História Sete lycans, outro destino - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias B.A.P
Tags Bap, Harem, Lobos, Otp6, Políamor, Sobrenatural
Exibições 188
Palavras 4.821
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Fantasia, Ficção, Harem, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Bom dia!
Capítulo longo hehe
Boa leitura 😊

Capítulo 4 - Lobo louco?


Fanfic / Fanfiction Sete lycans, outro destino - Capítulo 4 - Lobo louco?

 

  Amena acordou com o carro parando. Era um modelo de luxo e muito confortável, mas mesmo assim dormir em um carro não era sua ideia de descanso. Ela se sentou corretamente e olhou para os vidros escuros. Ia amanhecer. 
  Piscou mal acreditando em seus olhos. Não estavam mais na estrada, estavam entrando em uma pousada.
— Bom dia. 
  Saudou Zelo sorrindo suave. Ela esfregou os olhos e encarou aqueles olhos doces sem acreditar completamente que só fazia vinte quatro horas que conhecia aqueles homens. Ele se voltou para frente quando o carro parou. Iago também acordou olhando para seu lado da janela. Guk saiu e abriu a porta ao seu lado. 
  Em silêncio ele a pegou no colo e Amena só teve tempo de arregalar os olhos quando viu a fachada da pousada, era uma construção pitoresca e linda.
— Por que está me carregando? 
  Perguntou confusa. Ele estreitou os olhos, contudo quando falou, soou calmo.
— Preciso de você em meus braços. 
  E a levou pousada a dentro. Uma senhora os atendeu na recepção onde Dae e Jae já estavam esperando. Jae carregava a gaiola de Claide que dormia.
— Sejam bem-vindos de volta, meus senhores. 
  E ela se curvou de leve como se estivesse de frente para a realeza. Amena se confundiu ainda mais.
—Vamos subir Vanda, obrigado. 
  E Guk a carregou rumo às escadas e depois de atravessar algumas portas ele entrou na do fundo que dava para um quarto digno de filmes antigos. Era grande, belo e aconchegante. 
  Ele a colocou sobre um sofá com inúmeras almofadas aos pés da cama e ela se sentiu mais do que nunca em um sonho maluco. Se não fosse por Iago entrar ali logo depois com Zelo ela não acreditaria que tudo aquilo estava acontecendo.
— Nossa! - Exclamou seu amigo tão incrédulo quanto ela – Um quarto imenso com duas salas?
— Saletas. 
  Corrigiu Dae entrando com as malas deles. Amena olhou melhor ao redor e viu o que ele quis dizer. Estava sobre a cama central, gigante por sinal e nas duas antessalas, uma de cada lado havia sofás que lembravam cama com um monte de almofadas sobre elas além de sofás curtos e tapetes felpudos no chão. Uma porta de folhas duplas ao fundo estava semiaberta e revelavam um grande banheiro. 
— Vamos passar o dia aqui. Se quiserem sair do quarto e passear tudo bem, só não saiam da pousada ok? - Jae pediu vindo até ela com seus olhos verdes sérios – Não é seguro lá fora. Estamos no território de uma alcateia tradicional e você ainda não foi tomada, é perigoso.
— Quer dizer que tem outros lobisomens aqui?
— É lycans, lela. 
  Corrigiu Zelo tirando a camisa, ele tinha sido o único que não tinha visto nu e o único que não virara lobo em sua frente. Iago abriu a boca mudo ao seu lado e ela o olhou tentando evitar sorrir, seu amigo tinha as reações que ela deveria ter partindo do fato de que era ela quem era a garota virgem ali. 
  Sem camisa, Zelo encarou seu amigo de olhos arregalados. Dae que voltava do banheiro e Guk que fechava as janelas, ambos pararam o que faziam para olhar para um Iago quase salivante de olhos grudados no abdômen tanquinho de Zelo. Mas era Dae o mais próximo e ela viu claramente quando ele inspirou fundo.
— Controle seu desejo, humano. 
