História Seven: Os Sete Pecados Capitais - Capítulo 8


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Dominação, Eliane Giardini, Sensualidade, Virgindade, Werner Schunemann
Visualizações 310
Palavras 4.701
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


"Achei que fosse enlouquecer, nunca imaginei passar por nada semelhante a isso. Henrique não tem ideia do que está fazendo comigo! Não posso culpá-lo, a mentira é minha. Algo nesse homem está mexendo com meu psicológico. Até quando irei aguentar? Como cheguei a esse ponto? Que Helena sou eu?" - Helena Bertrand

Capítulo 8 - Resista


Fanfic / Fanfiction Seven: Os Sete Pecados Capitais - Capítulo 8 - Resista

Narrado por Henrique Martinez

Estamos a caminho do jantar, Helena permanece em silêncio, sem sombra de dúvidas é a mulher mais intrigante da Casa Vermelha e que já tive a oportunidade de conhecer. Não digo isso pela maturidade, mas pela forma como se comporta, as outras meretrizes fazem de tudo para me agradar, enaltecem meu ego e aproveitam cada minuto ao meu lado. Elas brigam entre si para sair comigo, Helena, porém, parece estar aqui obrigada, mas como não desejo saber qualquer mísero detalhe da vida de nenhuma delas, o importante é que esteja atenta às minhas ordens. Hoje, especificamente, não coloquei nenhuma música para tocar durante o trajeto, apenas os toques​ de minhas mãos ao volante embalam o ambiente, faço isso com o único propósito de escutar sua respiração, pelo modo como seu colo se expande, é bem provável que esteja tão nervosa quanto tensa, isso me instiga. O Euphoria transborda de seu corpo para todo o carro, aos poucos me sinto como um viciado inalando um entorpecente. Por que minha mente a cada segundo, formula perguntas sobre esta mulher? Por que eu não acho que ela seja comum? Já saí com tantas mulheres que mal recordo o rosto delas, e de uma, eu matei a lembrança. Paramos num sinal de trânsito e ela finalmente me olhou, mas desviou logo em seguida. Puxei seu queixo fazendo contato visual mais uma vez. Visualizei o tempo para o sinal abrir e ainda temos trinta segundos, me aproximei dela e rocei meu nariz por sua bochecha, sua pele é tão macia quanto o pêssego e ela exala a "toxina" para me inebriar. Senti seu corpo travar no assento. 

- O que você vai sentir hoje é só o começo do que eu tenho planejado - o corpo dela estremeceu involuntariamente. 

- O que você vai fazer? - lambi o lóbulo de sua orelha. - Essa Helena vai morrer aos poucos e no final tu serás outra mulher - seus olhos verdes me olharam incompreendidos. 

- Pra que tudo isso, Henrique? - o sinal abriu e prestei atenção no trânsito. 

- Para o meu prazer, querida! - respondi a acelerei ainda mais o carro, Helena calou-se, porém, está ainda mais intrigada.

Após quinze minutos, avistei a propriedade dos “Lacerdas”, pisquei três vezes o farol do carro e automaticamente os portões foram abertos, entrei com o veículo e o estacionei próximo à entrada principal. Desci, dei a volta no carro, abri a porta para Helena e estendi a mão, ela desceu e se pôs de pé em minha frente. A olhei mais uma vez de cima a baixo, está impecável esta noite, ofereci meu braço e ela entrelaçou o dela no meu, seguimos até a entrada, um homem de terno azul marinho nos recepcionou.

– Boa noite, senhor Martinez – acenei com cabeça e ele indicou o local. 

– A partir de agora seja altamente discreta, Helena – falei baixo para só ela ouvir. – Só fale com quem falar com você, não puxe assunto e muito menos faça perguntas – Helena tremia as mão pelo nervosismo. – E o mais importante, disfarce qualquer sensação que sentir – seus olhos me fitaram assustados. 

– Que sensação? – perguntou confusa e tímida. – Hoje vai ser uma noite memorável para você – sorri malicioso para ela e chegamos ao salão principal da residência, cumprimentei todos os conhecidos e o garçom nos serviu um vinho suave.

