História Sex Love - Capítulo 35


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Tags Amor, Hot, Justin Bieber, Lily Collins, Sexo
Exibições 668
Palavras 4.162
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


GENTEEEEEE! Uma boa e uma má notícia... Minhas provas foram ADIADAAAAS, só semana que vem agora. Não tive aula hoje e resolvi adiantar as coisas por aqui, já que provavelmente semana que vem só vou postar um capítulo, e que "graças" ao adiamento, as provas ficaram consecutivas dos seminários e da "semana da cultura" que eu não sei o que porra é por ano passado eu não fiz parte e esse ano eu preciso ir ¬¬
Enfim, juntou o caralho todo em um monte só, e é provável também que, em decorrência disso, eu passe um tempo sem postar, e espero que compreendam, mas prometo que SE em meio termo eu conseguir produzir alguma coisa que preste, posto assim que terminar, como fiz hoje .-.
Mas calmaaaaaa que fora esse capítulo aqui eu ainda pretendo no mínimo postar mais dois antes de dar o maldito intervalo forçado.
E bem, é isso... TENHAM UMA BOA LEITURA!

Capítulo 35 - Eu amo aquela mulher!


Fanfic / Fanfiction Sex Love - Capítulo 35 - Eu amo aquela mulher!

Uma semana depois...

Justin P.O.V.

Já se fazia uma semana desde aquela noite, mas as palavras de Meg ainda ecoavam fortes em meu subconsciente. Ela me olhara com tanto ódio aquela noite e proferira aquilo tão convictamente “Some da minha vida, Justin!”. Seus olhos negros encararam os meus profundamente e por um momento os senti me invadir.

Aquelas palavras doeram mais em mim do que um soco atingindo em cheio a minha cara. Ela ao menos me dera chance de me explicar, eu não beijei aquela vadia, estávamos conversando coisas aleatórias, ela me parecia divertida, mas quando vira Megan conversando com Caitlin me puxara para um beijo, fiquei sem ação na hora, não esperava aquilo, e quando me dei por conta a merda já havia acontecido.

 

Flashback on

Me soltei rápido daquela ruiva desgraçada e olhei na direção de Meg, vendo a mesma adentrar a casa rapidamente. Caitlin me olhou com desprezo e seguiu atrás dela. Me levantei desesperado e senti mãos em meus braços.

– O que foi, lindinho? – aquela puta falou cínica e eu me soltei, apertando o seu rosto com força e encarando seus olhos com ódio.

– Por que fez isso, sua vadia? – falei entredentes e ela empurrou minha mão, se soltando, e rindo cinicamente.

Me afastei entendendo tudo, alguém a tinha mandado ali, e eu já podia adivinhar quem. Me virei rapidamente, seguindo para dentro de casa, avistei a porta da frente aberta e corri naquela direção. Meu coração batia aceleradamente, ela não podia ter acreditado naquilo.

– Meg espera! – falei desesperado ao avistá-la próximo aos carros.

– O que você quer com ela, desgraçado? – o babaca do Ryan se pôs em meu caminho e eu travei o maxilar com raiva.

Aquele filho da puta tinha feito tudo aquilo e eu poderia simplesmente quebrar a cara dele ali, mas naquele momento eu só queria falar com Meg.

– Sai da frente, Ryan. Não me faz quebrar a porra da tua cara! – falei tentando passar e ele me empurrou.

– Some, Bieber, ela não quer falar com você!

– CHEGA! CHEGA VOCÊS DOIS! – ela gritou se virando e a encaramos – EU NÃO QUERO OUVIR NENHUM DOS DOIS! QUERO QUE VOCÊS SUMAM! ME DEIXEM EM PAZ!

– Meg eu preciso que me escute... – dei um passo em sua direção e ela negou com a cabeça, secando as lágrimas que insistiam em cair.

Ryan me segurou e eu o empurrei com força, aquele desgraçado merecia levar uma surra, mas me contive e caminhei até Meg.

– Meg, por favor... Me deixa te explicar? – eu tentava decifrar seus olhos, mas meu coração estava sangrando por vê-la chorar.

