chego sorrindo até ela. Pela revirada de olhos e o sorriso de canto, acho que ela está gamadinha em mim. É claro que está! 

Seus cabelos cacheados e loiros balançam devagar com o vento. Beijo aquela boca rosada, que cara, eu não cansaria nunca disso. Posso ouvir algumas risadinhas, mas quem se importa? Eu amo essa garota. 

- Sr. O'Brien? - Ouço uma voz autoritária. Quando me afasto dela, Sr. Lewis fica me olhando com a testa enrugada (coisa que sempre é, mas deixando de lado isso...) e ele cruza os braços. Vish. 

- Bom dia, Sr. Lewis. - Ele sorri severamente. - Sim, são suas flores. 

- Imaginei. - Ele diz. - Sei que ficará muito feliz em me ajudar a plantar novas no intervalo. 

Alexia revira os olhos, mas eu apenas dou um sorriso de canto. "Com todo prazer, Sr. velho com fetiche em plantas". 

Aiai. Apenas mais um dia comum em Palace Gardens, pra variar. 

Hoje, eu vi Serenity. Ela não falou comigo, e apenas saiu de perto com o irmão de Alexia. Ela parece a pessoa mais arrasada do mundo, e eu deveria saber o porque. Mas não consigo me lembrar. 

Eu fui pra casa e voltei aqui. Dia após dia, semana após semana, e tudo foi se encaixando aos poucos. Eu já fui para diretoria tantas vezes que mal posso contar, e já me deparei com o irmão de Alexia rindo da minha estupidez, fingindo que não existo. 

Nada disso importa, porque no final, eu ia para um lado com Alex, bebiamos alguns milkshakes, e eu via Serenity se abraçar nele. Por algum motivo que não sei, depois desses meses eles ficaram muito próximos. Vê-la dizer "bom dia" ainda soa como uma surpresa pra mim. 

Eu penteio meus cabelos ruivos, colocando um terno zoado e meus tênis sujos. Pela primeira vez no ano, ou até mesmo na vida, estou "arrumado". 

Quando coloco meu melhor perfume, e desço as escadas da minha casa, minha mãe sorri pra mim. Mesmo que eu saiba que ela quer falar mal de meu tênis sujo, mas obrigado mesmo assim. Eu estou realizado, não por eles, não por mim, mas por que daqui à alguns minutos estarei dançando com a garota da minha vida.

Nosso primeiro baile, por mais tosco que isso possa soar. 

Eu levei ela à Palace Gardens, com seu vestido roxo escuro e sapatos altos. Ela nunca esteve tão linda, e quando ela sorri, eu me sinto vivo. O aglomerado de pessoas bem vestidas e garotas que um dia desejei, todo mundo ali se esbarrando e tentando chamar atenção, mas eu só vejo ela. 

E cara, cabelos de miojo foi a melhor coisa que eu disse. Como sou feliz por ser um babaca e fazer ela me notar. 

- Eu amo essas coisas. - Ela diz segurando minha mão, escorada no muro da escola. Eu dou um sorriso de canto, e vejo alguns jovens fumando perto daqui. Estão todos lá dentro, nesses poucos últimos momentos. Ano que vem será o ultimo. 

- Hey, Isaac! - Ouço Oliver gritar. Ele me dá um tapinha no ombro, passando por nós e entrando na escola. Está tocando Arctic Monkeys, e eu fico batendo o pé de leve contra o chão. Alex me olha rindo, balançando a cintura.

- Vem cá! - Ela me puxa, e vamos correndo até o salão. Ficamos ali, balançando a cintura e se beijando, como dois imbecis, mas eu me sinto ótimo. 

Vejo Serenity bebendo, do outro lado. Ela e Ícaro nos olham rindo, e ela se nega a todo custo em vir pra cá. Vermelho combina com o cabelo preto dela, e ela combina com o irmão da Alex. Ele à olha como se precisasse protegê-la. 

E eu me sinto tão vivo aqui. Os olhos de Alex fitam eles, e ela acena sorrindo. Hope passa por nós catarolando a música, com seu vestido bege, e completamente escabelada. Não quero imaginar o que ela estava fazendo com Oliver, mas ambos parecem satisfeitos.

Preciso entrar em detalhes? 

Quando a música acaba, eu fecho os olhos com força, abraçando Alex com tudo que tenho. 

- Vai quebrar meus ossos. - Ela diz rindo. 

- Eu cuido deles. - Digo baixinho. - Sempre, sempre mesmo. 

Meus dias jovens vão acabar ano que vem, e com isso, mal posso imaginar o que vem pela frente. Eu abro os olhos enquanto abraço ela, e tudo passa em câmera lenta.

As bebidas, os sorrisos, a música. É abafado e quase não consigo respirar. Fico olhando meus amigos e cada pessoa aqui, parecendo que falta alguém. Eu não consigo sequer imaginar quem seja. 

Eu prometo à eu mesmo que daqui dois anos ainda serei um desastre ambulante. Isso me faz feliz, independente de tudo. Eu prometo que nunca vou esquecer o que estou sentindo agora. 

As luzes do salão parecem formar tons de violeta. E isso é tão nostálgico. 



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