História Sete lycans, outro destino - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias B.A.P
Tags Bap, Harem, Lobos, Otp6, Políamor, Sobrenatural
Exibições 133
Palavras 2.772
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Fantasia, Ficção, Harem, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa noite!
Boa leitura :D!

Capítulo 5 - Estrada


Fanfic / Fanfiction Sete lycans, outro destino - Capítulo 5 - Estrada

 

  Guk via tudo vermelho enquanto saía para o sol da tarde atravessando a vila e indo diretamente para a casa do alfa. Se estivesse mais sóbrio pensaria duas vezes em sair sob o sol, mas a fúria lhe dava menos discernimento.

  Bateu na porta evitando destroçar a madeira e foi recebido por um servo de olhos arregalados.

— Lorde Bang.

— Quero falar com seu alfa.

— Claro senhor - E o servo abriu a porta com toda a pompa que ele e seus irmãos tinham dispensado. Diziam que ele e seus irmãos selvagens, talvez fossem, a sociedade lyncan por ser perigosa era cheia de decoro e regras, ele respeitava as regras, mas tinha aberto mão do decoro, etiquetas não lhe agradavam, principalmente com todo o freio que vinha com ela. Ele era um homem do campo, braçal e seu título não o obrigaria a ter servos debaixo das asas, ele tinha vassalos e já era o suficiente – Espere aqui.

  E o servo correu porta a fora lhe deixando dentro de uma saleta luxuosa demais para seu gosto. Guk respirou profundamente, talvez fosse uma parada desnecessária, aquela alcateia não era um bom lugar...

  Ele devia ter analisado melhor, mas a luz do dia intensa não tinha lhe deixado muita escolha, se seguissem viagem iriam gastar o resto de energia que tinham e não era um bom momento para esbanjar vitalidade sem poder repô-la.

  E agora tinha Nam com o louco do Up com sua companheira e o amigo dela adiantando tudo o que ele pretendia explicar aos poucos.

  Seu sangue fervia, ele queria mais tempo, queria que fossem devagar, mas quando desceu estranhando ambos estarem fora do quarto e viu os irmãos abraçados aos dois humanos ele quis matar alguém como há anos não desejava. Então Nam resumiu o que houve e ele deixou que os irmãos explicassem tudo aos dois enquanto ele ia atrás do alfa da manada daquela região. Mesmo que internamente preferisse não sair mais do lado de sua lela.

  A fêmea problemática que ele pensava nem estar mais ali, quebrou o protocolo e ele era o único lorde que podia fazer algo dentro das leis sobre isso, embora quisesse mesmo era estar com sua fêmea e cuidar para que ela não ficasse nervosa sobre o que estava prestes a saber de um jeito nada suave.

— Seja bem-vindo, Alfa Yongguk.

  A voz fria chegou antes do seu dono. Sunggyu.

  Guk se voltou para o grande alfa da alcateia pantaneira. Ele dominava mais terras do que os outros alfas deste lado do mundo e era uma lei, mais do que apenas um alfa. Ele se curvou levemente para o outro usando toda a sua enferrujada etiqueta e só então falou polido.

— Obrigado Alfa Sunggyu, viemos apenas para passar o dia e eu não imaginava que teríamos problemas, se eu soubesse que ela estava aqui teria seguido viagem.

— Ninguém sabia que ela estava vindo, foi uma surpresa para todos. Ela chegou não faz nem duas horas. Lamento que ela tenha passado dos limites, mas todos sabemos como uma fêmea rejeitada se torna vingativa - Guk estreitou os olhos e o alfa ergueu a mão – Não estou desculpando Yuna, ela ofendeu uma companheira, ignorou a lei da marca e isso é imperdoável, mas não espere desculpas, ela não vai dá-las - O alfa se aproximou e então Yongguk notou que tinha tirado o grande lobo da cama, como ele, o alfa só estava com as calças embora a dele fosse de linho fino, um verdadeiro magnata. Ele se sentou e esperou até que Guk fizesse o mesmo – Bem, eu deixei claro que ela está proibida de sair da alcateia por um ano, vai ser um castigo razoável para ela entretanto quero lembrar a vocês de que tomaram Yuna como amante e mesmo que foi por pouco tempo ela ainda é uma fêmea que pertenceu a três machos da elite, que foi morar fora para ficar com vocês, um círculo interno de um alfa e dois betas ao mesmo tempo e embora vocês ignorem as práticas dos bons costumes, isso conta a favor da fúria dela, ser trocada, mesmo que tenha discorrido três anos, por uma humana ofenderia até minha mulher e olhe que Giuli liga bem pouco para os detalhes como vocês. Sendo assim sugiro que repense sobre levar esse caso ao rei, como sei que passa pela sua mente, não creio que seja necessário, temos problemas maiores do que contendas familiares. Ela sabe e eu deixei claro que uma companheira é sagrada e ponto final, assim ela nunca mais vai pôr os olhos sobre sua mulher. Espero que repense essa decisão, agora se quiser ainda levar o caso ao rei infelizmente vou ter de apoiá-la, afinal ela é uma das minhas lobas e além dos domínios da minha alcateia tenho que responder por ela. Sei que me entende.

