História Seven Vampires - Capítulo 6


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Categorias Girls' Generation, Super Junior
Personagens Cho Kyuhyun, Choi Siwon, Heechul, Henry Lau, Hyoyeon, Kangin, Kim Heechul, Kim Jongwoon, Kim Ryeowook, Kim Youngwoon, Lee Donghae, Lee Hyukjae "Eunhyuk", Lee Sungmin, Park Jungsu, Personagens Originais, Yesung, Zhou Mi
Tags Andre, André Vianco, Caravela, China, Chul, Chulla, Coréia, Crossover, Dong, Donghae, Eunhyuk, Hae, Heechul, Hyeo, Hyuk, Hyukjae, Jongwoon, Jungsoo, Jungsu, Kyu, Kyuhyun, Livro, Minnie, Os Sete, Ryeowook, Sete, Seven, Siwon, Snsd, Sobrenatural, Suju, Sungmin, Super Junior, Teuk, Vampire, Vampires, Vampiro, Vampiros, Vianco, Violencia, Won, Wonnie, Wook Leeteuk, Yesung, Yeye, Yongwoon
Exibições 22
Palavras 2.766
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Fantasia, Ficção, Hentai, Magia, Policial, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Super Power, Suspense, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


HEY POEPLEEE... Para os novos e para os velhos capitulo 100% NOVOOOO eeeeeeeeeeh o/
Espero que gosteeeem... Eu amei fazer essa edição que demorou só 4 horas magina.. Tranquilo kkkkkkkkkkkkkkkk

Boa leitura!!!!!!!!!!!!!

Capítulo 6 - Capítulo 6 - Noite de fuga


Fanfic / Fanfiction Seven Vampires - Capítulo 6 - Capítulo 6 - Noite de fuga

Capítulo 6 - Noite de fuga

Nunca haviam experimentado temperaturas tão baixas sem proteção. HyukJae sentia-se a ponto de ser congelado vivo. Desvencilhou-se do abraço tremelicante da amiga e rastejou até perto de um dos aquecedores. Estendeu as mãos, quase as encostando-se às grades incandescentes. Acho que eles ainda estavam vivos somente por causa daquelas coisas.

O mínimo movimento causava uma dor imensa, aquele frio era ridículo. Voltou a recuperar o tato e lentamente agrupou os aquecedores em torno de seus amigos. HyukJae levantou-se e foi até a porta. Retirou a cadeira que continuava escorada na maçaneta e tentou girar a empunhadura. Estava congelada, não cedendo um centímetro sequer.

— Está emperrada. O que faremos?

— Quebre o vidro. Vamos sair pelo laboratório. — sugeriu Campbell.

— O laboratório deve estar três vezes mais frio que aqui. Podemos morrer congelados.

— Não, HyukJae. Ele abriu a porta do laboratório e dissipou o grosso do frio, liberando-o para o corredor... — Campbell falava com dificuldade

HyukJae apanhou uma das cadeiras metálicas e ergueu-a com dificuldade, aproximou-a do vidro e então golpeou a vidraça, fazendo um buraco. Um forte vento frio invadiu a sala, baixando ainda mais a temperatura e mostrando que Campbell estava errado.

Invadindo o laboratório pensou que teria uma parada respiratória. O ar congelante tomava seus pulmões, causando uma dor indescritível.

Mais uma vez, arrastou-se até um dos aquecedores, aumentando sua chance de sobrevivência. Agrupou os seis disponíveis para conseguir respirar melhor. Suas mãos estavam cinza de tão gélidas. Ficou lá por quase dez minutos, esquentando o corpo o suficiente para movimentar-se melhor. Ergueu-se e caminhou cambaleante de volta à janela. Os cinco lá dentro mais se contorciam do que tremiam de frio.

 

Cambaleando, HyukJae foi até a porta do laboratório. Ao abrir a porta olhou os três soldados mortos. Estavam sepultados sob uma grossa camada de gelo. Foi até a sala e rentou girar a maçaneta, não obtendo sucesso. Os cinco congelariam se não os tirassem lá de dentro.