Narrado por Helena Bertrand

Sinto um gelo em meu estômago ao notar o ambiente, parece que todos estão enfeitiçados por conversas sobre negócios. Depois do que fiz hoje para ele, sinto como se tivesse perdendo todo o pudor, tenho vontade de me flagelar ao afirmar para mim mesma que gostei de sentir seu gosto, que foi bom. A consciência me condena a cada segundo e sinto como se fosse a mulher mais pecadora do mundo, e das criaturas, a mais miserável.

Alguns olhares se voltam para mim e eu tento decifrar o modo como as mulheres agem em seus belos vestidos de grife. A bebida ainda resiste em descer prazerosa por minha garganta, não sei o que esta noite me reserva, porém, do jeito que Henrique me olha, posso esperar qualquer coisa. Notei uma mesa enorme, pronta para um banquete sofisticado, uma outra com doces e demais iguarias, além de garçons servindo a todo momento. Henrique não me deixa sozinha por um minuto sequer. À certa altura da reunião, um homem moreno recém-chegado, acompanhado de um senhor de cabelos brancos veio nos cumprimentar. – Boa noite, Henrique – os dois apertaram firmemente as mãos. 

– Boa noite, César – ele retribuiu. 

– Boa noite – estendeu a mão e quando a segurei, ele beijou o dorso da mesma. 

– Mas que bela dama, Henrique – os dois sorriram de um jeito diferente, malicioso. 

– Eu nunca erro em minhas escolhas – Henrique me olhou sedutor e falou com sua voz rouca. 

- Este é Heitor Moraitis, o empresário grego de que lhe falei – o homem nos olhava como se nada entendesse. – Mas ele não fala português e nem espanhol – César disse com um tom de desculpas. 

– Acho bom que o intérprete chegue a tempo da nossa reunião, já que você vai embora logo após o jantar – o homem ficou um pouco amedrontado com a fala de Henrique. – Chegará – assentiu, o grego fez algum comentário com César, depois voltou-se para mim e também beijou minha mão. 

Ο Henry είναι ένας τυχερός άνθρωπος (Henrique é um homem de sorte) - sorri para ele e respondi. 

- Είστε πολύ ευγενικός (O senhor é muito gentil) - ele retribuiu me olhando afavelmente. Henrique me encarou espantado, porém disfarçou. 

- Você fala grego fluentemente? - ele parece incomodado com alguma coisa. 

- Consigo me comunicar na maioria​ das vezes, ele fala devagar e isso ajuda - vi um risinho de satisfação em sua face. 

- Πες του είστε ευπρόσδεκτοι να επισκεφθούν την εταιρεία μου στη Σαντορίνη (Diga a ele que está convidado a visitar minha empresa em Santorini) - Heitor pediu que eu transmitisse o recado a Henrique, assim o fiz, ele me ouve atentamente e me observa intrigado. 

- Diga a ele que vamos acertar os negócios hoje na reunião. Meus investimentos serão destinados se a proposta me agradar - falou sério e fez sinal para que eu traduzisse para o homem. A interpretação durou mais alguns minutos, fiz minha parte e isso aparentemente o agradou. Ao mesmo tempo em que tomamos mais vinho, o sigo pela sala enquanto conversa com os elegantes homens de terno e suas esposas à tira colo. Todas caladas ou de poucas palavras, objetos de exibição de seus maridos ricos e relapsos. Contudo, Henrique está sendo atencioso, nada íntimo, pois não temos assunto nenhum, mas ele não solta minha mão por nada e isso me deixa segura.

Já se passou um bom tempo depois da conversa com o grego, apesar de me sentir cansada mentalmente, pois não sou acostumada a esses lugares, todo o luxo deste recinto deixa um brilho em meus olhos que eu não gostaria de ter e o sabor da bebida, aos poucos, está agradando meu paladar. Toda a luta interna que travo entre a carne e o espírito está mexendo com meu psicológico, as vezes penso o que seria de mim se não tivesse engressado no convento? Tirando-me destes devaneios, por um sinal do anfitrião, o qual me foi apresentado​ quando cheguei, nos dirigimos à sala de jantar.

