História Sete Minutos no Céu - Capítulo 9


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Brigas, Drama, Dylanobrien, Faculdade, Hollandroden, Mathewdddario, New Adulto, Newadulto, Nudez, Romance, Sexo, Vingança
Exibições 85
Palavras 3.340
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


boa noite meu povo lindo!

postando mais um capítulo agora
boa leitura!!

Capítulo 9 - Capítulo 07


Músicas do capítulo:

Mercy: Shawn Mendes

Lies: Marina and The Diamonds

Harris, Adam Taylor

“Ele é muito bom Adam!” Dylan constatou pela décima vez àquela manhã. O calouro recém-integrado ao time havia deixado uma baita primeira impressão durante o treino e devo dizer com todo o mérito. Jason Baker atuava bem pra caralho na posição de running back e eu pude ver a expressão de entusiasmo dos outros jogadores. Por mais que quisesse meu melhor amigo ao meu lado na escalação principal, sabia que seríamos imbatíveis com Jason recebendo meus passes.

 “Você também é Dylan. Tenta dar um tempo nessa história... Spencer encontrará um meio de utilizar vocês dois!” pedi antes que ele me pusesse louco. Ele estava tão pilhado que errara o caminho para a casa de Moira duas vezes e eu já estava quase pedindo para assumir o volante.

“Para você é fácil manter a tranquilidade afinal não é sua posição que estão querendo usurpar!”

“Não seja idiota! Você viu o quanto ele funciona bem como quarteback. Spencer pode finalmente se livrar de mim!”

“Claro... coelhos agora também podem voar!”

Seu humor estava realmente péssimo e por mais que eu tentasse distrai-lo sabia ser inútil. Dylan não se importaria tanto com o futebol se não fosse pela imposição de seu pai. Quando o senador soubesse que seu filho perfeito estava prestes a perder sua posição de titular nos Golden Bears iria surtar e como sempre culparia o relacionamento com Moira pelo fracasso do garoto. Para eles, ela sempre seria o motivo de todas as oportunidades perdidas que meu amigo tivera e terá ao longo da vida. Eu conseguia entender toda a sua tensão porque ele não suportava ver a namorada ser posta como bode expiatório.

“Nós pensaremos em algo ok? Você não perderá sua posição!”

Ele me olhou com indisfarçada incredulidade, mas conseguiu esboçar um sorriso tímido. Eu encontraria uma forma de ajuda-lo.

“E você e Eve?” ele questionou mudando a pauta da conversa de maneira surpreendentemente rápida. “ Já marcaram a data do casamento?”

“Ah ah ah... muito engraçado imbecil!”

“Sério cara, todo o mundo está falando sobre vocês por conta de ontem. Liam parecia querer te matar durante o treino. James estava contando que ele ficou possesso quando soube que vocês subiram para o QG. Afinal, o que aconteceu?”

“Nada Dylan... a garota estava completamente bêbada e ainda por cima me odeia. Eu jamais me aproveitaria da situação e também sei do interesse do Davenport nela e não quero mais atritos.”

“Não rolou nada? Nem ao menos uma apalpada?”

Minha mente regressou à noite passada e lembranças das minhas mãos apalpando Eve enquanto ela emaranhava meu cabelo de forma desesperada incendiaram meu cérebro. Bastou nossos lábios se tocarem para o desejo dar as caras e nos dominar. Não conseguia lembrar de muita coisa a não ser como ela tinha a boca mais macia e gostosa que já havia provado. Ainda podia sentir sua língua cálida e sensual brincando com a minha enquanto nossos corpos procuravam preencher todo e qualquer espaço que os impedisse de se transformar em uma só unidade. Minhas mãos foram de seu rosto para sua cintura de forma tão rápida que quando dei por mim estava apertando sua cintura com força a fim de demonstrar o quanto estava em chamas por ela. Um simples beijo me deixou mais cheio de tesão do que minhas transas mais depravadas. Quando suas mãos desceram por minhas costas e direção à bunda tive certeza de que Eve era bem mais que a nerd puritana que transparecia. Seu toque indicava inexperiência, mas demonstrava toda a sua necessidade de me tocar. O mero pensamento de que ela estava tão enlouquecida quanto eu fora o suficiente para me fazer gemer entre seus lábios enquanto levava minhas mãos a sua bunda gostosa e a trazia para mim. Eve cruzou as pernas em torno do meu quadril para se apoiar enquanto eu a levava em direção à parede mais próxima. Meu pau latejou em protesto por ainda estar dentro da calça quando ela começou a mover seu quadril em buscar de fricção. Porra! Ela me faria gozar nas calças!

