História Seus olhos confessam - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Henry Mills, Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Morrilla, Romance, Swanqueen
Visualizações 156
Palavras 4.347
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hey!
Sorry pela demora, não esqueci...
Estava em semana de provas finais na faculdade! Um sufoco! ><
Mas trouxe um capítulo fresquinho!

Desculpa por qualquer erro, relevem, eu fiz hoje, queria muito postar
e não deu tempo de corrigir!

Boa leitura S2

Capítulo 6 - Xeque Mate, Mills


Fanfic / Fanfiction Seus olhos confessam - Capítulo 6 - Xeque Mate, Mills

Regina

Regina acordou às nove da manhã no domingo sentindo que a cabeça iria se partir ao meio, tamanha a dor que sentia, tinha exagerado na bebida em um barzinho na noite anterior, e por um instante havia conseguido focar em outra coisa que não fosse as lembranças que varrera para debaixo do tapete e Emma Swan, mas só por um instante, no pouco que havia dormido tinha sido bombardeadas por sonhos estranhos, sonhos que não lembrava bem o conteúdo, mas via nitidamente o rosto da loira em sua memória.  Virou-se para se espreguiçar e deparou-se com um homem quase nu, não fosse pelo lençol que cobria-o da cintura para baixo, dormindo profundamente ao seu lado, não se lembrava de nada da noite anterior e odiava acordar com alguém ao seu lado. É fazer sexo e ir embora, não para acordar junto, ter que dar bom dia, dividir café da manhã, fingir que a presença da pessoa está sendo agradável... argh... Aquilo já começava a irritá-la, estava até fazendo sua dor de cabeça aumentar.

Levantou caminhando até o banheiro e entrando debaixo da ducha quente, lavou os cabelos, escovou os dentes e voltou para o quarto terminando de fazer o laço de seu robe de seda preto, o homem ainda estava lá jogado em sua cama iniciando um ronco, Regina revirou os olhos e bufou irritada, realmente ontem estava muito mal, pois nem se lembrava de ter chegado em casa ou qualquer outra coisa. Recolheu as roupas dele que estavam espalhadas pelo quarto e as depositou sobre a cama, ficando apenas com a calça jeans na mão, era um homem bonito, os cabelos negros, a barba por fazer, o corpo bem definido, mas só, sua presença ali já estava passando dos limites, e o pior era que estava roncando! Isso era demais...

- Hey! – atirou a calça jeans sobre ele que deu um salto, acordou assustado, olhou para os lados e fitou Regina com uma confusão no olhar – Está na hora de você ir, já ficou tempo demais – a mulher estava em frente à cama com os braços cruzados e a expressão séria.

- Você é doida? Como me acorda assim? – ele fez uma careta de desagrado e Regina sorriu sarcástica.

- Queria ser acordado como? Beijinhos, café da manhã na cama? – ele revirou os olhos e se pôs em pé vestindo as roupas sob o olhar de Regina.

- Poderia ao menos me agradecer por ontem a noite – sorriu lascivo fazendo Regina bufar.

Regina aproximou-se dele lentamente, olhando-o nos olhos e sorrindo enquanto mordia o lábio inferior, pode ver quando o homem engoliu em seco.

- Para começar eu não costumo esquecer das coisas que me agradam, e com certeza você não foi uma delas, pois eu não me lembro de nada. – ele a encarou com desagrado – Você e seu amiguinho precisam aprender muita coisa ainda... Agora se puder fazer o favor de desaparecer daqui, aí sim eu vou agradecer – sorriu irônica.

- Sua filha da... – Regina gargalhou o interrompendo, ele olhava para ela com uma mistura de raiva e susto – Vou sair daqui mesmo, você é uma louca, completamente fodida da cabeça.

- Demorou muito para perceber – sorriu afastando-se.