Sentamos à mesa e Henrique ficou de frente para mim. Olhei desesperada para a quantidade de talheres, todos esses objetos de porcelana e cristal me fazem suar frio, não tenho a mínima ideia do que fazer. Observei atentamente os movimentos da senhora ao meu lado, que parece ser uma pessoa simples nesse quesito. 

- Ainda hoje me pergunto a necessidade disso, para que tantos talheres? - falou discreta e sorri em concordância. 

- Graças a Deus que organizam isso de fora para dentro - peguei a informação no ar e usei a meu favor, meus olhos seguem cada passo que ela dá ao meu lado. Henrique me observa o tempo todo, como se tivesse alguma ideia em mente, como se esperasse alguma reação minha. Há momentos em que nossos olhares são tão intensos, que algo dentro de mim lateja sem que eu permita. Uso da máxima força que tenho para não ceder à sedução de seus belos olhos azuis, mas existe algo de estranho por trás desse homem, tremo com apenas um toque seu, sinto que estou vagando por um caminho sem volta, o que está acontecendo comigo?

Para ser sincera, saboreei tudo que eu tinha direito nesse jantar, desde a entrada até o prato principal, para minha sorte, alguns alimentos eu conhecia, pois algumas famílias benfeitoras do convento ofereciam almoços em prol da manutenção da nossa casa, eram banquetes refinadíssimos, de muito requinte, e mesmo tendo participado de pouquíssimos desses​ eventos​ durante os vinte anos em que estive lá, relembro algumas coisas. Porém naquela época tudo para mim era voltado para um olhar misericordioso, todo o resto me era irrelevante. Pelo que observo, tudo foi preparado com muita sofisticação, nunca antes conhecida por mim e o garçom nos servia explicando o que estávamos comendo. Salada de aspargos, champignom e queijo branco de entrada. Carne de carneiro assada ao molho de hortelã, risoto ao creme parmesão e nozes, e legumes verdes como prato principal. Esta noite estou, pela primeira vez, me permitindo sentir os prazeres do requinte, mesmo que de forma bem imperceptível, eu percebo que não sinto tanto incômodo em estar aqui, a sensação de deslocamento que tive ao chegar, aos poucos se dissipa, isso muito me assusta. Logo eu que sempre optei pela simplicidade e fiz voto de pobreza. O jantar transcorreu tranquilamente para meu alívio, os homens falavam de negócios e as mulheres, quando sentiam-se a vontade, discutiam futilidades, enquanto eu sorria tímida para não parecer uma pessoa de enfeite.

Quando retiraram os pratos que já tínhamos utilizado, a sobremesa foi servida, nesse momento, percebi Henrique olhando fixamente para mim de uma maneira mais fervorosa do que antes, e vi que fez gesto de silêncio com os lábios, esboçando um "shi", os demais convivas estão tão distraídos que não notam o menor dos detalhes. Henrique colocou a mão dentro do bolso do terno discretamente e tive um leve espasmo, remexi na cadeira ao sentir minha calcinha vibrar.

Tentei me controlar ao máximo. Apertei as coxas uma na outra para aguentar a tortura, porém a fricção entre elas aumenta ainda mais a sensação. Disfarcei, mas meus olhos fitavam Henrique desesperadamente. Por um momento, ele parou para conversar com um ansião que está próximo a ele, meu corpo ficou tão tenso que eu mordia o lábio inferior com força e só percebi quando o mesmo doeu. Deixei de fazer pressão com os dentes e a dor foi se dissipando. Tentei saborear mais um pouco da sobremesa e fingir que nada está acontecendo, porém mais uma vez senti minha intimidade ser pressionada com mais intensidade. A sensação prazerosa me deixa quase em estado de euforia, é como se eu não conseguisse mais prestar atenção em nada, e meus olhos imploram silenciosamente para que ele tenha piedade de mim. Meu ponto de prazer está se tornando sensível e uma umidade já encharca minha lingerie. A cada segundo minha respiração fica mais rarefeita e não sei até quando vou conseguir disfarçar os sons que prendo com toda a minha força e que insistem em sair por minha boca.

