História Set Me Free Again - Capítulo 22


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Visualizações 59
Palavras 2.657
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Escolar, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Demorei um pouquinho mais dessa vez? Demorei, mas quem é vivo sempre aparece não é mesmo?
Gente, não me matem tá? Eu amo vocês okay? Não precisam me ameAçar daquele jeito KKKKKKKKKKKK
Agora que os negócios estão acontecendo vocês reclamam, eu hein KKKKKKKKKK
Gente, eu gostaria de avisar de SMFA não vai demorar muito para chegar ao seu fim, já passamos da metade gente :(
Mas vejam pelo lado bom, eu já estou com uma fanfic nova em mente, apenas não sei com quem fazer, Lysandre ou nosso tão amado Castiel? Gostaria que vocês me ajudassem nesse ponto, mais pra frente darei mais detalhes sobre essa nova fanfic.

ENFIM PESSOINHAS DO MEU CORAÇÃO, aqui está mais um tombo... quer dizer, mais um capítulo para vocês rs rs

Boa leitura!

Xxx Liv

Capítulo 22 - Capítulo Vinte e Dois - Now or never.


Capítulo Vinte e Dois – Now or never.

Quando amanheceu na segunda eu estava totalmente destruída e isso era claramente visível em meu rosto. Meu rosto estava completamente vermelho e meus olhos nunca estiveram tão inchados, resultado de um dia inteiro chorando e afogando minhas magoas em nutella junto com Viktor e Nathaniel.

Infelizmente meu pai já não me deixava mais faltar, eu ia ter que voltar para a escola e eu definitivamente não estava nem minimamente preparada para isso. Para encarar todos, até Marie me evitava, estava dormindo na Rosa para não me deixar ainda pior com sua alegria de começo de namoro.

O clima de hoje estava completamente contrario ao meu humor. Um dia ensolarado e completamente feliz, enquanto eu apenas queria aquele nublado dos dias frios, mas infelizmente isso era algo longe do meu alcance.

Decidi finalmente levantar da cama e ir tomar um banho, para pelo menos fingir que eu estava descente. Tomei bem rapidinho, apenas para tirar o cheiro de mofo que eu provavelmente estava exalando depois de ter passado o dia todo embaixo das cobertas em um quarto inteiramente fechado apenas com os meus mais novos melhores amigos.

Pelo clima estar tão quente, eu não resisti a por um short jeans curto e claro. Coloquei uma regata preta soltinha com uma estampa do Nirvana em vermelho e uma camisa xadrez vermelha e preta por cima. Calcei um vans branco e me olhei no espelho, pensando em qual mascara eu usaria hoje para mascarar minha dor.

Acabei prendendo meus cabelos lisos em um rabo de cavalo bem alto e lotando meu rosto de base e pó, nada muito exagerado, mas uma quantidade significativa para poder disfarçar minha cara de derrota. Passei corretivo nas olheiras e precisei passar iluminador e blush para dar uma cor ao meu rosto pálido. Fiz um delineado de gatinho e passei bastante rímel deixando meus cílios bem grandes e volumosos; para terminar, passei um batom vermelho sangue. Coloquei meus óculos redondos dourados e suspirei ao olhar para meu reflexo e ver uma adolescente normal, pelo menos fingir eu conseguiria.

Peguei minha bolsa e meu celular indo em direção à cozinha. Meu pai já estava ali sentado tomando seu café e lendo seu jornal de sempre – ultimamente ele estava muito preocupado com minha mãe, afinal ela mandou aquela carta e ainda não deu as caras, mas eu sinto que ela logo chegará, conhecendo Callie como conheço, quem é vivo sempre aparece.

-Bom dia, filha – meu pai falou assim que me notou sentada na mesa. Apenas lhe mandei um mínimo sorriso e o ouvi suspirar – Você está com uma aparência boa hoje – ele falou e eu entendi o que ele quis dizer com isso.

-Você diz isso porque não viu o que tem por debaixo dessa maquiagem –disse indiferente e com a voz carregada de amargura, eu podia estar bem aparentemente, mas só de me ouvir falar as pessoas saberiam que tem algo de errado.

-Filha, esquece aquele rapaz – ele falou e eu suspirei – É que você não deixa, mas o que eu mais queria era dar uma surra naquela cara branca dele – ele falou e eu não pude evitar de soltar uma pequena risada.