– Eu não quero suas explicações, nem agora, nem nunca mais, e se você tiver o mínimo de respeito por mim ainda, some da minha vida! É só isso que te peço, Justin! – ela falou aquilo olhando no fundo dos meus olhos, e por um instante eu pude sentir sua dor, tentei falar algo, mas minha voz simplesmente sumira.

A vi se afastar e não consegui me mover, nenhum dos meus músculos pareciam querer se mexer. E suas palavras ecoavam cada vez mais forte dentro de mim. Olhei em direção ao carro e a vi chorar mais, senti lágrimas em meus olhos e logo o carro arrancou dali, levando-a embora...

Flashback off

 

Tentei ligar para Meg algumas vezes nos dias que se sucederam, sentia que precisava explicá-la aquilo, mas ela simplesmente não me atendera, a única coisa a qual mandara, fora uma mensagem, ontem, após a sétima ou oitava ligação.

“Você não se toca não? Para de ligar! Faz o que te pedi e me deixa em paz!”

Aquilo me desmoronou. Me sentia mal, essa semana eu mal fiz algo no escritório, simplesmente não conseguia me concentrar em nada, e Jeremy me liberara alguns dias, cobrindo minha parte em tudo.

Pensei em procura-la pessoalmente, e estava disposto a fazer isso, até receber aquela mensagem. Ela não queria falar comigo, não queria me ouvir, e era muito menos provável que quisesse me ver, então acabei por tomar uma decisão que seria melhor para todos...

– Meu filho, pense bem... Você tem certeza disso? – Jeremy questionara a vigésima vez após ler aqueles papeis.

– Não consegui render nada essa semana, Jeremy. Preciso por as coisas em ordem...

– Indo para o Canadá? Justin, eu preciso de você aqui, e lá o Chris está fazendo um ótimo trabalho!

– Sei disso, e sei que pode colocar alguém mais apto no momento em meu lugar, Chaz seria uma boa escolha, ele é bastante empenhado e merece uma promoção...

– Tem noção do que está me pedindo, filho?

– Tenho sim, Jer. E assim como eu você também sabe que é o melhor a se fazer no momento. – afirmei convicto e ele suspirou.

– Nenhuma chance de você mudar de ideia? – neguei com a cabeça.

– Quero embarcar ainda hoje naquele avião, então por favor, assine isso. – pedi educadamente.

– Tudo bem, vou acatar seu pedido e mandar essas folhas pelo fax para Christian, e você começa lá assim que chegar.

– Obrigado, Jer! – agradeci pondo-me de pé.

– Por nada, filho...

– Certo, toda a papelada em meu escritório já está organizada para que quem quer que venha a me substituir não atrase nada por aqui.

– Confio em você... – o vi se levantar e demos um abraço – Espero que se cuide...

– Pode deixar, não vou decepcioná-lo... – falei rompendo o abraço e ele assentiu.

– Sei disso!

Nos despedimos e eu saí de sua sala. Cumprimentei dona Rosely e ela sorriu simpática, então apenas forcei um sorriso, seguindo pelo corredor, em direção a minha sala, e acabei cruzando caminho com Ryan, ele me olhava estranho, como se quisesse me falar algo, mas nunca falava.

No fundo eu acho que sabia o que era aquilo. Culpa! Ele sabia que eu sabia o que havia ocorrido aquela noite. Que sabia o porquê daquela menina ter me beijado especialmente na frente de Megan. Mas do que adiantava eu saber e Meg não? Não conseguiria provar aquilo a ela nunca, ao menos se dera o trabalho de me ouvir... Mas não a julgo, fui um completo idiota desde quando a conheci.

Adentrei a minha sala e suspirei, afrouxando minha gravata. Olhei para os lados e respirei fundo caminhando até o centro. Pousei minhas mãos em meus bolsos e olhei ao redor. Trabalhar ali sempre fora o meu sonho, mas agora nada parecia fazer ou ter feito sentido algum dia. Sempre fui uma pessoa vazia, mas agora aquilo me incomodava de um jeito assustador. Ri sem vida e balancei minha cabeça de um lado ao outro, espantando as lágrimas que se formavam em meus olhos.

