História Série Sombras: Descobrindo Sion - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Romance, Série Humanos, Sombras, Vampiros
Visualizações 13
Palavras 2.396
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Primeiro dia


Fanfic / Fanfiction Série Sombras: Descobrindo Sion - Capítulo 3 - Primeiro dia

No fim eu havia voltado a casa da humana. Entrar rapidamente, devolver o caderno e sair sem ser notado, pelo menos esse era o plano. Entrei no quarto o vendo vazio e logo abaixo um cheiro de medo e a voz chorosa de Rebeca ao telefone. Eu sabia o que viria a seguir, mas se desse certo, eu poderia não ser forte o bastante pra curar o seu câncer, mas Angie era da realeza, seus poderes eram reconhecidos até por outros reis, o lorde havia dito que a queria para governar sob seu nome o que era um fato raro de se acontecer, então talvez, só talvez o seu sangue fosse capaz de manter a vida de Marta. Segui pro quarto de Marta depois de dar um susto de morte em Rebeca e reanimei Marta com o meu sangue. Pra minha surpresa ela sabia que eu não era normal ou pelo menos desconfiava, mas por outro lado ela preferiu uma morte humana sem intervenção do sobrenatural.

Do outro lado do quarto vi Rebeca ajoelhada no chão parecendo em choque, seus olhos estavam fixos em lugar algum enquanto ela chorava silenciosamente. Ouvi a sirene da ambulância se aproximando, limpei o rosto de Marta e o meu pulso e me levantei deixando o corpo de Marta em uma posição confortável, se é que um cadáver podia se sentir confortável. Peguei Rebeca no colo que não emitiu sim algum e a levei pro sofá da sala a pondo sentada. Mesmo vendo seus olhos em mim eu não sentia ela me olhar de fato. A campainha tocou e eu fui abrir a porta pra que pudessem entrar

- você é parente dela?

- sou um amigo - responde a moça que venho até mim

- eu sinto muito, não podemos mais fazer nada - como se a confirmação do fato despertasse Rebeca a mesma começou a chorar desesperadamente me fazendo sentir pior do que eu estava. Fui até ela é me sentei ao seu lado, me assustei um pouco quando ela me abraçou, mas retribui assim mesmo a deixando chorar em meus braços

- senhor, nós vamos remover o corpo, poderia me dar o seu número para que entremos em contato quando for liberado por favor - dei meu telefone a ela, respondi umas poucas perguntas e logo eles se foram.

- Rebeca, olha pra mim - levantei seu rosto a fazendo olhar em meus olhos e usei meu truque hipnótico pra fazê-la desmaiar - vou te tirar daqui

**********

Minha cabeça doía tanto que eu não queria nem abrir os olhos, mas tinha um cheiro estranho que me incomodava muito, maldito toc. Abri os olhos estranhando a ausência de luz, a cama sob mim estava estranha

- esse quarto não é meu

- que bom que acordou - saltei da cama assustada ao ouviu uma voz estranha vendo um homem sentado numa cadeira do outro lado do quarto.

- vovó - as lembranças da noite passada vieram com força total e dessa vez eu não me contive nem um pouco, eu chorava alto sem me importar com quem me via naquele estado. Senti mais fortes segurarem meus braços os afastando do meu corpo, Sion me abraçou deixando meus braços ao redor da sua cintura e mesmo não o conhecendo eu rezava silenciosamente pra que ele não me deixasse agora, querendo ou não agora eu só tinha a ele pra me consolar. A porta do quarto foi aberta e duas mulheres entraram me vendo sentada quase em cima do colo de Sion.

- está tudo bem por aqui?

- não é assunto seu Eleonor

- Sion, o que ela tem? - perguntou a segunda mulher se aproximando

- eu não consegui. Ela morreu - a garota passou a mão pelo rosto de Sion dando-lhe um olhar triste e logo se virou pra mim

- sinto muito pela sua avó querida - disse ela passando a mão pelo meu rosto me fazendo sentir estranhamente calma- sinta-se livre pra ficar o quanto quiser. Sion cuide dela

- eu irei, obrigado Angie - a garota beijou sua testa e saiu levando a outra consigo. - você está se sentindo melhor?

- me sinto um pouco lenta, parece que me doparam

- a Angie deve ter usado os poderes dela em você também. Vou pegar algo pra você comer, peguei algumas roupas na sua casa, o banheiro é logo ali se quiser tomar banho - disse ele se levantando

- o que é você?

- alguém que vai cuidar de você, volto logo, se alguém entrar mande embora, especialmente se não usar uma dessas - disse ele me mostrando uma pequena insígnia prateada - os novatos costumam ser agressivos com humanos e podem tentar te comer, normalmente eles não vem pra essa parte, mas seu cheiro pode atraí--los

- o que?

