História Sex On Fire - The choice - Capítulo 33


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Categorias Originais
Tags Drama, Revelaçoes, Romance, Sexo
Exibições 49
Palavras 1.823
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 33 - It's you, it's you, it's all for you


Eu, Caroline Madison, nunca fui romântica.

Em casa nunca tive um exemplo de casal por perto, pois os meus pais brigavam sempre e um dia finalmente (sim, porque foi melhor) eles se separaram. Nunca fui próxima da minha família. E todos os meus namoros foram desastrosos. Até namorar o Tom, eu era uma boba e ingênua, que nunca acreditei que poderia ser amada. E quando percebi que ele me daria isso - a chance de ser amada -, me aproveitei disso, mas nunca foi amor e nunca houve romance, não real. Depois passei por uma realção carnal. Eu e o Sean. Eu e a Agatha. Carnal. Atração. Sentimento.

Mas eu nunca fui romântica. 

Não acreditava em Conto de Fadas ou finais felizes e por isso nunca me dei a chance de viver algo parecido com alguém. Eu amei, amei muito, mas nunca fiz nenhuma loucura de amor nem nada parecido, pois eu já era louca o suficiente.

Agora me sentia disposta a isso. Fui até o prédio onde vivia com o Ian e a Elena - a irmã insuportável - me atendeu e tudo o que ela me disse é que ele não estava em casa e que iria fazer um show numa cidade próxima e não me deu nenhum detalhe. Pesquisei na Internet e descobri que a banda dele iria se apresentar num clube numa cidade perto dali e peguei o meu carro na mesma hora. Dirigi horas até chegar na cidade e entrei no clube feito louca.

Estava lotado.

Várias pessoas juntas, lugar pequeno, luzes e mais luzes, comecei a ficar suada e nervosa e procurando uma saída para encontrá-lo e o vi no palco...

Lindo e brilhante. Lá estava ele no palco. Porém, ele cantava de um jeito triste, como se estivesse passando por algo muito ruim e estivesse passando isso em sua música. Havia muito sentimento naquela voz, o que fez com que eu me sentisse culpada. Eu demorei tempo demais e provavelmente ele estava pensando que eu não queria mais nada com ele.

Mas eu quis gritar: EU QUERO! Não foi o que eu fiz, mas eu quis gritar.

Me espremi entre aquelas pessoas e só consegui chegar na frente do palco quando a banda finalizou o show e as luzes do palco se apagaram. E, como num passe de mágica, ele não estava mais lá. Era como se eu tivesse perdido o Ian.

POV SEAN

Acordei meio mal.

Me arrastei para fora da cama, tomei um analgésico e então Ashley entrou pela porta, como se aquilo fosse completamente normal.

Franzi o cenho.

Que porra é essa?

— Você não lembra — ela foi logo dizendo. — Eu te encontrei aqui ontem quase desmaiado de tanto beber, te levei para um banho frio e te coloquei na cama, porque eu sou muito boazinha. E não se preocupe, porque eu não te deixei nem me tocar. Você desabou. Dormiu feito um bebê.

Eu continuava olhando para ela como se ela fosse louca.

Por que é que ela estava ali? Pelo que eu sabia, Ashley morava fora e vivia por lá com seu marido há anos. Então como é que, de repente, ela estava ali novamente?  

— Ok, vou explicar. — Ashley se aproximou. — Evelyn Madison descobriu que eu me separei e me ligou, disse que precisava falar algo urgente sobre você e que só faria isso pessoalmente. Eu curiosa - e preocupada - que sou, despenquei pra cá, pensando que você estava com um tumor e fosse morrer e o caralho a quatro e não. Puta merda, ela só queria me falar que sabia que eu te amava e que você me amou por muito tempo e que você já falou de mim pra ela e que ela queria que eu tentasse te seduzir, para te separar da filha dela e assim você voltar pra ela.

Não consegui falar nada. Fiquei parado, perplexo. Eve não estava em seu estado normal, ela estava doente, muito doente.

— Essa foi exatamente a cara que eu fiz quando ela me disse isso — disse Ashley, rindo. Ela se sentou no sofá e colocou sua bolsa ao lado. — Olha, Sean... Sinceramente? Depois de mim, seu histórico com mulheres é extremamente precário. Você achou tudo num hospício, né? Diz pra mim!

— O que você respondeu pra ela? — Eu me sentei, interessado.

— Que eu iria.

— O quê?

— Porra. Não, né, Sean? Eu disse pra ela que iria, mas não vou tentar nada do tipo, porque eu não sou desse tipo. Deus me livre ter que seduzir alguém para fazer um favor pra alguém e... Ugh, não. Mas eu decidi vir te ver porque, sei lá, velhos tempos. E te encontrei quase morto. Então me conte: que porra está acontecendo?

POV AGATHA

Kiara voltou para Paris e voltou com Elena. As duas se reconciliaram e decidiram que iriam ficar juntas e até apressaram o casamento. E eu não chorei dias por isso, obviamente. Eu não amava Kiara, não era como se eu fosse morrer por aquilo, mas fiquei mal.

Era a minha chance de, sei lá, terminar com alguém.

Mas percebi, afinal, que não estava terminando. Consegui me formar e encerrei uma etapa na minha vida e até comecei a trabalhar e... Estava dando tão certo e eu estava me sentindo tão bem que não era como se eu precisasse de alguém para ser feliz.

Eu não precisava.

Pela primeira vez eu sentia como se eu me bastasse. E esse foi o sentimento mais bonito que eu já senti em toda a minha vida.

