História Sete Reis Secretos - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias K (K Project)
Personagens Adolf K. Weismann, Anna Kushina, Kuroh Yatogami, Mikoto Suoh, Misaki Yata, Neko, Personagens Originais, Reisi Munakata
Tags Interativa, K Anime, Reis
Exibições 21
Palavras 3.889
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção, Luta, Magia, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Paper Joy


Fanfic / Fanfiction Sete Reis Secretos - Capítulo 5 - Paper Joy

~\Paper Joy/

Shizume City, prédio onde a Ghost está hospedada,

Sábado, 2º de Março de 2013,

21h00min~

­_Mika-chan, por onde você esteve? _Ciel perguntou assim que a garota aparecera na sala com Mikoto e Totsuka ­_Quem é esse?

_Eu estava trazendo ele, Totsuka Tatara, de volta a vida. Agora, ele é um membro do nosso clã.

_Olá. _Tatara sorria. Mikoto havia lhe explicado sobre os sete reinos secretos e sobre Horibe Mikaela.

_Mikaela, os magos já estão na cidade. Não é uma boa você ficar trazendo os outros de volta a vida. _Amellia disse _Você sabe que custa muito do seu poder e se você sofrer o Lost...

_Vou virar um gato vira-lata e não vou poder enfrentar o Andrew. Droga... Por que um gato? Não podia ser uma pantera?

_É para ser um castigo, não um presente. _Agalha disse.

_Realmente... Mas, indo ao que interessa, Andrew entrou em contato com alguém aqui?

_Um dos membros do clã dele me atacou. Eu o matei. _Genos respondeu.

_Muito bem, muito bem. _Sorria _ Acho que todos estão muito cheios e talvez cansados, então, que tal irmos até um parque de diversões?

Quando Mikaela disse aquilo, sorrindo, foi possível ver a surpresa nos rostos dos membros do clã.

_Você aparenta ser algo despreocupada, Mikaela-san. _Totsuka comentou.

_Você acha? _perguntou para ele.

_Qual o seu problema?! E se sofrer o Lost? _Agalha perguntou.

_Não vou usar meus poderes em um parque. E eu pensei em ir a um que é na cidade vizinha. Ninguém vai nos incomodar, fiquem calmos. Eu tenho tudo planejado.

_Desde quando você planeja algo? _O antigo rei incolor perguntou, com uma sobrancelha arqueada e uma gota surgiu na cabeça da rainha.

“Desde que a minha vida e de vocês está em risco.” Mikaela pensou, mas em resposta apenas sorriu. Ela terminou de explicar a vigem para os membros do clã e eles foram dormir, sairiam no dia seguinte cedo. Horibe mostrou um quarto vazio para Totsuka, onde ele iria ficar como um novo membro da Ghost. Após isso, ela dirigiu-se para um armário que ficava no corredor, onde havia uma caixa de remédios. A de cabelos escuros olhos estranho para a caixa branca com uma cruz vermelha, parecia ter sido aberta recentemente. Suspirando, ela pegou um remédio para dormir que Leon compra para si; esperava que aquilo fizesse efeito.

Com o remédio em mãos, se dirigiu à cozinha para pegar um copo de água. Os corredores estavam vazios, todos estavam em seus quartos, provavelmente arrumando uma mochila com algumas roupas e seja lá o que mais fossem precisar em um parque de diversões. Ao passar pela porta da cozinha, Mikaela viu seu segundo ao mando, colocando o mesmo remédio para dormir na boca e engolindo com um copo d’água. Os olhos dourados acharam a garota e ele ergueu uma sobrancelha, como se questionasse o que ela fazia ali. Em resposta, Horibe apenas mostrou o remédio e pegou um copo, colocando próximo ao filtro para enchê-lo de água.

_Acha que vai funcionar? _Suoh perguntou, tirando uma caixa de cigarro do bolço e pegando um. Horibe mão havia entendido á que ele se referia, por isso apenas o olhou desentendida _O remédio. _esclareceu acendendo o cigarro e o levando aos lábios. _Quer um?

_Está se sentindo bem? Você não é do tipo que oferece alguma coisa para mim.

_Vai querer ou não? _estendeu a caixa.