- você vai ficar bem - disse ele saindo. Tranquei a porta assim que ele saiu, como eles podiam tentar me comer, o que diabos ele era aquele garoto, e por que minha vo pediu pra ele me proteger. Resolvi tomar um banho pra tentar me livrar da lerdeza do meu corpo, mas não demorei muito afinal não queria que ele visse mais do que havia visto na noite passada. Sai do banheiro já vestida e quase tive um ataque cardíaco ao ver o cara sentado na cama

- uma humana? estranho, achei que Sion não tinha uma. - o homem se aproximou de mim e eu recuei o máximo possível - pare de fugir humana

- deixe-a Thirio

- o que? Não ia machuca-la, só estou curioso pelo fato de que você falava tanto dos humanos e agora tem uma

- ela não é minha humana

- achei que era dela que você falava, a humana que você ia ver todas as noites - Thirio se virou pra Sion e pude ver o pesar em seus olhos quando falaram da vovó

- esqueça esse assunto. Alguma notícia dos que fugiram?

- nada ainda, mas parece que dois foram até a alcateia, Sara os deu um susto de morte

- posso imaginar. Como está a Dara?

- estamos fazendo transfusões de sangue periódicas pra tentar acorda-la, mas parece impossível

- o que ela tem? - perguntei curiosa

- uma caçadora a envenenou, seu corpo não consegue se livrar da substância e também não é nada que conhecemos - respondeu Thirio

-talvez eu possa ajudar, eu sou geneticista

- o que uma humana pode fazer, não vou deixar você usar minha irmã pra satisfazer sua curiosidade

- Thirio acalme-se, deixe ela tentar

-confia nela?

- sim- confia? Sério? Ele é louco?

- está bem -Saimos só quarto e seguimos por um corredor encontrando vez ou outra com algumas pessoas que me olhavam estranho, mas sempre recuavam quando viam Sion e Thirio comigo

- é aqui - Thirio abriu a porta e vi uma garota sentada no colo de um cara enquanto deixava o pulso na boca de um que estava apagado na cama

- quem é essa? - perguntou o homem chamando a atenção da garota que levantou a cabeça de seu peito

- essa é a Rebeca. Penélope achei que tinha dito pra descansar - disse Sion parecendo pouco contente em ver a garota ali

- ela também é minha amiga, quero fazer todo o possível pra que ela acorde logo, então pare de me encher o saco, eu estou bem. Você é a minha substituta? Nunca tinha te visto aqui

- ela é uma amiga minha - respondeu Sion antes que eu dissesse qualquer coisa, parecia que todos estranhavam o fato de eu estar ali com ele, menos a tal Angie, ela parecia saber tudo, até mesmo sobre a minha vo.

- não se preocupe, você não vai sentir nada, uma picadinha de nada e pronto, só ficará cansada e vai dormir, mas os meninos vão garantir que não perca sangue demais

- e pouco falar nisso, você há passou dos limites - disse o homem tirando seu pulso da boca do outro levando a sua própria lambendo o ferimento e me surpreendi ao vê-lo parar de sangrar quase instantaneamente. - vou levar você pro quarto. Thirio, a Angie estava procurando por você.

- tudo bem. Eu vou pegar alguma coisa pra você comer Penélope

- obrigado - os três saíram do quarto deixando eu, Sion e a garota desmaiada sozinhos

- eu vou precisar fazer alguns exames pra saber ao certo o que injetaram nela, também saber todas as coisas que podem deixa-los inconscientes dessa forma. Você tem uma agulha, também preciso de algumas coisas pra testar o sangue dela

- você sempre fala tão rápido assim? - perguntou Sion me fazendo perceber que eu tinha entrado em modo de emergência de novo

- desculpe. Entendeu alguma coisa do que eu disse?

- sim, fique aqui e volto já - antes que eu pudesse dizer alguma coisa ele sumiu voltando poucos minutos depois com uma caixa enorme - acho que tem tudo o que precisa

- onde arrumou essas coisas? - perguntei olhando o conteúdo da caixa

- por aí - dei de ombros e comecei a trabalhar, demoraria um pouco pra descobrir o que exatamente havia de errado tendo base de que o organismo deles era diferente do de um humano normal - parece que hibernou

- que? - disse Sion se espreguiçando na cadeira

- o metabolismo dela é quase zero, me lembra os de alguns animais que hibernam, fazem isso pra reduzir o consumo de energia. Vocês todos são assim?

- não, nosso metabolismo costuma ser acelerado

- preciso do seu sangue

- pra que?

- vai me dizer que tem medo de agulhas

- eu não estou com medo

- então vem cá - peguei a agulha e tirei um pouco do seu sangue o colocando em uma lâmina - parece que temos uma solução

- qual?

