História Seven Minutes In Heaven - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
Personagens Castiel, Kentin, Lysandre, Personagens Originais, Rosalya
Tags Amor Doce, Castiel, Kentin, Lysandre
Visualizações 111
Palavras 5.540
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Hentai, Josei, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


OMG, eu escrevi e reescrevi esse capítulo algumas vezes... Espero que gostem kkkk ~~rindo de nervoso

Capítulo 13 - Te Deixo Tocar


Fanfic / Fanfiction Seven Minutes In Heaven - Capítulo 13 - Te Deixo Tocar

Faziam algumas horas que a equipe havia partido, Tsuchiya estava sozinha naquele quarto, de repente o sentiu vazio sem as meninas, queria ter podido conversar direito com Clair, tanto sobre seu encontro, quanto sobre o cara da noite passada. Enfim, tinha algo interessante ali, naquele momento...

Colocou os brincos delicados em suas orelhas e ajeitou novamente o cabelo impecavelmente liso, olhou-se mais uma vez no espelho, passando as mãos pelo tecido encorpado do vestido salmão. Era curto, mas não do tipo que a deixasse vulgar, uma faixa marcava sua cintura, e botões da mesma cor velavam seu decote... perguntou-se se deveria abrir algum, optou por não fazê-lo.

Ouviu batidas na porta exatamente no momento em que checava suas mensagens no celular. Sorriu. A última vez que tinha visto Kentin, fora bem cedo pela manhã, agora, eram quase oito da noite. Estava explodindo de ansiedade, estavam sozinhos, não havia mais ninguém que os conhecesse, no outro dia ele citou seu quarto, e aquilo a colocava nervosa, mas... acima de tudo, estava empolgada...

Bem empolgada.

Girou a maçaneta, e de deparou com um buquê de lírios brancos, sorriu quando Kentin o abaixou, revelando seu rosto, ele sorriu de volta.

— Oh, quando acho que não pode melhorar, você me mostra como é linda.

Ele disse e ela sorriu timidamente, colocou uma mecha para trás da orelha, e olhou atentamente para ele. Kentin usava uma calça jeans cinza, uma camisa branca com as mangas dobradas até quase seus cotovelos, os cabelos estavam estilosamente bagunçados, ela sorriu novamente, ele lhe fazia tantos elogios mas...

— Você me faz elogios, mas não percebe o quão bonito está.

— Obrigado, minha amada - brincou - Onde vamos colocar suas flores de aniversário?

Ela arregalou seus olhos por alguns instantes, espantada com aquilo, definitivamente, não fazia ideia de que ele se lembrasse, ou soubesse daquilo. Relaxou, segurando o buquê que ele lhe ofereceu, cheirou vagarosamente as flores antes de dizer:

— Não sabia que se lembrava disso...

— Acha que eu não sei a data de aniversário da mulher que amo?!

Mais uma vez, foi pega de surpresa. Seu coração acelerou, pôde sentir seu rosto esquentando, e o sorriso dele, bom, aquele sorriso fez com que ela se sentisse sem chão. Sorriu.

— Não duvido... - virou-se, colocando as flores sobre a cama. Voltou para a porta - Vamos?

Kentin ofereceu o braço para ela, que o aceitou, mas não sem antes fechar a porta. Seguiu com ele, ansiosa pelas surpresas que aquela noite podia lhe proporcionar.

~~X~~

Estavam em um dos restaurantes do hotel, sim, havia mais de um. Entre sorrisos e conversas aleatórias, ela saboreava seu rolê de vitela com cogumelos, nunca tinha comido nada daquilo, e definitivamente, não era o melhor prato do mundo, ainda era adepta ao bom e velho bife com batatas fritas. No entanto, jantar com Kentin, a fazia gostar daquele prato, e ter aqueles olhos verdes olhando-a com tanta ternura a deixava em um estado único de romantismo incontrolado.

— Acha que os outros perceberam algo? - perguntou, terminando de comer, pensou se deveria pedir sobremesa... talvez um enformado de cerejas...

— Por que, você quer manter segredo sobre nós? - Kentin deixou os talheres sobre seu prato, e segurou a taça com água, sorvendo um gole - Eu não quero.

— Não me entenda mal, eu também não quero... veja, a Clair sabe sobre nós, e ela manteve segredo. Não é que eu queira que não saibam, só acho que no nosso local de trabalho, eles podem não gostar. Quero dizer, em quase lugar nenhum, se aceita isso.

Kentin pensou por alguns segundos, e voltou a taça novamente para a mesa. Analisou-a com aqueles olhos verdes, e sorriu.