Apanhou um fuzil do chão e começou a golpear a porta. Quebrou um pedaço da madeira em volta da maçaneta. Depois enfiou o cano comprido da arma como alavanca e liberou a porta. Empurrou-a até se abrir completamente. Quando olhou todos estavam desmaiados, Hyuk teria que tira-los dali de qualquer jeito.

Saiu correndo, atento, olhava ao redor. Temia que a criatura estivesse escondida nas sombras. Hyuk olhou para fora, estava nevando, NEVE, nunca havia visto neve. Avistou a luxuosa Blazer do professor estacionada próxima ao galpão, estava toda branca, neve saia em cima do veículo. Hyuk correu até lá enquanto procurava as chaves do carro. Demorou mais do que queria, após abrir, ligou o aquecedor na potência máxima.

Voltando para as salas percebeu que eles estavam congelando, se apressou em leva-los para o carro. A exaustiva tarefa de transportar os homens o fez quase se esquecer do frio. Após acomodar SungMin no veículo, quando retirava o braço  do interior do carro, HyoYeon segurou-o pela manga de náilon.

— Obrigada, Hyuk. Achei que ia morrer lá dentro.

HyukJae mostrou um sorriso tranquilizador para a amiga. Trouxe todos. Vivos. Depois de acomodar os cinco lá dentro, voltou mais uma vez ao galpão-frigorífico. Aproveitou que estava quente e pegou as cintas de couro. Foi ao laboratório e começou a amarrar os espécimes com as cintas. Duvidava de que aquilo iria segurá-los, mas deveriam ao menos atrapalhar.

 

Voltou para a pick-up, já bem aquecida. Deu partida no veículo em direção a sua casa. No caminho Hyuk percebeu que os corpos não estavam mais tão gelados, deu graças a deus. Pensava por que Inverno levara aquele cadáver com  ele. Que importância extra aquele escolhido carregava?

 

 

O dia seguinte amanheceu com céu claro. A neve havia derretido, mas o chão permanecia molhado, avisando-os de que o que aconteceu não foi um sonho.

Os seis voltavam para o galpão, se tudo estivesse como tinham deixado na noite passada, haveria cinco espécimes presos com os cintos de couro e três soldados mortos. Apesar de não passar das oito da manhã, o calor já crescia no litoral, mas independente disso todos levaram seus casacos.

KangIn já desistira de buscar um modo racional para explicar o acontecido — pelo menos desistira de encontrar a lógica humana, a lógica terrestre, a lógica conhecida — mas insistia em dizer que aquilo não poderia, de forma alguma, compactuar com práticas de bruxarias;

— Então o que o senhor está sugerindo é que aquilo era um extraterrestre?

— Por que não? Muito mais aceitável do que o considerar um bruxo, um diabo ou o que quer que vocês inventem.

— Não estou inventando nada, doutor, eu vi! Eu vi com meus próprios olhos aquele morto se tornar vivo! E aposto que eles vão voltar, um a um.

— Calma, HyukJae, não precisa gritar. — interveio a mulher.

 

Encostaram a pick-up em frente ao galpão. Oito novos soldados fechavam a entrada. No corredor havia ainda um pouco de gelo em pontos esparsos. Os três cadáveres jaziam imóveis no chão. Apenas um deles ainda estava envolto em gelo, que derretia lentamente. O grupo avançou até o laboratório. O grande salão ainda estava frio, mas agora eles poderiam andar com tranquilidade entre os equipamentos.

Os cinco espécimes estavam lá, amarrados, imutáveis, mortos. Alguns dos aquecedores estavam caídos e danificados. Várias luzes de teto haviam explodido, deixando o chão repleto de cacos finíssimos e cortantes.

Dirigiram-se para a sala onde haviam acompanhado boa parte do evento. Tinham gravado a evolução de Inverno. Acionaram a tecla play e, tão assustados como durante o evento, assistiram ao ressuscitamento de Inverno. E agora parecia muito mais terrível por estarem sem adrenalina no corpo.

