História Série era uma vez - Tocada pela lua - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias As Crônicas De Gelo e Fogo (Game of Thrones), Dracula Untold
Personagens Personagens Originais
Tags Dragões, Feiticeiros, Ficção, Medieval, Mistério, Sobrenatural, Vampiros
Exibições 6
Palavras 2.798
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Fantasia
Avisos: Heterossexualidade, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Capítulo 4


Fanfic / Fanfiction Série era uma vez - Tocada pela lua - Capítulo 5 - Capítulo 4

"A razão vos é dada para discernir o bem do mal." - Dante Alighieri

Eu tapei meus ouvidos tentando interferir que a gritaria os afetassem, simplesmente do nada várias pessoas começaram a surgir da escuridão da floresta da onde os lobos vieram, elas corriam e gritavam atravessando a clareira e indo pro lado oposto da briga, todas elas estavam fugindo... Boa parte do bando eram mulheres, crianças pequenas ou adolescentes. As suas vestes eram de couro e quase todos vestiam pelo menos uma peça de pele de animal, eu olhei de um lado pro outro ficando desesperada por toda essa correria e gritos, tochas foram tacadas de um lado pro outro fazendo um incêndio surgir e começar a se espalhar por uma das árvores e em seguida ir se alastrando pelas outras, mais lobos surgiam juntamente com as pessoas, enquanto elas fugiam eles se aglomeravam em volta do Rei Vlad que fora engolido por uma montanha de lobos. Meu ar se foi e eu ainda estava tentando entender oque acontecia, Peter olhou pra mim sem expressar nenhum gesto e pegou um galho grosso no chão batendo na cabeça de um dos homens que me segurava, o homem caiu no chão desacordado, o segundo soltou meu braço e se virou indo em direção ao Peter com o punho pronto para lhe dar um soco, ele se desviou do soco se abaixando e dando uma rasteira no homem que caiu. Peter se recompôs e andou a passos lentos até o homem se abaixou e pegou sua cabeça empurrando ela contra o chão e batendo a cabeça dele em uma pedra sem disfarçar sua frieza, ele se levantou sem nem demonstrar qualquer expressão, o homem ficou desacordado na hora, talvez até tenha morrido. Eu me levanto agora livre me preparando para correr, Peter segura meu braço e olha pro lado da luta onde os lobos brigavam pelo único pedaço de carne chamado Vlad.

- Eu te ajudo, você não vai ter chance alguma se fugir sozinha. Eu vou te ajudar a sair daqui.

Eu olho pra direção da briga e dos altos latidos e fico pasma ao ver o Rei dar um impulso e jogar dois ou três lobos em direções diferentes, ele sai do meio de todos eles e voa no ar, uns seis metros do chão por um segundo não consigo enxergar ele devido a escuridão mas no mesmo instante um vulto se mostra próximo rapidamente ele cai agachado e próximo a nós o chão se afunda e ele ergue a cabeça me encarando diretamente... Aquilo com certeza era um olhar de alguém ameaçador ele estende a mão e se levanta.

- Loretta. Venha comigo. Eu vou te tirar daqui.

Eu olhei pros dois sem saber com quem eu vou, olhei pro Peter e depois pro Rei. Com quem eu vou? Com o assassino sanguinário que acabou de matar ou não... Um cara na minha frente ou com o Rei que acaba de mostrar sua verdadeira condição nisso tudo.

- Vamos rápido. Não vai querer ir com o mesmo rapaz que pertence a este clã de bestas peludas. - O Rei disse estendendo a mão pra mim.

- Loretta. Não dê ouvidos a ele por favor vamos sair logo daqui. - Peter disse me encarando.

Eu não sei o que foi, só sei que senti que ele estava sendo sincero comigo, eu olhei em seus olhos quase da cor da noite e me virei vendo os lobos correrem em nossa direção. Eu balancei a cabeça pro Rei afirmando que não iria com ele.

- Obrigada por me ajudar, eu vou com o Peter agora.

O Rei me olhou com raiva e deu um grunhio de desaprovação ele se virou e deu apenas um tapa em um dos lobos que chegou até ele e logo em seguida vôo alguns metros pro outro lado. Caspian veio correndo em nossa direção.

- Peguem a menina híbrida! - Ele gritou se transformando em seguida.

- Vão! Agora. - Vlad nos olhou.

