História Sexo Drogas e Um pouco de Rock N Roll - Capítulo 53


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Itachi Uchiha, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Exibições 72
Palavras 2.531
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 53 - Capítulo


Sakura vagava no limbo entre o céu e o inferno. Teoricamente ter dois namorados é algo excitante, coisa de gente moderna e bem resolvida, mas na pratica a teoria não se aplicava, seu romance inusitado a levava a lugares desconhecidos, conheceu o êxtase e a dor, o gozo e a agonia, as incertezas multiplicavam-se constantemente.  Amava dois homens diferentes com personalidades opostas, que não tinham nada em comum, a não ser as orbes negras e o sobrenome.

  Desde o retorno de Londres Itachi negligenciava seu relacionamento com Sakura, as conversas eram escassas, resumiam-se a monossílabas e resmungos. Saky exercitava sua paciência esperando, porque esperar era tudo que poderia fazer, esperava que ele a procurasse, esperava que ele se decidisse. Não seria muito inteligente pressiona-lo, sem escolhas o deixou sozinho.

—Sakura vamos nos apresentar em um programa de televisão. ‘Gritou’ Yahiko do outro lado da linha.

—Quando? Como? ‘Perguntou’ surpresa.

—Essa semana.

—Nossa, nem sei o que falar, acho que ainda não estou preparada.

Yahiko ignorou completamente os argumentos da rosada, a insegurança dela atrapalhava a interação com o publico e a imprensa, os fãs queriam se aproximar conversar, tirar fotos, fazer perguntas indiscretas, precisava acostumar-se rapidamente ao assédio.

—E tem mais uma coisa.

—O que? ‘Crispou’ sem paciência.

—Eles irão entrevista-la.

Ela respirou profundamente, tinha fobia ao falar em publico, seu corpo tremia, a voz falhava, enjoava, convulsionava, enfim, quase morria.  Seu trabalho, sua música ficariam em segundo plano, o foco das perguntas seriam sobre sua vida pessoal, perguntariam sobre o convívio tumultuado com a mãe, sobre seu abuso de álcool, os rumores sobre seu namoro com um dos Uchihas.

—De jeito nenhum. ‘Falou’ categoricamente querendo encerrar o assunto.

—Qual o problema agora?

—Sabe muito bem que sou tímida, que começo a gaguejar quando me pressionam.

—Essa é uma ótima oportunidade para mostrar seu trabalho, não seja ridícula, pare de ser infantil e comece a agir como uma pessoa madura.

 

Dias depois.................

Sakura estava inquieta, contorcia seu rosto frente ao espelho fazendo caretas grotescas, a emissora de televisão cedeu-lhe um belo camarim com ar condicionado e várias garrafas de vinho. Yahiko e Sasuke convenceram-na a apresentar-se no programa dominical de novos talentos. Alguém a maquiava, realçando o verde de seus olhos, outra pessoa arrumava seu cabelo, sentiu saudades da Matsuri, ela era sua maquiadora, cabelereira, estilista e amiga nas horas vagas, estava cercada por estranhos, o único rosto conhecido era do Orochimaru.

—Orochi... Tem certeza que o Itachi esta bem? ‘Perguntou’ a rosada irritada, depois de olhar a tela do celular pela milésima vez no ultimo minuto.

—Sim, minha querida, ele está ótimo, pediu para avisar que logo estará de volta.

Ele forçou um sorriso amigável, mas foi a coisa mais estranha que a pobre Sakura já vislumbrou em sua vida.

— Estou muito preocupada com ele. Você sabe onde ele está, porque não me conta?

Seus olhos inocentes quase infantis encaravam-no, tentando persuadir um adulto bem astuto, a cena seria cômica, se não fosse trágica.

—Por que ele me pediu segredo.

—Mas porque ele não me liga? Já deixei milhões de mensagens. ‘Lamentou-se’.

Ela tinha o dom de irrita-lo com suas futilidades, a paciência escassa de Orochimaru beirava a nulidade, esforçava-se para fingir uma amizade inexistente, e disponibilidade em ouvi-la se lamentar, mas mentalmente a sufocava com travesseiro, a empurrava de um penhasco, a enforcava com o cadarço do tênis. Porém muito amigavelmente.

—Sakura minha linda, não preocupe essa sua linda cabecinha rosa agora, eu te garanto que o Itachi está ótimo.

—Estou tão nervosa, queria que ele estivesse aqui.

—Mas eu estou meu anjo, e vou cuidar de você.

Ele enfiou a mão em um bolso interno de seu casaco e retirou um comprimido, pensando bem dois é melhor, ela estava a beira da histeria.

—Sakura tome, isso vai lhe acalmar. Ela os jogou na boca e os engoliu, sem ao menos beber água.

 Apresentaram-se no programa de televisão, todos os integrantes da banda concederam uma pequena entrevista, Sakura se atrapalhou algumas vezes com as respostas, sempre sendo salva pelo Naruto ou por Sasuke.