-Uma hora eu supero, foi assim com a mamãe também – falei e abri um sorriso triste, meu pai negou e eu o olhei curiosa.

-Já faz mais de uma semana e você ainda está tão mal como se tivesse acontecido ontem, com sua mãe você melhorou em uma semana – ele disse e eu abaixei o olhar, não podia negar, aquilo era a mais pura verdade.

-Já vou para escola – desconversei e ouvi mais um suspiro dele – Até mais tarde – falei e já sai de casa rapidamente.

Como sempre eu estava bem adiantada, então andar calmamente até a escola para tentar me preparar psicologicamente não fará mal algum. E foi exatamente o que eu fiz, não adiantou muita coisa, afinal eu sempre ando bem devagar para ir para a escola, então tecnicamente eu apenas fui como sempre para a escola.

A vida adora me mostrar que tudo pode ficar pior. Assim que pisei meus pés no pátio eu já pude ver, bem no banco onde nossa turma sempre ficou, Debrah e Castiel ali, sentados praticamente colados enquanto a morena falava sem parar e Castiel apenas a escutava.

Corri rapidamente para dentro da escola, mas no desespero eu acabei trombando em alguém e caindo no chão, chamando a atenção de todos no pátio. Subi meu olhar e vi ser Lysandre, com Marie e Rosa ao seu lado – quase disse graças a Deus ao ver eles.

-Gray! – Rosa veio correndo me abraçar e eu só queria me enterrar viva, cadê a parte de fingir que está tudo bem?

-Rosa, depois você me abraça, me deixa fingir que sou pelo menos um pouquinho forte – sussurrei em seu ouvido e ela prontamente me soltou. Abri um grande sorriso que ao ver Lysandre sorrindo de volta, ele estava parecendo verdadeiro.

-As aulas sem você não são a mesma coisa, prima – Marie falou abrindo um sorrisão e entrando naquela encenação ridícula. A mesma deu um cutucão em Lysandre que – incrivelmente – entendeu o que estava acontecendo ali e sorriu também.

-Gray! – ouvi uma voz mais a frente e logo encontrei os girassóis de Nathaniel, aqueles olhos amarelos tão lindos.

-Nath! – fui até ele que me abraçou fortemente – Até parece que a gente não se viu ontem – falei rindo um pouco e pela primeira vez eu estava sorrindo verdadeiramente naquela escola.

-Espero que você tenha cuidado bem dela Lamartine – Rosa falou olhando com os olhos cerrados para o louro o que me fez rir.

-Não se preocupe Rosa, Nath e Viktor fizeram um bom trabalho – falei e Nathaniel assentiu rapidamente querendo se livrar do interrogatório da minha amiga.

-Se vocês me dão licença, mas eu preciso conversar com o Castiel – Lysandre falou e saiu calmamente dando um selinho de despedida em Marie e caminhando até o casal maravilha que estavam observando fixamente a nossa pequena rodinha.~

-Gracie, Alexy havia me pedido para assim que te encontrasse te leva-se para ver ele – Nath falou e eu assenti prendendo meu braço ao seu.

-Então vamos – falei praticamente correndo para dentro da escola.

Assim que entrei eu soltei todo o ar que estava preso em meus pulmões; quando me diziam que fingir estar bem era difícil, eu não acreditava, agora eu estava sentindo na pele o que era essa sensação.

(...)

Eu não conseguia. Não dava para ficar nas aulas encarando aqueles dois. Assim que bateu o sinal do fim do intervalo eu corri para o porão, era um lugar obvio, mas era o melhor que eu pude pensar no momento do desespero.

Entrei ali dentre e fechei a porta atrás de mim suspirando aliviada a me ver sozinha naquele cômodo maravilhoso. Joguei-me no maravilhoso sofá e fiquei feliz por apesar de ter lembranças ali, eram melhores que a do laboratório de química.

Peguei meu celular e comecei a olhar as minhas mais novas composições, todas feitas para algum momento de meu relacionamento com Castiel. Se tivesse cinco musicas ali, era pouco, minha magoa era tão grande que eu não conseguia guardar apenas para mim, eu precisava expressar de alguma forma.