- Se afasta.

Peter que me empurrou pro lado de um jeito bruto mas sei que fez pra me proteger porque em seguida o corpo dele na mesma hora começou a tomar forma do enorme lobo preto de quase dois metros, eu dei um passo pra trás e ele rosnou em seguida abaixando a orelha e se deitando no chão, agora com uma aparência mansa. Eu montei nele e ele se ergueu começando a correr, eu olhei pra trás e o Rei continuava a lutar com os lobos que ainda tentavam nos seguir, meu cabelo cobriu minha visão e eu olhei pra frente novamente segurando na pelagem do Peter, fechei meus olhos e respirei fundo.

- Acorda... Acorda... Não é real.

Eu Fechei minha mão com força puxando os fios do pelo do Peter, ele reclama com um rosnado baixo e eu abro meus olhos vendo que realmente não era um sonho.

- Desculpe.

Eu ouvi um uivo vindo atrás de mim e olhei pra trás enquanto me segurava pra não cair, Peter corria muito rápido. Eu vi o enorme lobo Branco correndo e quase nos alcançando.

- Peter! Caspian está vindo.

Eu disse tomada pelo medo dele nos alcançar, eu olhei pra frente e vi a floresta passar como um borão, Peter pulou um tronco e eu quase que escorrego e caio para o outro lado.

"Se abaixa."

Ele fala na minha mente como se fosse um sussuro em meu ouvido, eu me abaixo deitando minha cabeça na curva da sua e abraço ele pra me segurar, ele da um salto e passa em um mini espaço entrando em uma caverna e correndo dentro dela, eu me ergo novamente olhando pra trás Caspian para e fica nos olhando, eu olho pra frente e a escuridão da caverna quase que não me deixava ver oque tinha a frente de nós, ela era espaçosa e seguia um caminho reto, até que mais a frente havia uma clareira onde em vez de pedras havia areia e logo depois árvores, uma espécie de pequena floresta, o teto da caverna era aberto e a luz da lua iluminava essa parte quase que fantástica daquele lugar. Peter adentrou na floresta agora correndo devagar, as árvores eram de outro mundo... Parecia um santuário, jamais havia visto um lugar assim, acima das árvores oque não muito longe da onde estávamos, era possível exergar uma cachoeira a água caia jorrando jatos de água fortíssimos para baixo, eu queria ver como era o solo dela mas só podia observar daqui. Peter parou de andar e se abaixou para eu poder descer, eu sai de cima dele colocando meus pés na grama macia, olhei ao redor e de repente uma luz se acendeu ao longe. Não conseguia ver oque era, as folhagens estavam na frente. Peter me olhou e avançou na frente atravessando a clareira e adentrando na floresta, eu corri para acompanhar o seu andar, entrei atrás dele na floresta, ele foi em direção a luz e eu não conseguia enxergar muita coisa nem ele eu via direito, sua pelagem acabava por camufla-lo na escuridão, andamos uns dois minutos e chegamos a outra clareira nessa havia uma casa construída com madeira escura e era pequena um chalé na verdade. Eu parei e olhei para casa, onde o Peter tinha me levado? Eu não sei onde estou. Não sei oque está acontecendo, não sei o que pode acontecer se eu entrar lá. Eu estou confusa e eu nem sequer tenho respostas...

"Entre."

- É sua casa? Vai entrar comigo?... Porque não me diz logo o que ta acontecendo? - Dei um passo pra trás.

Peter se virou e andou até um tronco baixo próximo a casa, em cima do tronco havia peças de roupa. Ele se transformou em homem novamente a escuridão da noite não me deixou ver, mas sua silhueta pode mostrar que ele estava nu e eu olhei pro chão envergonhada, minutos depois ele veio na minha direção vestindo sua blusa preta e sua calça de couro da mesma cor, eu levantei meu olhar e ele estava olhando fixamente pra mim.

- Confie em mim eu só quero proteger você dos clãs. Vamos... As respostas que você quer estão lá dentro.

Ele me estendeu a mão eu olhei para ele desconfiada, fechei meus olhos brevemente, assim que abri me virei e andei em direção a porta da cabana, coloquei a mão na maçaneta gelada e girei, o medo me invadiu, o medo do desconhecido. A essa hora eu já estou até cansada de só cair em armadilhas, primeiro com a velha bruxa, depois fui parar naquele lugar cheio de animais peludos e ainda em seguida tive que escolher entre duas pessoas que nem conheço pra me proteger e agora isso. E se eu abrir e mais uma surpresinha estiver me esperando? Torço pra que não seja isto.

