História Servos da Lua - Interativa - Capítulo 27


Escrita por: ~, ~Tya_Lisara e ~BadGirlDeath

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Personagens Originais
Tags Lendas Urbanas, Lobos, Lua, Servos, Vampiros
Exibições 11
Palavras 1.917
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Colegial, Fantasia, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Insinuação de sexo, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oieeeee

Me senti inspirada nos últimos dias e resolvi postar mais cedo ^^
Que todos aqueles que favoritaram a fic recentemente, sintam-se bem vindos

Tenham uma boa leitura!

Capítulo 27 - O Caninos e a Claws


Fanfic / Fanfiction Servos da Lua - Interativa - Capítulo 27 - O Caninos e a Claws

|Mundo da Lua|

|Oni| - Arata

 Deitada na cama do meu quarto, eu me perguntava da razão por estar aqui neste momento. Estava tudo perfeito na Terra, mas essa Lua maldita resolve me trazer quando eu estava passando por um ótimo momento. Dor em todo o meu corpo, era o que eu sentia neste momento. Fome? Muita! Tanta que eu poderia acabar com três humanos sozinha.

 Sai do quarto e desci as escadas que levavam ao salão principal e segui rapidamente a saída daquele lugar, onde eu pretendia procurar por almas perdidas para tentar fazer esta fome passar. Mas ao tentar sair, alguém me segura pelo ombro.

- Onde pensa que vai, pequena Arata? – Ao soar da voz, gelei completamente. Mas provavelmente era Asag, meu irmão Daichi, querendo me assustar como sempre faz.

- Baka, eu já não lhe disse para me chamar de… - Ao virar-me para ele, tomei um susto ao ver que era Eig (Leigh). – Eig?!

- Sim.

- Como você…?

- Vamos antes que Yuu apareça. – Ao dizer isto, ele me beijou repentinamente e assim eu apaguei.

 

|Mundo Humano|

 

Eu abro meus olhos e levanto automaticamente. Onde eu estou? No mundo humano?! Quem me trouxe até aqui? Tudo o que eu me lembro é do Lys estar me levando até em casa quando eu… Ah não!

- Arigatou, irmão. Ela acordou. – Disse um lobo branco que estava sentado a minha direita. Espera… UM LOBO?!

- Quase que eu não consigo trazê-la. Aliás, perdão pelo beijo, Oni. – Diz Eig que estava encostado na parede, com o seu típico sorriso sacana no rosto.

- Oni? Então esse é o seu nome… - O lobo diz pensativo.

- E-Eig… Um… Lobo…! – Tento manter a calma, mas não estava dando muito certo. É a primeira vez que eu fico tão perto de um lobo. Como eu devo reagir? De fato, eu não sei.

- Ela vai surtar. – Eig caminha até mim. – Fique calma. Este é Lysandre, eu sou o Leigh e você é a Arata, certo? Certo. Sei que a primeira vez que fica na Terra enquanto deveríamos estar com os outros servos, mas tenta respirar e não gritar. Nós temos vizinhos.

- Ahn? Leigh? Então você é o namorado da… - Esperei que ele completasse a frase, mas obviamente eu deveria estar parecendo um pimentão.

- Rosalya? Sim. Não conte a ela sobre isso e ente ignorar o que aconteceu.

- Tudo bem. – Eu ainda o olho torto e tímida, afinal, não fazia cinco minutos que ele havia me beijado sem mais nem menos. Logo olhei para o lado e vi o lobo com uma cara não muito boa. Lembrei do que     Eig disse, então possivelmente ele era o… -Lysandre? Então você também é um servo? – Eu me aproximo dele.

- Também fiz esta mesma pergunta quando você desmaiou e seu cabelo ficou branco. – Lys se senta.

- Sim, sim… Deve ser um choque para vocês saber que ambos são servos, porém de clãs diferentes. Mas e agora? O que pretendem fazer? – Eig pergunta sério. – Vão manter isso em segredo e viverem normalmente como sempre fizeram ou vou deixar isso transparecer e acabarem sendo mortos pelos caçadores?

- …

- Hey! Não precisava assusta-la! – Lys bate com a bata na perna de Eig.

