História Seven Vampires - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias Girls' Generation, Super Junior
Personagens Cho Kyuhyun, Choi Siwon, Heechul, Henry Lau, Hyoyeon, Kangin, Kim Heechul, Kim Jongwoon, Kim Ryeowook, Kim Youngwoon, Lee Donghae, Lee Hyukjae "Eunhyuk", Lee Sungmin, Park Jungsu, Personagens Originais, Yesung, Zhou Mi
Tags Andre, André Vianco, Caravela, China, Chul, Chulla, Coréia, Crossover, Dong, Donghae, Eunhyuk, Hae, Heechul, Hyeo, Hyuk, Hyukjae, Jongwoon, Jungsoo, Jungsu, Kyu, Kyuhyun, Livro, Minnie, Os Sete, Ryeowook, Sete, Seven, Siwon, Snsd, Sobrenatural, Suju, Sungmin, Super Junior, Teuk, Vampire, Vampires, Vampiro, Vampiros, Vianco, Violencia, Won, Wonnie, Wook Leeteuk, Yesung, Yeye, Yongwoon
Exibições 18
Palavras 3.130
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Fantasia, Ficção, Hentai, Magia, Policial, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Super Power, Suspense, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


HEY PEOPLE TUDO BEM?? Espero que sim!!

Mais um capítulo dessa delicia hahahahah
Boa leitura s2222

Ficou um pouco grande mas vale a pena prometo s22

Capítulo 12 - Capítulo 12 - Vampiros?


Fanfic / Fanfiction Seven Vampires - Capítulo 12 - Capítulo 12 - Vampiros?

Vampiros?

Quando SungMin recobrou a consciência, estava completamente perdido, deitado no chão, em cima de um amontoado de panos. Sua roupa estava molhada, e sentia bastante frio. Estava confuso. Estava perdido. Onde estava?

O rapaz caminhou pela sala escura. Encontrou um interruptor. A luz clareou todo o recinto. Que diabo estava fazendo em uma sala de aula? Ali era, sem dúvida, uma sala de aula. No canto onde estivera adormecido ou desmaiado, havia um amontoado de uniformes militares. Caminhou até a porta. Ouvia passos, mas não via ninguém. As vozes estavam afastadas. Voltou, fechando a porta. SungMin retirou as peças, ficando completamente nu. Vasculhou entre os uniformes militares, procurando por peças que coubessem, voltando a aquecer o corpo. Estava vivo. Era isso que importava.

SungMin saiu da sala e no fim do corredor, através da porta de vidro que dava acesso à recepção ele pôde enxergar a movimentação dos militares. Passou pela porta, alcançando o pátio. No meio da agitação percebeu um rosto conhecido: o professor KangIn conversava com um homem vestido de padre. Caminhou entre os soldados sem chamar a atenção; afinal de contas, estava uniformizado como eles, misturando-se completamente ao ambiente. Só perceberiam que ele não era um soldado de fato quando percebessem que SungMin calçava seu par de All Star.

Percebeu inúmeros aparelhos eletrônicos instalados por todos os lados, sempre monitorados por algum militar. Nenhum deles perdeu tempo em observá-lo. SungMin aproximou-se do professor, entretido na conversa com o padre. Aproveitando uma pausa na conversa, cumprimentou KangIn, interrompendo-os. O professor espantou-se ao reconhecê-lo.

— SungMin! Agora você é militar também?

— Não, só tomei emprestada esta farda. Na verdade, já estou sentindo minha pele formigar dentro disso aqui.

— Deve ser alergia. — brincou o padre.

SungMin riu, balançando a cabeça, concordando com o padre.

— Você sabe da minha ajudante?

— HyoYeon? Os dois sumiram. Ela e o HyukJae. Foi por isso que enfrentei o frio e tentei chegar às docas.

— Meu Deus, que diabos aconteceu com os dois?

— Não sei.

— Quem é essa moça? — perguntou o padre.