  Ele não soou mal-educado, estava mais para um cara dando um aviso amigável ao outro, mas seu amigo saltou em sua própria pele mesmo assim, com o rosto corado.
— Sinto muito, mas não sou de ferro. Seu irmão é muito gostoso sabe... 
  Disse para Dae e sorriu quebrando a tensão ao redor. Amena riu, tinha contado para o amigo o que os irmãos eram, qual era relação entre eles e a complexa história maluca da coisa de companheira e tal. Iago tinha levado bem, melhor do que ela por sinal.
— Se vou dormir aqui é melhor não ficarem tirando a roupa na minha frente se podem cheirar minhas reações tão bem. Eu controlo minha cabeça, mas não meu corpo, sabe como é.
— Chega Gugu - Deu um tapa suave na mão dele – Eles vão ficar sem graça. Se comporte. 
  Dae riu e depois gargalhou.
— E eu preocupado que você pudesse ser concorrência. Rá! Nem é bissexual né? Que alívio...
— Fica quieto você também. 
  Ela falou mais descontraída. Ele conseguia deixá-la a vontade de uma forma diferente e ela gostava disso nele. 
— Bem, precisamos dormir. 
  Jae se levantou e se afastou da cama indo para o banheiro. Guk voltou para ela enquanto Iago ia para um dos sofás camas e de seu jeito típico logo que caiu na superfície confortável e convidativa dormiu. Nunca tinha conhecido alguém que dormia tanto e tão fácil como ele. Ao seu lado Zelo pegou uma mecha de seus cabelos.
— Sei que eu te assusto, mas se importa que eu durma como lobo? Prometo ficar bem quieto ao seu lado.
— Vai dormir como lobo do meu lado? 
  Repetiu ela como uma idiota sem saber o que pensar. Ela se recordava vividamente o lobo branco de olhos azuis que arreganhou os dentes para ela e depois que entrou como uma avalanche na casinha quase a matando de susto. 
— Eu preciso muito disso. 
  Falou baixo, soando como uma confissão que ele relutasse a fazer. Amena sentiu um desejo imenso de fazer tudo o que pudesse para agradá-lo, de onde vinha o desejo não fazia ideia, mas estava lá. Latente em seu peito. 
  Eles tinham a salvado de uma vida horrível, podia muito bem realizar um pedido deles.
— Ok. Mas eu não estou com sono.
— Só não fuja e eu ficarei bem. 
  Disse com um pequeno sorriso. Ela compartilhou aquilo, parecia tão íntimo e tão natural. 
— Mas primeiro fique mais à vontade. 
  Interviu Zelo lhe trazendo um dos seus pijamas, justamente o que nunca usou, tinha comprado em um rompante de loucura, não que ele fosse escandaloso, mas era de seda branca e delicada, não era uma peça usual do seu guarda roupa espartano. Também não estava habituada que alguém escolhesse a roupa por ela e mesmo assim aceitou o conjunto sem reclamar, sabia que só queriam agradá-la, nada mais. 
  A cada hora que passava a certeza que estava segura com eles aumentava, sabia agora que podia dormir tranquila sem temer ser tocada, Iago dormindo ali era com certeza uma prova daquilo para ela. Amena não era burra para não perceber a situação. Podiam muito bem mandá-lo para outro quarto, mas não o fizeram. 
  Quando Jae saiu do banheiro ela foi para ele tomando um banho rápido, trocando de roupa e se sentindo bem melhor como a meses não se sentia. Ao voltar para o quarto havia dois lobos lá. Guk já estava deitado aos pés da cama em silêncio, como um cachorro que esperava o dono atento, só que três vezes maior do que um cão comum. O outro, que sabia ser Dae agora, o grande lobo negro de olhos tão negros quanto, também estava deitado e pelo movimento continuo do corpo já dormia a sono alto. Ele dormia sobre o tapete ao lado da cama central. Zelo arrumava uma bandeja sobre a cama enquanto Jae segurava no colo seu gato preguiçoso. 
— Claide lida bem com caninos. 