— Totalmente entendi você, então vamos manter o trabalho no trabalho, e nós entre nós - a viu sorrir e segurou de leve sua mão - Você quer sobremesa, ou quer simplesmente voltar para o quarto e tomar um vinho comigo?

Tal frase ligou seu sexto sentido - aquele que não existe - Tsuchiya sentiu o coração acelerar, e o rosto esquentar. A mão calorosa de Kentin agora segurava a dela de verdade, seu dedos longos estavam entrelaçados nos seus...

O garçom se aproximou da mesa, com um sorriso nos lábios, perguntou:

— Vão pedir a sobremesa?

Kentin olhou para ela, como quem diz "você decide". Ela tencionou os dedos nos dele, e com um sorriso simples, disse para o outro rapaz:

— Não. Pode retirar, estamos de saída.

...

Alguns minutos haviam se passado, esperou que Kentin abrisse o vinho, ele estava em seu quarto, o que a deixou estranhamente nervosa. Kentin tinha definitivamente planejado aquilo tudo, não sabia se ficava alegre, ou ansiosa por desconfiar onde aquilo tudo fosse parar... ou que fosse começar.

Olhou para o lugar em que estavam, o quarto dava dois do qual ela estava hospedada. Estava na sala, sentada naquele sofá branco macio, a lareira estava acesa. Girou um pouco seu corpo, passeando os olhos pelo restante do cômodo, sentiu-se quase febril quando viu a cama atrás de si, grande e cheia de travesseiros, de repente, ficou nervosa. Aquilo era a última coisa que queria transparecer, respirou fundo, e continuou o tour com seus olhos; as janelas enormes cobriam a parede atrás da cama, cortinas finas compunham a cena, deixando-a romântica. Melhor ainda, para completar a cena de romance clássico, percebeu que acabava de começar a chover.

Kentin sentou-se ao seu lado, lhe oferecendo uma das taças com vinho tinto. Não estava acostumada a beber, mas socialmente, era algo que fazia. Sorveu um gole, e sentiu seu sabor suave. Olhou para Kentin, e quase pôde ver o brilho do fogo da lareira em seus olhos.

Sem deixar de olhar para ela, ele bebeu também, seu vinho.

— Não está arrependida, está? - perguntou.

— De quê? - perguntou de volta, mas arrependeu-se, sentiu-se tola.

— De ficar aqui comigo, de não ir com suas amigas, de entrar no meu quarto de hotel e beber meu vinho...

— Oh, meu e meu... - ela sorriu enquanto bebia um pouco mais do vinho - eu não me arrependo de nada.

Eles ficaram em silêncio, Kentin se encostou nas costas do sofá, e a olhou, aquele mesmo olhar de quando ficavam em seu carro.

— Que bom, porque eu também não me arrependo de ter despachado todo mundo.

Sorriu calmamente, mas foi o suficiente para ela corar. Ainda era difícil entender que estavam ali totalmente sozinhos... não que ela nunca tivesse ficado sozinha com nenhum cara, só que não tinha ficado com aquele propósito.

Devagar, ele se aproximou dela, segurou sua mão, e seus dedos se entrelaçaram. Esperou que ela desse qualquer sinal, mas Tsuchiya só deixou que ele o fizesse, aproveitou a mão que segurava a sua. Entendendo que ela não lhe diria nada, Kentin se inclinou, beijou aquele rosto corado, e seguiu com seus lábios para os dela, os beijou de leve, até que ela o correspondesse... um beijo calmo e gentil, o gosto adocicado e frutado do vinho lhes dando uma sensação prazerosa e marcante. Afastou-lhe os cabelos longos com os dedos, aproveitando para que roçassem de leve sua pele. A boca seguiu o caminho do maxilar até o pescoço, o beijou devagar, deslizando por ele calmamente, sentindo-a se arrepiar.

Tsuchiya levou a taça até os lábios, e tomou mais um pouco de seu vinho... não estava indiferente com aquilo, um tipo de empolgação tomou conta de si. Os lábios quentes e úmidos carimbando sua pele a faziam tremer. Agora estava lá, sentindo o coração acelerado, e a única coisa que podia fazer, era beber o vinho. Ficou surpresa quando ele se afastou sutilmente, colocando a própria taça na mesa de centro, para depois segurar a dela, e fazer o mesmo. Colocou-a próxima à sua.

A garota jeitou sua franja, disfarçando. O viu se aproximar, Kentin colocou de leve uma das mãos em seu joelho.

— Posso? - perguntou sorrindo.

— Pode.

