História Sete dias antes de você morrer - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, V
Tags Amizade, Deathfic, Friendship, Hobiv, Hopev, Não É Algo Romântico, Taeseok, Vhobi, Vhopas N Se Iludam, Vhope
Exibições 98
Palavras 3.500
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Sempre quis escrever algo sobre a amizade do Taehyung e o Hoseok, já que eu sou stan desses dois homens <3

Atenção: tem menção a uso de drogas - como colocado nos avisos -, não, eu não recomendo uso, porém esteja ciente de que eles usam aqui como se fosse algo normal para eles. ok? Não quero ninguém 'ah, olha a cacta dizendo que pagar de fumante é massa' porque não é isso, baw.

Capa maravilhinda - minha favorita no mundo inteiro - feita por minha capista Vic <33
Betado pela Kaggie <3

Boa leitura~

Capítulo 1 - Dez mil e oitenta minutos antes de você morrer


Domingo – Cento e sessenta e oito horas antes de você morrer

 

Você corria pelo parque, rindo de alguma coisa enquanto eu corria atrás de você, curioso para saber o porquê de você ter chegado todo animadinho com um sorriso bobo adornando teus lábios de uma maneira que eu sentia vontade de apertar todinho, mas não fazia por saber que você detestava o fato de ser fofo demais.

Já era fim de outono, o último dia, para ser mais específico, não estava chovendo, nem nevando, mas vez por outra, uma brisa mais forte que as outras, fazia você se encolher dentro do suéter que usava, e eu, espertinho como você sabia que eu era, aproveitei-me daquela tua distração para te derrubar, ficando por cima de você e enchendo-te de cócegas, já que você nunca resistia a esse tipo de ataque.

“P-para, hyung!” Você riu ainda mais, e, pelos deuses, Taehyung, sua risada era como aquele tipo que fazia a gente se sentir clichê e comparar com as coisas boas do dia a dia por trazer algo bom ao peito. E era isso que eu sentia, Tae. Lembra-se de como eu ficava contente ao ouvir, todas as manhãs, Bohemian Rhapsody do Queen naquele rádio velho do nosso dormitório da faculdade?

Nossa, você quem me apresentou àquela banda, dizendo que aquele rock melódico na voz de Freddie Mercury era a nova sensação do momento. E eu me viciei logo nos primeiros instantes, dividindo o espaço naquele tapete de brocado enquanto desenrolávamos o toca fitas. Logo, nosso quarto mais era um santuário àquele homem, já que os pôsteres cobria até mesmo a porta do banheiro e tínhamos gastado nossas últimas libras com mais álbuns e acessórios de fanáticos.

Nós éramos realmente malucos, Kim, porque foi justamente pelo amor a esse cantor que deixamos a Coreia do Sul juntos, com aquele sonho de dois adolescentes malucos de viver onde o cara havia nascido, assim, conseguimos nos mudar para a Inglaterra, mesmo que o idioma britânico não nos fosse familiar.

“Só paro quando você me contar o porquê dessa carinha de quem fumou a erva dos deuses e não dividiu com o melhor amigo!” Fiz mais e mais cócegas em você, vendo seu rosto adquirir um tom de carmesim adorável.

“Tudo bem, eu conto, agora sai de cima!” Você me empurrou para o lado, me fazendo rir também quando tomou o meu lugar. “Adivinha quem foi convidado pelos estrangeiros mais lindos do seu bloco?”

“Não acredito que Park Jimin e Jeon Jeongguk te chamaram para ser o par deles no baile! Quem você vai escolher?”

“Ora, nenhum.” Você riu da minha cara de confusão. “Eu vou é com os dois.”

E, dessa vez, eu que ri, sendo acompanhado por você, e esse seu riso gostosinho. Ri porque te achava doidinho de pedra, ri porque sabia que você estava gostando dos dois rapazes, mas sorri ainda mais quando você me pediu colo, pois estava inseguro em como falaria para os também sul-coreanos que você estava apaixonado pelos dois.

 

Segunda-feira – Cento e quarenta e quatro horas antes de você morrer

 

Naquele dia, o sol tinha dado as caras, embora fosse o primeiro dia do inverno. Nós sairíamos para tomar sorvete, mesmo que estivesse relativamente frio, você disse que tínhamos que aproveitar antes de chover ou até mesmo nevar, já que ainda que você amasse os dias assim, adorava também sorvete e queria muito provar o gelado da fruta daquele momento: Pitaia.