  Comentou ele pela primeira vez sorrindo para ela divertido. Ele estava sem camisa e usava apenas a parte de baixo de um pijama negro e nunca pareceu tão bonito aos seus olhos. Na verdade, não tinha parado até agora para observá-lo de verdade. Ele era o mais quieto e sério dos quatro irmãos... Se sentia estranha para ser sincera consigo mesma por que jamais se imaginou em uma cena doméstica como aquela com quatro homens viris lhe dando tanta atenção. E ainda assim algo dentro dela se sentia bem com aquilo, o que era o mais estranho de tudo. 
  Ele se agachou e seu gato foi para a janela se esticando no parapeito por baixo da cortina.
— Claide gosta de sol. 
  Comentou sem saber exatamente o que fazer. Ele veio até ela e pegou sua mão.
— Coma e então se quiser pode seguir o exemplo do seu bichano. 
  Ele lhe levou até a cama e fez com que sentasse diante da bandeja. Zelo piscou para ela.
— Estou liberado para dormir, minha dama? 
  Brincou sorridente. Ela se sentiu vermelha de novo.
— Não precisa me pedir.
— Achei que me quisesse ver transformando. 
  Brincou de novo e ela se sentiu curiosa, não sabia como Zelo era em forma de lobo. 
— Sempre dormem como lobos?
— Descansa melhor. 
— Bem, então tudo bem. 
  Disse rápida antes que perdesse a coragem. Olhou para Guk que a observava calmo e percebeu que não estava mais com medo. Curioso. Zelo se afastou da cama e tirou a calça esporte que usava, por um segundo Amena ficou toda sem graça, mas ele foi rápido, tirou toda a roupa e então já era um lobo castanho dourado bem peludo. Abriu a boca espantada. Zelo como lobo era lindo, ele a encarou com os mesmos olhos, agora mais caramelos e abanou o rabo com a língua para fora. Ela riu antes que percebesse.
— Parece um poodle gigante. 
  Brincou. Jae riu e ela se voltou para ele encantada. Ele tinha um riso grave e gostoso de ouvir.
— Isso eu vou ter de contar aos nossos pais - E então ele estendeu uma xícara fumegante para ela com um sorriso afável – Agora coma antes que esfrie. 
  Ela começou a comer enquanto Zelo rodeava até se aconchegar no tapete do outro lado da cama. Logo tinha ele de um lado dormindo e Dae do outro. Jae continuou ao seu lado sobre a cama até que não aguentasse mais comer. Então ele retirou a bandeja e se transformou em lobo também, um lobo idêntico a Dae só que de olhos verdes intensos. Trotou até a porta e tocou seu focinho como se confirmasse se estava fechada, depois voltou para a cama e encostou seu focinho sobre sua perna em um carinho suave. 
  Amena não se mexeu embora sorrisse para ele que devagar foi se deitar no tapete em que Guk permanecia ainda observando tudo silencioso. Só então ele se moveu, subiu na cama lento, como se testasse a reação dela, da mesma forma em que se afastou com as mãos para cima da primeira vez e bem lento ele se esticou ao lado dela nunca desgrudando os olhos dos seus. 
  Ele deitado era quase do seu tamanho e aquilo a assustou embora não se movesse. Durante um tempo eles apenas se olharam e então ela estendeu a mão tão vagarosa quanto ele tinha se aproximado dela, precisou de toda a sua coragem para finalmente tocar no pelo branco e macio do seu pescoço. Para sua surpresa ele fez um ruído quase como um gato ronronando e fechou os olhos relaxando sobre sua mão. O efeito daquilo nela foi surpreendente. Lhe deu coragem para se deitar ao lado do imenso lobo, mesmo ansiosa de estar tão perto daquela boca cheia de dentes afiados. 
  Ela fez um carinho suave sobre ele por um bom tempo até perceber que ele também tinha dormido. Automaticamente ela também relaxou e quando menos percebeu voltou a dormir também. 