Sem pedir permissão duas vezes, ele juntou os lábios nos dela, beijando-a, a principio, devagar, mas logo, seu beijo se tornou apaixonado. Suas mãos fizeram certa pressão em sua cintura quando ele a enlaçou. Afastou-se apenas para olhá-la, viu aquele rosto corado e lábios avermelhados... Kentin não controlou seu instinto.

Inclinou-se, encostando-a no braço do sofá sem deixar de beijá-la, suas mãos deslizaram por debaixo do tecido do vestido, mas desistiu, e subindo-as, começou a desabotoar os botões da parte de cima. Tsuchiya o olhava enquanto ele fazia aquilo, não conseguia pensar direito. O clima era agradável, a chuva fina lá fora, o barulho do mar e o som da lenha terminando de queimar na lareira.

Viu a mão dele tocar seu seio ainda por cima do tecido, devagar, massageando-o lentamente, viu sua boca subir por seu  pescoço, sentiu sua língua roçar sua pele, as mãos hábeis terminando com os botões, deixando seus seios livres. Tocou um deles, seus dedos seguraram sua ponta, acariciando-o. Não olhava para ela, estava totalmente entretido no que fazia, ao sentir a mão dele ali, sentiu algo ser provocado, algo que nunca havia sentido. Acabou gemendo quando ele substituiu a mão por sua boca, sugando-o lentamente, as bochechas demonstrando a força da sucção.

Ele desceu suas mãos, levantando o vestido que ela usava, enrolando-o até os quadris, levando uma delas até sua barriga, alisando sua pele com vontade, mas carinhosamente. Afastou-se, seus dedos estavam nas tiras laterais de sua langerie, Kentin fez que ia tirá-la, mas ela se sentou. Ele piscou algumas vezes, pareceu confuso, porém respirou fundo.

— Fui rápido demais? - tirou suas mãos de cima dela, e se ajeitou no sofá - Não gosta assim?

—- Eu gosto... - falou envergonhada, sentindo o rosto queimar - mas... preciso confessar uma coisa...

Kentin a olhou com atenção, pareceu curioso, sentou-se mais próximo à ela, e a viu segurar as partes do vestido que estavam abertas e lhe mostravam os seios, escondendo-os.

— Você está com vergonha de mim? Se não quiser fazer hoje, eu entendo, faz pouco tempo que estamos juntos... - ele coçou a própria nuca, visivelmente desconfortável - Talvez eu tenha levado em consideração apenas o fato de sermos adultos, não pensei nos seus princípios...

— Não é isso... - a cabeça dela parecia querer explodir, estava com tanta vergonha que poderia morrer - não tem nada a ver com meus princípios, eu sei bem o que quero... Só que, Kentin, eu nunca fiz isso...

— Isso o que? Então acha mesmo que está cedo? 

Ele realmente não pareceu entender, e aquilo a desesperou. Tsuchiya levou uma das mãos ao rosto, escondendo-o, não acreditava que teria de passar por aquilo de novo, contar novamente e receber aquele tipo de olhar debochado. A diferença era que com Theo ela fugiu, mas com Kentin, ela queria fazer... só estava insegura...

— Tsuchiya... - ele tirou a mão dela da frente, encontrando os olhos azuis de sua namorada - me diga.

— Eu nunca fiz... isso... sabe... - ela engoliu em seco - Nunca fiquei com ninguém assim... - ele a olhou ainda mais curioso, e em meio a vergonha que a assolou, Tsuchiya disse - Eu nunca transei com ninguém...

Kentin inclinou a cabeça como quem absorve informações, seus olhos verdes a observavam. Abriu sua boca para falar, mas a fechou. Pronto, Tsuchiya entendeu aquilo como "que esquisita", certo, naquele dia ela fazia vinte e sete anos, e era virgem... Qual o problema? Fez que ia se levantar, mas ele a segurou.

— Espere, aonde vai? - falou confuso.

— Para o meu quarto. Eu acabei de quebrar o clima todo com a minha revelação bombástica - sua voz saiu baixa, demostrando sua vergonha.

— Você não quebrou clima algum. - ele sorriu e ela corou - Fiquei surpreso, mas não chocado... e estou empolgado também.

Ao dizer aquilo, ele tocou os cabelos, e depois o rosto dela. Tsuchiya piscou algumas vezes, sentindo um pouco de medo, não dele, lógico que não, mas porque sentiu que ele não iria parar. Suspirou quando a mão dele parou de leve em sua nuca.

— Você sempre foi um mistério para mim... - ela sussurrou.

