História Set Me Free - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jin, Jungkook, Personagens Originais, V
Tags Beyondhumanity, Deathfic, Fantasmas, Ghost, Jin, Jungkook, Snow, Sobrenatural, Taehyung, Taekook, Vkook
Visualizações 80
Palavras 1.677
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Sobrenatural, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Chapter Two


Fanfic / Fanfiction Set Me Free - Capítulo 2 - Chapter Two

Como poderia ser tão difícil? Por que lhe doía tanto?

Essas eram as perguntas que Taehyung se fazia a cada minuto. Por que seu pequeno sofria tanto por si? Por que o garoto o qual sempre amou não sorria mais?

Isso o fazia se sentir ainda mais culpado por tudo. Tudo o que Jungkook sentia, cada lágrima, cada pesadelo, cada “eu te amo tanto” não correspondido era culpa sua. Por que havia entrado na vida do garoto com sorriso perfeitinho, voz melodiosa e com uma alma tão pura?

Jungkook não merecia o que estava passando. Era tudo culpa sua, tudo culpa sua, tudo! Tudo o que queria era poder abraça-lo e dizer “eu estou aqui”, o fazer sorrir como sempre fizera. Isso era agoniante! Quantas vezes Taehyung gritou pelo garoto, sentindo sua alma rasgar ao ver como o mais novo estava.

Jungkook não se alimentava devidamente, não se agasalhava e não se importava em sair apenas com o seu suéter nos dias gélidos de inverno.

“Você não pode adoecer, pequeno”

Mas ele podia e, estava adoecendo. Jungkook tremia em meio aquele sono perturbado, seu rosto úmido pelas lágrimas que escorriam enquanto dormia.

– Não... não vá... volte para mim... por favor... não... não me deixe só... hyung! – murmurava em meio aquele sono que era agonizante para Taehyung.

O Kim o envolvia ainda mais contra si, tentando conforta-lo, embora fosse em vão. Jungkook não podia o sentir como ele o sentia. Isso o machucava, o fazia se sentir a pior pessoa do mundo, o culpava ainda mais... o matava ainda mais. Seu corpo já inexistente clamava por Jungkook, assim como o do outro pelo seu.

Mas o que poderia fazer? Seria essa sua penitência? Ver a pessoa mais importante para si sofrer? Tudo o que Taehyung queria era que se uma punição tivesse de ser dada, que fosse em si!

“Ele não merece... a culpa não é dele!” era o que dizia para si mesmo e para aquele que o punia.

Nesses três meses Taehyung via Jungkook piorar a cada dia. No dia de seu enterro o menor passara tão mal que caíra de cama por dias e, como se não bastasse, decidira fazer o mesmo que si. E graças a Ele, Seokjin o impediu...

Aquele fora o pior dia que Taehyung acompanhara, o início de tudo, de todo o sofrimento que teriam de passar... sozinhos.

O garoto caminhava calmamente, com seu olhar desfocado, ele podia ver o sofrimento no rosto de Jungkook, “por favor não...”. Jungkook levava consigo apenas um caderninho surrado, o seu diário. Taehyung o seguia de longe, sabia onde o menor iria e o que pretendia. Lágrimas grossas desciam por sua face e tudo o que queria era impedi-lo.

O menor conhecera Taehyung no lago aos quatro anos e era lá, aos dezesseis, que pretendia juntar-se a ele. Jungkook era um garoto prodígio, tudo o que lhe pediam o fazia com perfeição. Mas assim como o melhor amigo, ele não sabia nadar...

Seokjin chegou no momento em que seu corpo frágil, já quase sem vida, afundava naquele lago, porém o caderninho que continha todas suas lembranças afundara na hora, levando consigo o que um dia fora a vida de Jungkook...

O garoto passou dias com febre alta e crises de pânico e choro. Taehyung via tudo... e não fazia nada. Não podia fazer nada...

Lembrar de tudo o que o menor passara era demais para si. Senti-lo tremer sob seus braços era demais para si, tudo que ele sentia por sua causa! Era demais para si...

No momento em que Jungkook virou-se na cama e ficou de frente para si, Taehyung pode ver o quão lindo o garoto era. Seu rosto angelical, mesmo perturbado, possuía traços que o tornavam único.

– Você é lindo, pequeno... – sussurrara deixando um sorriso triste formar-se em seu rosto. – Tão frágil... – levou sua mão até o rosto de Jungkook, limpando uma lágrima que escorria silenciosamente.

– Taehy... – sussurara o menor, como se sentisse seu toque. – Eu te amo...

As lágrimas que Taehyung tentava controlar em vão insistiram em aumentar. Por que? Por que?

– Não... eu não posso...

– Eu te sinto... – continuava o menor. – Você está aqui, meu amor? – mais lágrimas em meio ao sono.

Como Jungkook poderia senti-lo? Não era possível. Todas as noites o abraçava e nunca tiveram algum tipo de contato...

– E-estou... eu estou aqui, pequeno. – respondera tristemente. Ele sabia que era em vão, mas jamais desistiria de tentar se comunicar com Jungkook.

– Volta... – com a voz embargada e como se estivesse acordado, levando a mão até a de Taehyung que estava sobre sua bochecha. – Volta para mim.

Taehyung estremeceu com o toque, era algo diferente, como se realmente pudessem se tocar. Não o sentia quando o mesmo estava acordado então, como poderia estar acontecendo agora?