— Minha assistente. Trabalha comigo na Universidade. Excelente moça. Este é SungMin, um dos rapazes que encontrou a caravela.

Sungmin reverenciou, cumprimentando-o.

— Eu sou Padre Taeyang.

SungMin sorriu. Mas seu gesto não durou muito. Lembrou-se da noite fria, dos amigos sumidos e do monstro solto.

— Professor, já conseguiram capturar aquele espécime? — KangIn meneou a cabeça negativamente.

— Fomos surpreendidos por ele novamente. Ele matou gente e levou embora nossa isca.

— Isca? Que isca?

KangIn explicou tudo o que aconteceu e como Inverno acordou outro espécime logo antes de fugirem de novo. Deixando mais alguns mortos para trás.

— Entendi. Ainda acredita que eles são alienígenas, professor?

— Ainda acredito. Mas Padre Taeyang tem uma teoria diferente, mais romântica. Desculpe-me se estou lhe faltando com o respeito, padre, mas eu diria que sua teoria chega a ser até mesmo mais fantasiosa.

— Mais fantasiosa do que assassinos do espaço que falam coreano fluentemente? — questionou Padre Taeyang, devolvendo o tom desacreditado do professor.

Os militares movimentavam-se de lá para cá. Alguma coisa interessante parecia estar acontecendo.

— Qual é a teoria do padre?

— Ele acha que estamos lidando com seres mitológicos...

— Prefiro falar assim que o exame de raios X chegar— KangIn consultou o relógio.

— Bem, uma vez que requisitei amostras de raios X, alguém da universidade deve estar a caminho, trazendo o material para analisarmos...

Um militar chegou junto ao trio.

— Tenente Dongsun. — cumprimentou KangIn. Dongsun acenou-lhe, dirigindo-se a SungMin.

— Você é o rapaz que encontramos na estrada?

— Sou, sim. Agradeço a vocês. Acho que teria...

— Pode fazer a gentileza de me acompanhar? Tem um extenso interrogatório esperando por você.

— Interrogatório? Sou suspeito de quê?

— Simples rotina, rapaz. Se não fez nada de que se arrependa, de nada se arrependerá. — SungMin buscou no rosto do professor alguma expressão de amparo. Apesar de ainda não serem amigos, KangIn era a pessoa dali com quem mais convivera.

O professor compreendeu a expressão desamparada do rapaz. Aquele ambiente verde-oliva realmente meteria medo em qualquer um.

— Posso acompanhá-lo, tenente?

— Sem problemas, professor. Se o padre quiser seguir conosco, também não vejo inconveniência. — Taeyang concordou.

Os quatro se encaminharam para dentro da escola, onde uma sala fora improvisada para o interrogatório.

Duas horas mais tarde, por volta das seis da manhã, SungMin foi liberado. As perguntas, feitas por uma mesa de cinco militares contando com o tenente Dongsun, abordaram desde seu envolvimento no projeto do Departamento de História, sua participação na descoberta da caravela, até o motivo pelo qual resolveu arriscar seu rabo naquela madrugada congelante. KangIn o ajudara bastante, validando muitas de suas respostas.

Um soldado dirigiu-se ao professor, acompanhado do padre, que vinha logo atrás de SungMin.

— Isso chegou há uma hora, senhor. Veio de Ulsan. — esclareceu o soldado, estendendo ao professor um pequeno objeto cilíndrico.

KangIn observou-o e, após identificá-lo, abriu um largo sorriso.

— São as radiografias.

O professor e o padre tomaram conta de uma mesa armada no meio do galpão de lona. SungMin aproximou-se.

KangIn espalhou várias radiografias sobre a mesa. O padre revirou-as rapidamente, excitado. Sabia exatamente o que procurava. Taeyang separou uma chapa e ergueu-a, tentando encontrar mais luz. Os demais faziam o mesmo, com chapas aleatórias, buscando alguma coisa anormal.