— Ficaria surpresa se eu te dissesse que você sempre foi o mesmo? - ele se aproximou, beijando-lhe levemente o queixo - Quando eu a vejo, imagino todas as coisas que quero fazer com você... - suspirou tocando o rosto dela lentamente - Se você nunca ficou com ninguém, então serei cuidadoso, vou obedecer o que você quiser, mas não posso esconder que quero você, e quero muito... - ele a beijou, devagar, sua língua encontrou a dela em meio aquele beijo, provou de sua boca como se fosse a mais deliciosa sobremesa -  Você falou em transar, mas eu não quero transar com você... - os olhos dele se tornaram intensos sobre os dela, os dedos fizeram a volta no maxilar da garota - quero fazer amor com você, Tsuchiya... Só me diga que sim...

— Sim... - ela murmurou, ainda de forma encabulada.

Ele tirou a mão dela, aquela que segurava o tecido do vestido. E quando ele se abriu, Kentin sorriu, deixou seus dedos roçarem carinhosamente a pele de seu pescoço escorregando-os até seus ombros, dedilhando, tateando, sentindo sua textura. Fez com que ela se deitasse novamente, e calmamente veio sobre ela, Tsuchiya o olhava, quase apreensiva.

— Se estiver com medo, ou quiser parar, me diga...

Ela passou a língua pelos lábios, umedecendo-os, deixou suas mãos tocarem o peito dele, e lentamente, passou a abrir os botões de sua camisa, Kentin sorriu ao vê-la fazer aquilo. 

— Não estou com medo, só me ajude, está bem? - disse, porém estava tão nervosa que sentia o rosto queimar.

Os olhos verdes se encontraram com os dela, enquanto Tsuchiya aproveitava a sensação de sentir o corpo dele pesando sobre o seu, seu tórax firme e quente sob suas mãos. O beijou enquanto terminava de desabotoar sua camisa, quando o fez, Kentin se afastou para tirá-la.

— Eu quero muito você... 

Disse voltando para beijá-la. Ela também o queria, queria satisfazê-lo e saber até onde podia chegar com ele. 

Enquanto sua boca se grudava na dela, com movimentos alternadamente urgentes e leves, suas mãos dançavam pelas curvas modestas de seu corpo. Ela nunca foi o tipo que ostentava o corpo perfeito, talvez aquele fosse um dos motivos para não ter tido aquele tipo de experiência com ninguém... Porém, Kentin não pareceu ligar, a tocou de forma tão deliciosa, não era nada agressivo, era calmo e intenso. Suas mãos encontraram as costas dela, tocando suavemente sua coluna, fazendo-a sentir sua ereção sob sua calça quando encostou-se mais um pouco nela.

Se afastou, segurando seu vestido, puxando-o, ela levantou seus braços para que ele o tirasse. Voltou a beijá-la, Tsuchiya se permitiu entrelaçar os dedos em seus cabelos, experimentando a sensação de puxá-los com um pouco mais de força, Kentin gemeu sobre sua boca, enquanto descia suas mãos até seus quadris, puxou a langerie de maneira lenta. Pôde sentir a tensão que ela sentiu, mas não podiam continuar aquilo com ela no caminho, não podiam mesmo.

— Quero você, cada pedacinho seu...

Disse enquanto beijava novamente o pescoço dela, sua boca descendo por seu colo, encontrou seu seio, o beijou, o tomou em sua boca, sua língua lhe fez a volta, os dedos dela em seus cabelos o apertaram com um pouco mais de força. 

Sem soltá-la, caminhou sua mão até seu ventre, descendo mais ainda, a tocou, lentamente, Tsuchiya deixou um gemido baixo escapar por entre os lábios semicerrados, sentindo os dedos dele lhe tocarem, aceitando que ele a tocasse como se estivesse encantada, entorpecida por aquele toque tão íntimo. Os dedos fizeram aquilo de forma tão calma que, ela se deixou levar. Pôde senti-lo deslizá-los até sua entrada, e voltar para aquele ponto em que a tocava com movimentos circulares, e quando ele os voltou para baixo, e fez certa pressão, ela se assustou.

— Kentin... 

Segurou a mão dele, os olhos verdes intensos, naquele instante a fitaram com uma calmaria sem tamanho. Ele se inclinou, beijando-a devagar, fazendo-a soltar sua mão quando voltou a tocá-la...devagar.

— Deixe-me... - sussurrou nos lábios dela - eles não vão até o fim, preciso que esteja pronta.

Sabia que aquele tipo de momento não era o certo para ser tímida, mas não conseguia evitar. Sentiu os dedos calmos a contornarem, e tocarem calmamente sua região intima...deixou que o fizesse. E quando um deles caminhou para o local ao qual ele tinha pedido permissão, o deixou também. Sentiu uma pressão estranha quando ele o forçou, tirou e colocou novamente, como disse, não o fez inteiro, estava respeitando seu limite.