Graças a Viktor ele me ensinou um pouco mais de violão e guitarra e graças aos meus conhecimentos básicos, agora eu conseguia tocar um pouco mais violão, o que me fez compor uma musica. Peguei a letra no celular e pela falta do que fazer, eu achei que cantar e chorar como uma boba no porão da escola, seria uma boa opção.

I don't wanna fight right now (Eu não quero brigar agora)

Know you always lie (Sei que você sempre mente)

Now I know I need you around with me (Agora eu sei que preciso de você perto de mim)

Comecei os primeiros acordes assim como os primeiros versos da musica e já senti meus olhos começando a se encher de lagrimas, minha vista já começava a ficar embaçada, mas não seria isso que me impediria de ali, naquele porão, liberar um pouco mais da minha dor e me sentir um pouco mais aliviada.

But nobody will be around with me (Mas ninguém fica ao meu lado)

Been through the ups (Ninguém passou por altos)

Yeah the ups and the downs with me (Sim, altos e baixos comigo)

Got a whole lot of love (Você tem um monte de amor)

But you don't wanna spread it 'round with me (Mas não quer espalhar ele por ai comigo)

Uma por uma. Uma de cada vez começou a rolas pela minha pele mascarada – acho que nunca agradeci tanto por uma maquiagem a prova d’água -, mesmo sendo lagrimas finas, elas faziam um rastro de dor pela minha mascara, assim quebrando pedacinho por pedacinho aquela Gracie que eu construí de manhã.

Never pick up, never call me (Nunca atende, nunca me liga)

You know we are running outta time (Você sabe que estamos ficando sem tempo)

Never pick up, when you own me (Nunca atende, quando você me tem)

Now I gotta draw a line (Agora eu tenho que estabelecer um limite)

Baby I've been done, enough talking (Querido, para mim já chega, não aguento mais conversa)

Need to know that you're mine (Preciso saber que você é meu)

Baby we've done enough talking (Querido, já chega de conversa)

Gotta be right now, right now (Tem que ser agora, agora)

As lagrimas agora engrossavam e me faziam lembrar os bons dias que eu tive com o ruivo, de todos os momentos, de cada palavra e de cada toque; coisa que já não me pertenciam mais, quer dizer, coisas que nunca me pertenceram.

Baby gon' love me now, now, now (Querido, vem me amar agora, agora, agora)

Now, now, now (Agora, agora, agora)

Now or never (Agora ou nunca)

I want you to hold me down, down (Eu quero que você me prenda)

Down, down, down, down (Prenda, prenda, prenda, prenda)

Down forever (Prenda para sempre)

Said you don't wanna keep you around (Diz que não quer ficar por perto)

'Round forever (Por perto eternamente)

I want you to love me now, now, now (Eu quero que você me ame agora, agora, agora)

Parei de tocar e deixei o violão de lado. Abracei minhas pernas e me acabei em um choro sofrido, mas que aos pouquinhos lavava cada canto da minha alma, que querendo ou não começava a juntar os caquinhos do meu coração.

O que mais me doía, mais me deixava me sentindo idiota; era que mesmo com todo esse sofrimento, meu coração insistia em amar aqueles olhos, aquela boca, aqueles cabelos e aquele sorriso... Aquele sorriso ainda me desconcertava, aquele homem ainda me afetava de uma maneira que eu não queria e nem podia deixar que me afetasse, mas era inevitável.

-A pior coisa que eu já vi foi você chorar, ainda mais quando o motivo do choro sou eu – eu ouvi aquela e me levantei do sofá num pulo.

-O que você está fazendo aqui? – perguntei olhando para meus pés e pude ouvir minha voz sair tremula.

-Eu te conheço, sabia que aquilo na entrada era apenas encenação – ele falou e eu ouvi seus passos se aproximando e aporta sendo trancada.

-Por que trancou a porta? – perguntei e mordi os lábios com medo do que ele queria fazer comigo ali. No estado em que eu estou, eu não negaria nada a ele, não agora.

-Porque você só vai sair daqui quando me escutar – ele falou e eu suspirei pesadamente e sentei-me novamente no sofá.

-Tudo bem, eu te escuto, mas você vai ficar ai onde está, não se aproxime - ... Se não eu não vou ter controle sobre meu próprio corpo.

-Tudo bem, eu só quero que me escute – falou e eu assenti.