Você puxava meu pulso com pressa, dizendo que, se eu tivesse sorte, conseguiria o número do atendente da rede de fast-food que trabalhava em frente a gelateria que frequentávamos, dizendo que, segundo um dos seus pretendentes, Jeongguk, aquele branquinho se chamava Min Yoongi e também estava afim de dar uns amassos no capô do meu Aston Martin DB5, mesmo sabendo que nem mesmo uma bicicleta eu possuía, já que eu ia na sua garupa onde quer que quiséssemos ir.

Sentamos no lugar de sempre, já que dava uma visão privilegiada do rio Tâmisa. Havia sido um achado milagroso em uma das nossas aventuras no território dos ingleses, já que mesmo com o ótimo ponto em que se localizava, o estabelecimento não era tão caro e com nossas libras de economia após a faculdade, conseguíamos comprar algumas coisas no fim de semana.

Eu alternava o olhar entre você e o outro lado da rua, e aí, você ria, ainda com um bico adorável nos lábios, dizendo que eu deveria prestar mais atenção no que você dizia e não no garoto bonito que trabalhava do outro lado da rua, isso para logo após misturar o sabor dos nossos gelados e dizer que havia encontrado um novo sabor para felicidade, e aquela invenção chamaria-se Taeseok, já que eram nossos gelados, nossos sabores favoritos, misturados, juntos, resultando em uma das coisas mais gostosas que tivemos a sorte de provar; nossa amizade.

Ora você me fazia provar aquela mistura, ora tomava para si, dizendo que se juntássemo-nos em algo mais, certamente, daríamos em muito mais coisas boas como aquelas, e que o mundo precisava provar todos os “taeseok” existentes.

Você tinha ideias engraçadas, Tae, e eu adorava todas elas.

Menos quando você sugeriu que estava na hora de eu parar de paquerar à distância, que eu deveria chamar Yoongi para fumar um baseado conosco debaixo da árvore que tinha naquele parque que havíamos ido no dia anterior, já que esse era o melhor tipo de encontro que um jovem do final do século vinte iria querer.

E nós dois fomos lá, mas o encontro não foi tão amistoso quanto eu pensei, já que você tropeçou no pé da mesa, caindo por cima de Yoongi e me levando junto, nos sujando de coca-cola e pasta de amendoim, além de que eu sabia que meu rosto estava mais vermelho do que a calça de sarja que você usava.

Mas, no final, nem achei tão ruim, já que graças a você, Taehyung, sai com o número de Min Yoongi nas mãos e um sorriso no rosto.

 

Terça-feira – Cento e vinte horas antes de você morrer

 

O tempo havia fechado razoavelmente, você queria ir à loja de disco de vinil que havia após um beco ao lado do nosso prédio, mas eu estava preguiçoso demais para sair, o que é um milagre, já que eu sempre estava pronto para sair com você aonde quer que você me chamasse para ir.

Isso te fez bufar, pulando em cima de mim e dizendo que se eu fosse um bom hyung, iria com você lá, mas eu queria tirar uma com a sua cara, porque eu sabia que você só queria ir lá para ver aquele moreno bonito que havia te convidado para ir ao baile com ele e era só mais uma desculpa sua querer ver se havia chegado algo novo do David Bowie. Eu e você sabíamos que já tínhamos comprado aquele disco na semana anterior.

Levantei só porque você disse que ia preparar nosso café da manhã, e era bem óbvio que de nós dois, você era o que melhor cozinhava, já que eu havia provado minha inabilidade na cozinha quando tentei fazer aquelas batatas fritas  e havia colocado fogo na nossa cortina de contas de miçangas  que você havia feito quando decidiu que seria legal se passássemos uma semana acampando com os hippies no norte da cidade.

Você parecia aéreo, mais do que costumava ficar nos dias normais, e eu até te questionei o porquê de você estar daquele jeito, mas só fui respondido que não era nada, algo bobo e só estava pensando demais. Mas eu sabia que não era, só dei-me por vencido porque o teu sorriso conseguia me convencer de qualquer coisa e eu não soube não sorrir ao ver aqueles teus olhinhos pedintes, implorando para que eu deixasse para lá.