“Eu quero você dentro de mim!” ela dissera com a voz ainda mais rouca destruindo o pouco auto controle que ainda possuía. Que se fodesse a suspeita de que ela fosse ou não virgem ou que estava bêbada e fora de si. Eu a comeria ali e agora.

Minha boca encontrou seu pescoço e seu cheiro inebriante invadiu meu cérebro alucinando-o. Ela era como uma droga na qual estava me viciando e o pior é que eu estava pouco me fodendo com a possibilidade de me ferrar. Eve já fodera com minha mente desde quando nos vimos pela primeira vez... transar com ela não pioraria a situação, talvez resolvesse essa obsessão idiota e assim eu poderia continuar com minha vida tranquila.

“Você é tão gostoso!” ela falara enquanto apertava meus bíceps enterrando suas unhas na minha pele e me fazendo gemer de uma maneira tão prazerosa que provavelmente a deixara molhada. Eu queria passar a mão por lá para comprovar, mas isso implicaria em ter que me afastar de seu corpo e naquele momento era algo inaceitável. Já não possuía controle sobre mim e aquilo nunca havia acontecido. Eve dominara meus instintos e pensamentos.

“Terra para Adam!” Dylan invadira meu momento feliz assim como James quando escancarou a porta para avisar que o tempo havia encerrado. Ele sorrira malicioso ao ver o estado em que nos encontrávamos: Eve toda descabelada, com as costas apoiada na parede e as pernas em volta do meu quadril, os olhos brilhantes de desejo, a boca inchada e vermelha de tanto beijar enquanto eu aparentava o mesmo desmazelo com o adicional de um pau duro e pulsante. Nós nos entreolhamos quando James se afastou para nos dar um momento para nos recompor e fora como se realmente nosso momento no paraíso houvesse chegado ao fim. Todos os motivos pelos quais aquilo não seria certo pesaram sobre nossas cabeças e enquanto ela desfazia seu abraço, pude perceber o quão perto de fazer uma idiotice eu cheguei.

“Não Dylan. Não aconteceu nada demais!” respondi seu questionamento com todo o enfado que consegui fingir, pois não o queria torrando minha paciência com piadinhas sobre o que realmente acontecera, mesmo porque ainda não havia aceitado o fato de que Eve me fazia deseja-la tão descontroladamente.

“Não foi isso o que ouvi de James...” ele falara divertido.

Eu daria um soco na cara do Vam Capp assim que o visse. Ele me prometera não falar nada sobre aquilo com ninguém. Não que eu me importasse, mas por Eve. O modo como ela saíra do cômodo não deixou margens para suposições. Enfim ela havia descido da nuvem de embriagues que a tequila proporcionava. Só esperava que seu ódio por mim não tivesse aumentado.

“James é um filho da puta! Eu pedi a ele que mantivesse a boca fechada pelo bem do time e agora ele colocou mais lenha na fogueira do ódio de Liam por mim!”

“Calma cara... ele comentou apenas comigo porque sabe que somos amigos. Se Liam está puto é por conta de você e Eve terem curtido a festa juntos!”

“Que seja! Só não o quero enchendo o saco.”

Dylan entrou na garagem do condomínio da namorada e estacionou em uma das vagas disponíveis.

“Ah.... não aceite nenhuma maçã vinda de Eve pelo amor de Deus!”

“Mas que piadinha sem graça!” falei assim que entendi sua referência. Eu não lia a bíblia e nem era muito de frequentar igrejas, mas sabia da história de Adão e Eva... Eles haviam sido expulsos do paraíso por terem comido uma maçã.

“Não é piada. Eve é sua costela e se bobear, te levará a cometer pecados e eu já estou de saco cheio de pagar pelos erros do otp original, portanto nada de maçãs. Você será um cara fodido se der uma única mordidinha!”

“E você será um homem morto se não parar com essa baboseira!”