-Estou escutando – minha voz saiu mais tremula ainda e eu já senti as lagrimas novamente enchendo meus olhos.

-Debrah voltou pra cá um dia depois de quando, bem, transamos – ele falou e eu engoli seco – Ela correu atrás de mim, tanto que eu acho que você percebeu meu distanciamento de você. Foi um choque pra mim, eu a amava Gracie – ele fez uma pausa e as lagrimas em meu rosto agora rolavam soltas – Vê-la novamente depois de tudo o que aconteceu, me fez esquecer tudo sabe, eu não sinto nenhum sentimento por ela agora, tenho certeza disso, mas foi demais para mim, mesmo não querendo admitir. Ela foi tentando me reconquistar e eu não vou mentir, eu dei bola – segurei um soluço que estava querendo sair pela minha garganta – Mas então, eu olhei para ela e a única coisa que aparecia em minha mente era você sorrindo, você conversando comigo e dirigindo esse seu lindo sorriso para mim e tudo que eu achei que estava sentindo novamente pela Debrah, era na verdade meus sentimentos por você fazendo uma confusão. Eu não a queria, eu queria você – ele fez uma pausa e meus olhos estavam ligeiramente arregalados – Eu percebi isso no dia do seu aniversario – ele falou e eu engoli seco – Quando eu sumi no seu aniversario foi porque eu estava bebendo um pouco com o Lysandre pode perguntar para ele eu...

-Eu acredito na sua palavra – falei com a voz embargada e ouvi um suspiro vindo do ruivo.

-Eu passei um pouco dos limites, eu estava tão bêbado que Debrah chegou lá e apenas me embebedou mais. Eu estava beijando ela lá Gracie, mas na minha cabeça era você quem eu beijava, era você que eu estava tocando, eu amo você Gracie.

O ar fugiu dos meus pulmões e eu senti uma ardência por todo meu corpo – apenas eu sei o quanto eu estava querendo ouvir isso antes. Meu cérebro entrou em pânico, eu não sabia como agir em respostas daquelas palavras, mas eu sabia, não eram verdadeiras; Levante-me do sofá e me virei o encarando, o que me fez apenas chorar mais quando o vi chorando também.

-Você me ama? SE VOCÊ ME AMA POR QUE AINDA ESTÁ COM ELA? – gritei e o vi abaixar a cabeça – Eu passei a pior semana da minha vida por culpa sua, seu cretino! Todo esse tempo eu sei muito bem que você continuou com ela, você estava na banda dela sábado! – falei incrivelmente irritada e chorando cada vez mais – E VOCÊ VEM ME DIZER QUE ME AMA? – gritei e comecei a soluçar ao vê-lo chorando tanto quanto eu – Eu não consigo entender, se isso é seu amor, então não amamos do mesmo jeito Castiel – falei abaixando minha cabeça e limpando minhas lagrimas, mesmo que isso não adiantasse nada.

-É complicado de explicar – ele falou com a voz tremula e meu coração se quebrou novamente.

-O que é tão complicado, Castiel? – perguntei me irritando novamente e ele suspirou.

-Ela me fez uma proposta, Gracie! – ele elevou a voz, mas logo abaixou a cabeça novamente – Ela mexeu nos meus dois pontos fracos – ele falou e eu o olhei confusa.

-Quais pontos fracos? – perguntei e ele levantou a cabeça finalmente me olhando nos olhos.

-Você e minha irmã – arregalei ligeiramente meus olhos e ele suspirou – Ela sabe onde a Faith está, Gracie – ele falou e abaixou a cabeça novamente – No outro dia depois do seu aniversario, ela veio com essa conversa, dizendo que me contaria onde ela está, apenas se eu não ficasse mais com você e tocasse na banda dela, como antigamente – ele falou e sua voz estava cada vez mais embargada pelo choro.

-Por que você não me disse isso invés de ter me feito já sofrer tudo isso? – eu perguntei chorando e ele me olhou bravo.

-Eu tentei! Mas você mandou seu pai enxotar-me da sua casa – me senti culpada por isso e percebi que querendo ou não, eu tinha grande culpa em todo meu sofrimento.

-Só me dá um tempo para pensar – falei e me sentei novamente no sofá.

-Tudo bem – ele falou e o ouvi saindo pela porta e logo a fechando novamente.


Notas Finais




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