Ele pegou a camiseta e saiu recolhendo o resto de suas coisas, quando ouviu a porta bater Regina soltou o ar, era só o que lhe faltava, ter que ser agradável logo pela manhã. Desceu as escadas indo em direção à cozinha, tomou uma aspirina enquanto esperava a cafeteira preparar o café. Droga! Essa ressaca parecia com as coisas que fazia na adolescência e na época de faculdade, quando saía para beber quase todos os dias e não estava nem aí com nada, Regina já tinha superado essa fase de afogar os problemas num bar ou em noites de sexo, por que é que estava agindo dessa forma novamente? Não tinha motivo para perder o controle...

Assustou-se com o celular vibrando sobre a bancada, apoiou a xícara de café na mesma e atendeu o aparelho que piscava a foto de Zelena na tela.

- Fala, Zel. – soltou um suspiro logo após terminar a frase.

- Bom dia! Que bom humor! Já vi que a noite não foi boa... – Regina murmurou um “uhn” e tomou um gole do café sem açúcar, estava do jeito que gostava – Como você está? Fiquei preocupada ontem...

- Com ressaca e tinha um cara desconhecido que eu tive que enxotar da minha casa – Zelena riu percebendo que a palavra enxotar era a certa para a frase – Como você acha que estou?

- Regina, precisamos conversar – o tom de Zelena mudou, Regina conhecia bem a mulher para saber que ela estava falando sério – Ontem você exagerou, fazia tempo que eu não via essa Regina. O que aconteceu? Eu tentei te frear, mas você sabe como é... – Regina suspirou, quando ela queria uma coisa, mesmo bêbada, conseguia.

- Eu não sei, Zelena. Acho que foi só um dia ruim... – suspirou languidamente. Parou para pensar no dia anterior, e na semana que passou, Por que diabos Emma a afetava? Ela não tinha dado permissão, não queria, mas a menina a atingia...

“Eu estou tentando te ajudar! Estou sendo gentil com você... Custa me deixar cuidar de você? Só quero ajudar!”

Quando palavras que são desconhecidas entram em seu mundo, elas podem te causar um choque, um torpor do qual você não consegue se livrar tão rápido. Quando essas palavras possuem significados que você procura afastar a todo custo, podem causar um estrago ainda maior, abrir feridas que estavam quase cicatrizadas... Porém é tão sutil que você não irá perceber para reagir a tempo.

- Preciso dar um jeito nisso – pensou alto.

- Dar um jeito em que, sis? – Regina balançou a cabeça se livrando dos pensamentos.

- Não... nada. Só um café que estão me devendo e eu preciso cobrar.

- Você é mestre em mudar de assunto – Regina revirou os olhos, não estava mudando de assunto, o outro havia acabado – Com quem esse café? – a morena ponderou se contava ou não, Zelena ia enchê-la com perguntas e os blá blá blás dela.

- Emma...

- Emma... Emma... Que Em... EMMA SWAN! – gritou fazendo a morena afastar o telefone do ouvido – Como assim? Regina, você me diz que detesta a menina, fala um monte dela, ontem então... Me encheu a paciência sobre sua mão machucada e que a culpa era dela. Agora vocês vão tomar café juntas? Como duas amiguinhas? – Regina revirou os olhos, Zelena gosta de exagerar – Cadê a minha amiga? Passa o telefone para ela porque eu não te conheço...

- Menos, Zel. Não como duas amiguinhas... Tem algo que preciso resolver com srta. Swan. – ouviu a ruiva bufar.

- AI, NÃO! – que mania de gritar no telefone, Zelena precisa aprender a se conter – Não, Regina! Emma não é um dos seus joguinhos, não vá atazanar uma das minhas melhores médicas!

- Que atazanar o quê! – revirou os olhos – Só quero provar que não sou branda com ela...

- Regina, isso não se faz! Não tem que me provar nada! – a morena sorriu de canto – Eu te conheço bem, quando cisma com alguém enquanto você não fode com o psicológico da pessoa, você não sossega! – seu tom saiu bravo – Não faça isso, Regina! Eu bem sei o que é passar por isso, lembra na faculdade o quanto você me colocava para baixo?