Eu tomei coragem e empurrei a porta entrando no local sem fazer barulho, olhei ao redor e tudo era bem simples, uma mesa de madeira estava logo ao lado da porta, as cadeiras com a tinta marrom descascadas, a lareira estava acessa e havia um enorme tapete de pele de urso no chão, um pilar do mesmo material da casa, separava essa parte da cozinha que ficava logo no fundo, ainda havia uma escada que levava lá pra cima, onde havia uma cama e do outro lado próximo a lareira havia outra. Eu entrei para dar espaço para Peter entrar, debaixo da escada saiu uma mulher de cabelos tão negros quanto os do Peter, ela tinha entre os quarenta e sete ou menos, seu vestido era da cor do sangue e estava sujo e rasgado, ela parecia ser alguém importante que havia fugido ou algo do tipo, seus cachos se estendiam até o meio das costas, ela tinha os lábios finos e tinha olhos enormes com um tom de azul escuro... Ela sorriu ao me ver e veio em minha direção me abraçando fortemente.

- Você cresceu tanto querida...

Ela me soltou e me analisou orgulhosa, eu olhei Peter que se sentou próximo a lareira e nos observava. Ela se afastou dando um passo pra trás.

- Quem é você? - Eu perguntei.

Ela olhou pro Peter que respirou fundo e desviou o olhar olhando pro fogo, eu olhei os dois e um silêncio se formou me deixando ainda mais curiosa.

- Eu era uma amiga muito próxima da sua mãe. Meu nome é Kenna. Voce está com fome? - Ela disse suspirando.

- Sim estou... Mas minha mãe? Você... Conheceu ela? - Disse com excitação.

A mulher balançou a cabeça confirmando que sim, ela andou até a parte mais afastada do cômodo e serviu um prato com sopa, o cheiro invadia o local, ela se virou andando até mim e me entregou o prato com a sopa, era sopa de galinha... Eu agradeci e me sentei na mesa, tomei não mais que três colheres da comida, eu estava com fome mais a vontade de saber mais me fez parar.

- Me fale sobre a minha mãe.

- Não está com fome? Coma mais... - Kenna acenou com a cabeça indicando que o prato ainda estava cheio.

- Eu estou satisfeita.

Ela respirou fundo e veio até mim, pegou minhas duas mãos andando comigo até a frente da lareira me fazendo sentar em uma cadeira ao seu lado, ela olhou pro chão e respirou fundo.

- Eu é sua mãe crescemos juntas, eu fiz o seu parto. É acredite eu deveria ter procurado por você aquela noite e insistido nas buscas. Mas se eu a encontrasse jamais estaria segura comigo. Onde quer que sua mãe tenha te deixado ela sabia que estavam atrás de você, ela te deixou lá para te proteger e te esconder.

Eu entrei em choque ao ouvir ela falar da minha mãe, ninguém nunca jamais falou dela pra mim. E eu sempre me pergunto o porque ela me deixou, como ela era...

- Me esconder? De quem? Eu... Não entendo. - Eu disse confusa.

- Dos clãs. Eles querem você. Você não entende mesmo, não agora... Com o tempo eu vou explicar e ensinar tudo a você. Mas o mais importante e você ter em mente que você e uma arma muito poderosa. Se qualquer um dos clãs por a mão em você... Eles serão invencíveis.

- Não. Agora é você que não está entendendo. Eu cresci em um orfanato, eu não sou guerreira eu não me transformo em um animal peludo e nem tenho super força. Porque eu sou isso que você diz? Vocês pegaram a pessoa errada.

Eu encarei Peter que se levantou irritado e veio até nós, sua expressão estava enrijecida e a mulher balançou a cabeça pra ele em reprovação do seu agir grosseiro.

- Está vendo. Mãe ela não está pronta. - Peter diz apontando pra mim com as mãos.

Confirmei minha suspeita ao ouvir Peter chamar a Kenna de mãe, ela realmente era como ele, só o temperamento dos dois que eram totalmente diferentes.

