História Sete Mundos - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Aventura, Bts, Ciencia, Kpop, Mistério, Psiquiatria, Sci-fi, Universo Paralelo
Exibições 21
Palavras 2.342
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ação, Ficção, Ficção Científica, Mistério, Misticismo, Sci-Fi, Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Drogas
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá leitores~ <3 Minha primeira fic de BTS, espero que gostem!

O primeiro cap. é no ponto de vista do Namjoon. ^^

História revisada pela linda e maravilinda @parkmideum94 , TE AMO UNNIE<3<3<3<3

Boa leitura!

Beijos, Annie~ <3

Capítulo 1 - Origem


Seoul, Coréia do Sul – 7:30 da manhã.

Mais uma manhã corrida de trabalho. Vejo pessoas apressadas pegarem seus transportes públicos, para conseguirem seu sustento nesta vida cotidiana que não sabemos por qual razão vivemos, de onde viemos e se realmente temos um objetivo maior. Penso que o mundo anda muito apressado, deixando de perceber o que está ao seu redor, isso pode soar como algo filosófico e inteligente, mas também pode ser só algo da minha mente afetada por falta de café.

- Bom dia, sunbae. - Disse Jimin, meu assistente de trabalho na área de Psiquiatria. Trabalhamos juntos já fazem 3 anos, eu o ajudei quando estava em uma situação financeira ruim, pois a clínica onde trabalhava estava à beira da falência, então o chamei para me ajudar a realizar minhas inacabáveis pesquisas e juntamente atender alguns clientes que surgissem. Ele é um bom rapaz, um pouco desajeitado e com algumas ideias fora do comum, mas pelo menos ele não me causa dor de cabeça.

- Bom dia, Jimin. - Respondi ainda sonolento e com um humor não tão agradável por conta do horário, tentando encontrar um espaço ao seu lado na lotada condução, e como de costume e circunstância, fiquei em pé.

- Eu trouxe mais alguns recursos e pesquisas sobre o assunto que lhe contei, e pensei que talvez...-

- Jimin, escute. - Interrompi-o, tentando ser o mais sensato possível. - Eu já lhe expliquei, o que está procurando é cientificamente impossível. Eu compreendo que queira aprofundar seus conhecimentos, mas não vamos fugir muito da realidade, sim? - Disse claramente.

Jimin surgiu com uma ideia de pesquisar a origem dos universos e dimensões paralelas, dá pra acreditar? Ele começou a tentar me convencer de pesquisar meios para descobrir essa origem, e como encontrar maneiras de visualizar esses "mundos" através da mente humana. Sei posso estar soando totalmente cético, mas uma pesquisa de tal porte, ainda mais para um recém-formado como Jimin, levaria anos e com certeza não levaria à conclusão alguma, só seria uma perda de tempo. Claro que reconheço seu esforço e "fome" de conhecimento, mas por ser jovem, ele tende a fugir muito dos seus objetivos racionais.

- Mas... - Jimin suspirou, passando a mão pelos cabelos claros de uma maneira frustrada, sei que iria tentar mais uma vez me convencer. - Posso pelo menos mostrar os arquivos e relatórios que achei? Prometo que depois não irei mais lhe incomodar. - Pediu, a esperança era notável em sua voz e expressão.

- Tá bom, tá bom, tanto faz. - O respondi rapidamente para que sossegasse, encostando a cabeça contra o "apoio" da condução, no objetivo de tentar descansar a mente pra mais um dia árduo de trabalho.

Depois de uns 45 minutos de viagem, finalmente chegamos ao consultório. Cheguei e a primeira coisa que fiz foi pegar meu café puro na cafeteira de minha sala; sabia que precisaria ter disposição, pois os clientes que teria hoje seriam trabalhosos. O dia seria longo.

- Sunbae, aqui estão os relatórios dos quais falei. - Jimin disse, entrando na minha sala no horário de intervalo, com uma pilha de papéis e pastas nas mãos.