O atrito do tecido com minha intimidade está fazendo meu corpo suar aos poucos, aperto a pequena colher de sobremesa e fecho meus olhos com um pouco de pressão para suportar todo o momento perturbador. A calcinha está vibrando freneticamente, engoli seco à vontade de emitir qualquer som enquanto todos estão rindo e falando sobre a cotação do dólar e gesticulam com a mão como se fizessem gestos que os demais não pudessem entender. Estranhamente, percebi que todos os homens na mesa usam um anél muito diferente e bonito, inclusive Henrique. O objeto parece ser de ouro com uma pedra azul retangular, no meio dela há um símbolo, mas não consigo ver o que é. Meu dono se deleita com a minha a vulnerabilidade, é prazeroso para ele me ver assim. As vezes ele conversa com as pessoas ao lado, mas vejo quando ele coloca a mão no bolso e entro em desespero quando meu sexo é estimulado numa velocidade maior.

Puxei o ar com intensidade e a senhora ao meu lado preocupou-se. 

- Está tudo bem, minha filha? - sorri sem forças. 

- Estou sim, só um pouco de cansaço - menti. - O jantar está no fim, daqui a pouco os homens vão se retirar para fumar um charuto e se sentirem os donos do mundo - ironizou baixinho. - E as mulheres? - ela riu contida. 

- Nós esperamos, minha filha. Nossos homens estão provendo o sustento de nossa vida fútil e supérflua - percebi o quanto essas mulheres são influenciadas e dominadas por seus maridos. Finalmente nos retiramos da mesa e levantei com dificuldades, quase não consigo dar o primeiro passo, minhas pernas tremem e cada vez que minhas coxas pressionam meu sexo, meu corpo é inundado por calafrios e os pêlos arrepiam de uma tal forma que o frio e o calor se revezam em minha pele para ensandecer-me. 

- Você deve estar um delícia! Tão doce quanto a primeira vez - disse sensualmente ao se aproximar de mim. O olhei suplicando clemência. - Por favor, pare! - falei tão baixinho que ele riu maleficamente, se assim posso dizer. - É assim que eu quero, estou te preparando para mim esta noite - apertei seu pulso quando minhas pernas bambaeram. 

- Seja um mulher forte, Helena. Hoje será uma noite quente - apertou minha cintura ao falar. - Senhor Henrique - um homem de meia se aproximou. - Com licença! - pediu simpáticamente. Henrique assentiu. 

- Temos um problema, o intérprete não vem - vi os olhos dele se encherem de fúria, porém respirou fundo e prosseguiu. 

- Diga ao César que esse intérprete não conseguirá trabalho em nenhum lugar deste país, eu mesmo cuidarei disso - falou ríspido. - O que eu digo, senhor? - ele me olhou. 

- Diga que temos uma pessoa que pode ajudar e que já estou indo - o homem se retirou e ficamos a sós. - Eu não posso fazer isso! - protestei nervosa e com medo. 

- O que eu disse é uma ordem. Farás apenas as traduções, seja invisível naquela reunião, só fale quando for a hora e só traduza aquilo que eu ordenar - concordei sem escapatória nenhuma. Nos dirigimos até uma sala privativa e para a minha morte interna, há mais de vinte homens engravatados no recinto, sentei ao lado de Henrique. Só falei quando me pedia, só traduzi o que me era autorizado. Quando precisavam falar outra coisa eles usavam outra língua, mas não compreendo, talvez seja uma espécie de mandarim ou japonês. Ficamos um bom tempo alí, na verdade eu sentia vontade de sair correndo sem rumo, tudo isso é muito desgastante, ele insistia a cada instante em me deixar mais louca com a lingerie, eu estava a beira de um colapso. Toda essa situação é um grande paradoxo, hora sinto prazer pelo deslumbre do lugar, no minuto seguinte meu estômago embrulha por toda a mentira que tenho que sustentar. Quando saímos da sala, um alívio pairou sobre mim, percebi Henrique falando com um dos homens e depois parou ao meu lado. Tirou o celular do bolso e mexeu em alguma coisa, os homens começaram a se distanciar, pois a sala de reuniões ficava num corredor e assim que o último se afastou ele olhou em volta

Sem que ninguém percebesse que ficamos parados alí, Henrique me puxou pelo braço até um dos cômodos da casa, é uma sala de escritório. Estou apavorada, o medo de sermos descobertos e de passar vergonha na frente de todos transforma meu corpo numa bomba prestes a explodir. 