— Posso ir assim? - perguntou devagar.

— Pode... 

Tsuchiya respondeu, totalmente extasiada enquanto sentia seu dedo provocá-la devagar, quase dançando em sua entrada, convidando seus quadris a se moverem juntos dele. 

Kentin beijou o pescoço e deslizou por seu colo, a boca roçando seu seio e o mamilo, o sugou calmamente enquanto a tocava, sentindo-a se contrair devagar. Foi em direção à sua barriga, beijando sua pele, aspirando o cheiro floral que ela emanava.

Uma mescla de pavor e vontade a assolaram quando ele desceu até onde sua mão estava, segurou suas pernas calmamente, abrindo-as o suficiente para que sua cabeça ficasse entre elas. Estava levemente assustada, mas o deixou... estava curiosa sobre aquilo e ele pareceu estar da mesma forma. Primeiro a tocou com seus dedos, ela pôde senti-los, sentiu a forma com que trabalhavam ali, deslizando de cima para baixo, hora em lentos movimentos giratórios, hora ameaçavam entrar devagar. E quando enfim, ele se aproximou, a respiração leve e descompassada próxima da pele clara, beijou sua virilha, e sua língua deslizou carinhosamente, seguindo para o centro... estava lá, de baixo para cima, levemente fazendo aqueles carinhos molhados e excitantes. Só com aquilo, ela imediatamente arqueou seu corpo, as costas desgrudaram do acento do sofá, e sua mão foi até uma das almofadas, a apertou com força. Kentin voltou a fazer o mesmo, de novo e de novo. Seus dedos o auxiliaram, abrindo-a, intensificou, chupando seus lábios, fazendo-a gemer.

— Oh meu Deus... 

Tsuchiya deixou aquilo escapar enquanto tentava não se contorcer, ouviu a risadinha abafada dele, e aquilo só piorou o estado que estava. Não era só a boca dele que lhe afundava em um mar de sensações novas e delirantes, aqueles sons e seus dedos brincando com ela também eram fantásticos... Os lábios quentes e calmos iam de encontro à ela, devagar e seguindo o mesmo ritmo. A língua morna seguia seus relevos, e adentrava como se soubesse exatamente o que estava fazendo... ele definitivamente sabia o que estava fazendo.

Ela levantou levemente seu quadril quando ele segurou seu clitóris entre os lábios. Se ele simplesmente ficasse daquela forma, ela já não reclamaria, encontraria seu próprio céu... mas ele se tornou intenso. Quando os quadris dela foram de encontro à sua boca, percebeu que não estava longe, arriscou um pouco mais de ousadia, e veio nela com mais vontade. Os lábios tornaram a envolvê-la, enquanto a viu tremer levemente, e juntar os braços ao corpo. Uma série de espasmos, seguida por pernas ficando dormentes a assolaram, enquanto ela quase via estrelas... o sentiu se afastar, lambeu seus lábios e o viu fazer o mesmo. Veio sobre ela, tomando sua boca, sua língua encontrou a dela quase freneticamente, aquela mesma língua, capaz de fazê-la encontrar as nuvens. Ele não queria esconder a vontade que estava sentindo.

—- Kentin... - Ela sussurrou mordiscando o lábio inferior, sentindo um misto de prazer e apreensão.

-— Vamos para a cama?

Ele perguntou, mas não esperou a resposta dela, a pegou no colo. Tsuchiya se segurou nele com medo de cair, acabou rindo da situação, ele também e beijou-lhe a ponta do nariz. Caminhou com ela em seus braços, indo em direção a cama, não demorando para que chegasse lá. A deitou ali, subindo também, a olhou nua, e seu coração acelerou, na sala quase escura, não pôde perceber o quão linda ela se tornara. Pensou no que fazer a seguir sem parecer desesperado, desceu as mãos por suas coxas, e afastou-lhe as pernas, olhou diretamente para o seu rosto, os olhos azuis estavam abertos, mas o olhavam de maneira diferente. Céus! Estava tão corada que ele achou que iria conseguir se controlar.

— Essa luz vai ficar acesa...? - ela perguntou baixinho. 

— É automática... - ele respirou, estava ansioso, mas entendeu o lado dela - Vou desligar o interruptor.

A pouca luz que vinha da lua escondida atrás das nuvens de chuva entrou pela enorme janela com cortinas finas quando ele desligou a luz, imediatamente entendeu que o que para ele era motivo de excitação, para ela podia ser vergonhoso. Nunca faria nada que a deixasse desconfortável, mas precisava fazer algo ou iria explodir. Deitou-se ao lado dela, seu corpo era tão bonito que o seduzia, sua pele clara pareceu acender debaixo da luz da lua. Tocou sua barriga de forma carinhosa, e apoiou a cabeça em seu cotovelo, Tsuchiya o olhou.