— Vejam. — disse o padre.

Os olhos dos outros dois viajaram até a radiografia erguida pelo padre como um troféu. Notaram exatamente o que o padre exibia com tamanha excitação.

— Essas presas. Esses dentes são muito mais longos do que os de humanos normais.

— Mas isso não explica nada, padre. — argumentou o professor.

— Não explica para você, mas era só o que eu aguardava para ter certeza de minhas suspeitas. Esses seres malditos, esses seres que vocês encontraram, são vampiros.

— Ora, padre. Esses caninos podem apenas ser algum tipo de deformação.

— KangIn, agora é você que não quer enxergar. Essa deformação não aconteceria nos cinco crânios.

SungMin, calado, já procurava pelos outros crânios. Todos os que encontrou apresentavam o par de caninos descomunais.

O padre parecia ter recebido dose exagerada de alguma droga estimulante. O cansaço e o sono desapareceram de seu rosto; estava agora elétrico, animado.

— Bem, professor, se você ainda não acredita, que tal fazermos juntos uma análise nos cadáveres desta última madrugada? Acredito que eles já foram recolhidos.

— E onde estão?

— No IML. — respondeu SungMin.

— Você sabe onde fica?

— Tenho um amigo que trabalha lá. Ele pode ajudar a gente.

SungMin indicou a KangIn o caminho do IML, onde pretendiam encontrar mais pistas que comprovassem o que, para o Padre Taeyang, já era certo.

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Na noite anterior, HyukJae e HyoYeon chegaram à cidade de Seul por volta das onze horas. Um vento forte acertou o casal assim que os dois jovens cruzaram as portas automáticas de acesso ao lado externo do aeroporto, fazendo-os arrepiar, primeiro em razão de um medo súbito, depois pela reação natural ao frio da noite. Os dois entreolharam-se, deixando escapar um sorriso tímido.

Sabiam que aquele frio era natural. Ainda não precisavam temê-lo. Por ser muito tarde, HyukJae decidiu ir com HyoYeon para um hotel. Assim que amanhecesse, antes de partir para a casa de sua irmã, HyukJae ligaria para Icheon dando notícias.

 

Já pela manhã, os dois já estavam de olho nos jornais para ver se tinha alguma noticia bizarra que pudesse dizer o paradeiro de Inverno. Nesse meio tempo HyukJae foi tomar banho, voltou somente de toalha começando a beijar HyoYong que somente aceitava as carícias do jovem, no final, acabaram fazendo sexo ali mesmo.

Após algumas horas o noticiário lhe mostrou algo de seu interesse, paralisaram por um segundo e forçou-os a prestar mais atenção ao programa.

Neva pela segunda madrugada consecutiva em uma cidade praiana do litoral de Gyeonggi. Os cidadãos já estão chamando Icheon de Geladeira do Diabo.

Sentaram-se na cama, vidrados na notícia. E a apresentadora, chamou o repórter local, que falava ao vivo do Gyeonggi. Imediatamente HyukJae e HyoYeon identificaram o lugar de onde o repórter transmitia a notícia. Estava na frente do colégio municipal de Icheon, no meio de um amontoado de cidadãos curiosos.

Aqui, na tranquila cidade de Icheon, pela segunda madrugada consecutiva a neve despencou fartamente dos céus. — Enquanto o repórter falava, imagens pré-gravadas tomaram conta da telinha, mostrando lugares onde a neve se ajuntara — Conversamos com a Central de Informações Meteorológicas de Ulsan, e eles disseram que não havia a menor possibilidade disso acontecer.

A partir daí, HyukJae e HyoYeon não prestaram mais atenção na TV. Tinham algo mais interessante para fazer. Comentar o acontecido em Icheon. HyoYeon levantou-se e vestiu uma calcinha branca. HyukJae vestiu-se.

— Você acha que ele voltou?...