- O que está fazendo? - perguntei quando ele fechou a porta atrás de mim e me encurralou na parede, meu corpo se chocou e senti o frio do ambiente. - Deus! - clamei choramingando, pois ele prendeu meus braços na altura acima de minha cabeça e com a mão livre intensificou ainda mais a velocidade do tecido vibrador. Tocou minha intimidade e massageou rapidamente, sua fronte colada à minha faz com que nossos olhos não percam o contato. 

- Henrique - susurrei e seu olhar se pôs sobre mim mais faminto. Eu me remexo, porém não consigo sair do lugar, abaixo meu tronco e flexiono minhas pernas, tensionando meu corpo, mas ele me segura com firmeza e me encara, hipnotizando-me. 

- Tão ingênua! - falou rouco e sua respiração se misturou com a minha. 

- Mas tão deliciosa. Cada pedaço do teu corpo é meu - completou ao chupar graciosamente meu pescoço. Abri a boca e não emiti nenhum som, meu gemido foi contido pelo frisson entre minhas pernas. 

- Só eu posso dar o prazer que você esperou uma vida inteira - nos afastamos da porta e sentí meu corpo ser imprensado contra a escrivaninha do escritório, ele me deitou por completo. - Por que aqui? Tem gente lá fora, vamos para a sua casa, por favor - indaguei assustada. 

- Porque toda essa adrenalina me excita e te deixa vulnerável, seus batimentos estão descompassados - alguns objetos cairam no chão e meu vestido foi erguido até minha cintura de maneira brusca. - Seu corpo está mais quente, sua respiração mais ofegante - num movimento rápido ele tirou a calcinha que me tortura. - Humm - nao pude conter o lamurio ao sentir-me aliviada. 

- Sua pele está ruborizada e o teu sangue corre mais rápido pelas veias. Isso te deixa mais saborosa e incrivelmente excitada - Henrique abriu minhas pernas e as apoiou na lateral da escrivaninha. - Por favor, estou com medo aqui! - confessei e ele sorriu satisfeito. 

- Não há nada a temer comigo, só se não se comportar! Seja uma boa menina e não vou ter que castigá-la - engoli seco pelo que ele disse. - Lembre-se das regras, senhorita, pois não vou repetir nunca mais. Vamos fazer aonde eu quiser, na hora em que eu quiser e como eu bem entender - o encarei amedrontada. 

- Teu medo me fascina, mas não mordo se é o que quer saber - falou em meu ouvido. Suas mãos se detiveram na parte de cima do meu vestido tomara que caia e ele o puxou para baixo, liberando meus seios. 

- Vou te deixar tão louca de prazer, que vai implorar para eu fazer gostoso - ele abocanhou meio seio e puxou o bico com os​ dentes​ me fazendo revirar os olhos. 

- Olha aqui, não tire os olhos de mim - ele me chupa e observo o quanto ele aproveita de minha carne, puxei forte seus cabelos quando sua língua brincou ao redor dos bicos rígidos e sua mão em minha intimidade me masturba lentamente. Loucura é pouco para o que sinto agora, é como se eu não quisesse mais sair dos braços dele. Sua boca quente me devasta e tudo em mim queima como o fogo.

- O que mais você quer de mim? - questionei confusa. - Eu já tenho tudo, você já é submissa à mim, desde a Casa Vermelha - mordiscou minha bochecha. 

- Você me pertence, e não há mais volta, Helena. Mesmo que retorne para aquele bordel, nenhum homem te tocará como eu - me encarou misterioso e meu corpo grita pelos seus toques, eu realmente estou, aos poucos, deixando a irmã Helena para trás. Isso me arrebenta a alma. Achei também que meu espírito estivesse pronto, mas minha carne é fraca, sinto como se não tivesse valido de nada os vinte anos naquele lugar. 