- Jimin, estamos em horário de intervalo, não é o momento certo pra isso. - Disse, já sentindo minha dor de cabeça surgir.

- Sunbae, por favor. Posso garantir que pelo menos uma pesquisa irá lhe interessar. Eu pesquisei a madrugada inteira em busca de uma conclusão, acho que se juntarmos nossos conhecimentos, iremos descobrir algo que nem mesmo a ciência iria poder explicar. - Disse Jimin.

Suspirei, tentando organizar meus pensamentos. Sabia que se eu dissesse mais uma vez que não queria saber, Jimin não iria desistir e com certeza continuaria enchendo minha paciência, então resolvi dar uma chance, mesmo que fosse só lendo superficialmente.

- Okay, deixa aqui sobre minha mesa e depois comento algo sobre com você, caso eu ache algo interessante. - Disse.

- Obrigado sunbae! - Jimin disse, sorrindo, logo se retirando de minha sala.

Passaram-se alguns minutos, estava lendo um jornal online e ignorando totalmente os inúmeros relatórios espalhados pela mesa. Talvez eu devesse dar uma olhada, mas tinha de admitir que não tinha muita esperança sobre a qualidade das pesquisas.

Por um breve momento, precisei usar meu celular, porém não o achei no meu bolso. Provavelmente, estava no meio da bagunça sobre minha mesa. - Onde foi que coloquei... - Pensei comigo mesmo, revirando as folhas, até que um arquivo diferenciado caiu no chão. Na folha havia gravuras de uma flor arroxeada, chamada de "Lótus Azul" e junto da gravura, diversos nomes e fórmulas químicas. Apesar de eu não me considerar um "homem de exatas", fiquei interessado e peguei a folha para ler.

"A flor Lótus Azul é uma das plantas mais sagradas desde a época do Antigo Egito, onde suas propriedades de conscientização foram bem conhecidas e aproveitadas. Os antigos consideravam a planta como um símbolo das origens da vida. Quando misturada com água ou vinho e ingerida, age como um intoxicante natural que, reza a lenda, provoca a elevação da mente humana."

Quando li o artigo, eu me segurei para não rir. Não conseguia acreditar que o meu assistente pesquisou a origem dos "mundos paralelos" todo esse tempo e ainda considerou a ideia de que conseguiria atingir tal objetivo fantasioso através de drogas? Só o Jimin mesmo.

- Só pode ser brincadeira... - Pensei, totalmente desacreditado. Mesmo assim, continuei lendo a tal pesquisa.

"Esta substância foi desenvolvida cientificamente por químicos antigos no século XVII para tentar curar doenças, depressões e aliviar dores, porém nem todos os resultados foram bem sucedidos. Ocorreram relatos de pessoas que diziam ter viajado para outra dimensão, como se seus espíritos tivessem deixado seus corpos, mesmo que por um instante. Consequentemente, houve a internação destes inúmeros indivíduos por serem considerados loucos. Atualmente esta planta se tornou muito rara e quase extinta na Natureza."

Lendo aquele trecho, lembrei-me de que isso, de fato, aconteceu; lembro-me de ouvir essas histórias sobre pessoas supostamente enlouquecendo pela tal flor em minhas aulas de Química do Ensino Médio. Nunca tinha prestado muita atenção naquelas aulas ou assuntos, então não me recordava, mas por alguma razão aquele trecho despertou uma certa reflexão e até mesmo questionei se aquela pesquisa poderia realmente ter um fundamento. Seria só algo da minha mente?

De repente, meu telefone de mesa tocou, tirando-me da rede de pensamentos.

- Senhor Namjoon, sei que está quase no fim do expediente, mas este rapaz fez questão de esperar todos saírem para ser atendido e ele parece nervoso. Deixo ele entrar? - Disse minha secretária quando a atendi.

Normalmente, eu não atenderia, passaria para outro dia ou mandaria o Jimin atendê-lo, mas por alguma razão desconhecida, senti que deveria fazer diferente.