A morena deixou os pensamentos flutuarem, realmente tinha pego implicância com a Ruiva na faculdade, e fazia de tudo para deixa-la desconfortável, dizia coisas ruins, fazia as pessoas rirem de Zelena quando a via, até dava um jeito de trombar com ela no corredor só para trata-la mal. Hoje se arrependia, pois Zelena era sua melhor amiga... Mas Swan, quem era Swan?

- Você pode se dar mal numa dessas. Você não aprende? São pessoas! – Zelena estava irritada – Eu não irei falar com você se fizer...

- Você me conhece bem, Zelena. Decidiu ser minha amiga mesmo assim não foi? – as duas bufaram juntas. – Não se preocupe, eu não tenho mais 20 anos! Agora tchau!

Desligou o telefone sem dar chance da ruiva responder. Se Zelena queria irritá-la havia conseguido. Que mania! Regina não era do jeito que a ruiva pintava. E Swan estava sendo um obstáculo inconveniente, iria se livrar dela de qualquer maneira. Ninguém enfrenta Regina Mills. E outra, só queria mesmo entender o que Emma Swan lhe causava. Digitou uma mensagem e enviou para o número recém adicionado na agenda.

 

Emma

Quando Mary Margaret abriu a porta seu sorriso cresceu ainda mais, abraçou a filha e pegou o neto no colo apertando-o em um abraço, deu espaço para entrarem e logo Emma viu o pai vindo da sacada com os braços abertos, se jogou no meio do abraço recebendo um beijo na testa e logo o pai pegava Henry do colo de sua mãe.

- Que saudade de vocês! – Mary disse passando a mãos nos cabelos da filha.

- Mãe! Estivemos aqui na sexta passada... vocês moram a duas ruas da minha casa – colocou a bolsa no sofá e encarou a mãe.

- Por isso você tinha o dever de estar sempre por perto, Emma. – Mary disse enquanto recebia a mochila que Henry estendia em sua direção.

- Você sabe que é o tempo, mamãe. Ele anda bem escasso ultimamente. – lançou um sorriso amarelo.

Desde que se divorciara de Neal não tinha mais tanto tempo disponível, não que ela dependesse do mesmo antes, mas trabalhava menos, apenas 3x na semana, pois tinha com quem dividir as despesas da casa e do filho, mas agora era apenas ela para arcar com tudo, entretanto estava se saindo bem, melhor do que imaginara. O tempo era curto, no entanto a sensação de paz e sossego que conseguira depois de anos, valia a pena.

- Vô, onde está o Baelfire? – Henry perguntou voltando do corredor do apartamento – Não encontro ele!

- Ele foi para o pet shop, precisava de um banho! – David disse observando o garoto fazer uma cara desapontada. Baelfire era o cachorro da família, tinha a mesma idade de Henry, pois chegaram juntos, fato que fazia o garoto amar ainda mais o animal – Já já iremos buscá-lo! Enquanto isso eu tenho algo para lhe mostrar!

- O que? O que? – o menino saltitou animado e seguiu o avô.

Os dois desapareceram pelo corredor sob o olhar de Emma e Mary que sorriam assistindo a cena, as duas mulheres sentaram no sofá e engataram um papo animado, Emma sentia falta de passar mais tempo com os pais, antes, mesmo morando mais distante, conseguia aparecer constantemente, durante o processo de divorcio, quando foi procurar uma casa para morar, pesquisou a mais próxima dos pais, porém os via menos vezes, apenas aos fins de semana quando vinha almoçar ou quando os dois a visitavam.

- Ai, minha nossa! – Mary deu um salto do sofá e correu em direção à cozinha deixando uma Emma de olhos arregalados na sala.