Com um sorriso fino nos lábios, Horibe levou o remédio à boca e, com a ajuda da água, o engoliu. Deixando o copo na pia, pegou um cigarro da caixa e o isqueiro.

É quase como se fosse apenas um sonho
Todas estas memórias de você e de mim
Soprado na brisa do verão
É quase como nós nunca foram
Todo o tempo que passamos era apenas um borrão
Agora é só eu e uma melodia
Então, o que eu devo fazer?
Porque todos esses planos que fizemos na areia são através

Ouve um momento de silêncio, apenas alguns segundos. Ambos tinhma suas duvidas e seus receios sobre perguntar, e aquilo incomodava a garota. Ela sabia que logo teria de explicar muitas coisas para os membros de seu clã e pretendia fazê-lo quando voltassem do parque. Enquanto isso, Horibe tentava imaginar como seria a reação de cada um deles.  Com certeza, muitos a abandonariam, deixando o sétimo clã, e até talvez se unissem a Andrew. Ela não duvidava daquilo.

_Não sei se devíamos fumar depois de tomar um remédio. _Mikaela disse.

_Não me importo. Não acho que ele vá fazer efeito de todas as formas.

_Ainda tem pesadelos, não é? Não te deixaram em paz mesmo depois de morto. _Havia um leve sorriso estampado no rosto da garota.

_O mesmo com você, mesmo depois de morta continua tendo pesadelos. _a voz do ruivo era pesada, expondo como ele estava cansado e queria dormir, mesmo tendo certeza de que seria tirado do sono em pouco tempo por outro pesadelo.

_Ahn? _Olhou para o ruivo _Que ideia é essa, Miko-chan? Eu não estou morta!

 

~\Paper Joy/

Shizume City, estrada,

Sábado, 3º de Março de 2013,

10h00min~

Os membros da Ghost se encontravam em uma van, indo até a cidade vizinha. Quem dirigia era Wander e ao seu lado estava o antigo rei incolor, ao lado do raposo, estava Genos. Atrás, na primeira fileira, estava Leon, um banco vazio, Amellia e Agalha no banco ao lado da janela. Atrás, Ritsu na janela e nos bancos ao seu lado estava as bolças e mochilas com as coisas de alguns membros. Na penúltima fileira de banco, Mikoto estava com as costas apoiada na janela e as pernas sobre os outros dois bancos, no último banco daquela fileira, estava Totsuka. Na última fileira, Ciel estava sentado no banco da janela com a cabeça de Mikaela no colo. Ela também estava apagada, totalmente deitada nos bancos.  Eles já haviam chegado, Wander estava estacionando quando alguém bateu na traseira do carro. Todos que estavam dentro foram um pouco para frente, mas não caíram por causa do cinto; apenas Mikaela realmente foi ao chão por estar deitada.

_Maldito! _O raposo xingou, tentando olhar pelo retrovisor.

_Mika-chan, você está bem? _Ciel tentava tirar o cinto para ir ajudar a garota.

_Estou, sim. Não se preocupe. _dizia se levantando.

Amellia havia sido a primeira a reagir, se levantando e abrindo a porta da van, descendo para ver o estrago. Atrás dela foram Agalha e Ritsu.  Leon havia ido até Mikaela, para ver se está e Ciel estavam bem e Mikoto... Bem, este nem havia se mexido, continuava dormindo como se nada tivesse acontecido. Genos e o raposo também haviam descido para ver o que havia acontecido e logo Leon, Ciel e Mikaela se juntaram a eles. Tatara havia ficado na van, tentando acordar Suoh.

A de cabelos negros estava com uma blusa de manga longa, listrada em preto e vermelho, com um short negro, um coturno de mesma cor e uma meia 7/8 também preta. Ciel usava uma de suas roupas estilo vitoriano, quase inteiramente negras somente com alguns detalhes em azul e branco. Genos usava uma calça preta, com uma camisa branca e uma jaqueta da cor da calça, nos pés um all star preto e branco e na cabeça um gorro negro. Leon estava somente com uma calça rasgada nos joelhos e um coturno vinho. Agalha tinha posta uma blusa cinza com um gato preto, um short também preto e um tênis branco. Silver estava com uma calça preta rasgada e uma blusa na mesma cor, além de um all star de cano alto. Amellia estava com uma blusa preta e um short jeans, nos pés um all de cano médio preto e usava também um colar com pingente de caveira. Ritsu estava com um vestido com estampa de onça e uma sandália bege.