- O que me sugere então? - A Mulher soltou minha mão e encostou suas costas na cadeira.

- Explicar tudo pra ela agora vai deixar ela confusa. Devíamos ter preparado ela antes de investir.

Ela olhou pra mim pensando e eu fiquei em silêncio olhando ela e o Peter.

- Apaga a memória dela. - Peter disse e respirou fundo.

- Como vamos preparar ela então?

- Eu cuido disso. - Peter diz com a expressão indecifrável.

- Não. Se apagarem minha mente eu com certeza não vou entender nada depois. Vocês não vão apagar minha mente, isso nem é possível. - Digo em tom autoritário.

- Ela tem o mesmo gênio do Pai! Diabo. - Peter repugnou e se sentou novamente na cadeira.

- Peter. - Kenna encarou ele.

- Meu pai?... O que vocês sabem sobre meus pais?

- É uma longa história, você deve estar cansada porque não...

- Não vai me contar mais? Eu quero saber o porque que aconteceu aquilo lá fora, eu só posso estar ficando louca. Aquilo tudo, não faz sentindo nenhum, até ontem ninguém sabia quem eu era, agora todos me querem? Porque me deixaram no escuro a vida toda? - Disse com o tom de voz alterada, nem sequer percebi que não a deixei terminar de dizer.

- Quer saber? Então faça as perguntas e cabe a mim responder ou não.

Eu olhei ela irritada... Tudo isso estava me cansando, eu olhei pro lado e respirei fundo, eram tantas perguntas. Ao encarar a lareira elas vieram com força, mal percebi que tinha várias perguntas, que eram realmente importantes mas que também não eram tão importantes assim.

- Porque eles queriam fazer um ritual comigo? Oque eu sou? - Sussuro confusa.

- Você é uma híbrida. É a combinação de todos os lados sobrenaturais do nosso mundo. Eles queriam acordar seu lado sobrenatural, pra você servir de arma para o desejo e ganacia deles, todos querem você apenas para ser o mais forte dos clãs.

- O que é uma Híbrida? O seu mundo você quis dizer?

- Não. O nosso mundo, tão seu quanto meu. - Kenna me encarou séria.

- O que você sabe sobre meus pais?

- Não vou falar sobre eles agora, não sou eu quem deve contar. - Ela se levantou e se virou erguendo a barra do vestido e andando até as escadas...

- Eu preciso saber... Por favor. - Disse em tom de súplica.

- Eu prometo responder suas perguntas amanhã. Agora descanse um pouco. Confie em nós aqui você está segura.

Kenna sorriu de lado tentando me fazer se sentir mais confortável no novo ambiente, eu fiquei calada e me levantei.

- Tudo bem.

- Ótimo, você pode dormir na cama do Peter está noite. Ele vai dormir aqui embaixo.

Eu me virei olhando o Peter que estava sentando na poltrona olhando o fogo, respirei fundo e andei até as escadas, subindo os degraus devagar enquanto Kenna vinha logo atrás de mim.

Minutos depois eu já estava deitada no colchão, que era macio e eu podia até sentir o cheiro do Peter nas cobertas... Ele estava lá embaixo e da onde eu estava dava para ver ele, ele tinha dormido olhando para a lareira e seu cobertor o cobria até o pescoço. Kenna havia dado uma de suas mantas pra ele, ela já dormia enrolada no seu cobertor de pele de animal, era semelhante aos agasalhos que o povo que seguia o Caspian usava.

- Você não devia estar dormindo? - Ele disse virando seu rosto e olhando pra mim.

- Eu não consigo, minha cabeça não para. Eu queria entender tudo isso.

- Você vai... Amanhã. - Ele respiro fundo e fechou os olhos.

- Porque me salvou?

- Porque eu prometi que sempre iria te proteger, até os vales do oeste sumirem aos olhos do fogo. - Peter disse abrindo os olhos.

Ele recitou a frase que mais parecia um poema e eu fiquei calada observando ele.

- É uma citação de um poema?

- Não.

- O que é então?

- Votos matrimoniais dos lobos.

Eu fiquei em silêncio juntamente com ele, votos de casamento? Porquê ele recitou isso pra mim?

[...]


Notas Finais


Olá amados leitores! Ta aí, mais um capítulo, espero que tenham gostado e fiquem preparados porquê tem muita coisa pra acontecer! Beijinhos.


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