Precisava me convencer de que aquela volta ao Canadá era para o meu próprio bem. Meg tinha que sair da minha cabeça, ou me deixaria completamente louco. Respirei fundo novamente, fechando meus olhos por uma fração de segundos.

Segui até a minha mesa e peguei a caixa em cima da cadeira, começando a separar as minhas coisas ali dentro. Não esvaziaria a sala, mas tiraria o que realmente era pessoal meu.

Depois de um tempo, olhando o que ia levar e o que deixaria, ouvi a porta de meu escritório abrir-se abruptamente e involuntariamente olhei para trás, vendo Chaz ali, e ele me encarou confuso.

– Então é verdade?

– Um “Pode entrar?” ainda é bem vindo aqui... – forcei um sorriso e ele negou com a cabeça.

– Qual o seu problema, JB? Vai abandonar tudo aqui, cara?

– Eu não estou abandonando nada, Chaz. Vou continuar isso, só que no Canadá...

– Vai se foder, Jay! Você não pode simplesmente ir embora, cara!

– Chaz, eu não estou abandonando a empresa, vou continuar trabalhando... – me sentei em minha poltrona e ele negou novamente com a cabeça.

– Você está fazendo bem pior que isso!

– Ah é? E o que estou fazendo de tão ruim assim?

– Tá abandonando os seus sonhos!

– O Jeremy te mandou aqui? – perguntei e ele se aproximou.

– Esse não é o Justin que eu conheço... – ele pousou suas mãos em minha mesa – O meu amigo não desistiria fácil assim!

– Do que tá falando, cara? – perguntei franzindo o cenho.

– Da sua covardia!

– Covardia? Então eu sou um covarde?

– Você tá indo embora pra não ter que olhar a Meg, pra não ter que se explicar, vai negar isso? – senti o sangue me subir a cabeça.

– Você não sabe de nada, Chaz! – falei um tanto nervoso.

– Sei que você devia se levantar daí agora, que devia ir atrás daquela mulher! Sei que devia parar de bancar a garotinha ofendida e ir atrás dela! – ele se alterou e eu bati minhas mãos na mesa, pondo-me novamente de pé.

– O QUE PORRA QUER QUE EU FAÇA? ELA ME PEDIU PRA FICAR LONGE, CARALHO! – perdi o controle.

– E VAI FAZER ISSO? VAI SE AFASTAR DELA? DE TUDO? O QUE MERDA VOCÊ GANHA COM ISSO, PORRA?

– EU SÓ QUERO VÊ-LA BEM, SERÁ QUE CUSTA ENTENDER ISSO? SE ELA ME QUER LONGE, É LONGE QUE VOU FICAR, E NÃO PRECISO PENSAR DUAS VEZES, PORQUE EU SOU CAPAZ DE QUALQUER COISA POR ELA. EU AMO AQUELA MULHER, AMO COM TODAS AS MINHAS FORÇAS!

Aquilo saiu sem controle e eu sentia cada célula em mim gritar nervosamente aos quatro ventos. Vi então Ryan parado na porta da minha sala, ele fechou a cara e saiu rápido dali. Me sentei novamente em minha cadeira e fechei os olhos, respirando fundo e tentando me controlar para não socar a cara de Chaz a minha frente.

– Tá vendo só, não doeu admitir isso... – ele sentou-se na cadeira a frente e vi um sorriso em seus lábios.

– Você é um filho da puta! – falei rindo pelo nariz.

– E você ama a Meg. Agora ela precisa saber disso.

– Não é tão simples assim, Chaz. Ela está chateada, não quer me ouvir...

– E por isso você vai desistir assim?

– Ela está melhor sem mim, cara.

– Tem certeza? – ele me encarou e eu suspirei, fechando os olhos.

“Some da minha vida, Justin!” a escutei falando aquilo de novo e balancei a cabeça de um lado ao outro, tentado voltar à conversa com Chaz. Eu não tinha certeza de mais nada, mas não podia negar o fato de que aquela frase havia sido o mais clara possível.

– Eu sei o que tô fazendo, irmão, não se preocupa. – menti e forcei um sorriso...

 

Minutos antes...

Ryan P.O.V.