- Mas o que eu fiz? Não tenho culpa se essa é a realidade e se eu… - Ele é interrompido por seu estomago que roncava, provavelmente de fome. Ambos se olham por alguns segundos e cochicham algo. – Okay Oni… Eu sairei para caçar. Somos vampiros, então não chamamos muita atenção dos humanos, pelo menos não tanto quanto meu irmão. Se quiser vir comigo, fique à vontade, até porque você estava com fome quando eu a encontrei. Ou prefere ficar com meu irmão?

- Eu adoraria, mas isso quer dizer que o Lys vai ficar aqui sozinho? – Pergunto e em seguida Eig solta um sorriso malicioso. – A-afinal… A caça livre de humanos não é permitida e…

- As leis da Lua não se aplicam aqui, mas é para isso que existem os caçadores: para nos manter no controle. – Ele faz uma pausa e ri. – Mas eu nunca fui pego e também nunca deixei que isso acontecesse, mas se quiser ficar com o “Lys” eu irei entender. Aposto que ele não iria se importar, não é Lys?

 Eu fiquei quieta ele saiu do quarto onde estávamos rindo alto, e depois eu não o vi mais.  Lys respira fundo e olha para mim.

- Não ligue para ele. Esse é o normal dele como Eig, mas juro que ele é mais carinhoso como o Leigh.

- Às vezes eu admiro sua paciência para suportar este tipo de coisa. - Eu sento-me na cama e penso em algo para comentar. – Ah, sim. Eu nem tive a oportunidade de perguntar, mas o que aconteceu comigo?

- Depois que você desmaiou, eu te trouxe até minha casa e daí você ficou apagada por quase três horas. Acho que você só acordou porque Leigh foi te buscar.

- Entendi…

 O assunto morreu naquele momento. De fato, eu nunca me importei em estar ao lado dele, mas dessa vez era diferente, era como se houvesse uma barreira entre nós que nos impedia de socializar. Afinal, neste momento, eu não sou mais a Arata e nem ele o Lysandre.

- Como eu posso chamá-lo? – Pergunto a fim de quebrar o silêncio. – D-digo, como os outros lobos te chamam?

- Yin. – Ele responde secamente, olhando para o outro lado.

- E Yin, por quanto tempo eu irei ficar assim? – Incentivo um diálogo com mais uma pergunta.

- Mais ou menos até o amanhecer. – Yin responde do mesmo modo.

- Un… Por um acaso, você se sente incomodado com a minha companhia?

- N-não. De forma alguma.

- Então por que você está tão estranho?

- Estranho?

- Pelo modo como respondeu minhas perguntas, pareceu que você não me quer por perto. Você não é assim.

- Não sei explicar corretamente, mas posso afirmar que é estranho. Durante o tempo que você esteve apagada, eu pensei o que aconteceria se acordasse e me visse assim. E de alguma maneira, sinto que algo está diferente entre nós e… Eu tive medo de você não gostar mais de mim.                         

- De onde você tirou que eu não seria mais sua amiga só por causa que você é lobo? – Eu me aproximo um tanto curiosa para saber sua resposta.

- Não é óbvio? Você é uma Claws e eu sou um Caninos. Nossos clãs se odeiam e tentam tirar custas um dos outros. – Ele explica numa expressão triste. Mas este comentário me fez pensar e quando eu soube como responde-lo, decidi começar por risos. – Qual é a graça?

- O fato de você achar que só porque nossos clãs são assim que devemos ser do mesmo modo. – Crio coragem e o acaricio. – Nada impede que sejamos diferentes. Eu não vejo problema algum em ser próxima a um lobo e sendo você o Yin ou o Lys, sempre serei sua amiga!

  Eu sinceramente não sei explicar de onde tirei tais palavras, mas sei que elas foram seguidas por um abraço. Ele depositou sua cabeça sob meu ombro e eu o apertei mais. Yin tinha um pelo tão macio e um calor que chegava a ser extremamente confortante.

- Arigatou, Oni. – Ele se afasta um pouco.

- Vem cá, seu cachorrinho fofo! – Digo divertido e o jogo de barriga para cima, enchendo-lhe de cócegas. Yin me olha confuso, mas logo começa a rir e a abanar o rabo como um cachorro feliz. Mas quando eu finalmente paro, ele me olha emburrado.