 

 

 

  Himchan olhou para a janela em que a fêmea dos Bang, e agora dos problemáticos Moon, estava e suspirou. Bang fez de tudo para que ele não a visse e nem ela a ele, além de ter pedido aos irmãos Moon que lhe desse até amanhã para explicar e apresentar ambos para ela e para o garoto.  Bang estava todo cuidadoso em volta da humana e Chan nunca pensou em ver o alfa daquele jeito, sinceramente. 
  Ele podia enganar a todos, mas não o enganava, ele era tão feroz e violento quanto Nam, porque então ele fingia que tinha se tornado um cão manso era o que encasquetava sua mente. Assistiu o alfa quase estraçalhar o humano que fez mal a fêmea, até aí normal, mas ele não agiu como um lycan, agiu como um humano. Qual era o problema dele? Será que como as más línguas diziam ele voltou para a ilha com os irmãos porque matou alguém que não devia e como autopunição agora agia como um ômega inofensivo? Será que ele tinha virado mesmo um agricultor dócil? O beta dele parecia o mais feroz agora, aquilo não fazia nenhum sentido...
  Então saiu do capô do carro e entrou dentro dele, não queria entrar na pousada, não gostava nem confiava em alcateias e não tinha o sobrenome de um lorde para lhe dar cobertura. Ele era um alfa sem família, solitário, fazendo um favor para os Kim, apenas isso. Chen ia ficar devendo o mundo para ele...  Afinal poderia estar agora em algum bordel com vampiras sexys, mas estava ali, velando o sono de uma humana azarada que tinha seis machos babando nela... Será que ela era alguma sangue neutro? Fazia anos que não ouvia falar de uma fêmea com mais de três machos. Aquilo era estranho embora pelas leis, fêmeas podiam ter até oito maridos.
  Chanyeol, o Norai que de vez em quando trabalhava em alguma missão junto dele para o rei Ryven, dizia que sangue neutros também eram raros e valiam uma fortuna no mercado negro. Ele estava em uma missão de encontrar e colocar esses humanos especial sob proteção, da última vez que soube. Para Himchan aquilo não importava, ele não era um lobo protetor, nem um vampiro nobre, ele só fazia o que dava mais dinheiro e fim de história. Tinha suas próprias regras e condutas e só, se o rei dos vampiros o queria em um negócio e pagava bem, ok, se o rei lycan fazia o mesmo, ok também.  Mas fazer algo de graça não estava na sua lista e agora era o que fazia, exatamente fazia por causa do conselheiro metido a monge budista.
  Era o último favor que fazia ao Chen, de verdade!
— Então o caçador de recompensas mais mal falado nos cinco continentes veio até esse fim de mundo para escoltar o Bang até o rei, que coisa hein?
  Ele nem se dignou a virar seus olhos para o encrenqueiro metido a macho alfa que se escorou na janela aberta do seu carro alugado.  Jongup era insuportável, na melhor das hipóteses. Como Nam deixou o irmão se tornar aquele lobo selvagem e doido era uma incógnita, mas enfim, Yongnam também não era exemplo a ninguém, não que ele se metesse na vida dos outros, a sua já era suficientemente complexa, mas o garoto era um caso sério. Não sabia ainda como estava vivo. Quer dizer, sabia sim, Nam era um lycan que você não ia querer como inimigo. 
— E você ganhou mais uma vida na faixa, devia me agradecer, se não fosse por Chen ter pena da sua carcaça problemática, a essa hora ia ser adubo de terra.
  O garoto gargalhou e assentiu.
— Verdade, eu não estava a fim de brigar com o Guk, afinal ele é amigo do meu irmão e agora macho da minha fêmea, mas que outro jeito de tirar o alfa do seu exilio do que o irmão do ex melhor amigo dele insultar o rei a ponto de entrar para a lista negra real?
  Himchan se voltou para ele estupefato, o garoto piscou para ele todo sem vergonha.
— É armação? Foi tudo armação?
— Eu chamaria de encontro marcado, meu irmão queria ver o alfa, ver se estava bem mesmo ou se tudo aquilo era só ladainha de velhas fofoqueiras, ele estava preocupado, armamos esse plano e veja só, chegando aqui encontramos nossos consortes e logo depois os Bang são marcados também. O destino é uma figura, não é mesmo? No fim Nam e Guk voltarão a ser irmãos, não de batalha, mas de partilha de fêmea. Ahhhh - E ele riu irônico – Eu gosto dessas ironias dos deuses, você não? 
  Chan quis socar o lobo, mas apenas deu de ombros:
— Então significa que o que vim fazer, não tem o menor sentido. Que ótimo, estou indo.
  Ligou o carro, mas o lobo louco enfiou a mão rápido e tirou a chave da ignição. 
— Não tão rápido cara – Ele enfiou a sua chave no bolso da calça e voltou a sorrir meio psicótico – Se você voltar nosso plano vai ser descoberto, nada disso, vamos seguir o roteiro e você vai fazer o que veio fazer, eu só te contei a verdade para você relaxar essa cara de lobo que comeu a chapeuzinho vermelho versão vamp assassina.
  Hincham rosnou, saiu do carro e pegou o lobo pelo pescoço, ele nem reagiu, parecia se divertir com a sua raiva:
— Você quer mesmo morrer, não é?
— Qual é Chanchan? Relaxa que logo você vai estar nos braços das suas vamps esfomeadas, são só alguns dias hein? Vai morrer sem sexo hard não, vamos lá, cadê o espírito de paz e amor em você? Já sei – E ele voltou a sorrir todo cínico – Excesso de sexo com vampiras mexeu com o seu cérebro é isso? Conte para mim, quando elas mordem te deixa mesmo mais excitado? Ou tudo isso é medo do vínculo de companheiros e vampiras é terreno seguro já que as probabilidades de um lobo e uma vampira como companheiros é bem menor? Diga para o tio Up hun?
  Himchan jogou o louco no chão e evitou uivar frustrado, era castigo divino? Só podia!
— Suma da minha frente!
— Uia, ‘tá nervosinho... - Himchan o encarou louco da vida, mas o lobo se ergueu sorridente – Olha só, amanhã apenas dê uma olhada na minha fêmea hun? Só uma olhadinha, eu vou facilitar para você. Então a gente conversa depois, mas quer um conselho, assim de lobo para lobo? Ter sexo com desconhecidas que mal te alimentam não é a resposta para o medo de laços. Você é um alfa valoroso Himchan, pare com essa vida de mercenário babaca. É hora de construir família. 
— Você bebeu? Só pode, seu irmão sabe que está alucinando, garoto?
  Ele gargalhou de novo e fez ok com as duas mãos:
— Só olhe nos olhos da minha garota Chanchan. Só isso hun? Conversaremos amanhã.
  E ele saiu dali rindo e Himchan rolou os olhos.
  Que drogas aquele lycan andou usando? E pior, que droga ele estava usando para acatar aquilo?
  Ele ia mesmo escoltar os Bang naquele plano maluco dos Moon? DROGA!