- preciso de adrenalina, vampiros podem morrer de ataque cardíaco?

- não

- ok, vai lá pegar mister m

- cheia das piadinhas - Sion sumiu de novo e eu dei uma olhada no celular dele que estava sobre a mesa

- cinco e meia? Tá de brincadeira que virei a noite aqui

- também não acreditei - me virei vendo Thirio do outro lado do quarto - trouxe comida pra você. Obrigado por se empenhar tanto em acorda-la

- eu que agradeço, agora que to vendo comida sei quanta fome to sentindo - disse pegando o sanduíche no prato, comi tudo quase me engasgando algumas vezes fazendo Thirio rir da minha desgraça, mal percebi quando Sion voltou

- trouxe o que pediu - por que ele parece tão mal humorado?

- obrigado - peguei o pacote de suas mãos e fui preparar a injeção- vou administrar uma dose mais alta já que não haverá problema com seu coração

- tem certeza que vai funcionar?

- 89% de chance - disse injetando em sua veia. Demorou um quinze minutos e pro meu desespero e alívio dos meninos Dara começou a suar um líquido verde - ai meu Deus

- calma, o corpo está eliminando as toxinas, se a mantivemos alimentada vai acabar logo- soltei um suspiro aliviado e me virei pra Sion rindo feito uma criança

-funcionou mesmo?

- é o que parece, parabéns

- vou avisar aos outros - disse Thirio saindo do quarto

- Sion

- que foi?

- morde - falei estendendo meu pulso pra ele

- o que? Por que?

-você disse que ela tinha que se alimentar, eu posso fazer isso

- tem certeza?

- sim- Sion se sentou na cadeira ao lado da cama me puxando pro seu colo e segurou meu pulso - olha pra mim

-espera, eu já ouvi isso antes, você me fez desmaiar da última vez

- você se lembra?

- eu vou ficar bem consciente nada de me desmaiar

- não ia, você está tensa, se ficar desse jeito vai doer

- fala como se fosse fácil fazer isso

- olhe pra mim - olhei em seus olhos vendo-os assumir um tom esverdeado e quase pude ouvir sua voz sussurrando em meus ouvidos. Vi Sion levar meu pulso a boca e seus dentes pontiagudos afundarem na minha pele e o êxtase que se seguiu, meu corpo aqueceu e vi a surpresa em seus olhos quando os mesmos mudaram pra um vermelho intenso, mesmo fora do estupor de antes eu não conseguia desviar meu olhar deles, Sion piscou se afastando e sacudiu a cabeça como se tentasse por os pensamentos em ordem outra vez e guiou meu pulso até a boca de Dana - pode se encostar em mim, seu corpo vai ficar um pouco pesado, mas nada com o que tenha que se preocupar.

- como conheceu a minha vo? - perguntei depois de um grande silêncio entre nós

- eu a vi na rua, um cara estava tentando rouba-la, eu me livrei dele e a levei pra casa

- ela não me contou sobre isso

- eu apaguei a memória dela sobre o incidente

- por que ficou?

- ela me lembrava a minha mãe, normalmente não me misturo com humanos, mas por alguma razão eu sempre ansiava por vê-la. Meus amigos achavam que ela era minha humana, um bando de pervertidos

- o que é você?

- é a segunda vez que me pergunta isso

- é a segunda vez que você muda de assunto - Sion soltou um suspiro pesado e pude sentir a tensão em seu corpo

- eu sou um vampiro, na verdade quase todos os que você vou hoje são, com a exceção da Penélope, ela é uma das humanas que vivem aqui

- então vocês sequestrar garotas e as obrigam a servi-los?

- temos vampiras também, então não sequestramos apenas mulheres e não obrigamos ninguém, eles gostam do que fazemos

- por que?

- por que não sequestrados apenas mulheres?

- também, mas por que sequestra-los

- precisamos nos alimentar, calar toda noite é difícil e temos muitas bocas pra alimentar, além de chamar menos atenção reduzimos o número de mortes a quase zero

- mas essas pessoas, as famílias delas

- elas não tem família, pegamos aqueles que ninguém irá sentir falta, mendigos, bandidos, pessoas solitárias, sem amigos ou familiares. Nós os trazemos e os mantemos, comida, higiene, todos os cuidados necessários. Quanto a por que pegamos homens, bem, quando nos alimentamos ficamos excitados e os humanos também, o sexo acaba sendo uma consequência

- uma perversão atrás da outra. Quantos você tem?

- nenhum, não quero ter esse trabalho, prefiro caçar do que me preocupar com um humano dependendo de mim

- fala como se fossem bichos de estimação

- eu gosto de humanos se é isso o que está insinuando, só não os quero pra mim, não preciso de um



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...