Nós comemos aquele cereal com frutas e waffles com mel e chá ao leite com calma, conversando sobre os movimentos sociais do momento e em como os jovens estavam inseridos naquela sociedade. Você exclamou seu ponto de vista sobre os anarquistas e eu complementei com minhas teorias acerca dos punks, acabamos por concordar em alguns aspectos de como a forma de pensar destes muito interligava um ao outro.

Te observei passar um delineador fraco no contorno dos olhos, dizendo que precisava ficar bonito para as pessoas da rua, mesmo que eu soubesse que era para ele que você estava se produzindo, mas não disse nada, deixei com que você colocasse os fios loiros para trás naquele boné e me puxasse para te ajudar a tirar a bicicleta da área de serviço.

Só pude rir quando você sentou na cestinha e disse que eu te levaria ali já que estava bonito demais para ficar atrás e o vento em seu rosto realçava a beleza exótica que você tinha.

Tive de rir quando você abriu os braços e gritou o nome dos dois garotos por quem estava apaixonado, dizendo que precisava liberar essa carga de sentimentos e se sentir um pouco mais livre.

 

Quarta-feira – Noventa e seis horas antes de você morrer

 

Você tinha asas, Taehyung, e não estou falando isso porque você estava com a cabeça deitada no meu peito, questionando se anjos existiam ou não, e eu estava lhe dizendo que existiam sim e você era a maior prova disso. Digo isso porque você as tinha e elas eram longas, brilhantes e me faziam querer me aventurar por aí com você.

Suas asas eram a representação do que você era, de como podia alcançar o céu sem sair do lugar, de como podia ser livre como gritou aos mil pulmões na tarde anterior. E elas eram tão bonitas quanto você.

Ouvi-te indagar sobre o porquê de não vê-las, mas não soube bem responder, só disse que eu via e que você devia confiar na fala de seu hyung, logo ao que você estava ao risos dizendo que confiava em mim até de olhos fechados.

E eu soube que isso era verdade quando você deixou suas pálpebras descansarem enquanto eu acariciava suas costas e selava tuas madeixas claras, cantarolando Linger do The Cranberries que estava passando naquela rádio/estação* que vivia sintonizada no nosso rádio.

Você ficava lindo quando adormecia, Taetae, e eu poderia facilmente dizer todos os adjetivos existentes, em inglês e coreano, de como você era uma das criaturas mais belas que eu já havia visto em todos os meus vinte e dois anos de vida. Eu realmente comparava tua beleza com algo celestial, já que você se passaria facilmente com um ser divino se não estivesse em solo terrestre.

Ninei-te entre os meus braços para que você não sentisse frio ou algo do tipo, não queria que tremesse por conta dos ventos gélidos advindos do norte que adentravam o nosso cubículo porque gostávamos da luz fraca do luar permeando pela fresta da janela. Deixei com que se aconchegasse mais em meu corpo, escondendo o rosto bonito no vão entre minha clavícula e meu pescoço, ao que ria com tua voz rouca de semiacordado dizendo que eu tinha um cheiro muito bom e que tinha certeza que eu estava usando Dior Homme da Dior, mesmo sabendo que eu mal tinha uns trocados para comprar um sabonete.

Senti tua respiração quente batendo na minha pele, o que fez com que eu te abraçasse com mais força e sorrisse com o quão confortável era a nossa amizade e como eu queria manter aquele laço para sempre contigo, ainda que a vida nos levasse para longe, ainda que tivéssemos planos divergentes de um futuro incerto.

Beijei tua testa, observando a ruguinha surgir ao que você murmurava algo como “Hobi hyung, eu preciso dormir, deixe de mexer comigo”, mesmo sabendo que não, eu não deixaria de mexer com você, não deixaria de beijar suas bochechas coradas pelo frio e muito menos de te apertar e dizer que você ficava uma gracinha com aquele bico infantil nos lábios. E isso era tão mágico que no mesmo instante você coçava os olhos e dizia que estava na hora de eu dormir também. E eu ía, ía por saber que quando eu acordasse, você estaria lá para me abraçar e dizer bom dia.

 

Quinta-feira – Setenta e duas horas antes de você morrer

 

Estávamos no terraço do nosso prédio, fumando aquela maconha que você tinha conseguido com Namjoon, o asiático da ciências biológicas que era monitor de botânica, aquela era boa, e eu me perguntava como ele havia te vendido tão baratinho, mesmo já tendo uma noção de que seu rostinho de bebê era como sua arma de persuasão que convencia qualquer um.