- Você não pode fazer nenhum barulho, vai gemer baixinho, enquanto eu te mostro mais uma vez como é ser uma mulher - ele tece beijos pelo meu corpo mesmo por cima da roupa, inclinei meu corpo para frente e apoiei os cotovelos na escrivaninha. Uma insana euforia me atingiu mais uma vez, apertei o móvel, praticamente cravando as unhas, quando ele passou a língua e sugou ao mesmo tempo minha intimidade, causando-me um arrepio descomunal. Travei os dentes um no outro ao experimentar novamente a sensação de sua língua a deleitar-se comigo. Ele faz tanta pressão com os lábios no local que parece que estou sendo devorada. 

- Teu gosto é maravilhoso, Helena. Está tão molhada - firmei as mãos no móvel buscando equilíbrio, ele respira ofegante e ouço seus gemidos ao provar do líquido quente que sai de mim. - Seu perfume é pecaminoso e nem sei por que - ouvi sua voz falhada, pois ele me chupa ao dizer, meus seios são amassados pelas mãos dele e levito de prazer entregando meu corpo à sua boca macia e quente.

Ia tocar seus cabelos quando ele parou as carícias repentinamente, saí do estado de transe. Tudo em mim pulsa calorosamente e o medo que experimento, libera uma descarga de prazer incontrolável. Paralisei quando ele abaixou as calças, meu nervosismo está beirando ao desvario, senti o coração sair pela boca e meus quadris foram puxados com força em sua direção, me choquei com o corpo dele. 

- Devagar! - pedi entre suplícios, mas já é tarde. 

- Ain! - tentei encolher meu corpo e esmagar a lateral da mesa, ele está se afundando em mim, me dilacera mais uma vez. Travei as pernas em seus quadris me desesperando. 

- Eu não aguento, pare! - ele geme de olhos fechados com as mãos enterradas em minha cintura. 

- Fica quietinha que passa, quietinha - nunca imaginei ver a face de alguém tão extasiada quanto a dele. - Ai! - gemi alto e ele cerrou meus lábios. Seu membro chegou até o fim e mal consigo raciocinar. 

- Teu corpo não nega o prazer que está sentindo, e sei que você deseja isso. Se liberta pra mim, mostra a mulher que você realmente é - mil e um pensamentos passam por minha cabeça. - Ooh - ele prendeu meus cabelos firmando-se em cima de mim e começou a se movimentar num ritmo enlouquecedor. Com os movimentos dele dentro de mim, ainda sinto dor e muito incômodo, talvez seja porque é a segunda vez, tentei empurrar seus ombros para conter a dor - Comporte-se ou teu castigo será inesquecível - enroscou as mãos em meus cabelos com mais força e intensificou como louco as estocadas. - Aahh - ele geme abafado olhando pra mim e seu membro me invade causando sensações que meu corpo nunca havia experimentado. 

- Por que você tem que ser tão gostosa? - susurrou em meu ouvido. 

- Henrique - entrelacei as pernas em volta de sua cintura e arquiei os quadris tomada pelo desejo ardente da carne, seu vai e vem esta perfeito, ele desliza deliciosamente​ e a dor se dissipa aos poucos, porém seu membro é muito espesso e contando com o tamanho, toda vez que investe contra mim, sinto as paredes internas de meu sexo queimarem. 

- Confessa o que está sentido - ordenou com uma voz séria, permaneci calada. 

- Helena, não me subestime, eu posso ler sua mente, seu corpo - as palavras saem bem falhadas e seu rosto está bem vermelho.

Narrado por Henrique Martinez

Sua intimidade comprime tanto meu membro que a qualquer instante vou explodir de prazer. Helena é relutante, reprovo meus pensamentos, mas cada imagem que passa por minha mente se remete a ela e sua face indecifrável me deixa confuso. Envolvi minhas mãos no corpo dela e a puxei, deixando-a sentada, suas pernas ainda estão envolta de minha cintura e ela apoiou as mãos para trás. - Confessa - insisti. Seus gemidos são tão abafados que quando ela se libertar terei que impedí-la de gritar, ela prende o desejo, o tesão. Por que? Está sendo desobediente, não responde às minhas perguntas. As outras mulheres fazem exatamente o contrário. Me abracei ao corpo dela intensificando as estocadas pois já estamos há muito tempo nesta sala, mesmo que eu não deva explicações a ninguém, somos todos discretíssimos com a vida um dos outros, apenas nos ajudamos. 