— Eu acho, Hyo. E acho que ele vai ficar lá, procurando por você. Enquanto ficarmos aqui, estaremos salvos.

— Como você pode saber?

— Sei lá. Mas é o que aconteceria em um filme de terror... E eu sou o herói que vai salvar a mocinha. Certo?

— Hum, convencido.

— Essa segunda madrugada com neve foi obra daquele demônio; ninguém me convence do contrário. Posso até estar errado quanto a ele querer vir atrás de você, mas, como já disse antes, é melhor prevenir do que remediar. — HyukJae tentou ligar para SungMin mas caia na caixa postal. Tentaria mais tarde. Arrumaram as coisas para deixar o motel e solicitaram um táxi à recepção. Segundo o taxista, estariam em Busan em vinte minutos no máximo.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~

O jipe militar estacionou em frente ao prédio do IML. Os três — KanGin, SungMin e TaeYang — desceram e se espantaram com o alvoroço diante do Instituto. Não foi difícil entrar no lugar, já que SungMin estava de farda e KangIn e o Padre já eram conhecidos.

— O que aconteceu aqui para ajuntar tanta gente?

— É o que estamos tentando descobrir, professor.

Flashes de luz eram disparados por câmeras fotográficas. Peritos da polícia técnica fotografavam um corpo nu estendido no chão. SungMin aproximou-se do cadáver. Conhecia aquele homem, conhecia aquele corpo morto. Era KimHae, o auxiliar do IML e amigo de Yesung. SungMin percebeu mais flashes vindo de dentro do cômodo de cima. De repente os segundos pareciam pesados e demorados. Era como se as coisas estivessem entrando em um efeito câmara lenta. Onde estava Yesung? O que os peritos fotografavam lá dentro? Uma imagem formou-se em sua cabeça: Yesung, nu como KimHae, estirado no chão ladrilhado do piso superior. Tentou se apressar. No andar superior havia menos gente e nenhum cadáver. Dentre as seis pessoas que examinavam a sala, encontrou uma conhecida, Joel, o parceiro de trabalho de Yesung.

— Fique aí, soldado. A gente ainda não periciou aqui em cima. Se precisar de você, a gente chama.

—Você viu o Yesung? Ele não está...

— Ele não morreu, não... Eu acho. Pelo menos aqui ele não está. Desce lá. Eu já tô indo. — recomendou o desconhecido. SungMin retornou ao andar inferior. KangIn e o padre TaeYang já haviam entrado e conversavam com os soldados.

— E então, professor? Descobriram o motivo do alvoroço? — perguntou o rapaz.

— Ainda não sei não garoto.

— Vamos! Temos de examinar este corpo. — interrompeu TaeYang. — Podemos esclarecer de vez nossas dúvidas. Vamos aproveitar nossas credenciais e forçá-los a nos mostrar.

— Concordo, padre. Vamos subir. Você vem, SungMin?

— Claro.

Quando se dirigiam para a escada, Joel desceu.

— Que bom que você está aqui, SungMin. Pelo jeito você também não viu o Yesung hoje

— É, não vi. Alguma encrenca?

— Os policiais estão achando que Yesung matou o menino e fugiu com os corpos já que ninguém viu ele o dia todo, mas eu sei que ele não fez isso. Tranquilo. É só ele conversar com os policiais!

— Corpos? Que corpos?

—Havia seis corpos aqui.. 3 soldados e 3 civis que simplesmente sumiram

— Aigoo que estranho! Amigo tem como você deixar a gente examinar os corpos?

— Claro. Temos apenas que convencer os peritos a nos deixar entrar na sala de autópsia.

Depois de alguns minutos o trio conseguiu a permissão para analisar o corpo de um dos mortos. Joel seguia à frente. Empurrou uma porta dupla com molas que dava para uma sala muito bem iluminada. O doutor estava debruçado sobre um cadáver, examinando-o bem de perto. Quando ergueu o rosto um pouco mais, viu os visitantes. Sem se incomodar, continuou com seu curioso exame.