- Mãe... tudo bem aí? – seu tom saiu preocupado, Mary tinha saído em disparada para o outro cômodo.

- Sim, amor! – o som da voz ecoou pela e Emma deixou-se relaxar no sofá, alguns segundos depois Mary voltou sorrindo – Me esqueci que havia deixado a berinjela no forno! Por sorte não queimou! – Emma riu do jeito esbaforido da mãe e assistiu a mesma se sentar ao seu lado – Vem aqui! – Mary deu dois tapinhas nas pernas.

- Não acha que eu já estou bem grandinha para...

- Não é para sentar, Emma! Deite a cabeça aqui... Vamos! – indicou novamente, Emma revirou os olhos e deitou-se no sofá apoiando a cabeça nas pernas da mãe, apesar de se fazer de difícil, adorava deitar no colo da mãe, era o lugar onde se sentia mais protegida, sentia-se como na infância, principalmente ao receber cafuné, era assim que sua mãe a colocava para dormir. O abraço do pai, o colo e o cafuné da mãe eram suas coisas favoritas. – Meu bem, como andam as coisas o Neal?

- Que coisa, mãe? – suspirou, outra vez esse assunto. – Já está tudo resolvido...

- Tem certeza? Não sente mais nada mesmo? – Emma sentou-se de súbito encarando a mãe.

- Não! Mãe, eu insisti no divorcio, acha que eu teria passado por tudo aquilo se gostasse dele? – os olhos verdes da mãe a analisaram – Eu nunca gostei dele, você sabe disso... Nunca senti nada, eu estou bem!

- Minha filha, eu só quero o melhor para você! – Emma assentiu e suspirou, seus pais não conseguiam entender que havia se divorciado? Que nada mais existia entre ela e Neal? Odiava entrar naquele assunto... – Neal ligou aqui essa semana, disse que ainda gosta de você e...

- Como é? – Emma bufou – Pelo amor, olha, vocês podem até manter contato com ele, afinal ele sempre foi muito gentil com vocês – tentou controlar o tom de voz para não sair irritada, seus pais não tinham culpa de Neal ser um pé no saco manipulador, Emma sabia bem o que ele queria – Mas não há mais nada entre nós! É um divórcio! Não quero saber o que ele fez ou deixou de fazer, mãe, não quero que falem de mim para ele, ok?

Neal não se conformava com a separação, nos últimos meses, desde quando finalizara o processo, ele havia tentando contato com Emma algumas vezes, por meio de Henry ou telefone, uma vez até chegara a ir ao hospital e se declarado, mas Emma tinha dado um basta, Neal às vezes precisava levar a real para entender algo, ela achou que tinha conseguido afastá-lo de vez, no entanto foi um ledo engano, aí estava ele usando os pais dela! Por que é que ele não a deixava em paz? Ela não gostava dele, os dois não dão certo, ele não é o tipo de relacionamento saudável e nem o que Emma sonhara, ela jamais estragaria a vida novamente, jamais se envolveria com alguém outra vez sem gostar de verdade e sem ter a certeza que é com aquela pessoa que quer passar a vida, que é aquela pessoa que ela procurou a vida toda, nunca, jamais, em hipótese alguma voltaria para Neal!

- Não me importo com o que ele sente ou acha que sente! Eu sou importante, cansei de me deixar em pedaços para que os outros fiquem inteiros... – ela parou de falar quando sentiu o celular vibrar no bolso traseiro da calça.

- Tudo bem, filha... Eu não quis dizer isso, só queria saber como você estava realmente... – Mary Margaret parecia escolher bem as palavras, ela sabia o quanto Emma tinha sofrido ao entrar numa relação sem amor, mas não conseguia entender como Emma não tinha despertado nenhum sentimento em relação a Neal, eles viveram 4 anos juntos, tiveram um filho, será mesmo que a filha não se apaixonou em nenhum momento? – Quero que seja feliz, Emma... Que lute pelo amor quando o encontrar!