- Seu castigo virá, Helena - segurei seu cabelo e avancei sobre sua boca, nossas línguas colidem e percebi meu corpo bambear pela alucinação. Decidi testá-la, cessei os movimentos de uma vez e afundei meu rosto em seu pescoço. 

- Não! - ela protestou desesperada, se equilibrou na mesa com uma mão apenas e com a outra puxou meu queixo. 

- Não o que? - provoquei, ela calou-se. Fingi retirar-me de dentro dela, mas Helena me prendeu contra seu corpo. 

- Eu quero sentir aquilo de novo, faz forte - me encarou sensualmente desesperada - Está muito​ gostoso! - suas palavras foram suficientes para dominá-la de um jeito que não havia feito antes com mulher nenhuma, ela respira pesadamente em meu ouvido, gemendo de uma maneira sedutora. - Mais baixo, controle-se - nossos gemidos já ecoam pelo ambiente.

- Aah! - friccionei seu ponto de prazer incessantemente e vi seu olhar esbanjar luxúria. 

- Não aguento mais - ela segurou meu pulso gemendo ao dizer e gritou contra meus lábios, rapidamente sofoquei o barulho com um beijo avassalador, sentindo seu corpo amolecer em meus braços. Senti seu gozo quente se chocar contra o meu membro, ela treme enquanto se liberta. A invadi com mais força e nos abraçamos quase esmagando-nos um ao outro. 

- Helena! - chamei por ela quando me derramei. Não sei explicar o tamanho do tesão que sinto, nenhuma meretriz me deu tanto prazer, e ela ainda é inexperiente. 

- Que delícia, Helena! - estremeci de cima a baixo deixando os calafrios inundaram meu corpo. 

- Que delícia - dei as últimas investidas lentamente até me aconchegar no corpo dela, ela deitou a cabeça em meu ombro e ficamos alí até controlar nossas respirações.

Narrado por Helena Bertrand

Me sinto fervilhar, a pele de meu rosto formiga, mas mesmo assim, meu corpo está anestesiado, tentei abraçá-lo mais forte, mas ele desfez o contato de nossos corpos. 

- Vamos, você precisa se arrumar - o encarei ainda cansada e sem reação nenhuma, ele me ajudou a sair de cima da mesa e minhas pernas cambalearam na hora. Peguei minha calcinha, vesti e ajeitei o vestido no lugar. Em silêncio, ele vestiu a calça e ajeitou o nó da gravata. 

- Vá até o banheiro - apontou para o pequeno banheiro do escritório. 

- Se arrume - segui estupefata ainda pela situação, ajeitei o coque de meu cabelo e retoquei o batom. Quando saí ele entrou, arrumou o cabelo e voltou para perto de mim, senti que queria falar alguma coisa, ainda ousou dizer uma palavra, mas engoliu a mesma. - Vamos sair - nos dirigimos para o salão principal e as demais pessoas praticamente não notaram a nossa presença, parece que Henrique sabia a hora exata de nos despedirmos, pois alguns casais já estavam fazendo esta cerimônia. Falamos com o anfitrião e seguimos para a frente da casa, ele me ajudou a entrar no carro e em seguida entrou. Seguimos o caminho inteiro em silêncio, mas dessa vez, ele ligou o som, vejo sua animação, mesmo que contida com a música sensual que toca. Assim que chegamos, ele me levou até o quarto. 

- Espere um minuto - se retirou e pouco tempo depois voltou. 

- Fez bem o seu trabalho, mas questionou demais e não acatou minhas ordens em alguns momentos - me assustei. 

- Olha, eu não - ele me interrompeu. - Você terá sua punição - me puxou pela cintura e falou em meu ouvido. 

- Você nunca mais vai esquecer de mim - me soltou aos poucos e me entregou mais uma maleta. 

- Não me desaponte mais uma vez - disse antes de sair do quarto. Sentei na cama e abri a maleta, dentro há o outro maço de dinheiro, creio que é exatamente a mesma quantia da primeira maleta, veio junto com outra peça de um quebra-cabeça e estranhamente um bilhete escrito a próprio punho, no​ mesmo há uma palavra somente, "Lilith".


Notas Finais


Obrigada por ler até aqui 😍
Espero que tenha gostado 😘


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