- Pode mandá-lo entrar. - Respondi, organizando as fichas e folhas sobre a mesa.

Logo entrou um rapaz, não tão alto, de pele alva, com uma expressão sonolenta, porém, séria. Seus cabelos eram negros e suas roupas eram de tons neutros, tornando-o ainda mais indecifrável.

- Como posso ajudá-lo? - Perguntei normalmente, porém não obtive resposta. Já percebi que seria alguém difícil de lidar. - Sente-se, por favor. - Tentei ser o mais educado possível, talvez assim ele se abrisse mais gradativamente.

O rapaz se sentou na poltrona de tecido avermelhado, ajeitando-se e olhando para as paredes, os livros nas prateleiras, o tapete e assim por diante. Ele estava praticamente registrando tudo que via por alguma razão, sem falar uma palavra sequer.

- Hm... Não vai me dizer pelo menos seu nome? - Perguntei.

- Não era para eu estar aqui, sabia? - Finalmente pude ouvir suas palavras ao desviar da pergunta, o tom de sua voz era de insatisfação plena.

- O que quer dizer com isso? - Perguntei, pegando meu bloco de notas pra anotar seus relatos para depois analisar sua situação mental.

O rapaz olhou mais uma vez para baixo, mas logo respondeu.

- Me trouxeram pra cá, só isso. – Disse, sem nenhum tipo de emoção.

Consegui perceber que ele havia sido obrigado a aparecer por aqui, só ainda não conseguia entender por qual razão, pois apesar de seu comportamento fechado e incomum, ele não aparentava ter algum tipo de perigo ou distúrbio mental.

- Meu chefe me mandou... - De repente, ele congelou. Olhando fixamente para a ficha sobre a flor da qual eu estava lendo; seu olhar era de choque, como se tivesse visto um fantasma. - Espere... O-O que é isso...? Essa é...-

- Flor de Lótus Azul. Conhece algo sobre? - Perguntei curioso, talvez ele soubesse de algo que eu precisava saber.

Ainda abismado, como se tivesse conhecimento sobre o que estava na ficha, o jovem de madeixas negras se levantou da poltrona e rapidamente colocou as mãos firmemente sobre minha mesa. Mantive a calma, pois sabia que não iria fazer nada de ruim, já tive clientes piores.

- Você... Você não pode se envolver com qualquer coisa sobre essa flor. Essa flor me trouxe muitos problemas. - Disse, olhando pra mim com sinceridade e até um certo tom de angústia.

- Problemas? Que tipo de problemas? Não é somente uma substância antiga intoxicante? - Perguntei.

- É algo muito além disso. - Parou para retirar as mãos da mesa e se colocar na poltrona novamente, acalmando-se e logo voltando a explicar.

- Eu sou um químico e farmacêutico especialista em pesquisar diversos tipos de substâncias desconhecidas ou esquecidas pela Ciência. Alguns anos atrás, deparei-me com essa Nelumbo nucifera, junto com meu colega de trabalho que se formou como Biólogo. - Ele parou novamente e passou a mão nos cabelos. - Sabe, eu nem deveria estar lhe contando isso tão abertamente, mas como já me arrastaram pra cá, tanto faz. - Disse o mesmo. - No começo, pensei que só fosse uma flor qualquer, sem nenhum tipo de importância, mas meu colega me convenceu de fabricar uma dose em frasco com o óleo da planta. Eu, sinceramente, não sabia qual era seu objetivo com aquilo. -

- Espera, vocês desenvolveram então... uma droga? - Parei de escrever no bloco de notas para olhá-lo.

- Doutor, vai me deixar terminar? - Ajeitou-se na cadeira novamente. - Pois bem, não era exatamente uma "droga", e sim, um elixir natural. Esse meu colega... sofria com alguns problemas de ansiedade e entre outras coisas, e como os outros medicamentos não adiantaram nada, ele quis tentar por esse método. Eu fui totalmente contra, pois havia lhe avisado sobre os relatos que aconteceram no passado, mas todos meus avisos foram em vão.