Acho que havia feito tudo errado. Gostava de Megan, mas ela nunca me enganara quanto ao seu amor ao Justin. O problema é que eu sabia quem ele era, sabia muito bem. A ponto de conseguir enxergar que ele também sentia algo por ela. Mas acho que meu orgulho acabou me cegando, eu simplesmente não queria admitir que ele estava mudando por ela.

Nunca o vira daquela forma antes por mulher alguma. Ele simplesmente não discutia com os amigos, não mandava rosas e nem dava colares as mulheres as quais saia. Mas Meg era especial para ele, eu notara isso assim que a conhecera naquela festa da empresa, no dia que por acidente deixei cair whisky em seu vestido. Notei o modo como ele ficou quando Ambrey lhe contou que ela havia ido embora, que tinha escutado o que ele falara. Me surpreendi ao vê-lo sair as pressas, estava nervoso, e não me lembrava de já tê-lo visto daquele jeito por alguma mulher.

No dia da balada, eu me oferecera para levá-la, queria conhecê-la melhor e entender o motivo de ser tão importante para Justin, e em poucas palavras eu pude notar isso. Ela era simplesmente incrível. Linda, educada, inteligente, com boa conversa e encantadoramente sorridente. Mas não contava com o fato de naquela noite Justin se portar da pior maneira com ela. Não tinha intenções de beijá-la, e entendi porque ela fizera aquilo, quando o vi subir com Bianca para o andar dos quartos. Meg ficou muito triste e eu a levei em casa, a vi chorar afirmando estar bem e pela primeira vez senti vontade de partir a cara de Justin em dois.

Depois disso, passei a visita-la algumas vezes, apenas como amigo, eu acreditava. Mas acontece que estávamos perdidos, havíamos acabado de sair de relacionamentos conturbados, e eu acabei realmente me apegando a ela. O tempo foi passando e minha vontade tê-la apenas aumentava. Eu sabia que ela não me amava, mas estava fascinado por tudo nela. E não conseguia entender porque Justin fora tão filho da mãe.

Com isso, acabou chegando a um ponto ao qual eu não queria mais perdê-la. E estava disposto a fazer de tudo por ela, para vê-la feliz, e comigo. Mas acontece que Megan nunca fora minha e nem nunca seria, porque era a ele que ela amava. Viu em mim um modo de esquecer as burradas dele por um tempo, mas eu sabia exatamente que quando estava comigo, era ele quem ela queria.

Me sentia péssimo pelo que tinha feito junto a Ambrey naquela festa. Nunca em todos os anos que conhecia Justin, eu o tinha visto tão arrasado como naquela noite, quando ela falara aquilo. Tive vontade de ir atrás dela e contar-lhe que eu mandara aquela moça beijá-lo, mas Ambrey me impediu, convencendo-me de que havíamos feito o certo. Eu sabia que não, mas queria acreditar que sim, e aquilo estava pesando em minha consciência. Sempre que nos encontrávamos nos corredores da empresa, me lembrava o quão filho da mãe eu tivera sido com ele aquela noite.

Esperava que ele me parasse, que me gritasse ou até socasse, mas tudo o que fazia era me encarar, com os olhos de quem já sabia o que eu tinha feito. Onde eu havia chegado? Justin costumava ser o meu melhor amigo desde o colegial, e agora eu fizera isso... Quando tinha me transformado naquele monstro, que era capaz de ferir o próprio amigo por orgulho? Eu me questionava isso todos os dias, em todos os momentos, não me reconhecia ali, eu não era daquele jeito...

– Sr. Butler, posso ajudá-lo? – Rosely, secretária de Jeremy, perguntou me despertando de meus pensamentos.

– Ah, sim, o Jeremy está? – perguntei e ela sorriu assentindo.

– Está sim, mas pediu para não ser incomodado, ele está um pouco nervoso pelo fato de Justin ir para o Canadá. – ela falou e eu franzi o cenho.

– Canadá? – perguntei confuso e ela assentiu.

– É, eu não entendi muito bem, mas parece que ele pedira transferência para a empresa de lá...

– O quê? Por quê? – perguntei já adivinhando a resposta.

– Eu não sei, senhor...