Jungkook apertou sua mão e o puxou para si com a outra, o envolvendo em um estranho abraço. Aos poucos o tremor e as lágrimas sessaram e o garoto o apertou ainda mais contra si.

Taehyung apertou os olhos em uma tentativa de não fazer o que queria. Era algo errado, insano... ele não podia! Não sem por em risco a vida de seu tão amado Jungkook.

Contato entre o lado dos vivos e o lado dos espíritos não era saudável, não sem um preço. O Kim lutava todos os dias para não ceder ao seu egoísmo, a sua vontade de toca-lo, senti-lo, beija-lo e ama-lo e acabar por fazê-lo detelhorar ainda mais. Ele não podia! Não merecia ter aquele garoto tão puro que era o amor de sua vida e espírito.

Taehyung o amava tanto que chegava a doer. Amava tanto que em vida, todas as noites antes de dormir imaginava como Jungkook estaria. Imaginava o dia em que lhe diria que era apaixonado por si, que o queria mais do que um amigo, que toda vez que o via seu coração acelerava ao ponto de querer saltar do peito. Queria dizer que tudo o que fazia era pensando nele, todas as noites em claro ao ar livre foram por ele, pois nunca gostara muito de ter tanto contato com a natureza como o menor gostava. Tudo, absolutamente tudo, sempre foi por Jungkook. Será que um dia poderia? Teria outro jeito?

– Eu não sei como suportar isso, pequeno... eu te quero tanto... mas você me odiaria se tivesse de passar por isso. Eu não quero que sofra mais... me desculpe por tudo, Jungkook. – sem pensar, Taehyung deixou um selar singelo no canto dos lábios rosadinhos do menor. – Eu te amo...


♡◇♤♧


Conforme os meses passavam o estado de Jungkook piorava. O garoto se alimentava menos, dormia menos...

Emagrecera tanto que as roupas que era acostumado a usar já não lhe caiam bem. Olheiras profundas se faziam presentes em seu rosto e tossia frequentemente. Não ligava para o que seus irmãos diziam, não se importava com nada mais.

– Jungkook coma. Por Deus, meu irmão!

Era o que Jin lhe dizia todos os dias, acompanhado de avisos sobre agasalhar-se melhor. O frio não era um problema, a dor de um resfriado não era um problema, nada era importante comparado a solidão que aumentava a cada dia...


– Cinco meses... – dizia. Novamente encontrava-se ao lado da lápide de Taehyung. Porém agora a neve havia voltado e, novamente o garoto só vestia o simples agasalho, já surrado. – ... que Seokjin cisma que eu estou doente. – falou com seu olhar disperso nas flores de jasmim que tinha em mãos. – Eu achei isso ontem. – disse após um tempo e tirou um pequeno ursinho apeluciado do bolso. – Você me deu no meu aniversário de doze anos. – sorriu de lado. – Me disse que sempre traria sorte porque era seu... – Na verdade... não trouxe. – seu semblante voltara a fechar. – Porque você estaria aqui... – suspirou. – Eu tenho escrito cada lembrança sua, meu amor. Sabe, cada sorriso seu, cada melodia que você cantava com sua voz grave. Ah, como eu sinto falta da sua voz...

Colocou as flores frente a lápide e tristemente, como em todos os dias, leu o que dizia na mesma: Kim Taehyung, 30/12/1847 – 13/12/1864 “Amado filho e amigo”.

Sentiu seus olhos encherem novamente, como toda vez que lia aquilo. Doía tanto...

– Eu... recebi um convite de casamento. – falou baixo e com o olhar novamente distante. – Veio de uma família amiga dos meus falecidos pais. Eles... tem uma filha da minha idade e querem aumentar o nome da família. – seu tom era sério. – Seokjin disse que seria bom para mim... me distrair com uma garota. Mas eu não quero, eu... – tossira forte por alguns momentos. – ... eu não posso!

Levantou com certa dificuldade.

– Eu não me entregarei a ninguém... nunca!... E-eu sinto tanto sua falta, Taehyung! Eu não... eu não consigo mais, eu não suporto mais esse vazio que me corrói! Eu não aguento não ter você aqui! Eu me sinto só! Tão mal que estou enlouquecendo! Sinto tanta falta do teu corpo que juro senti-lo contra o meu a noite!

Ao dizer a última frase um calafrio subiu por seu corpo. Lembrar dos braços que o envolviam durante o sono o arrepiava, o deixava em êxtase. Aquela sensação prazerosa de dormir sob a proteção de alguém que se ama... não podia ser apenas uma sensação... não podia ser algo de sua cabeça.

– Se... se eu não estiver enlouquecendo... se for realmente você, meu amor... por favor me dê um sinal! Me toca! Fala comigo! Faça qualquer coisa! Porque eu não aguento mais... – Jungkook chorava tão forte que chegava a soluçar. Os flocos de neve aumentavam aos poucos, deixando seu corpo ainda mais gélido e sem cor. – Eu irei para casa agora, Tae... até.... amanhã.


♤♡◇♧


Taehyung estava sentado ao lado do menor o tempo todo, seu olhar refletia a tristeza de Jungkook. Ele queria muito, aumentar o contato com o garoto, já estava fazendo isso. Mas não da forma que realmente os faria sentir um ao outro. Precisava daquele contato tanto quanto Jungkook. Mas também estava ciente das consequências que lhe seriam dadas... mas o desejo era mais forte... naquela noite, não ligaria para o que os aconteceria...


 ele veria Jungkook.



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