- O que aconteceu com seu colega? Posso saber? - Perguntei profissionalmente, mas também coletando mais informações pra pesquisa que já não considerava mais como algo banal.

- Ele disse que quando bebeu do frasco, ele se viu saindo de seu corpo, ele viu seu corpo deitado na cama e logo depois em uma sala branca e fechada.- Disse, também desacreditado. - Eu nunca acreditei nessas coisas espirituais, sempre respeitei, mas nunca vi fundamento. O Hoseo- digo, meu colega, vendo que não estava acreditando, tentou me convencer a provar do óleo também. Óbvio que não aceitei, mas, infelizmente...

- Infelizmente...? - Indaguei.

- Infelizmente, confundi uma garrafinha de licor que deixo em minha mesa com o frasco e acabei bebendo acidentalmente. - O rapaz parou de falar e olhou pra baixo, como se estivesse com vergonha do que estava contando. - E aí, então, eu vi coisas. Coisas que eu não queria ter visto e até hoje não sei como vi.

- Você poderia dizer que tipo de coisas? - Disse, voltando a anotar cada palavra.

- Eu estava em um lugar diferente da minha sala, eu estava em um local escuro onde havia somente uma loja, se não me engano era uma loja de CDs. Lá dentro, estava o piano que tocava quando eu era mais novo. De repente, a loja explodiu e pegou fogo, e o vidro da janela se quebrou voando alguns pedaços. Depois disso, não me lembro de mais nada e acordei na minha sala de novo. - Respondeu.

- Durou quanto tempo? - Perguntei novamente.

- Uns 20 minutos, mas pareciam horas. Eu, realmente, sentia que estava lá.

Eu ainda sentia um pouco de desconfiança nessa história toda, tudo soava tão absurdo, tão ficcional, mas eu tinha de manter minha ética como profissional e ouvir tudo sem transparecer minhas emoções.

- Você tem certeza de que não foi só algum efeito tóxico neurológico? - Questionei sutilmente.

E então, o rapaz que estava com uma camisa de mangas longas levantou a do braço esquerdo, mostrando uma cicatriz de corte no antebraço. Não era nada de muito grave, mas era visível.

- Isso é prova o suficiente pra você? - Disse seriamente.

Fiquei surpreso ao ver o corte, mas ainda assim fiz uma expressão que demonstrava dúvida de que poderia ser qualquer tipo de corte, e ele percebeu.

- Não acredita em mim, né? Meu chefe também não acreditou, por isso estou aqui. Por causa dessa flor. - Logo após dizer isso, ele tirou do bolso um pedaço de vidro desconhecido dentro de uma pequena embalagem plástica; não parecia ser um vidro normal, parecia ser de algum material diferente. Admito que fiquei curioso, talvez ele estaria dizendo a verdade? Eu precisava me aprofundar mais nesse assunto, e sentia que ele seria uma ótima fonte.

- Olha, já contei tudo que precisava contar, se quiser me contatar pra sua pesquisa e talvez juntar conhecimentos, pode me ligar. - Disse, entregando-me um cartão com seu telefone pessoal, depois se levantou da poltrona e dirigiu-se à porta.

- Até mais, doutor. - E então o rapaz foi embora.

No mesmo instante, soube o que tinha que fazer.

- Jimin, venha pra minha sala amanhã no intervalo, acho que tenho algo interessante pra sua pesquisa. - Disse ao mais jovem, que arrumava suas coisas para ir pra casa.

Cheguei em casa por volta das 22h e peguei o cartão de minha maleta, encarando-o e lembrando de tudo que ouvi.

"Min Yoongi, Químico e Farmacêutico. XXX-XXXX-XXX"


Notas Finais


Então, gostaram?? O que será que vai acontecer???? TAN TAN TAAAAAN /parei lol


Deixem reviews~<3 Até o próximo capítulo o/


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