_Como conseguiram bater na gente? Estávamos parados, estúpidos! _Beryh dizia.

Quando Mikaela viu quem havia batido na van, sentiu seu corpo pesar e uma enorme preguiça tomar conta de si. Parados logo atrás deles, uma vermelha com o símbolo do Homra tinha um dos faróis quebrado, mas nada mais.

_Ótimo, a van não quer ligar mais. _Wander apareceu _Vamos ter uma adorável caminhada de volta a pé. Quem está preparado? _tinha um tom irônico em sua voz.

_O que vocês estão fazendo aqui? _Tatara saiu da van, junto com um ruivo sonolento.

_Nossa princesa disse que queria ir em um parque de diversões, mas, de acordo com ela, o de Shizume é sem graça. Então, viemos até aqui. _Kusanagi explicou para Totsuka, mas logo virou-se para Horibe _Desculpe, o ser estúpido _deu uma olhada rápida para Chitose _que estava dirigindo se distraiu e fez isso. Se quiserem, pode voltar conosco para Shizume, depois.

Dando de ombros, a shinigami respondeu:

_Por mim, tudo bem.

Após conversarem mais um pouco, resolveram adentrar o parque e não ficaram todos juntos lá dentro, sendo que nem sempre queriam ir aos mesmos brinquedos. Wander e o raposo às vezes iam a um mesmo brinquedo que outros garotos do Homra, mas Agalha havia ido em todos os brinquedo com Yata, e ela ria toda vez que o vi corar por causa de uma garota. Genos ficara a maior parte do tempo sozinho, enquanto Ritsu conversava com Tatara.  Mikoto e Mikaela eram arrastados de brinquedo em brinquedo por Anna e Ciel e,em quase todas as filas, os dois mais velhos cochilavam em pé.

Suoh e Horibe haviam acabado de sair do carro-bate-bate, quando Ciel disse, algo vermelho:

_Mika-chan... A Kushina-san disse que estava com sede, você pode ir comprar uma garrafa de água para a gente?

_Posso, sim. _respondeu, logo depois bocejou e se afastou deles. Ela não percebeu, mas um par de sonolentos olhos dourados a seguiu.

Uma verdade inegável era que o remédio não havia funcionado. Entre toma-lo e não Mikaela não sentia diferença. Acontecera como em todas as outras noites, ela dormira por duas horas, então fora despertada por um pesadelo e não pregara os olhos depois disso. Mikaela estava algo distraída, enquanto ia até a barraca de comida e não percebeu que havia alguém em sua frente, até bater o rosto nas costas desta.

Sem você eu estou sozinho
Eu vou estar sozinho?
E se apenas eu simplesmente vou ficar bem?
Tão longe de casa e eu só não sei
Eu vou fazer isso? Corajoso o suficiente para tomar esta estrada
No meu próprio

_Me desculpa... _disse, levantando o olhar e vendo um homem de cabelos azulados com olhos lilases e pele clara. Mikaela de verdade tentava manter os olhos abertos, mas se sentia exausta. O mal de trazer alguém de volta, o cansaço nunca vem na hora, é sempre depois; e isso somado as suas acumuladas noites mal dormidas.

_Tudo bem, não foi nada. _Apesar de a voz ser grossa, era calma _Mas... Você está bem? Parece que vai cair a qualquer momento...

Realmente, Horibe estava quase caindo no chão. Ela não conseguia se manter muito em pé, se sentia cambalear. Era fato que, por não conseguir abrir totalmente o  olhos, Mikaela tinha a visão algo borrada e viu parcialmente a mão pálida do outro homem ir em direção a seu ombro. Mas ela não chegou a sentir seu toque, ele havia se detido no meio do caminho. Em vez do toque do homem a sua frente, sentiu uma mão segurando cada um de seus ombros por trás, ajudando-a a se sustentar.

_O que está fazendo aqui, Munakata? _Ouviu a voz de seu segundo ao mando e foi como se lhe dessem um puxam para a realidade, de modo que Mikaela abriu os olhos de forma bruta, mas não conseguiu mantê-los totalmente abertos por tanto tempo.