— E então, doutor, alguma conclusão? — indagou Joel.

— Ainda não. Tenho um monte de coisas curiosas para colocar no relatório, mas nada concreto ainda. A única coisa de concreta para mim é que este cara está mortinho-da-silva.

— Este aqui é o SungMin, um amigo meu e amigão do Yesung...

O doutor ergueu o braço, reverenciando o recém-conhecido, sem tirar os olhos do cadáver.

— ... este senhor é o professor KanGin, da UDU, e este é o padre TaeYang.

O médico-legista repetiu o gesto. Utilizando-se de óculos especiais, parecia bastante ocupado com o pescoço da vítima. Depois de quase um minuto de silêncio, chamou o quarteto.

— Olhem, venham cá. Querem ver que coisa mais estranha?

Os homens se aproximaram do cadáver do soldado. O defunto estava com os olhos e a boca abertos, ratificando o clima sinistro aos visitantes.

O legista acionou uma lâmpada arredondada sobre o morto, clareando-o completamente.

— Estão vendo estas perfurações?

Os homens aproximaram-se para examinar. No meio do pescoço do cadáver havia quatro orifícios discretos e paralelos, levemente arroxeados. Nenhum traço de sangue ao redor, nenhum outro ferimento visível. Ao que tudo indicava, finalmente teriam de se render às suspeitas de padre TaeYang, já que, teoricamente, conheciam apenas uma categoria de assassino, um tipo de criatura capaz de deixar ferimento tão característico.

— Se olharem bem, perceberão que há uma mancha em volta do pescoço. E é quase certo que esta mesma mão seja responsável por esmigalhar a traqueia do rapaz. Sou praticamente obrigado a fazer mais exames antes de determinar a causa mortos. Asfixia? Hemorragia?

— Hemorragia? — indagou Joel.

— Hemorragia, sim. Havia apenas 10% de sangue em seu corpo, mas não foi encontrada nenhuma poça de sangue próxima ao cadáver nem qualquer traço de sangue sobre sua pele.  Nunca vi nada parecido antes.— passou a resmungar o doutor, procurando compreender aquelas sinistras perfurações.

— Pois, prepare-se, doutor. Certamente encontrará mais marcas dessas por aí nos próximos dias, a começar por aquele infeliz lá no pátio. — desabafou TaeYang.

— Você conhece essas marcas, padre? — inquiriu o legista.

TaeYang limitou-se a consentir positivamente com a cabeça, dando as costas ao grupo e abandonando a sala de autópsias.

— Alguém pode me explicar o que o padre sabe?

— É uma história longa, doutor, uma história muito longa. — disse KanGin, tentando pôr um fim no encontro.

— Pois me conte.

— Ainda não tenho permissão para dizer nada, doutor. Mas garanto que assim que puder, o senhor será um dos primeiros a me ouvir tagarelar.

O médico-legista assentiu com a cabeça enquanto cobria o cadáver com um lençol fino e apagava a luz circular.

 

Os três estavam a caminho do outro IML na cidade vizinha para ver os muitos soldados mortos por Inverno. Ás sete e dez da manhã, SungMin resolveu encostar o jipe em uma lanchonete de beira de estrada. Precisava urinar, pois não se lembrava da última vez que o havia feito. TaeYang e KangIn trataram de abastecer o estômago. Ambos pediram café e coxinhas gordurentas, com aparência de terem sido fritas havia dois dias, mas a fome era tanta que não se fizeram de rogados.

— Agora você me acredita?

— Olha, padre, agora eu acredito em tudo. Esse negócio está estranho demais. — Ao verem SungMin saindo do banheiro, pediram mais um salgado para o rapaz. Ao contrário do que imaginavam, SungMin não se dirigiu ao balcão, Andava em direção a um telefone público. Ocorrera-lhe uma ideia. Sempre que Yesung se metia em encrenca, corria para o mesmo lugar: a casa de HyukJae. Digitou o número do telefone da casa, e depois de sete toques alguém atendeu. Ouviu a música monótona que anunciava chamada a cobrar. A voz era do amigo; sonolenta, mas era ele.