Concentraram-se especialmente no momento do despertar, tentando encontrar pistas. Em seguida, no momento em que ele começou a falar. Puderam ouvir com nitidez um pouco do que ele dissera. Percebiam o forte sotaque Chinês, mas mesmo assim ele falava coreano, tirando a possiblidade de ele ser um alienígena. Outra parte de clareza satisfatória era quando dizia: "Teu cheiro é tão doce, menina!" Estaria ele se referindo, de fato, ao cheiro de HyoYeon?

 

— Pode ser tanta coisa. — sugeriu Campbell. — Eu digo isso porque pelo tom que essa coisa usa... Parece estar declamando uma poesia. Como vamos saber se ele não estava apenas declamando trechos de um poema preferido? — HyukJae não pôde deixar de concordar com o argumento de Campbell, mas continuava a incógnita.— Se for poesia, está tudo bem... Mas, se não for, teremos problemas.

— Não estou acompanhando seu raciocínio — HyukJae prosseguiu.

— Se ele declamou poesia, não vamos ter problemas com as declarações de amor para HyoYeon. Agora, se não estava declamando, ele estava falando diretamente para ela. Isso quer dizer que, quando ele diz que vai voltar para ela, trazendo presentes da tal Nova Terra, quer dizer que vem mesmo. Tão entendendo?

— Claro. — respondeu KangIn.

— E ele disse que volta para os irmãos também. — Foi a vez de ChangMin falar, pela primeira vez no dia

— ChangMin está certo. E diz que o terror vai voltar. Sei que temos discutido bastante, doutor, mas é melhor você usar toda a sua influência para manter esse monstro bem afastado daqui e esses aí bem afastados dele — Todos concordaram com HyukJae.

— Quanto a você, Hyo, temos que pensar em alguma coisa, rápido. — KangIn estava decidido a cooperar, mas ainda não estava convencido de que lidava agora com demônios encantados.

— E quando vamos saber que ele está voltando?

Todos se voltaram para HyukJae, que havia sido promovido a uma espécie de consultor de magia negra.

— Quando esfriar...

 

 

Por precaução, naquela mesma manhã, KangIn preparou o despacho de quatro criaturas para Ulsan. Inverno disse que viria pega-los, então deixou um de isca enquanto os outros eram levados para estudo. Os espécimes foram colocados em contêineres individuais e ligeiramente refrigerados. Através de grandes peças de vidro liso era possível visualizar boa parte dos corpos dos espécimes, o que era muito valioso, pois, se apresentassem qualquer modificação, poderia ser percebida sem dificuldade. Os contêineres foram colocados num grande helicóptero da Marinha e transportados para Ulsan.

 

Logo KangIn voltou, trazendo dois sujeitos assustados. HyoYeon, SungMin e HyukJae conheciam muito bem um deles; já o outro, somente de vista. Yesung entrou, mas antes lançou o olhar sobre os três cadáveres. Já era quase meio-dia, e um deles ainda continuava envolto em uma grossa camada de gelo.

— Esses dias eu atendi a uma porção de ocorrências estranhas, mas nenhuma chega aos pés dessa aqui.

— Isso não é nada, amigão. — advertiu SungMin, recebendo um olhar repreensivo do professor.

— Quando disseram que havia três presuntos no laboratório, pensei que fossem vocês três. Quase fiquei contente, aí passaram um rádio explicando que eram três militares.

— Yesung! — berrou HyoYeon.

— Deixa Hyo. Ele tá é com ciúme de não poder ficar aqui com a gente durante todo o projeto.

— Ainda bem. — retrucou Yesung. — De morto, já bastam os do meu trabalho. Mas que diabos aconteceu com esses três picolés? — perguntou, saindo para o corredor, encarando os defuntos.

KimHae trabalhava junto com Yesung no IML, era tímido e permanecia em silêncio, tentando adivinhar que maluquice aqueles três cadáveres haveriam de ter aprontado.

Os legistas prosseguiram o trabalho, trazendo os gavetões para dentro do galpão. SungMin voluntariou-se para auxiliar o amigo do IML, Sobraram na pequena sala apenas HyoYeon e HyukJae. Conversavam baixinho, sentados um de frente para o outro. HyukJae expressava à amiga sua preocupação.

— Hyo, na minha opinião aquele negócio estava falando sério. Ele vai voltar e vem atrás...

— Isso é absurdo, Hyuk. Não faz sentido.