_Ah, Suoh. O dono do parque pediu que o Scepter4 viesse fazer uma patrulha por aqui, de acordo com ele, estava tendo uns problemas com strans recentemente. Terminado o trabalho, resolvi deixar os garotos aproveitarem.

Mesmo com sono, Mikaela ficou surpresa. Reisi Munakata foi quem matou Mikoto Suoh, ele não estava surpreso pelo ruivo estar vivo?

_Suponho que está garota seja Mikaela Horibe, estou errado? _Sentiu o ruivo assentir positivamente _Ela deveria se entregar, Suoh. Outros Reis Secretos vieram até mim e me falaram sobre ela e acredite, eles não parecem se importar em derramar sangue.

_Você não a conhece para dar palpite.

_Realmente, eu não. Mas Helf me explicou exatamente o que ela faz e pode fazer.

Mikaela tentou se afastar do ruivo, para conseguir ficar em pé por conta própria e então, defender-se. Mas ao colocar a mão no ombro de seu segundo ao mando, ela sentiu-se ser levantada nos braços de Mikoto.

_Não vou ouvir meu assassino.

Aquilo foi a última coisa que Horibe ouviu antes de cair no sono.

 

Amellia havia acabado de entrar no trem fantasma e sentar-se no último banco, para prevenir que ninguém fosse sentar ao seu lado. Ela acreditava que tinha conseguido, até ver que todos os outros assentos estavam cheios e que um moreno de olhos azuis vinha em sua direção. Ele estalou a língua e sentou-se ao seu lado. O trem começou a andar e logo estavam em um túnel escuro.

_Não deveria estar trabalhando, Saruhiko Fushimi? _Beryh perguntou.

_Posso te perguntar o mesmo, Amellia Beryh.

_Minha Rainha acredita que deveríamos descansar, tirar um folga; algo assim. _mesmo estando escuro, ela não olhava na direção dele. _Qual sua desculpa?

_Hum. _soltou um suspiro _Quase o mesmo. Apenas viemos resolver um problema por aqui e o Capitão resolveu passar no parque. Não podia ir embora.

As assombrações que deveriam dar medo começaram a aparecer, Saruhiko e Amellia estavam indiferentes aquilo, mas se houvesse luz, seria possível ver o desconforto no rosto de ambos, já que os gritos das outras pessoas do trem estavam tirando-lhes a paciência. A de olhos vermelhos teve que segurar-se ao carrinho algumas vezes, já que sempre que havia alguma curva, o carrinho a fazia de forma bruta e ela quase era jogada para o outro lado.  Com o passar do tempo, o a velocidade foi diminuindo e Amellia acreditou que o “passeio” houvesse chegado ao fim, ela inclusive conseguia ver a luz do fim do túnel. Mas, sem mais nem mesmo, o carrinho fez um zig-zag, jogando-a primeiramente para seu lado, mas em seguida ela foi para o outro.

O carrinho finalmente saiu do túnel. Os olhos vermelhos estavam fixos nos azuis, ela sentiu seu rosto esquentar e via uma leve coloração nas bochechas do garoto; ela estava em cima dele, mas ainda não havia percebido isso, até ouvir um garotinho dizer:

_Mamãe, eles estavam namorando! _o garotinho segurava na mão de sua mãe, que estava na fila para poder entrar na próxima partida do trem fantasma.

_Que inadequado! _a mulher respondeu.

Eles se afastaram de forma bruta e saíram apressadamente do brinquedo. Logo que estavam fora do brinquedo, se separaram. Fushimi não sabia porque tinha a respiração descompassada e sentiu o coração acelerar. Ele estalou a língua e pôs as mãos nos bolsos do uniforme e pretendia afastar-se sem virar o rosto, mas estou ouviu uma voz masculina chamando:

_Amellia-san! _no mesmo instante, o rosto do terceiro ao mando do quarto clã virou-se buscando pela garota e logo a achou. Um garoto sem camisa e de cabelos roxos estava perto dela e a vontade de Saruhiko era acerta-lhe com uma faca. _A Mikaela-chan apagou, vamos voltar.