Emma sorriu agradecida, sabia que a mãe estava sendo verdadeira, apesar de não entender totalmente o divorcio Mary e David respeitavam, viam que a filha não estava realmente bem naquela relação e a apoiaram em tudo quando ela comunicou da decisão, eles não sabiam do inferno que era sua vida, Emma evitava preocupá-los, Mary até sabia de algumas discussões que a filha havia mencionado, entretanto achou que o divórcio apenas por algumas intrigas era demais, toda relação tem brigas, tem problemas, temos que aprender a contorná-los, lutar por quem amamos, ela e David não viveram um conto de fadas, tiveram problemas como todos os outros casais normais, porém o amor deles era mais forte que qualquer outra coisa, não conseguia imaginar sua vida sem ele... Podia ver agora, nos olhos da filha, que ela não havia sentido esse amor ainda, o amor verdadeiro... Não era com Neal. Esperava que a filha encontrasse logo, Emma tinha esse jeito de durona, mas no fundo tinha todo o amor do mundo e ansiava por compartilhá-lo.

A loira puxou o celular do bolso que vibrou uma segunda vez indicando uma mensagem, desbloqueou a tela e entrou no ícone do aplicativo de mensagens, tinha um número desconhecido, mas aquela mulher da foto... Emma reconheceria à quilômetros. Sentiu a bochecha corar ao constatar que já reconhecia tão bem a morena.

“Bom dia, Srta. Swan... Gostaria de lhe lembrar que está me devendo um café”

“Sim, eu estou cobrando”

Mary observou atentamente a cena, as bochechas da filha ficando rosadas e logo depois um sorriso singelo e tímido pontar nos lábios da mesma, Emma sentiu os olhos inquisidores da mãe sobre ela e ajeitou a postura enquanto limpava a garganta para disfarçar... Mas disfarçar o quê?

- Filha... Você está se envolvendo com alguém? Namorando e não me contou? – os olhos da loira quase saltaram das orbitas, Mary quase riu da cara que ela fez.

- Quê? Não... Pelo amor de Deus, mãe! – falou sem jeito, ficando de pé – Vamos almoçar? Henry! – chamou

- E de quem era essa mensagem? O jeito que você ficou...

- Era só o que me faltava! Se eu fosse namorar alguém não seria essa pessoa! – cruzou os braços – Ela é a ultima pessoa no mundo com quem eu teria alguma coisa! – a mãe de Emma sorriu ficando de pé – Henry! Pai! Vamos comer sem vocês!

- Relaxa, meu bem. Você está fazendo aquilo que faz quando fica nervosa... – Emma a encarou e parou de morder o lábio, era um hábito de infância – Você me convenceu... Mas não respondeu a mensagem! – Emma lhe lançou um clarão verde, dessa vez Mary não conseguiu conter o riso – Vou pôr a mesa. – saiu em direção à cozinha, mas conseguiu ver a filha puxando o celular e digitando algo.

Emma digitou 3 vezes e apagou, responder ou não? Seria falta de educação deixar a mensagem lá? Ela já havia visualizado, melhor responder... Afinal é só um café, não é? Por que está ponderando tanto? “Menos, Emma!” pensou enquanto enviava.

“Sutil a sua cobrança. Mas fiquei devendo mesmo... Quando?”

A resposta veio logo em seguida

“Que tal hoje?”

****

Emma não sabia o porquê de parecer que seu estomago tinha uma escola de samba dentro, começou quando saiu da casa de seus pais para ir encontrar Regina para aquele café! Maldita hora que decidiu aceitar aquilo tudo! Tinha deixado Henry com os pais, o mesmo adorou, pois queria brincar o Baelfire, agora estava ali parada em frente ao café o encarando como se ele fosse um monstro, estava tudo tão confuso... Isso tudo era medo? Aversão? Regina a tirava de sua paz, revirava seu estomago, isso só podia ser um mau sinal, sinal de que ela não deveria ter vindo! E se ela voltasse? Desse uma desculpa? Regina já deveria estar lá dentro, nem ia ver quando ela desse meia volta... Poderia dizer que passou mal, ou que o filho passou mal... sim! Era uma ótima desculpa! Era sua saída!