Mas eu sabia e precisava falar com ele. Não imaginava que chegaria a isso, não era essa a minha intenção... E não o podia deixar ir embora assim, ele precisava saber que eu estava arrependido do que fiz e que não me meteria mais entre ele e Megan. Precisava me desculpar com os dois, e que se fodesse o meu orgulho.

– Senhor? – ouvi novamente a voz de Rosely e a encarei.

– Entregue esses papeis a Jeremy. – lhe entreguei os documentos da minha construção e ela assentiu sorrindo educadamente.

Dei as costas e caminhei rápido pelo corredor. Justin não podia fazer aquela idiotice. Ao me aproximar de seu escritório, notei a porta aberta e alguns berros vindo dali de dentro.

– O QUE PORRA QUER QUE EU FAÇA? ELA ME PEDIU PRA FICAR LONGE, CARALHO! – Justin gritava sem controle.

– E VAI FAZER ISSO? VAI SE AFASTAR DELA? DE TUDO? O QUE MERDA VOCÊ GANHA COM ISSO, PORRA? – Chaz gritava de volta, irritado.

– EU SÓ QUERO VÊ-LA BEM, SERÁ QUE CUSTA ENTENDER ISSO? SE ELA ME QUER LONGE, É LONGE QUE VOU FICAR, E NÃO PRECISO PENSAR DUAS VEZES, PORQUE EU SOU CAPAZ DE QUALQUER COISA POR ELA. EU AMO AQUELA MULHER, AMO COM TODAS AS MINHAS FORÇAS!

Eles estavam falando de Meg, sem dúvida alguma. Senti uma pontada na consciência. Ele a amava, não duvidava daquilo nenhum pouco sequer, pelo simples motivo dele nunca ter falado em amor ou expressado qualquer tipo de sentimento, em nenhuma situação. Eu precisava fazer alguma coisa, precisava concertar o meu erro. Fechei a cara, com ódio do que fiz, eu sentia vergonha de mim mesmo. O encarei por alguns segundos e saí dali, seguindo rapidamente para o elevador...

 

Megan P.O.V.

Depois do dia em que vira Justin beijando aquela modelo ruiva na festa, decidi esquecê-lo de vez. Caitlin me deu alguns conselhos, tentando remediar as coisas, mas eu sabia exatamente o que tinha visto. E ele era tão ciente de sua culpa que ao menos me procurou para tentar me dar uma de suas explicações fajutas. Sei bem o que tinha lhe falado, e que também havia perdido meu celular, mas se ele realmente quisesse falar algo sabia meu endereço.

 Continuei a usar minha energia no trabalho, e isso realmente estava dando certo, o que não queria dizer que eu estava completamente bem com aquilo... Meu dia havia sido longo, pedi para Scarlet me liberar, não estava muito disposta e resolvi trabalhar em casa mesmo.

Já estava terminando os últimos detalhes para o lançamento de um novo perfume que a revista faria, quando decidi parar um pouco e ir tomar água. Deixei o notebook no sofá e segui para a cozinha, estranhando o silêncio em que aquela casa se encontrava, afinal Ambrey estava ali.

Mas tudo bem, era melhor o silêncio do que a ouvir tagarelar coisas desconexas e que no momento não me importavam nem um pouco sequer. Quando peguei a garrafa na geladeira, olhei alguns segundos o meu reflexo no micro-ondas, levando minha mão ao meu pescoço, tocando o colar que ele me dera, algo me fez não tirá-lo.

“Para você sempre lembrar que os anjos podem voar...” aquela frase perdurava em minha cabeça e eu não conseguia entender porque ele fizera aquilo aquela noite... Balancei minha cabeça de um lado ao outro, espantando aquelas lembranças e segui até o armário, pegando um copo.

Tomei a minha água e retornei sala, notando então um e-mail, o abri e era de Nathan, passamos boa parte do dia conversando, ele estava me ajudando bastante mesmo sem saber.

Enquanto trabalhávamos, ele me fazia esquecer um pouco de tudo. Aquilo era levemente bom. Nathan era que nem eu, empenhado e dedicado, e estava me ajudando muito com o lançamento, praticamente bolou tudo sozinho, eu só fiz os ajustes, mas o mérito era total e completamente dele.