— Ora, doutora, nada nessa história faz sentido. Eu nunca tinha visto um morto voltar à vida!

— Eu sei...

— Então me ouça. Esse KangIn não quer admitir, mas ele é o que mais está cagando nas calças. E ele não vai fazer nada se algo acontecer. Eu vou.

— Isso não é verdade. Ele já entrou em contato com as Forças Armadas. A partir de agora, por determinação do governador, a pesquisa terá cobertura do Exército, da Aeronáutica e da Marinha. Vamos ter soldados armados de tudo que é...

— Você viu o que aconteceu com os três que estavam aqui? Quantos homens você pensa que serão necessários para detê-lo? Vamos embora daqui.

— Embora? Para onde?

— Eu tenho uma irmã, esqueceu? Ela mora em Busan. Talvez seja distante o suficiente para ele não te encontrar. Talvez possamos escapar.

— Eu não sei, tenho que pensar.

— Você tem até uma da tarde para se decidir. As duas horas sai um ônibus daqui de Icheon para Seul; de lá a gente segue para Busan.  Ninguém pode saber.

HyukJae levantou-se, percebendo que a amiga ficava cada vez mais assustada. Então continuou, agora tentando manter a voz calma.

— Me desculpe, mas esse negócio todo é barra-pesada demais. Você me conhece. Depois que perdi minha mãe... Deus... Só quero prevenir. Se for verdade vai saber se ele lê pensamentos, hipnotizar pessoas... É por isso que não podemos falar para ninguém.

— Ninguém lê pensamentos, Hyuk.

— Ninguém ressuscita também, porra! E o gelo? Ninguém sai por aí congelando os outros! — explodiu HyukJae. — Se ele faz nevar no verão, eu queria saber o que ele não faz.

— De toda forma, fico grata por sua preocupação. Prometo que vou pensar bastante até uma da tarde. Muito obrigada. — HyoYeon deixou a salinha e foi para o laboratório.

.......................

HyukJae estava sentado do lado de fora do galpão. Um vento rápido cortava as docas. No mar, à sua frente, a sombria caravela subia e descia com a água. O prazo de HyoYeon já expirara. Mas ele não poderia força-la. Inverno voltaria... Viria buscar seus irmãos. Estava sufocando, tentando descobrir o que fazer, quando uma mão macia e um braço delicioso envolveram suas costas.

— HyoYeon.

— Hyuk. Eu acho tudo isso uma loucura, mas sempre que eu ouvi você eu me dei bem. Me dê cinco minutos. A gente vai embora.

HyukJae viu-a afastando-se

— Não conte para ninguém! — advertiu.

A mulher virou-se, dando meia-volta, assentindo com a cabeça. Ela era linda. Linda. HyoYeon havia chamado um táxi. Vinte minutos, o veículo chegou. Ambos entraram no carro, deixando para trás, sem avisos, a caravela e seus fantasmas.

Não estavam fugindo, explicara-lhe HyukJae. Afinal, o monstro falara apenas dela, então os outros, aparentemente, estavam e estariam em segurança. Somente HyoYeon precisava se afastar. Às duas em ponto tomaram um ônibus com destino a Seul. A viagem duraria aproximadamente três horas.

 

 

O ônibus andava a mais ou menos 40 minutos. HyukJae olhava tudo em volta, tentando prever o que acontecia. Hyo ficou entediada e fechou os olhos, sentindo um vento gelado tomar conta de seu corpo.

Abriu os olhos. HyukJae não estava a seu lado, e a janela não estava aberta. O frio vinha de outro lugar. Ouvia um conjunto de risos baixinhos que vinha de algum lugar lá na frente. Onde estaria HyukJae? Talvez no banheiro.

Deixou a visão vaguear sobre o passageiro obeso da fileira oposta. A boca dele estava aberta e os olhos também. Seu peito não se movimentava. Transtornada e um pouco constrangida, levantou-se para observá-lo mais de perto. As risadinhas aumentaram junto com o frio, que começava a lhe causar um leve tremor.