Ele viu a garota afastar-se lentamente, enquanto o garoto corria na frente. Os olhos azuis só saíram das costas da garota quando ouviu chamarem seu nome. Ele virou-se e viu a tenente.

Foi a vez dos olhos vermelhos de Amellia buscarem pelo garoto. Ela ouviram uma voz feminina chamar por seu nome e uma sensação estranha tomou-lhe o estomago. Ela viu uma loira com o corpo deveras... Avantajado aproximar-se dele.

_Tsc. _estalou a língua _Quanto daquilo é silicone? _perguntou para si mesma e, algo incomodada, deu as costas para a cena e seguiu até a entrada do parque, onde encontrou-se com o resto do clã. Mikaela estava dormindo nos braços do segundo ao mando que parecia mais acordado do que quando chegaram ali.

Olhando no espelho, é difícil ver
Todas estas escolhas que eu estou preso entre
Quem eu deveria e quem eu quero ser
Eu quero enviar, aproveitar esta onda
E montá-lo em um dia mais brilhante
Eu tenho uma chance e uma melhor que
Eu acho que eu sei o que fazer
Eu tenho todos esses planos; Eu sou uma banda de um homem, é verdade
Agora eu não posso perder

~\Paper Joy/

Shizume City, Ghost,

Sábado, 3º de Março de 2013,

13h20min~

O pessoal do Homra os havia deixado no prédio onde estavam e, após almoçarem, estavam reunidos na sala fazendo coisas variadas. Leon estava sentado no chão, comendo um peixe, enquanto jogava um joga da memória com Ciel. Wander estava ouvindo undead de Hollywood Undead enquanto procurava por imagens de garotas bonitas em uma revista. Agalha e Amellia viam juntas Grimm pelo computador e com fones de ouvido. Ritsu jogava um jogo em seu PDA e Mikoto tomava uma cerveja, milagrosamente acordado. Genos havia acabado de se retirar da sala, indo jogar basquete.

Mikaela havia acabado de acordar em seu quarto. Ela havia tido outro pesadelo e precisava pegar um pouco de ar. Ela trocou a blusa de manga que usava por uma preta cavada e o short preto por uma calça preta e um casaco vermelho que ia até seu joelho, a única coisa que manteve foram as coturnos negras. Ela pegou três armas e uma espada, logo pulou a janela de seu quarto.

Ela não tinha lugar planejado para ir, seu plano era andar sem rumo até achar algo interessante para fazer. Após andar por dois quarteirões, viu uma cafeteria. Ela adentrou está, pediu um café e sentou em uma mesa para esperar. Não havia se passado dois minutos que ela se sentara e alguém cobriu seus olhos com as mãos.

_Adivinha quem é~.

Ao ouvir aquela voz, um sorriso fino surgiu nos lábios da garota.

_Sua voz te entrega, Kyu-kun.

_Ah, você é tão má, Mika-chan. _destampou os olhos da garota e sentou-se ao lado desta _E então, como é estar na visão da águia? _o rei vampiro era um dos que estavam do lado da garota. Ele tinha os longos cabelos brancos presos em um rabo baixo e usava o uniforme militar de seu clã; não é que eles fossem algo como a polícia, Orinosei apenas achava que aqueles trajes tinha estilo.

_Andrew não me preocupa. _disse.

_Mesmo ele sendo seu ex?

_Você tem noção de quantos anos tínhamos quando começamos a namorar? Eu tinha 7 anos, Kyu-kun. Eu nem sabia direito o que era isso. _bufou, bagunçando os cabelos _E então, cadê o Noah? Vai me dizer que ele te abandonou? _tinha um ar risonho.

_Não, ele nunca faria isso. Apenas está fazendo nosso pedido.

Foi apenas Kyuky Orinosei falar que Noah Barthory apareceu com um café em mãos. Ele pôs este na frente de Horibe e puxou uma cadeira para sentar-se.

_Quando disse que estava sentado com você, a moça me pediu para te entregar. _o falso ruivo respondeu.

_Obrigada. _agradece levando a xicara a boca e, após um gole, sorriu. Estava quente e amargo. _Como estão as coisas no Emperium? _perguntou referindo-se ao reino vampiro (Emperium).