- Swan? – Emma congelou com a voz que soou por cima de seu ombro. Sentiu aqueles arrepios esquisitos a atingirem com força. Droga, agora não tinha mais como fugir. Fechou os olhos e respirou fundo antes de virar e encarar a morena.

Como sempre Regina estava impecável em suas roupas sociais, fazendo Emma pensar se no guarda roupa dela não havia nada mais despojado, dessa vez trajava um vestido vinho e um salto preto, os cabelos alinhados e aquele jeito firme de olhar que parecia ler sua alma, o cheiro do perfume da morena alcançou Swan e se ela não tivesse controlado o pensamento, poderia jurar que sentiu saudade. Regina sorriu e Emma cruzou os braços na frente do corpo a encarando com o cenho franzido, não havia se acostumado ainda com aquele gesto, o sorriso de Regina era um dos mais lindos que a loira já havia visto, senão o mais, e isso a desconcertava, sem falar no fato de que era impossível reconhecer que uma mulher como aquela sabia sorrir e pior ainda um sorriso desses!

- Hey... – Emma falou na falta de palavras.

- Estava indo em algum lugar, srta Swan? – a morena falou dando um passo para frente e Emma institivamente deu outro para trás mantendo a mesma distância.

- Anh... Não... Eu... Só... Vamos entrar? – Regina quase riu. Ela sabia que conseguia causar essa espécie de nervosismo ou intimidação, seja lá o que for, nas pessoas, mas ter esse efeito sobre Emma... Tinha um sabor indescritível.

As duas entraram em silêncio e sentaram numa mesa ao fundo próxima a janela, Emma estava desconfortável com a situação e desde aquele episodio inusitado na sala de suturas tudo estava estranho, Regina estava mesmo sendo gentil? Emma não seria enganada tão fácil, não mesmo... O que essa mulher quer?

- Está tudo bem mesmo, Emma? – a loira quase saltou de susto, estava perdida em pensamentos e foi arrancada de lá pela voz de Regina, encarou os olhos negros e engoliu em seco... para que tanto desconcerto? Os lábios da morena se moveram mais uma vez, e Emma não conseguiu escutar o que eles diziam... Vermelhos e sexys, e ainda formavam aquele sorriso encantador e capturador de almas... – Emma? Swan? Está bem mesmo? – a loira podia jurar que havia um sorrisinho divertido no canto dos lábios da morena.

- Mesmo... Mas então, estamos aqui no café que insistiu tanto! – Regina cruzou os braços e observou a loira, o cabelo de Emma estava trançado, uma maquiagem leve pousava nos olhos, e nos lábios um leve batom no tom dos lábios da loira. Ela era mais do que linda... e isso instigava ainda mais Regina a ter o que queria, no fim ainda valeria à pena todo aquele joguinho.

Regina iria ter o que queria, não importava como, ela teria e no fim ainda provava para a amiga que Emma não tinha nenhum poder sobre ela, ao contrario, ela tinha sobre Emma, usaria e depois trataria de colocar aquela loira petulante no lugar.

- Já que estamos aqui, vamos pedir o café... – chamou a garçonete que logo veio e anotou seus pedidos, Regina uma média clara e Swan um cappuccino com canela. – Eu queria realmente me desculpar! Fui péssima com você...

- Uma grossa – Regina a encarou séria, precisou controlar para não dar a resposta... Essa mulher era mesmo muito irritante.

- Assim você me ofende sabe...

- Ah, então você tem um lado que se ofende? – Swan sorriu. Ali estava a verdadeira Regina, os olhos faiscando, Emma sabia que aquela Regina boazinha era só uma invenção sabe se lá para quê.