O ônibus estava em silêncio, exceto pelo pessoal que ria lá na frente de alguma piada idiota. Percebeu que a pele do suposto defunto estava pálida, e uma finíssima crosta de gelo recobria todo o seu corpo. HyoYeon levou a mão à boca, contendo um grito assustado. Cadê o HyukJae? Foi até a porta do toalete. Abriu a porta. Não havia ninguém lá dentro.

Conhecia aquele tipo de frio. Inverno. Virou-se novamente para o corredor escuro do ônibus. As risadas. Mais uma vez ouviu as risadas. Duas lágrimas nervosas desceram pelo seu rosto. Andou pelo ônibus vendo que todas as pessoas tinham aquela camada de gelo em seus corpos mortos. Havia algo estranho em seus pescoços, como se fossem pontos.

HyoYeon começou a chorar. Onde estava HyukJae? Inverno viera buscá-la. Inverno poderia tê-lo encontrado. HyukJae poderia estar morto agora. Morto!

Sua visão percebeu alguém se levantando lá na frente. Tinha um homem em pé, no meio do corredor. O veículo parou. No meio da estrada, no meio da escuridão. Os outros homens que riam se levantaram também. Eram sete. Sete. Totalmente pálidos. HyoYeon estava em pânico.

Recuou um passo quando o primeiro homem avançou. Não era Inverno. Era outro. Seus olhos correram para a pequena escada de acesso à porta do ônibus.

Saiu correndo e desceu para a escuridão, levando as mãos descontroladas a procurarem algum tipo de maçaneta que liberasse a porta. Ouvia passos avançando no corredor em direção a ela. Seus dedos puxaram uma alavanca. A porta deslizou ligeira, permitindo que HyoYeon descesse do veículo.

Dos lados só haviam mato e mais mato. Bem afastado, HyoYeon enxergou um conjunto de luzes à beira da estrada. Talvez fosse um bar. Ela correu. Sabia que se alcançasse aquela luz estaria salva. Correu o máximo que suas pernas conseguiram. Olhou para trás. Nenhum movimento. Seu coração retomava o compasso normal, até que voltou a ouvir novamente as risadas. Vinham pelo ar. Vinham com o vento. Vinham de todos os lados.

Foi então que percebeu aquela coisa estranha. Algo saltou do ônibus para a estrada escura. Não era nada humano. HyoYeon forçou a visão. A luz era insuficiente para que enxergasse com clareza, mas tinha certeza de que vira alguma coisa saindo. Percebeu uma sombra veloz vindo em sua direção. HyoYeon virou-se e retomou a corrida. Um frio apavorante percorreu lhe o corpo, quase a derrubando, tal o pânico que a envolvia.

 

Lobo. Aquilo era um lobo, de quatro ele era um pouco maior que ela, era muito largo e suas patas era viradas para dentro, tamanha sua força. E ele rosnava feroz correndo em sua direção. Ela sabia que não alcançaria aquele bar de beira de estrada a tempo de salvar-se da criatura endemoninhada. A criatura decolou do asfalto, saltando e acertando-lhe as costas. HyoYeon caiu chorando. O lobo rugiu em seu ouvido. Ela virou-se para encará-lo. Tudo que ela enxergou foi o conjunto de mandíbulas da fera. HyoYeon soltou um grito desesperado.

 

— Ei, Hyo. Se acalme. — pedia HyukJae, sacolejando o corpo da amiga. HyoYeon debatia-se, soltando gemidos atormentados. Olhou aturdida à sua volta. O gordo da fileira vizinha, vivinho-da-silva, encarava-a curioso.

— Hyukie, era tão real.

A amiga chorava copiosamente.

— É melhor você se acalmar. Nós já estamos chegando ao terminal.

O ônibus estava morno, sem frios sobrenaturais, sem risadas espectrais, tudo normal. Pouco a pouco foi recuperando a calma. HyukJae estava ali com ela. HyukJae estava ali para protegê-la. Em menos de cinco minutos o ônibus adentrou o terminal rodoviário. Deixaram as plataformas de desembarque e foram até uma lanchonete reabastecer-se de bobagens para a segunda etapa da viagem.


Notas Finais


E ai o que acharam????????? DEIXEM SEUS COMENTARIOS
KISSES


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