 

 


   Um cheiro gostoso a tirou do sono dessa vez. Ela afofou o cobertor em que estava enroscada e se espreguiçou abrindo os olhos. Um mundo de pelo branco a recebeu e soube imediatamente de onde vinha o cheiro de orvalho e pinho. Do lobo que estava praticamente agarrada em cima. 
  Amena começou a se afastar quando um resmungo deixou bem claro que não concordava. Ela ergueu os olhos para olhar nos olhos de Guk, mas ele foi rápido e mudou as posições ficando sobre ela. Poderia ter gritado, mas não fez. Sabia que ele mantinha o peso nas patas dobradas porque ela só sentia os pelos e não o peso dele sobre seu corpo. Estava com o rosto lupino a centímetros do dela e para seu próprio espanto não sentiu medo. Os pelos dele era mais curtos dos que o de Zelo, mas ainda assim longos perto dos de Dae e Jae.
—  Fique mais um pouco. 
  Pediu o lobo com a voz gutural embora baixa. Jamais imaginou que ele pudesse falar com ela naquela forma e por alguns momentos ficou sem fala. A bocarra estava bem perto e ainda assim se sentia segura. Talvez estivesse ficando louca.
— ‘Tá. 
  Respondeu baixinho também. 
  Ele abaixou a cabeça e roçou o focinho em seu queixo delicado demais para um animal tão grande e aos poucos deitou sobre ela como um verdadeiro cobertor rolando ambos de lado mais uma vez. Com uma das patas ele ergueu sua perna sobre a cintura dele e cavou um pouco mais com o focinho em seu pescoço. Aquilo, mesmo vindo de um animal, a deixou quente, trêmula e ela sentiu na pele quando ele inspirou seu cheiro.
— Amena. 
  Sussurrou aquela voz gutural, animalesca e ainda assim suave. Ele se aconchegou mais nela de tal forma que uma linha não passaria entre eles. Aquilo só a deixou mais sensível fazendo seu coração saltar desenfreado. Ele podia sentir, ela sabia, ele sentia suas reações e cheirava também e mesmo assim ela não conseguiu se controlar. As sensações eram mais fortes. 
  Sua temperatura subiu e então ele uivou baixinho ao pé do seu ouvido e ela sentiu seus dentes arranhar de leve seu ombro. Sua pele ficou arrepiada por inteiro e ela ofegou. Ele gemeu e então voltou a forma humana enroscado em seu corpo. Rápido como o vento ele cobriu ambos, mas ainda estava grudado nela para que ela sentisse todo o seu corpo nu rente ao dela. Percebendo como estava ele puxou o edredom entre eles para afastar sua pele da sua. Amena não sabia se ficava aliviada ou não, seu corpo e sua mente não entraram em acordo dessa vez. 
  Ela olhou os olhos dele e viu tanto desejo ali que estremeceu de novo.
— Não faça isso. 
  Pediu ele mais como um gemido. 
— Desculpe.
— Tudo bem, me dê um segundo - E ele fechou os olhos respirando fundo. Quando abriu parecia mais controlado – Eu é que peço desculpas, não tinha o direito de deixá-la assim. Ainda não é a hora, mas ficou tão à vontade com meu lobo que perdi o controle. 
  Ela assentiu, julgava que perder o controle fosse avançar sobre ela e não lhe cobrir de carinhos, mas tudo bem. Estava quente e ainda assim tinha adorado. Definitivamente tinha perdido a mente de vez.
— Foi bom. 
  Disse antes que perdesse a coragem. Ele a encarou assombrado de início e então sorriu de canto. Voltou a pegar uma mecha de seus cabelos e falou ainda mais baixinho que antes.
— É a mulher mais linda que já toquei, minha lela. 
  E a beijou de leve, foi só um roçar de lábios, contudo Amena ficou um pouco tonta. Sem perceber se aconchegou de volta nele mesmo tendo o edredom entre seus corpos murmurando:
— Não tenho como comparar, mas sei que gosto de tocar você também. 