“Definitivamente você não sabe apreciar uma boa referência!” Dylan falou assim que entramos no elevador. Normalmente eu teria apenas sorrido da péssima piada, mas havia algo naquela semelhança que me compelira a revidar com uma negação. Quando Eve e eu nos beijamos na outra noite, senti algo diferente e desconhecido. Não conseguia distinguir e muito menos explicar, mas era algo bom, novo e fazia-me sentir inteiro como nada mais havia conseguido. Mas ao mesmo tempo, me deixava assustado e me fazia querer distância. Eu só queria que aquela confusão dentro de mim cessasse.

Assim que saímos do elevador demos de cara com Moira à porta de seu apartamento. Ela estava encostada no batente da porta sorrindo amigavelmente para o entregador da farmácia que lhe entregava uma sacola de medicamentos que eu supunha ser para tratar a ressaca da Rachel Berry.

“Amor... como foi o treino?” Moira questionou enquanto corria para abraçar Dylan que a mirou de forma severa. Eu sabia que estávamos diante do início da mais uma crise de ciúmes e não estava preparado para presenciar aquela DR.

“Vocês poderiam começar com o espetáculo dentro do apartamento? Os vizinhos não merecem ouvir gritos logo pela manha.” pedi caminhando pelo corredor em direção ao apartamento.

“Adam, você poderia entregar isso para Eve?” Moira pediu desanimada ao ver Dylan bater a porta de seu quarto com toda a força. Não entendia aquelas cenas ridículas do meu amigo. Até parecia que não conhecia o caráter de sua namorada. Tinha certeza de que, se as coisas continuassem daquela maneira, Moira iria pôr um fim ao relacionamento.

“Tenha paciência com ele tampinha. Dylan está com problemas no time!” pedi sabendo que aquilo não era desculpa para o comportamento infantil do garoto.

“É só o que tenho tido nos últimos tempos Adam!” ela disse com frustração enquanto me abraçava e se dirigia ao quarto para tentar acalmar a fera enjaulada que seu namorado se assemelhava me deixando sozinho para enfrentar minha maior dor de cabeça.

Como será que Eve reagiria após a noite passada? Ela se arrependera ou estava a fim de continuar de onde havíamos parado? Ela ao menos se lembraria? Eu nunca havia ficado tão ansioso pela reação de uma garota e muito menos cogitar a ideia de quebrar a minha regra primordial: “Não dormir com virgens!” Não que Eve houvesse confirmado pertencer ou não ao clube À espera do príncipe encantado, mas havia algo em seu toque que denunciava sua falta de experiência. Eu não me atormentaria nem mais um segundo com aquela dúvida cruel, iria aproveitar a oportunidade para elucidar esse fato para poder decidir como proceder com essa atração arrasadora e descontrolável.

Caminhei até a cozinha e abri os armários à procura das laranjas que Moira sempre mantinha no local. Já que eu iria questionar algo que Eve provavelmente consideraria uma invasão a sua privacidade, teria que agrada-la um pouco. Assim que as encontrei, fui até o espremedor e o acionei após cortar as frutas ao meio. Preparar um suco para uma garota era algo que nunca havia feito porque nunca havia garota em meu apartamento exceto a namorada de Dylan e mesmo quando ela estava presente nós a obrigávamos a fazer a refeição porque dois preguiçosos do caralho.

Toc toc

“Pode entrar!”

A voz fraca e gemente de Eve se fez ouvida e eu inspirei profundamente antes de invadir seu templo. O perfume floral doce e conhecido adentrou por minhas narinas enchendo meu cérebro de lembranças e sensações e eu sacudi a cabeça na intenção de expulsar os pensamentos traiçoeiros que me atormentavam.

“Oi!” cumprimentei timidamente sentindo meu rosto queimar em constrangimento. Ah meu Deus! Adam Taylor Harris constrangido! “Eu trouxe seus remédios... e também um pouco de suco para te ajudar a curar um pouco da ressaca!”

“Obrigada!” ela sorriu com timidez enquanto recebia a pequena sacola e o copo que eu lhe oferecia fazendo uma careta por ter que se mexer. Sua cabeça deveria estar prestes a explodir.