— Yesung? O que aconteceu com você, homem?

— Que horas são?

— Sete e quinze.

— Da manhã?

— É... O que houve lá no IML?

— Eu tenho que voltar lá! Eu cheguei aqui lá pelas cinco... Sentei no sofá para esperar amanhecer e acabei dormindo. Deus do céu! Que pesadelo...

— Não volta, não! A polícia está atrás de você...

— Polícia! Que merda é essa! Eu não tive nada a ver com aquela coisa, não. Aquilo foi coisa do diabo! Tenho que ir pra lá, deixar tudo às claras...

— É melhor ficar aí. Vou passar em WonJu e logo volto pra casa, aí a gente conversa com calma

— Aí, Minnie, eu não posso ficar aqui. — resmungou Yesung, com voz cansada e sonolenta. — Eu vi uma coisa ontem, tenho que ir...

— Você não tem que ir a lugar algum. Demoro umas duas horas. Em duas horas você não vai resolver nada. Eu posso te ajudar.

— Os mortos, cara. Os mortos levantaram sozinhos. — agora o tom de voz era algo aproximado do choroso.

— Como?!

— Não sei, cara. Os mortos levantaram das gavetas. Foi a coisa mais estranha que eu já vi. Tenho certeza de que todos eles estavam mortos. Eles começaram a se remexer, de repente... aí levantaram e saíram andando, como se fosse a coisa mais normal. Acho que é coisa daqueles demônios...

— Olha, eu tenho de ir. Volto rápido. Me espera aí, combinado?

— Eu espero.

SungMin desligou o telefone e voltou para a lanchonete. Yesung disse que os defuntos haviam revivido. Mas que coisa! Quantas coisas sombrias ainda estariam para acontecer? Vampiros e mortos-vivos! Até que ponto uma coisa estava ligada à outra? Certamente estavam. E SungMin meio que já sabia o que tinha acontecido. Minnie voltou para o balcão e viu que o professor e o padre conversando animadamente.

— Olha, padre e professor, a conversa está boa, mas a gente precisa sair voando daqui e resolver nossas pendências. Encontrei o meu amigo, o Yesung...

— O do IML?

— É. Preciso encontrá-lo daqui a duas horas, senão o cabeçudo vai fazer besteira. Vambora. — O padre pagou a despesa e foi se ajuntar aos dois no jipe militar. SungMin pisou fundo no acelerador, fazendo os pneus patinarem e arremessar cascalhos no ar. Voltaram para a pista asfaltada, rodando em direção à Wonju.

— Acabo de saber de uma coisa pior do que a neve.

Os dois passageiros continuaram quietos.

— Meu amigo do IML, o Yesung, ele viu o que aconteceu com os mortos.

— Viu quem os roubou?

— Aí é que está a coisa mais estranha, KanGin. Ninguém roubou os defuntos.

— Como assim? Defuntos não se levantam e saem andando! — soltou o professor, indignado. SungMin encarou-o através do retrovisor, sem responder. Não fosse trágica a revelação que tinha a fazer, com certeza riria à beca daquela situação.

— Professor, depois do que vimos lá no IML, o senhor duvidaria de mais alguma anormalidade? Diga logo, homem. Não faça esse suspense. — implorou TaeYang.

— O Inverno acordou mais um espécime, não é professor? — Ele concordou — Ele acordou o Acordador senhor, Os mortos, padre... Os mortos acordaram.


Notas Finais


Peço desculpas se o capítulo ficou ENORME... Era maior kkkkkk Isso foi o máximo que eu consegui tirar sem excluir informações que seriam necessárias para depois!
Enfim...
Espero que tenham gostado e deixem seus comentários s2


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