Park Jimin e Min Yoongi também estavam lá, eu dividia uma bituca com Yoongi enquanto você e Jimin se beijavam e terminavam a terceira garrafa de cerveja artesanal naquela noite.

“Eles formam um belo casal, mas pensei que ele gostasse do outro garoto, aquele que faz cinema e audiovisual.” Yoongi falou, observando a ti como eu também fazia, enquanto expirava aquela fumaça tóxica e passava o cigarro para mim.

“E ele gosta, Taetae tem amor demais para dar e garanto que ele está distribuindo muito bem entre esses dois aí.” Dessa vez, eu soltei a fumaça, tossindo um pouco por nunca ter aprendido a controlar um narcótico entre os meus lábios. “Estamos no final do século vinte, logo mais vai ser normal o tipo de amor que ele tem por Jimin e Jeongguk.”

“E eles não ficam bravos?” O mais velho parecia genuinamente interessado, Tae, e foi por isso que você puxou Jimin para mais perto de onde estávamos, sentando no colo do outro loiro enquanto sorria para nosso hyung.

“Acho que eles não precisam ficar bravos, tem Kim Taehyung para todo mundo!” Você riu outra vez, Tae, e eu pude ver nos olhos dos outros dois presentes que eles também haviam sido encantados pela melodia em si bemol que era tua risada. “Inclusive, eu já tentei fazê-los ter algo também, para sermos tipo um casal vanguardista, mas eles dizem que não e que já é o suficiente eu ser o elo do amor entre eles, mesmo que tenham uma bela amizade."

“Não sabia que já conhecia Jeon Jeongguk, Jiminnie.” Eu realmente não sabia, achava que era você quem tinha os apresentado, já que você conhecia Deus, o mundo e até mesmo o universo inteiro.

“Quanto se é imigrante asiático, as pessoas aqui no ocidente costumam achar que todo mundo é igual, acabei recebendo um aviso da biblioteca que era destinado à ele, aí nos conhecemos, antes mesmo de nos apaixonarmos pelo Tae.” Jimin beijou seu ombro, e eu quis tanto registrar aquela imagem de afeto.

“Jeon não se importa?” Yoongi estava mesmo curioso.

“Ele é extremamente ciumento, foi difícil para ele aceitar essa coisa que temos, mas ele disse que pode ser até um fetiche.” Você deu de ombros, virando-se para selar os lábios alheios e sussurrando algo para o Park.

E eu nunca pensei que fosse ficar tão feliz ao te ver dar e receber afeto de outra pessoa que não fosse eu.

 

Sexta-feira – Quarenta e oito horas antes de você morrer

 

Você não quis fumar naquele dia, também não quis que chamássemos nenhum dos outros meninos, dizia apenas que queria ficar comigo na noite anterior ao nosso baile de formatura.

Havíamos passado o dia andando de uma extremidade a outra do centro da cidade, procurando um terno ou um fraque elegante para irmos ao evento no dia seguinte. Eu estava cansado, com a cabeça apoiada no teu ombro enquanto você fazia carinho em minha bochecha com sua canhota, cantarolando Should I Stay Or Should I Go? do The Clash.

Estávamos contando as estrelas e você estava listando as constelações que conhecia e me contando sobre o mito de cada uma delas. Eu perguntava a mim mesmo porque você não tinha escolhido cursar astronomia ao invés de Estatística, mas você parecia feliz com seus números e suas filosofias de zero ser o primeiro número e não um.

“Zero é alguma coisa, se fosse nada seria vazio e não zero, entende, hyung?” Mas eu não entendia, Taehyung, mas deixei você pensar que sim porque mesmo que você descrevesse aquilo mil e tantas vezes, não chegaria a lugar algum, já que eu era, claramente, de humanas.

Você tomou minhas mãos que estavam repousadas sob a grama rala daquele monte, observei-te levá-las até os lábios e deixar um selar delicado em minhas falanges, ao que sorria para mim e continuava a explicar as coisas que eu jamais entenderia, mas assentia e concordava porque elas ficavas bonitas ditas pelo seu timbre.

“Acha que o universo abriga mais do que os seres humanos?” Perguntei, observando uma estrela cadente passar ao que eu desejava nunca te perder.

“Vê que é infinito?” Você maneou a cabeça para cima, para o céu estrelado que cobria aquela noite de inverno. “Somos seres pequenos demais para algo tão grandioso, hyung, talvez nunca descobriremos se há ou não vida fora daqui, mesmo que eu ache que soe egoísta que toda essa beleza seja apenas apreciada aqui da Terra.”