— Me desculpe, por minha culpa isso está muito mais lento não é?

— Eu gosto dessa lentidão, é prazeroso... - ele a beijou devagar, sua mão acariciou a coxa direita dela, os dedos deslizaram em direção ao meio de suas pernas, tocando-a com movimentos circulares - Eu gosto de descobrir você, e quero que me descubra também... Você quer?

— Eu quero... - disse enquanto as bochechas assumiam um tom ainda mais avermelhado - mas não sou ousada o bastante...

— Não precisa de ousadia, só de vontade.

Kentin segurou sua mão, a guiando por seu tórax, era sensualmente firme, ela adorou sentir seus músculos sob seu tato, na medida certa, era definitivamente muito bonito. Juntando a coragem que tinha, se virou, sua mão desceu mais um pouco, o tocou sobre a calça, parecia apertado ali, quase engasgou ao pensar naquilo.

— Me avise se eu fizer algo errado... - acabou falando de forma encabulada.

— Nada vindo de você pode ser errado... - ele sorriu - Estou curioso com o que vai fazer. O que quer fazer, Tsuchiya?

O ar quase sumiu por completo dos pulmões dela, era verdade, o que queria fazer? Pensou por tanto tempo, que ele se sentou, e olhando para ela, abriu o botão e o zíper da calça, movendo-se, a tirou. Ela o olhou, ele era realmente bonito, desde seu peito definido da forma que ela admirava, até suas coxas e a fileira de poucos pelos em sua barriga, e aquela cueca boxer vermelha que casava perfeitamente com tudo aquilo, envergonhada, engoliu em seco.

— Eu quero que me olhe nos olhos e me beije... Não se torture pensando no que fazer, temos tempo para tudo... Não pretendo te deixar ir tão cedo...

Ao ouvir as palavras dele, ela sentiu algo, aquilo era verdade, também não queria que ele fosse. Desde o dia em que o reencontrou, pensava se de verdade, não era para terem ficados juntos desde o princípio. Sentia-se a vontade com ele, e sabia que seus sentimentos eram recíprocos, inclinou-se sobre ele, beijando-o. As mãos dele a agarraram pela cintura com certa firmeza, certamente percebeu que ela havia tomado sua decisão.

Tsuchiya deixou sua mão deslizar sobre ele, e o tocou, a moveu enquanto olhava para seu rosto, enfim ele semicerrou seus olhos, era a prova de que gostava daquilo. Juntando novamente sua coragem, segurou em cada lado de sua cueca, puxando-a para baixo. Olhou para ele de forma curiosa, Kentin riu, fazendo-a sentir-se idiota.

— Não ria de mim... - falou, ainda sem certeza.

— Não ri de você, ri para você.

Ele a puxou, sua boca colou na dela, faíscas percorreram suas veias quando ele o fez, sua língua pediu passagem de maneira gentil e ela cedeu. Deixou sua mão tocá-lo, segurando seu membro, massageando-o em movimentos leves e com um pouco de pressão, subindo e descendo sua mão. Ele gemeu, puxando um pouco mais sua cintura, fazendo o corpo dela colar no seu, deitou-se com ela sobre ele, beijando-a. Com pressa, terminou de tirar sua cueca, e pareceu surpreso quando ela lhe beijou o pescoço, descendo os beijos por seu torso, beijou sua barriga, e segurou novamente seu membro de forma gentil. Kentin cerrou os lábios, mas os abriu para dizer:

— Não se force com algo para me agradar...

Tsuchiya não respondeu, o tocou com a ponta de sua língua, e uma sensação estranha lhe arrebatou... não sabia que tinha coragem para aquilo, mas acabou colocando-o na boca. Ele fechou seus olhos lentamente, aproveitando aquela sensação... era quente, calorosa. 

Tinha um gosto agridoce, e era algo diferente para ela, sentiu o próprio corpo responder à ele. Ajeitou-se, ficando entre suas pernas, a boca ainda preenchida por ele.

Kentin esticou seu braço, e com sua mão, tocou-lhe o seio, apertando-o enquanto gemia baixinho, extasiado, jogou sua cabeça para trás, sentindo-a chupá-lo, agora, com mais vontade, tamanha vontade que o fez sentir que aquilo era injusto.

— Tsuchiya... olhe para mim...