POV SEAN

Ashley é alguém do meu passado.

Deve ser um carma muito louco que eu tenho porque, cara, todas as minhas ex's, de alguma forma, retornam para a minha vida. Seja para me ajudar ou me atrapalhar. E lá estava Ashley, sentada no meu sofá, rindo horrores enquanto relembrávamos histórias do nosso grupo de viajantes da época em que a gente viajava com o trailer.

— Cara, você lembra de tudo isso?

— Não fala como se você não lembrasse, doutor.

— Ah, você soube.

— Que você se rendeu e seguiu a profissão do seu pai? Sim, claro. E aquele Sean desbravador, aventureiro, louco por adrenalina e música, agora é um covarde. — Ashley balançou a cabeça. — Estou decepcionada.

— Ash, você tem razão. Eu virei outro, eu tô igualzinho o cara, em tudo. Virei médico, nunca consegui ficar em um relacionamento sério com ninguém e... Putz, agora, quando finalmente me apaixonei por alguém e senti vontade em formar uma família, eu me sinto um merda.

Ela tocou o meu ombro.

— Ela acabou com você, né?

— Você acha que eu devo ir atrás dela, Ash? Porque eu quero recuperá-la. Eu sei que a gente pode não dar certo e...

Ashley ergueu uma sobrancelha.

— Você sabe. Acho que isso é tudo, Sean.

— Então eu vou só abrir mão e deixar ela ir?

— Cara, ela já foi.

Aquilo era uma merda. Aquele sentimento, toda aquela dor, tudo o que eu estava sentindo depois que a Carol me disse que não ficaria comigo. Por isso, me senti irritado o suficiente para ligar para a Eve e mandar ela para onde o sol não bate. Falei que não voltaria a ficar com ela novamente e que ela deveria se conformar com isso e me deixar em paz. Contei também que não estava com a Caroline mais e que isso não me fez ter vontade de voltar pra ela.

Olhei para a Ash e ri.

— Então você se divorciou, hã?

Ashley arregalou os olhos.

— Nem pense! Você me dá náusas!

POV CAROLINE

Cadê?

As pessoas começaram a sair e eu fiquei ali na parte de frente do show. E nada aconteceu e ninguém apareceu. Então eu saí e decidi esperar pelo lado de fora. Esperei por horas até que a banda começou a sair de dentro do clube e eu o vi. Ele estava visivelmente chateado.

— IAN!

Ele se virou e me viu do outro lado do estacionamento.

Eu senti o meu coração disparar e pensei que fosse ter um treco. Pensei que ele fosse vir em minha direção e fossemos ter uma reconciliação digna de filme. Erro meu. Ele simplesmente fingiu que não me viu e entrou na van com seus amigos.

Corri até a van e bati na porta para que ele abrisse. Ele e seus amigos me olharam com uma expressão nada boa e eu precisei ficar na frente da van, impedindo a saída deles, para que Ian descesse e a gente conversasse. 

Fomos para o outro lado do estacionamento e ele tirou um cigarro do bolso e acendeu.

— Fala.

— Por que você tava fugindo de mim?

— A gente não tem nada pra falar, Carol. E eu vou começar uma turnê e tudo vai dar certo para mim e eu vou esquecer que você entrou na minha vida, tá bom?

Arranquei o cigarro da mão dele.

— Você não fuma.

— Quando você passa muito tempo com uma pessoa, você meio que pega os costumes dela, sabe? Foi isso que você me deixou: um puta vício no cigarro que pode acabar com a minha vida. Tá vendo só, Caroline? Que tragédia...

— Ian...

Eu tentei tocá-lo, mas ele recuou.

— O quê? Você quer o quê? Quer me dizer que vai voltar pra ele e dizer que sente muito? Porque, Caroline, eu já sei. — Ele evitava o meu olhar, mas vi seus olhos marejados e isso me doeu ainda mais, porque eu soube que ele estava sofrendo. — Eu já sei. Pode ir, pode ir, vai. Você nunca me amou, foi tudo uma mentira e você sempre esteve com aquele cara na cabeça...

— Porque era a porra de uma história mal-resolvida! — eu gritei.

— E como se resolveu issso? Vocês já decidiram a data do casamento e o nome dos seus filhos? Já decidiram onde vão morar e que móveis vão comprar? 

— Não...

Ele me deu às costas.

— Eu desisto!

Eu o alcancei e fiz com que ele olhasse pra mim.

— Eu te amo!

Ian franziu o cenho, confuso. Porque não era o que ele esperava. Ele esperava que eu voltasse para dizer que iria voltar com o Sean e provavelmente algo para que ele se sentisse bem o suficiente para não tentar se matar depois.

— Carol, que é isso? Você...

— Eu fui. Me resolvi com ele. — Engoli em seco. — Eu deixei o Sean.

Ian primeiro ficou feliz e depois sorriu.

— Você me escolheu? — A voz dele falhou. 

— Não. — Limpei uma lágrima que desceu pelo meu rosto. — Você me escolheu. E eu vou ser grata por isso por toda a minha vi...

Não consegui terminar a frase porque Ian me beijou.

Ele segurou o meu rosto e me beijou. E com aquele beijo eu senti uma felicidade dentro de mim que eu sentia que não iria ir embora tão fácil. A gente se beijava como se o mundo fosse acabar amanhã, como se só a gente tivesse ali, como se nada mais importasse.

E então ouvimos aplausos. Eram os colegas de banda do Ian, cantando e comemorando, presentes naquele nosso momento.


Notas Finais


Falta mais um.


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