“Você bebeu pra caralho ontem!” falei tentando estabelecer uma conversa amigável. Estava me sentindo um imbecil parado ao lado de sua cama. Eve apenas concordara lentamente com a cabeça antes de soltar um gemido devido ao movimento. Aquilo despertara a lembrança de outros tipos de gemidos que ela emitira enquanto minha boca sugava seu pescoço. Eu me senti tão excitado naquele momento e pensar no que poderia ter acontecido estava me deixando duro novamente, eu tinha que me concentrar em outra coisa.

Enquanto ela ingeria a medicação com o auxílio do suco, me obriguei a observar o espaço em que ela dormia. A decoração simples e intimista contrastava com a idéia preconcebida que imprimia sempre que me questionava sobre o assunto. Ao invés dos inúmeros tons em rosa que me deixavam com dor de cabeça - mas que pareciam fascinar as garotas-, Eve optara por um tom de branco neve e um lilás bem discreto que harmonizavam perfeitamente com a cerâmica do cômodo amadeirado e a tonalidade da mobília presente no local. Sua cama não era muito grande e isso proporcionava espaço para uma tv e a estante abarrotada de livros. Não havia mural com fotos, nem mesmo porta retratos sobre a penteadeira ou sobre o criado mudo. Não havia nada que indicasse a existência de um namorado ou de momentos felizes. Nesse ponto nós éramos similares.

Ela percebeu que eu estava um pouco deslocado e bateu suavemente na cama, convidando-me a sentar à sua frente. Do cômodo ao lado, ouvimos os gritos de Dylan e Moira. Eve apoiou a cabeça entre as mãos e eu sorri com empatia por sua situação. O menor barulho funcionava como um alto falante ao lado de nosso ouvido quando estávamos de ressaca.

“Minha cabeça parece que vai explodir!” ela falara após terminar o conteúdo do suco.

“Tequila!” esclareci fazendo-a corar. Um momento de silêncio se fez entre nós e eu reuni coragem para começar a tão temida conversa.  “Eve, sobre ontem...”

“Adam eu peço que me desculpe. Não sei o que me dominou... estou tão envergonhada por ter lhe dito aqueles absurdos...” ela pediu com o rosto em chamas e uma irritação evidente na voz. Eu esperava por aquilo, mas não pude dominar o desapontamento. Dentro de mim – mesmo que eu tentasse negar- algo esperava que ela me agarrasse e me deixasse adentrá-la ali mesmo.

“Relaxa Rachel Berry. Isso acontece até mesmo com as nerds. Não levei nada à sério embora tenha sido divertido vê-la tão...”

“Vadia?”

“Livre!” eu a corrigi irritado com sua mania de me achar um babaca preconceituoso. Sempre defendi a idéia de que garotas possuíam o direito de agir como bem entendessem. Sexo era bom pra caralho e uma garota não se tornava uma vadia se gostava de praticar o ato com vários caras.

“Se é essa a denominação que você faz uso...”

“Para mim uma vadia é uma mulher que transa com outros homens tendo um relacionamento!”

“Nós temos opiniões divergentes sobre a questão, mas cada qual com sua filosofia não é mesmo? O que importa é que possamos esquecer esse desvio de conduta inexplicável e agirmos como se não houvesse acontecido absolutamente nada.... você poderia falar com aquele seu amigo sobre manter-se em sigilo?”

“Já conversei com James e embora ele tenha ficado bastante surpreso com o ocorrido prometeu ficar de boca fechada. Também não possuo o interesse que todos saibam sobre o que aconteceu. Não quero novos problemas no time e seria desnecessário Davenport saber sobre o QG.”

“Ele ficou surpreso pelo o ocorrido por quê?” ela questionou ignorando completamente a menção a Davenport deixando-me estranhamente feliz.

“É que ele nunca me tinha me visto ficar com uma garota do seu tipo!”

“Inteligente?”

“Virgem!”

Vi exatamente o momento em que seu rosto atingiu o tom de seus cabelos e senti algo em meu peito desabar. Eve não era mesmo garota para mim. Ela era virgem e eu não a tocaria de forma alguma.

“Quem disse a você que sou virgem?”

“Seu jeito, sua timidez, suas roupas... tudo em você grita garota virgem e fora esse um dos motivos que me levara a recusar seus pedidos. Eu não como virgens!”