— Mais do que gostaria.

  Respondeu prevendo que ele diria exatamente aquilo. Se havia algo em que ele e os irmãos lamentavam era ter tomado uma loba gananciosa como Yuna como amante, tinha sido o pior erro que tinham cometido e pelo visto a dor de cabeça que veio junto dela ainda não tinha acabado. Mas o alfa tinha razão, ele estava preso pelas leis como Guk infelizmente também estava e ele queria paz, não começar outra batalha.

  Ele se levantou e tocou a mão no próprio ombro em sinal de respeito. Estava diante de um alfa em sua casa, era o mínimo e tudo o que estava disposto a fazer.

— Deixe claro que já pagamos tudo e muito mais do que ela merece e não temos mais nada com ela, se aparecer em nossa alcateia ou domínios sem ser convidada, o que não vai acontecer, eu tomarei as medidas cabíveis e não será suave.

— Ela não irá.

— Ótimo.

— Espero que entenda se eu pedir que saíam da minha alcateia agora, é melhor não arriscarmos outro incidente.

— Já estávamos se saída.

— Tem até o pôr do sol.

— Claro.

  Guk esperou o alfa se levantar da poltrona e então saiu da casa dele o mais rápido que pode, não queria continuar mais um segundo ali. Para seu sossego os irmãos tinham sido rápidos e já esperavam do lado de fora com Amena e Iago dentro do carro.

  Ele sabia que ela estava confusa e atordoada, sentia isso nela e não sabia o que tinha sido dito a ela também, mas eles não tinham tempo agora, no caminho conversaria com sua fêmea melhor.

  Dae já estava de óculos escuros e assim que ele se aproximou abriu o carro para ele estendendo outro óculos para proteger sua retina dos raios violentos do sol. Jae e Zelo já estavam no outro carro com Nam e Up e Himchan no veículo mais distante. Aparentemente todos estavam de comum acordo em partir e prontos para fazê-lo.

  Ele entrou no carro e ligou a ignição em silêncio.

 Seria uma longa viagem, uma muito longa e tensa viagem até o porto, a não ser que mudasse o plano original... Suspirou. Talvez aquela fosse a melhor solução agora.

 

 

 

 

— Nunca mais desejarei conhecer homens perigosos, embora nada é mais sexy do que esses homens, não?

  Resmungou seu amigo que mesmo aparentemente irritado, sorria todo satisfeito, bebericando um copo extragrande de refrigerante enquanto ela não tinha conseguido comer nada. Estava nervosa, desde que saíram da pousada não tinham parado, além de uma curta passagem em um restaurante de beira de estrada onde Dae tinha pegado comida para eles.

  Guk, dirigia em silêncio enquanto Dae fazia várias ligações falando em diversas línguas também, Amena não entedia nenhuma, mas sabia que pelo tom ele estava negociando alguma coisa e isso ficou evidente quanto eles se dirigiram para um hangar no meio do nada, aparentemente de algum dono particular.

  Ali ela soube que tinham modificado a viagem.

  Ainda os acontecimentos do dia passavam em um borrão na sua cabeça, a curta discussão com a ex amante deles, os dois estranhos que descobriu não serem tão estranhos assim. Afinal Iago acabou se lembrando deles da boate, tinham ido na última noite dele e olhado seu amigo a noite toda. Então o Tal Nam, tinha explicado para eles em resumo que tanto Iago quanto ela eram companheiros deles, assim como já entedia que tinha o mesmo vínculo com Zelo e os irmãos e a tal marca. Prova de que os lobos tinham encontrado a companheira de suas vidas, ou no caso de Iago, o companheiro.