Ela obedeceu, ambos sentiram o sangue correr mais depressa nas veias quando se olharam. A imagem da boca dela nele, e sua língua lhe fazendo a volta, o enlouqueceram, assim como seus olhos verdes e rosto corado fizeram dela um pouco mais molhada. Os olhos azuis dela brilhavam no escuro enquanto olhava para ele. Kentin se sentou, puxando-a, a abraçou, ela correspondeu seu abraço, mas achou que tinha feito algo errado... Era uma mulher com alma de menina. 

A segurou, deitando-a em sua cama, mas desceu. Ela o viu dar a volta sem entender nada, ele estava de costas para ela, quando ouviu o barulho da embalagem sendo rasgada, o coração acelerou, cobriu seu rosto com ambas as mãos, mas as tirou quando ele retornou. Kentin subiu novamente, colocou algo no criado mudo e ficou ao lado dela.

— Tsuchiya?! - ele a puxou como se ela fosse uma boneca, os olhos dela encontraram os dele - Eu não quero que pareça frio, quero que fique satisfeita, pare de se esconder, me diga o que quer, e do que gosta.

— Eu quero você... - disse, pois sabia que ele estava certo.

— Até agora, achei isso muito bonito. - segurou seu queixo - Mas, acho que chegou a hora de parar de brincar.

A beijou, suas mãos investiram em seu corpo, apertou seus seios e deslizou os lábios por seu colo, ela gemeu baixinho, seus dedos se prenderam nos cabelos dele. Passou a língua pelo seu pescoço e viu sua pele se arrepiar, abaixou o olhar, e viu seus seios intumescidos, não resistiu e tomou um deles em sua boca, ela se ajeitou para que ele o fizesse.

Lentamente, a fez deslizar, deitando-a em sua cama e ficando por cima dela. Sua mão desceu e seus dedos a tocaram intimamente, devagar, não queria machucá-la, a sentiu umedecer e decidiu terminar com aquela tortura. Encaixou-se entre suas pernas, abrindo-as com as suas, segurou as dela de forma carinhosa, esfregou seu membro em sua intimidade.

— Não quero te machucar, mas acho que não tem como fazer isso sem dor...

Se inclinou sobre ela beijando-a, manteve sua boca na dela, como uma forma de tentar acalmar o incomodo enquanto a penetrou devagar, ela se esforçou e tentou se concentrar no beijo, aquilo doía mais do que podia imaginar. Segurou-o com força, enlaçando seu pescoço com ambos os braços, sentindo uma desconfortável sensação de calor em seu ventre. Kentin ficou parado, esperando que ela se acostumasse com aquela situação, diferente do que ele mesmo sentia, sentí-la tão apertada, o deixava louco... Quis começar de uma vez.

— Você está bem? - perguntou baixinho.

— Não... - ela disse sincera, mantendo a boca entreaberta - Mas acho que posso ficar bem, continue.

Ele não soube direito se aquilo era encorajador ou não, pensou se deveria sair e deixar que ela se acostumasse com a ideia... no entanto, quando deu por si, já tinha investido seus quadris contra ela, devagar a princípio, queria mostrar para ela que era dele, e ele pertencia à ela. Seu corpo inteiro enrijeceu, seus músculos trabalharam de maneira ordenada, a contração do seu abdômen foi o único aviso de que as coisas estavam ficando sérias.

— Tsuchiya... devo continuar? - perguntou, antes que fosse tarde para parar.

Ela fechou os olhos com força e tornou a abri-los, a dor era incomoda... mas... era ele, era Kentin. Estava com ele, fazendo com ele. Segurou seu rosto com ambas as mãos e o beijou, puxou sua cabeça para que a encaixasse na curva de seu pescoço.

— Continue... se parar agora, vou me sentir idiota.

— Desculpe...

A voz dele soou rouca e baixa, enquanto se moveu um pouco mais ousado. Devagar ele foi de encontro à ela, minutos se passaram enquanto ele se movia sozinho. Cada vez que ia, algo nela doía, mas estranhamente, foi se acabando, até que a dor fosse a última coisa com que ela se preocupasse. O puxou ainda mais, já entorpecida pela sensação estranha... na verdade, eram ondas de sensações e sentimentos que não sabia explicar, e nem conseguia entender. Kentin enterrou a cabeça na curva de seu pescoço e a prendeu com força onde ela estava, mais forte e mais rápido, murmurando sons que ela nunca imaginaria ouvir. Também não podia fingir não sentir nada, estava quente, parecia febril, soltou uma das mãos, agarrando suas costas, arranhando de leve, sentindo seu ventre esquentar ainda mais. 