“Todo mundo perguntando de você por aqui. Acredita que perguntaram a Scarlet se ela tinha te demitido?”

Sorri de leve e balancei a cabeça de um lado ao outro, imaginando quem tivera feito essa pergunta.

“A Kisha?”

“Exatamente, sabe que ela morre de raiva de você...”

Eu sabia daquilo, só não entendia o porquê. Eu era só uma estagiária e ela era uma das editoras efetivas, mas desde que eu entrei na Skalibull, ela fazia questão de implicar com o meu trabalho... Quando ia responder Nathan novamente, ouvi tocarem a campainha e bufei de raiva, notando que Ambrey não atenderia a porta.

“Chegou gente aqui, depois nos falamos.”

Enviei e fechei o notebook, colocando-o sobre a mesinha de centro a frente. Tirei meus óculos e ouvi novamente a maldita campainha, rolei os olhos, colocando os óculos sobre o notebook e me levantando do sofá. Caminhei até a porta e antes de abri-la tocaram novamente.

– Da pra parar de tocar isso? – perguntei grossa ao abrir a maldita porta e paralisei ao ver Ryan ali.

Seu semblante estava triste, e seus olhos um tanto avermelhados. Franzi o cenho e ele desviou seu olhar de mim, baixando o mesmo por alguns segundos.

– Podemos conversar? – perguntou voltando a subir a cabeça e olhou para dentro do meu apartamento.

– Entra... – falei dando-lhe espaço e ele logo adentrou o cômodo.

Fechei novamente a porta e me virei em sua direção. Ele estava de costas e eu engoli em seco, respirando fundo em seguida. E o vi se virar para mim.

– Aconteceu alguma coisa? – perguntei e vi Ambrey aparecer na sala, também cabisbaixa, aquilo estava um tanto estranho.

– Precisamos te falar algumas coisas... – ele falou e eu os encarei confusa.

– Vocês? Vocês dois precisam me falar algumas coisas? – perguntei sem entender aquilo direito e eles se entreolharam e assentiram – Tudo bem, então falem...

– Bem, isso é meio complicado, mas vamos do início... – sua voz saiu um tanto baixo e eu assenti – Você já sabe que menti sobre as rosas, e queria te dizer que fiz isso porque não queria te perder.

– Isso não importa mais... – falei e ele negou com a cabeça.

– Ele não mentiu sozinho... E-eu... Bem, eu, eu rasguei o cartão que tinha vindo com elas aquele dia, não queria que você soubesse que ele havia mandado... – Ambrey confessou e me lembrei dela em minha sala aquele dia, um pouco depois de falar com Ryan no celular.

– Não fizemos por mal, Meg. Você já tinha sofrido por ele uma vez... – Ryan prosseguiu e ouvi o toque do meu celular e Ambrey baixou a cabeça.

– Meu celular... Você... – a vi tirá-lo de sua bolsa e me entregar.

Eu os olhei mais confusa ainda, e Ryan também parecia surpreso ali. O que Ambrey estava fazendo com o meu celular? Olhei o identificador e era Caitlin, franzi o cenho e voltei a encará-los, precisava de uma explicação, seus semblantes eram de arrependimento.

– O que estão tentando me falar? – perguntei começando a ficar nervosa e Ryan suspirou pesadamente.

– Justin não beijou aquela garota... – ele falou sem me olhar e eu franzi o cenho.

– O quê? Eu vi Ryan! – falei rápido e ele me encarou, negando com a cabeça.

Ouvi a campainha soar novamente e contive as lágrimas que chegavam em meus olhos, abrindo mais uma vez a porta atrás de mim. Arqueei minhas sobrancelhas encarando Jeremy ali. O que porra tava acontecendo? Senti meu coração ficar pequenininho e vi sua boca se abrir.

– Boa noite... – ele falou sem muito ânimo e eu olhei dele para Ryan.

– O que aconteceu? – perguntei confusa, sentindo minha voz embargar.