  O fato daquele relacionamento ser meio estranho, confuso e poligâmico, incrivelmente não a perturbou tanto quanto as palavras da ex estressadinha. Óbvio que sabia que aqueles homens tiveram muitas e muitas amantes, era óbvio, mas aquilo agora a incomodava, ser comparada e diminuída a chateava embora seu amigo bufou quanto disse isso a ele.

  Iago parecia levar tudo mais tranquilo, afinal como ele disse aqueles homens eram “deliciosos” e valia a pena casar mesmo que de forma estranha. Porque sim, aquilo era para sempre, Nam deixou bem claro aos dois. 

  Amena, embora tendo aceitado e sabendo que mesmo tudo sendo insano, era real, tinha suas dúvidas, não por causa de tantas pessoas envolvidas, mas porque no fundo achava que a siliconada tinha razão, ela era miúda, não iria levar aquilo, não daria conta...

  E quando eles quisessem dormir com ela? Sexo?

  Sua pele se arrepiava de medo, era virgem pelos céus! Era loucura!

  E então tinha a fuga da pousada e o estranho no carro de vidros escuros que os seguiam, a tarde e a noite de viagem rumo a um hangar desconhecido e agora que paravam seus nervos estavam prestes a explodirem de tensão, mas ainda assim ficou de boca fechada.

  Os irmãos e os dois recém-chegados naquela situação toda louca, saíram dos carros e foram em direção de um homem de cabelos grisalhos e barba longa que os recebeu sorrindo. Conversaram por um tempo e Amena constantemente desviava os olhos para o avião atrás deles. E claro, para o outro que não saia do carro. Quem era ele? Por que estava com eles? Por que não ficava junto dos outros seis?

  Soube que estava com frio quando a mão quente de Iago tocou na sua.

— Você está bem?

— Não - Respondeu sincera – Estou cada vez mais com dúvidas do que aceitei fazer.

— Se for pela siliconada esquece ela, eu sei quando um cara dispensa uma ex e os seus bonitões a dispensaram, Am.

— Eu sei Iago, mas é sobre tudo entende. Eu não sei se sou capaz disso, é a coisa mais louca em que já me meti.

— Esses caras são o sonho de dez entre dez garotas amiga, todo mundo tem desejo de ter mais do que um cara e você tem seis... – E ele sorriu satisfeito – E eu dois, minha nossa, quando eles me tocaram eu senti meus joelhos dizerem adeus ao meu corpo, imagina quando eles... Ahhh... Não vou sobreviver amiga, vai ter que me enterrar porque nossa...

— Para Gugu! Para - E ela desviou os olhos sabendo que estava vermelha — Isso parece tão errado!

— Não seja estraga prazeres, esquece essa coisa de certo e errado, o príncipe encantado nem sempre vem de cavalo branco e dá para contar nos dedos quem encontra um. Ou no seu caso seis. E olha só, eles nos olham com devoção, Am, vamos ficar bem além disso eles estão nos oferecendo uma vida, bem diferente do que tivemos até agora, você sabe. Assim relaxa e curte, porque é exatamente o que eu vou fazer.

— Você fala como se tudo fosse fácil!

— Mas é, e eu tenho um bom pressentimento sobre isso.

  Ele piscou e riu descontraído e ela deixou para lá, ele não estava entendendo e ela não estava a fim de explicar, nem mesmo ela entendia tudo o que lhe passava pela cabeça.

  Então viu Zelo vir para eles e abrir a porta do seu lado:

— Desculpe querida, eu sei que foi cansativo, mas agora nossa viagem vai ficar mais fácil.

— Porque mudaram aos planos?

— Guk achou melhor chegarmos mais cedo em casa. De avião chegaremos lá em meio dia. A ilha da família tem uma pista de pouso segura - E ele tocou seu braço notando que estava frio – Por que não pôs um casaco?

— Só senti frio agora.

  Mentiu, não queria confessar que não tinha casaco e estava em conflito demais para discutir alguma coisa.