- Isso não foi nada vitoriano, Arata. – Diz Yin, tentando se recompor.

- Ah é? Então por que você riu e abanou o rabinho? – Pergunto rindo e ele abaixa a cabeça. – Kawaii!

 Rimos novamente e continuamos a conversar. Não demorou muito até eu esquecer o fato de que estava morrendo de fome e também pelo fato dele ser um lobo. Estes fatos já não importavam, pois já estávamos agindo normalmente. De fato, fazia anos que eu não tinha noites animadas.

  Um dos assuntos que conversamos foi nossos poderes. E sem duvidas, essa foi uma das coisas que mais me surpreendeu nele, pois assim que vários objetos que estavam espalhados pelo quarto ganharam vida, fiquei pasma pelo modo como ele controlava isso.

- Como você consegue fazer isso com tanta perfeição? – Pergunto ainda maravilhada.

- Treino. Muito treino! – Ele enfatiza a última parte e logo um sorriso surge em seu rosto. – Mas enquanto a você, Oni? Eu gostaria muito de saber o que você tem em especial.

- E-eu? Nada demais…

- Tenho certeza que não. Mas pode me mostrar?

- Não é uma boa ideia. Não há ninguém aqui que eu possa hipnotizar e mesmo que tivesse, eu ainda não sei controlar isso muito bem.

- Pode testar em mim, se quiser. – Ele ri baixo. – Quem sabe eu até não lhe ajudo a controlar?

- O-okay… Mas eu posso sair do controle a qualquer momento.

Ele apenas confirmou. Olhei profundamente em seus olhos e entrei em sua mente em questão de segundos. Em seu subconsciente, Lys repousava numa cama no meio da escuridão. Eu me aproximei dele, afinal, ele estava completamente submisso a qualquer coisa que eu lhe mandasse fazer. Eu poderia fazer qualquer coisa com ele, mas o meu corpo se dirigiu automaticamente ao seu rosto, onde eu…

- Oni?! – Ouço a voz de Eig do lado de fora e volto ao meu corpo, completamente assustada. – O que vocês estão fazendo? Por que vocês voltaram ao estado humano?!

- Anh? – Digo olhando para o mesmo, mas logo percebo na situação em que eu estava: parada no mesmo lugar de estava antes e o Lysandre a centímetros do meu rosto, sendo que ele estava completamente vermelho. Depois alguns segundos foi que eu notei que estávamos conectados por uma pequena linha de saliva. Não acredito… Eu fiz com ele me beijasse?! E isso nos transformou em humanos? Qual é o meu problema?!?!

- O-o que exatamente aconteceu? – Pergunta Lys tímido, afastando-se lentamente.

- Eu diria que você a beijou, mas como eu acabei de chegar, não posso provar muita coisa. – Eig fala num tom completamente normal e sincero, deixando-nos completamente envergonhados. – Embora eu não consiga acreditar que você fez isso, estou orgulhoso do meu irmãozinho. – Ele se aproxima a bagunça o cabelo de Lys.

- M-mas como i-isso explica o fato d-de termos virado humanos novamente? – Pergunta  Lys ainda vermelho.

- Não faço a mínima ideia. – Eig responde. – Mas de qualquer forma, deixarei o casal sozinho.

  Não sei o motivo, mas passamos o resto da madrugada sem falar um com outro. Fiquei feliz ao saber que tive uma transformação de vampira para humana indolor, pois quando já era de manhã, para que Eig se transformasse novamente no Leigh, ele gritava de agonia.

Pois bem… Eu e o Lys só nos falamos novamente quando era hora de voltar ao colégio.

- Já se aprontou? – Ele pergunta assim que apareço na porta.

- Sim… Só falta amarrar o meu cabelo. – Digo e assim que peguei o pompom para marra-lo, ele o tomou gentilmente da minha mão e prendeu meu cabelo para mim (e claro, juro que me segurei para não virar um pimentão).

- Vamos? – Pergunta novamente, mas dessa vez com um sorriso que o deixava mais bonito. Ele segurou em minha mão e assim fomos em direção ao colégio, onde hoje iremos enfrentar o tão “esperado” dia de provas.

 


Notas Finais


Feliz dias das Crianças para todos :>


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