 


  Yongguk estava embriagado com o cheiro dela, mas ficou quase entorpecido ao ouvir aquelas palavras. Sua companheira nunca tinha tocado intimamente um homem? Seu lobo já desejava como um louco marcá-la como sua naquela hora, mas aquela confissão foi como uma bandeira vermelha diante de um touro. Precisou de todos os anos de disciplina para não fazer amor com ela ali, naquele segundo. E soube imediatamente que todos os seus irmãos tinham ouvido e compartilhavam do mesmo desejo. 
  Tinha percebido que eles acordaram com o cheiro de desejo que ele despertara em Amena. Era um perfume forte demais para atiçar seus lobos loucos por sua fêmea. Era carnal e exigente e só porque tinham prometido entre eles no segundo em que descobriram sua companheira que iriam esperar o tempo dela para fazê-la deles, conseguiam se controlar. Deveria acontecer da maneira certa, juntos, como uma verdadeira união deveria ser. Queriam que ela os desejasse também, como homens e não que cedesse ao desejo que eles podiam despertar nela. E ainda tinha que explicar a ela sobre Nam e Up, além de que envolvia o amigo dela também.
 Entretanto as boas intensões iriam se desfazer se eles não se controlassem e pelo visto seria uma tarefa mais árdua do que julgavam. 
  Sua fêmea era mais do que uma tentação. Que os deuses os ajudassem!

 

 