- Estou aqui tentando ser legal e sociável uma vez na vida! Mas parece impossível ser com você, Emma – falou entredentes, uma coisa era ser gentil, mas outra era engolir sapo dessa loirinha cheia de marra...

A moça trouxe os pedidos interrompendo a guerra de olhares que acontecia ali. Regina passou a mão nós cabelos e tentou buscar paciência de algum lugar, seria difícil não querer arrancar o coração de Swan e esmaga-lo lentamente. A garçonete saiu deixando-as a sós novamente. Emma sorriu, era só cutucar e o demônio Mills aparecia... Por que mesmo que Emma teve um pouquinho de esperança que ela talvez não fosse tão ruim assim? Que talvez ela pudesse ter alguma coisa boa ali por baixo...

- Você é mesmo cheia de si, não é, Mills? – Regina deixou os lábios formarem uma linha reta e tensa. Emma estava provocando e muito.

- Não me subestime, Swan. – Emma riu

- Ou então...? – disse enquanto travavam outra batalha de olhares afiados.

- Você não tem ideia do que sou capaz.

Dito isso Emma se pôs de pé subitamente, era só o que faltava, essa mulher deveria ser mesmo muito louca, tinha sérios problemas e conseguia a irritar muito, não iria ficar ali escutando aqueles absurdos.

Emma conseguiu alcançar a rua antes de sentir uma mão segurar seu punho e a fazer parar, foi um choque elétrico, mínimo, mas Swan sentiu na pele quando Regina a segurou e pode jurar que a morena também sentiu pela forma como retirou de uma vez a mão.

- Por que você tem que ser assim, hein? – Regina falou irritada e tentando controlar o tom de voz. As duas arfavam tamanha era a tensão, irritação e tudo mais o que havia ali naquele momento.

- Você acha que eu não sei o que você quer? – Emma falou brava, a morena até se assustou com o tom autoritário – Já passei por muita coisa, Regina! E sei conhecer quando alguém está fingindo ser o que não é! Eu posso estar enganada, mas aqui você não vai conseguir nada!

- Você está louca, Swan!

Quem passasse e assistisse a cena podia jurar que tinha um imã entre as duas, quanto mais falavam e ficavam irritadas, mais próximas iam ficando.

- Não me subestime, Mills!

Houve um momento em que Emma não conseguia mais desviar os olhos dos lábios de Regina, a morena sentia o perfume da loira invadir suas narinas e a desconcentrar, ela queria ficar realmente nervosa, brava, mas só conseguia pensar na imensidão verde que a olhava faiscante.

- Ou então...?

Engoliu em seco ao perceber que Swan deu um passo acabando com todo e qualquer espaço que tinha entre elas, estavam coladas, Regina sentia o estomago se encher daquela sensação que Swan trazia, a respiração saia com dificuldade e qualquer coisa que ela tivesse pensado em fazer antes já não fazia sentido, Swan conseguia fazer algo que ninguém mais fazia, conseguia penetrar na imperceptível rachadura de seus muros e isso a assustava, ela queria tanto beijar Emma, mas tinha medo do que ia sentir se fizesse...

Emma levou uma das mãos à nuca de Regina causando leves arrepios e a puxando para mais perto, aproximou-se tão lentamente que Regina quase acelerou aquilo, ela queria, agora sentia que precisava provar daqueles lábios, sua vida parecia depender daquilo. Antes que os lábios se tocassem Swan desviou e os colou no ouviu da mulher, causando mais daqueles arrepios, o perfume da loira já envolvia Regina por completo.

- Você não tem ideia do que eu sou capaz.

Virou-se rapidamente e saiu andando deixando para trás uma Regina estática e completamente sem reação.

 


Notas Finais


O que acharam?? hahaha
Fiquei P da vida com a Ems agora...

Beijinhos s2


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