Se moveram de maneira compassiva, soltando inevitáveis sons de desejo, beijando-se de maneira enérgica, sentindo seus corpos quentes, ofegantes, tentando manter a respiração controlada. Ele a segurou firmemente, parecia que estava chegando ao fim. Ela sentiu algo em seu interior, um calor ainda mais intenso, e uma onda descomunal de arrepios incessantes.

Kentin gemeu uma última vez, pulsou e tremeu dentro dela, uma sensação única que ela nunca havia sentido. Saiu de seu interior, mas a manteve em seus braços, ergueu a cabeça e esfregou levemente o rosto no dela.

— Kentin... 

Ela sussurrou, beijando-o novamente, afastou a boca da dele quando sentiu sua mão a tocar, seus dedos estavam mais ousados dessa vez, passeavam lá embaixo como se ele quisesse aquilo desde o princípio.

Rapidamente se levantou, pegando o que havia deixado no criado mudo. De joelhos, tirou o preservativo que usava e com habilidade, colocou o outro. Aquilo deveria assustá-la ou empolgá-la? A empolgou, olhava para ele ansiosa, pois ele estava da mesma forma.

— Podemos de novo ou...? - de repente ficou tímido, achou que aquilo fosse assustá-la.

— Acho que podemos...

Como se aquilo fosse possível, ela ficou ainda mais corada. No entanto, ainda não tinha sentido cem por cento o que imaginava que deveria sentir... não daquela forma. Ele se deitou lado dela, por trás, o corpo bem junto ao seu. Beijou seu ombro, e juntou a boca ao seu pescoço. Segurou a perna de Tsuchiya, ela de costas para ele, deixou seu membro deslizar para dentro dela, gemendo e ouvindo-a gemer com aquela sensação. Kentin a invadiu de maneira lenta, com ela movendo os quadris para que trabalhassem no mesmo ritmo perfeito, segurando seu seio, ele se retirou e voltou, mais fundo e mais forte.

— Me diga se eu devo parar... ir devagar?

— Não pare, não vá devagar... só faça.

Ela o respondeu com uma coragem que não sabia que tinha. Agora, ambos não podiam sequer evitar os gemidos e murmúrios de amor. Seus corpos começavam a suar, tanto pela noite quente, quanto pelo calor que exalavam. Ele a segurava com uma possessão diferente de minutos atrás, beijando seu pescoço e ombro, e tocando seu seio de forma ousada, ardente. Usou o peso do próprio corpo para ficar por cima dela, puxando-a para se apoiar em suas mãos e joelhos, viu suas costas e caminhou os dedos por sua coluna perfeita, vendo-a arquear o corpo.

Segurou sua cintura, focado, movimentando seus quadris com a certeza de que estava em seu limite. Ver sua pele clara e macia, o jeito com ela suspirava e suava diante dele, a maneira com que deixou os braços penderem e o rosto colar no travesseiro, tudo o fazia ter vontade de ficar a noite inteira com ela. Inclinou-se, beijando seu ombro, mordeu levemente sua pele ouvindo-a gemer. Adorava aquilo, adorava a voz manhosa com que ela o estava chamando, queria ouvir mais e sentir mais. A prendeu com mais vontade, sentindo o corpo dela sugá-lo, agarrá-lo, sentiu então seu membro pulsar, crescer e a preencher. 

— Tsuchiya... eu não aguento mais...

A tensão tomou conta de seu corpo, desceu por suas costas e o fez "explodir", sendo puxado para ela, ouvindo sua voz ofegante e seus gemidos, sabendo que haviam tido um orgasmo conjunto. Ainda moveu os quadris por mais algum tempo, lamentando em sua mente, o fato de ter de usar um preservativo, queria sentir o prazer dela de forma completa... Mas nunca lhe exigiria aquilo.

Quando se deitou exausto ao lado dela, a puxou carinhosamente. Tsuchiya deitou-se em seu peito, e aproveitou os braços dele ao redor de si, e os beijos carinhosos que ele depositou em sua testa. Levantou seu rosto, beijando sua boca, sentindo ainda o coração acelerado, não conseguia acreditar que tinham mesmo feito aquilo.

— Me desculpe se não fui muito romântico... talvez...

— Você foi perfeito - ela disse, deitando-se novamente sobre ele - Kentin...

— O quê?

Ele perguntou, vendo as marcas da chuva na janela, serem refletidas no teto.

— Eu te amo.

Disse antes de fechar seus olhos, queria dormir nos braços dele, e eternizar aquele momento para sempre.


Notas Finais


FOI BRASIL, ESTOU NERVOUSA... CRUZES!

Pior que no próximo tem segundo round! SOS kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk


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