— Sério Am, tem certeza? 
  E Iago olhou para o lado de baixo da escada onde poucos raios de sol entravam pelas frestas da cortina e iluminavam um pouco a sala vazia.
— Eu preciso me afastar um pouco, só isso. Vamos - E eles desceram andando sem fazer barulho até um canto da sala onde uma enorme cortina mantinha a luz do lado de fora – Não vamos sair. 
  Disse mais para tranquilizar o amigo, tinha prometido para Jae e não ia quebrar a promessa. Afastou a  cortina de lado e encarou o jardim bem cuidado a frente e mais além o estacionamento com mais seis carros além do deles. Todos luxuosos.
— Bem, pelo visto o pessoal daqui é cheio da grana. 
— É o que parece. 
  Disse ao amigo enquanto refletia onde poderiam estar. 
  Que aquele lugar pertencia a lobisomens já não tinha dúvidas, mas o quanto deles estavam misturados as pessoas normais? E teria mais alguma coisa, quer dizer, talvez os mitos fossem todos reais...
— Eu me sinto intimidado sabe - E Iago escorou na janela fechada ao lado dela – O que vai acontecer comigo, amiga?
— Vamos para a casa deles Gugu e então, longe daqui e seguros vamos descobrir o que fazer. 
  Ela pegou as mãos dele tentando passar uma confiança que também não tinha, uma coisa era não ter mais medo deles, outra era aceitar tudo aquilo... Como diabos iria viver com quatro homens? Nunca esteve íntima de nenhum quanto mais de quatro, será que sobreviveria? Eles eram criaturas também e se perdessem o controle? E se estivessem muito perto e sem querer a machucassem? E se...
— Você deve ser a humana dos Bang - Uma voz feminina veio de um canto e Amena se virou para dar com uma mulher miúda e quase nua escorada ao canto da escada. O vestido justo mal cobria os seios arredondados e  os cabelos negros se enroscavam na pele como se tivesse vida própria, a boca muito vermelha e as unhas longas da mesma cor lhe davam um ar tão sedutor quanto vulgar. Ela a olhou de cima a baixo e então sorriu má – Uma criatura tão sem graça e magra, duvido muito que possa satisfazer aqueles homens, quando o desejo e a fome chegar para eles e você não der conta eles voltarão para minhas mãos. Talvez isso aconteça bem rápido, com esse corpo duvido que  aguente a primeira cria que tiver. Vai morrer parindo, com certeza. 
— Quem é você sua psicótica siliconada para falar assim com a minha amiga?! 
— Siliconada eu!? 
  A mulher avançou sobre eles com as unhas levantadas, mas uma sombra a pegou e a jogou de canto antes que desse outro passo. Amena olhou de olhos arregalados quando viu um homem desconhecido e de olhos frios se erguer como um deus negro sobre a mulher de vermelho.
— Sugiro que peça desculpas a minha mulher agora fêmea, se ainda pretende caminhar de cabeça erguida nessa alcateia.
— Sua, sua também?  - E ela parecia rosnar agora - Você não ousaria Yongnam...
— Você não faz ideia do que sou capaz, fêmea petulante, aliás não sabe perder? - E Ele se agachou diante dela que estava encolhida com os olhos cravados nele – Aceite que não tem mais nada que sirva aos Bang e parta para outro lycan. Os Bang são dessa fêmea agora, de mais ninguém. 
— Ninguém me descarta, Yongnam!
— Para tudo tem a primeira vez, agora vai ficar aqui e me ver furioso ou vai sair correndo enquanto ainda permito?
  Amena viu a mulher olhar fulminante para o homem e então sair batendo a porta da sala. Então ele se virou para si e sorriu suave. Totalmente diferente de como agiu até segundos atrás. 
— Esqueça essa fêmea, ela jamais vai se aproximar de vocês de novo. Bang as vezes se esquece de como as fêmeas são vingativas, mas não o culpe, ele esteve nos últimos anos fora da sociedade – E como se conhecesse tanto ela quando Iago, que olhava embasbacado para o homem alto e lindo, precisava admitir, ele ergueu cada um em um braço e para o absurdo de toda a situação envolveu ambos em seu corpo levando tanto ela quanto Iago para seu peito de forma carinhosa – Dormiram bem? Estão com fome?
— Q-quem é você?
  Ela perguntou tentando se afastar, mas ele apenas a prendeu mais em seu peito acariciando seu cabelo cuidadoso.
— Sou o macho de vocês dois, minha pequena lela. E mesmo fora do combinado acho que eu mesmo vou explicar a vocês o que está acontecendo, prometi ao Bang, mas agora já não será possível esconder.
— Nosso macho?
  A pergunta veio de Iago que parecia chocado, mais do que ela.  O estranho sorriu, assentiu e beijou os lábios de Iago em um selinho suave deixando o amigo e ela de boca aberta.
— Eu e meu irmão somos consortes de vocês dois, eu me chamo Yongnam e...
— E eu Jongup.
  Uma voz soou em seu ouvido antes de outro corpo cobrir suas costas e a de Iago também. Seu amigo ofegou e a encarou chocado, ela ia responder algo, mas então o tal Jongup mordeu de leve seu pescoço e ela sentiu as pernas bambas. Senhor amado, o que estava acontecendo?
— Vamos amores, vamos conversar antes que eu arraste os dois para o primeiro quarto e mostre como um macho dá prazer aos companheiros.
  E então ele passou a boca no pescoço do Iago e seu amigo gemeu.
  Quem eram aqueles dois? O que diabos estava acontecendo?

 

 


Notas Finais


E é isso amores!
Beijinhos 😘


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