_Bem... _O de cabelos brancos olhou para o que tinha a parte de trás dos cabelos castanhos e voltou a olhar para Mikaela _Eu deixei Martin no comando, temporariamente.  _mencionou seu terceiro ao mando _Viemos aqui te ajudar, Mikaela.

A com mexas verdes quase engasgou com o café. Aquilo não era brincadeira, Kyuky só a chamava de “Mikaela” quando era sério e aquele homem odiava lidar com coisas sérias.

_Você não acha de verdade que ele pode me derrotar, né, Kyu-kun?

Foi só Mikaela acabar a frase e a porta da cafeteria foi lançada longe. Todos os olhos foram até onde a porta deveria estar para ver quem havia feito aquilo e Horibe sorriu ao ver o ruivo de olhos caramelos; Kagema Teiko, o segundo Rei Secreto.

_Olha só quem eu encontrei. Batalhe comigo, assassina, se não quiser que eu exploda essa cafeteria.

_Ele que faz a ameaça e eu que sou a assassina.

No meu próprio
Nunca estará sozinho
E se apenas eu simplesmente ficar bem?
Tão longe de casa, e eu só não sei
Eu vou fazer isso? Corajoso o suficiente para tomar esta estrada
No meu próprio
No meu próprio
No meu próprio

Mikaela pegou a espada que estava em suas costas, escondida pela jaqueta longa.  Ela saiu da cafeteira, ignorando os protestos de Kyuky que só não foi atrás dela, pois Noah o estava segurando. Orinosei era forte, mas não de dia.

A de cabelos negros foi até um deposito abandonado que havia por ali sendo seguida pelo ruivo. Ambos adentraram o lugar e Mikaela ergueu a espada, com seu tão característico sorriso no rosto. Afastado da mulher e próximo das portas do lugar, Kagema usou de seu poder e transformou –se em uma fera, que na verdade era ele mesmo, apenas com mais pelo no corpo, com unhas longas e com a pele mais dura.

_Acho que vou livrar Helf de uma grande perda de tempo.

_Livrar? _a voz dela era alegre _Na verdade, você apenas está criando outro.

Dito isso, Teiko soltou algo entre um uivo e um grito, logo avançando na direção de Horibe com as unhas a mostra. Ela usou da espada para defender-se e cortou as garras de seu oponente, porem estas logo cresceram de novo. Ela girou a espada nos dedos, sem tirar o sorriso e, naquele momento, o adjetivo cretina parecia caber perfeitamente nela para o segundo rei.

A batalha entre eles durou algo como uma hora. Eles começavam a cansar, mas não desistiriam tão fácil. Mikaela levantou a espada para atacar Kagema, mas foi interrompida pelo som da porta do deposito e pelo grito:

_Parem!

E quando os olhos da garota se encontraram com as orbes azuis, ela sentiu a corda invisível que tinha entorno de seu pescoço se apertar mais entorno deste.

E talvez eu esteja caindo no meu rosto
Ou talvez eu esteja pousando no meu lugar
E talvez nós estejamos a milhões de milhas de distância
Ou talvez nós estejamos em pé de coração a coração,
Mas não importa o quê, eu estou andando para a direita fora desta fase
E nunca olhar para trás, olhando para trás outra vez hoje
De jeito nenhum, de jeito nenhum
Eu estou por conta própria

 

~\Paper Joy/

Shizume City, Ghost,

Sábado, 3º de Março de 2013,

14h40min~

Ciel havia se cansado de jogar com Leon e estava indo até o quarto de Mikaela, na esperança de poder conversar um pouco com esta sobre como vinha sentido coisas estranhas quando estava perto de Anna Kushina. Ele caminhou calmamente até o quarto dela, mas quando abriu a porta e viu que ela não estava lá, sentiu um grito escapar de sua garganta. E, repentinamente, deixou de sentir o negro.

Eu estou por conta própria
Nunca estará sozinho
E se apenas eu simplesmente vou ficar bem?
Tão longe de casa
Mas agora eu sei que estou indo fazê-lo
Corajoso o suficiente para tomar esta estrada
No meu próprio
No meu próprio
No meu próprio
É quase como se fosse apenas um sonho
Todas estas memórias de você e de mim


Notas Finais




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