Sorri com a sua resposta, mesmo que eu não te achasse um ser humano pequeno, porque eu te daria o mundo se pudesse, Taehyung, mas achava também que talvez o universo não estivesse preparado para um ser tão maravilhoso quanto você, já que mesmo quando você me apontou Vênus, dizendo que a estrela d’Alva era uma das estrelas mais brilhantes vistas daqui, eu quis discordar e dizer que a estrela mais brilhante pra mim era você, mas que ao contrário do planeta em questão, eu não me queimaria ao tocar na superfície do astro que era você.

“Um dia, nomearei uma estrela em sua homenagem.” Me virei, encontrando teu sorriso de formato bonito e peculiar a encantar-me.

“Seria uma Supernova ou como uma Antares, hyung?” Você riu observando meu semblante confuso, Kim, sabendo que eu pouco sabia sobre outra estrela que não fosse você. “Não me importo em ser nenhuma delas, contanto que eu brilhe sempre com você, já que é minha estrela maior, meu Sol.”

 

Sábado – Vinte e quatro horas antes de você morrer

 

Você pegou o ukulele que estava recostado no recamier, dizendo que seria legal levar para o nosso piquenique. Já havia passado um fax para seu irmão mais velho, já que Seokjin era preocupado demais com o “pequeno” dele e gostava de receber notícias suas quase a todo instante, ao que ele prometia um dia ir nos visitar.

O tempo estava nublado, indicando que talvez pudesse chover, mas você disse que éramos sortudos demais e que não choveria, que poderíamos aproveitar a cachoeira que havia no bosque próximo a Cambridge antes mesmo de uma gotinha pingar.

Estávamos quase em um encontro de casais, ideia sua, já que havia dito que eu e Yoongi hyung precisávamos evoluir aquele lance entre a gente. Eu ia com o mais velho na frente e você ia com seus dois pretendentes nos bancos traseiros, com a cabeça escorada em Jeongguk enquanto o polegar acariciava a destra pequena de Jimin. Não evitei sorrir quando nossos olhos se encontraram pelo retrovisor.

“Venham logo, seus sedentários!” Ao chegarmos lá, você já foi correndo com a cesta de palha nas mãos e gritando para que nós te acompanhássemos, mas nós só, os hyungs, ríamos ao observar Jeongguk ir ao seu encontro, te derrubando no chão e te enchendo de beijos. Rodei o filme da nossa máquina e fotografei-os, estavam adoráveis demais e aquela era uma cena digna da posterioridade.

Antes mesmo de comermos, você quis ir tomar banho naquele riacho de águas cristalinas, mas talvez não fosse uma boa ideia, Taetae, e eu te disse isso quando você me avisou que aquele pressentimento ruim havia voltado, mas logo tirou aquilo da cabeça enquanto ia para a ponta da pedra e testava o cipó que estava ali para brincadeiras.

Foi apenas o tempo de eu tirar um tabaco da carteira que ouvi alguns gritos apavorados vindos dos seus namorados, o que eu não entendi bem, mas joguei o cigarro ali mesmo, correndo para o local de onde os gritos vinham.

Procurei-te entre eles, Taehyung, mas você não estava mais na pedra, e eu não pensei duas vezes antes de pular naquele riacho e buscar o teu corpo, ainda que o sangue manchasse a parte em que você havia caído e batido a cabeça em uma rocha qualquer.

Eu até mesmo tentei fazer respiração boca a boca quando trouxe teu corpo à superfície, mas você não resistia, Kim, você nem mesmo cuspia a maldita água que devia estar a inundar teu pulmão.

Segurava suas mãos úmidas enquanto íamos ao hospital, e tive de soltá-las quando te levaram para a emergência. Neguei os abraços de Yoongi, nem mesmo senti algo quando vi Jeon ou Jimin chorar, porque eu estava me afogando com você, Taehyung.

E quando me chamaram no quarto ao qual você havia sido levado, eu soube que tua testa ensanguentada e aquele teu “hyung, agora eu poderei brilhar ainda mais para te ver” engasgado, seriam as últimas coisas que eu teria de você.

 

 

 

 

 


Notas Finais


n to afim de por links, quem quiser que procure as músicas, que, inclusive, são muito boas.



xoxo, see you~


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