– Fiz Ryan falar com aquela modelo. Nós demos dinheiro a ela para beijá-lo. – Ambrey falou e deixei as lágrimas que pesavam em meus olhos caírem – Eu não queria te ver triste...

– Vocês dois tem noção do que fizeram? De como me senti aquele dia e meu Deus... O que eu falei pra ele... Por que fizeram aquilo? – minha voz saia pesada entre o choro.

– Eu... Desculpa, Meg? – Ambrey falou também chorando, mas ela não fazia ideia do que eu estava sentindo ali.

– Você precisa ir atrás dele, Meg... Ele simplesmente não pode ir embora. – Ryan falou em tom de extrema culpa – Nós fizemos aquilo, não ele.

– Ir atrás dele? Como assim? – perguntei confusa, tentando cessar as lágrimas.

– Justin está indo embora, Meg. – ouvi Jeremy falar novamente e me virei para ele – Ele vai hoje para o Canadá.

– O quê? – aquilo doeu profundamente dentro de mim.

– E-eu... A culpa é toda minha. Mandei uma mensagem para ele, fingindo ser você! – fechei os olhos tentando me controlar, quanto mais Ambrey falava mais nojo eu sentia de sua voz.

Minhas lágrimas caíam pesadas pelo meu rosto, e sentia minha boca amargar. Por que mentiram daquela forma para mim? Os encarei com uma certa repulsa, eu estava com ódio daquilo. Vi Ryan se aproximar e dei um passo para trás, esbarrando em Jeremy.

Meu celular voltou a tocar e eu saí rápido dali, correndo em direção ao elevador. Atendi o celular vendo a porta de metal se fechar a minha frente, e fechei os olhos, apertando-os com força, deixando mais lágrimas escorrerem. Me sentia tão mal por tê-lo dito aquilo sem ao menos dá-lo a chance de se explicar...

– Megan, por que não atendia o celular? – ouvi Caitlin falar do outro lado da linha.

– Era tudo mentira, Cait... Ele não beijou aquela vadia, não beijou...

– Mas do que está falando? – ela perguntou confusa.

Você estava certa, eu devia ter escutado o Justin. Ambrey e Ryan... meu Deus eu não acredito que eles fizeram isso...

– Ambrey e Ryan?

– Eles pagaram aquela modelo, Caitlin! O Justin nunca beijou ela!

– Meu Deus! Meg, você precisa ir atrás do Justin agora! O Chris disse mais cedo que ele tá vindo para o Canadá! Vai atrás do seu homem, garota! – ela falou em um misto de animação e preocupação e eu sorri entre as lágrimas.

E-eu... – gaguejei nervosa e vi as portas do elevador se abrirem, então logo saí dali – Cait, eu não sei o que falar...

– Então não fale, vocês podem fazer coisa bem melhor que isso, certo? – ela falou e eu sorri nervosa, correndo para fora do prédio – Se sair agora ainda o pega em casa, Justin odeia aeroportos, então só vai em cima da hora do voo.

– Obrigado, Cait! – agradeci secando minhas lágrimas e chamei um táxi, que logo parou a minha frente.

– Não me agradeça, Meg. Só faça o que o seu coração tá gritando a tempos... Não deixa o Jay fazer merda!

Sorri com aquilo e adentrei o táxi. Meu celular apitou e notei então descarregar. Praguejei mentalmente e encarei o motorista a minha frente. Eu não deixaria Justin ir embora, de modo algum!

– Siga o mais rápido que puder para o centro da cidade! – falei firme e ele assentiu, logo dando partida...


Notas Finais


AI MEU C* KKKKKKKKK CORRE MEG, CORRE COMO SE NÃO EXISTISSE O AMANHÃ, GAROTA KKKKKKKKK AI, PAREY! E ai, o que acharam? Quem tá louco pra ver o casal logo? Comenta aqui em baixo! Pode ser né, eu de muito bom humor hoje, quem sabe... Só digo uma coisa, já terminei o próximo capítulo, e tá de pegar fogoooo kkkkkkkkkk Meu dedo tá coçando pra postar, mas será que vocês estão tão curiosas para lerem? Aiaiai...
Comentem e favoritem a fic!! Até o próximo capítulooooo!

XoXo :* :*


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