— Está exausta. Vem aqui - E ele a puxou para seu peito abraçando-a com seu corpo quente. Amena se deixou abraçar sabendo que estava de fato cansada, mais emocionalmente do que fisicamente, mas aquilo era um detalhe. O que queria na verdade era ficar sozinha para pensar, o que parecia meio difícil naquela situação – Quando chegarmos em casa você poderá recarregar as energias.

  Amena assentiu olhando de lado para ver o que tanto eles ainda conversavam, então viu Dae entregar um rolo grande de notas de cem para o homem de barba e este apontou um relógio na parede que apontava meia noite e dez, antes de entregar uma bolsa de lona para Jae e se afastar.

  Pouco depois um som de carro soava fora do galpão. Amena se voltou para Zelo mais uma vez sem entender.

— O que está acontecendo?

— Compramos esse jatinho, se quiser de presente é melhor ser uma boa garota e me dar um beijo! – Dae, de posse novamente de seu bom humor veio sorrindo para ela antes de tirá-la de Zelo e pegá-la no colo com uma mão mantendo-a de um lado do seu corpo – E então, o que me diz dessa belezinha?

— Compraram um avião?

— É um jato lela e é pequeno eu sei, mas não temos tempo agora, se quiser um maior...?

— Entendi.

  Disse sem conseguir deixar de sorrir em resposta ao sorriso dele, pelo visto Daehyun gostava de coisas malucas, como comprar um avião, ou jato como ele dizia.

  Então ele desceu seu corpo e gritou para os outros.

—Todos a bordo!

— Se controle Dae se não... Não vai pilotar.

  Ameaçou Guk com um meio sorriso. Ele parecia mais aliviado agora... Estranho.

— Tente me tirar da cabine Alfa e eu mordo suas patas.

  Rebateu ele finalmente tirando os óculos escuros, sem eles ele parecia menos um bad boy, Amena estava chocada de novo, até porque não fazia ideia de que eles pilotavam. O que mais não sabia sobre aqueles homens? Quem em sã consciência saía por ai em hangares no meio do nada comprando aviões como se comprassem roupas?

— Vamos.

  E Dae puxou sua mão levando-a até a escadinha de cinco degraus que levava para dentro do avião. Ela nunca tinha entrado em um e não imaginava que fosse tão espaçoso. Haviam oito poltronas e uma cama reclinável. Duas portas estavam em lados opostos, uma levava para o que devia ser a cabine, a outra para um pequeno banheiro. Dae a levou até a poltrona da frente e prendeu o cinto de segurança nela conferindo cada pequeno detalhe antes de se voltar para uma inspeção rápida do lugar.

  Guk surgiu atrás com as malas e Iago subiu depois dele de olhos arregalados. Nam e Jongup vinham atrás dele e o mais novo tocava a cintura do seu amigo com gentileza, seu amigo tinha razão, eles os olhavam com carinho. Era tão louco!

 Talvez as pálpebras de ambos nunca mais voltassem ao normal. Pensou irônica. Aquele jato era lindo...

  Jae lhe lançou um sorriso pequeno antes de ir para cabine e Dae veio para seu lado, a beijou de leve e foi também. E enquanto Nam ajudava Iago na poltrona do lado. Zelo veio e se sentou ao lado dela e tocou seu joelho com calma.

— Eu sei que está cheia de perguntas, mas não tenha dúvidas sobre sua decisão Lela, não vamos desapontá-la.

— Vocês são ricos não é? - Ela sabia que as palavras baixas soaram como uma crítica e se sentiu idiota por isso.  Mas não pode deixar de continuar – Me sinto traída...

  E então o homem estranho entrou e ela perdeu a fala.

  Ele era lindo, usava calças de couro e jaqueta de motoqueiro.  Tinha um olhar sério e quase irritado, cabelo escuros meio revoltos e usava botas de cano alto que pareciam deixá-lo ainda mais com ar de perigoso e assustador. Ele entrou como um rei e só a presença dele pareceu entontecê-la em segundos. Meio segundo depois seu olhar se cravou nela e o dela nele de forma quase irresistível.

 Assistiu imóvel e afetada pela presença imponente, ele levar a mão ao peito de olhos arregalados. Amena ficou um pouco sem ar. Algo dentro de si entrou em frenesi e ela soube, só soube que aquele homem estava em seu destino.

  Aquele homem, era dono de si.

 

 

 

 


Notas Finais


E é isso amores!
Beijinhos!!!


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