Seus olhos ficaram cheios de fúria e daquele ressentimento sem sentido que avistava sempre que me olhava.

“Não me diga que não sente atração pelo fato de ser o primeiro na vida de uma garota?”

“Não... para falar a verdade isso é chato. Não tenho paciência para ensinar e muito menos ter que lidar com chiliques apaixonados de idiotas iludidas.”

Ela sorriu com amargura e me fitou com total desprezo.

“Você é pior do que havia imaginado Harris. Quem pretende convencer com esse joguinho idiota?”

Ela estava furiosa e seus olhos me transmitiam um ódio e uma dor profunda.

“É fazendo uso desse artifício que consegue iludir garotas inocentes e ingênuas? Você as faz acreditar que não possui interesse e depois as seduz até que elas se apaixonem a ponto de aceitar tudo o que propuser?”

“Eu não seduzo ninguém com mentiras e não transo com virgens!”

“E o que aconteceria se aquele seu amiguinho não tivesse nos interrompido? Você parecia bem disposto a relevar minha inexperiência sexual quando me pressionou naquela parede. Seu discurso demagogo caiu por terra após um simples beijo!”

Eu não poderia refutar aquele argumento porque eu teria transado com ela sim e não apenas uma única vez. Pela primeira vez na vida estava disposto a quebrar uma regra. Aquela porra de beijo não possuía nada de simples. Em um beijo simples eu teria sido capaz de me manter sob controle e não estaria vendo marcas de chupões no pescoço dela. Se aquele beijo tivesse algo de simples eu teria conseguido me afastar quando a elevei pela bunda e apalpei suas coxas deliciosas que agora estavam escondidas pela calça do pijama de estampa floral. Se a merda daquele beijo tivesse algo de simples eu não teria ouvido o canto dos anjos e meu mundo não teria feito sentido. Então aquela porra não possuía um grama de simplicidade e eu queria jogar na cara dela tudo aquilo, mas admitir que Rachel Berry trouxera, mesmo que por um momento, ordem ao caos que era meu mundo estava fora de cogitação. Sendo assim, só me restava o ataque. Juntei toda a minha determinação e cinismo e abri o sorriso mais cafajeste que possuía.

“Você tanto implorou que resolvi lhe dar uma amostra grátis!”

A mão delicada e surpreendentemente forte de Eve atingiu minha face em cheio fazendo-a virar para o lado contrário. A pele do local queimava pela força do impacto e meu sangue pulsava forte nas veias. Se fosse um cara ele já estaria cheio de hematomas, mas eu jamais tocaria em uma garota, muito menos nela.

Virei-me em sua direção enquanto massageava o rosto a fim de diminuir a queimação e o ódio que ameaçava me dominar. Apenas uma garota havia feito tal coisa comigo e fora justamente ela a razão de eu não aceitar transar com virgens. Meus olhos fitaram Eve com evidente desagrado enquanto um silêncio tenso se espalhava pelo ambiente. A garota me fitava com a mesma expressão de antes da agressão e com uma pitada de satisfação em adição. Eu deveria sentir raiva, mas por alguma razão quis beijá-la. Definitivamente estava desenvolvendo fetiches sadomasoquistas.

“Eu odeio você!” Eve falara convicta destruindo completamente minha ânsia por sentir seus lábios.

“A recíproca é verdadeira garota do coral.” Retribui o olhar depreciativo enquanto expressava meus sentimentos mentirosos e rumava para a porta. “Mesmo assim vou lhe dar um conselho caso deseja ser a namoradinha reprimida do Davenport. Cubra bem essas marcas enormes em seu pescoço caso contrário o capitão América te chamará de vadia!”

Bati a porta de seu quarto sem nem ao menos esperar uma resposta. Estava cheio daquela garota. A melhor coisa a se fazer era manter distância e pegar o máximo de garotas possíveis até aquela porra de atração findar. Isso seria fácil já que existia uma barreira entre nós que eu não pretendia derrubar. Se dependesse de mim, Rachel Berry morreria com seu selo virginal intacto.


Notas Finais


Ai Meu bom Deus!!!! Eve e Adam vivem nesse clima de gato e rato eterno!!!
E quanto a Dylan e Moira? qts ciumes meu rapaz!!!!
Comentem!!!
beijos


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