Sentia um aperto no peito, não havia motivos, tudo estava bem, tudo parecia bem, eles se apresentaram em um programa de televisão, suas fotos estampavam as capas das revistas, sua cor de cabelo virou febre entre as adolescentes, mas ela sentia, pressentia que algo ruiu em sua alma, que estava aos pedaços.

 Sasuke a abraçou e a beijou, e foi correspondido automaticamente.

—Você está bem? Ele perguntou.

—Estou cansada.

 Sasuke percebeu a mentira escondida porcamente no cansaço.

—Está preocupada com o Itachi.

Ela balançou a cabeça em resposta, precisava dividir suas aflições com seu namorado. Sasuke não sentiu ciúmes da sua amada, também estava preocupado.

—Vamos procurar por ele, acho que sei onde está. ‘Falou’ pausadamente.

—Onde?

—Com o Zabuza.

Olharam-se em silêncio, Sakura sabia o que isso significava, Itachi teve uma recaída e voltou a consumir drogas.  Como ela poderia condena-lo, se ela também fazia o uso de comprimidos, remédios para dormir, remédios para acordar, inibidor de apetite, sem falar nos litros de álcool que ela bebia semanalmente como se fosse água, como poderia recrimina-lo se ela possuía as mesmas fraquezas,  era o sujo falando do encardido.

A vida e suas ironias, Sakura nunca achou que a bebida fosse um problema em sua vida, mas  tinha absoluta certeza que a bebida era um problema na vida de Itachi.

—Me leve até ele Sasuke, preciso ver como ele está.

Foram até o centro da cidade, Sakura reconheceu o local, já esteve ali, um lugar repleto de prostitutas, bares e hotéis baratos.

—Sasuke, porque o Itachi estaria em lugar desses?

—Não sei, mas quanto ele some é sempre aqui onde o encontramos.

Eles entraram em uma viela escura, um arrepio maligno subiu pela sua espinha feminina culminando na nuca, segurou a mão de Sasuke com firmeza.

—Sakura suas mãos estão suando e gelada, acho melhor te levar de volta.

—Não. Tudo bem, estou apenas ansiosa.

Apreensiva tentava controlar seus pensamentos, mentia para si mesma dizendo que tudo ficaria bem. Pararam na porta de um hotel, impossível não lembrar-se do homem na recepção que ignorava as pessoas, o cheiro de bolor das paredes úmidas, o ranger da escada sob os pés.

Sasuke encostou-se ao balcão da recepção, perguntando naturalmente.

— O Zabuza está lá em cima.

—Sim.

O Balconista respondeu dobrando o jornal, olhou para Sakura examinando-a.

—Vocês irão precisar de camisinhas ou seringas?

Sasuke não respondeu, contraiu o maxilar puxando a rosada pela mão, rumou em direção a escadas rapidamente.

 Lembrou quando esteve ali com Zabuza, os dois subindo a mesma escadas, o mesmo ruído sob seus pés, o mesmo cheiro ruim exalando dos quartos, os gemidos abafados.

—Tudo bem? ‘Questionou’ preocupado.

—Sim. ‘Mentiu’.

As recordações do efeito da heroína em seu corpo estavam vividas em suas memórias, a sensação da droga  espalhando por suas veias, percorrendo a corrente sanguínea, o êxtase que sentiu ao fazer sexo com Zabuza, essas lembranças ficaram bem escondida em suas memórias, em um canto oculto, secreto, temia revivê-las e desejar fazer tudo novamente.

A porta no final do corredor estava fechada, ficaram olhando o número pregado a madeira, vozes masculinas e femininas soavam abafadas. Sakura  apertou os lábios e girou a maçaneta.

Todos no quarto assustaram-se com a visita inesperada.

Itachi estava sem blusa, sentado no chão encostado na parede, o suor cobria todo o seu corpo, as olheiras e o semblante abatido denunciavam que ele não dormia há dias.

—Sakura o que faz aqui? Perguntou Itachi irritado.

Não houve respostas. O olhar dela vagueou, perdeu-se entre os objetos espalhados pelo quarto, fitou demoradamente as carreiras brancas de cocaína, alinhadas no espelho sobre a mesa, ao lado várias garrafas  vazias, alguns preservativos usados jogados no chão, sentiu um misto de asco e compaixão, apertou a mão de Sasuke com mais força, buscando apoio nele.

Sasuke percebeu a instabilidade emocional de sua namorada.

—Nós viemos de buscar. ‘Respondeu’ o caçula com a voz autoritária, causando estranheza em todos.

Zabuza sorria, divertia-se com a situação, aproximou-se de Sakura oferecendo-lhe álcool, o aroma que exalava do copo a hipnotizou momentaneamente, deveria recusar, ser firme em sua decisão e dizer um sonoro não, se aceitasse aquela pequena dose, seria a primeira de muitas, perderia o controle,  ignorar o cheiro era uma batalha perdida, o ardor entrou em suas narinas,  entorpecendo-a, brigava consigo  mesma, orbitava entre a sua sobrevivência e seu vício, mas  sempre foi fraca diante do seu vício.

Foi tola, acreditou que ajudaria seu namorado, porém era incapaz de ajudar a si mesma.

—Sakura não.

Sasuke sussurrou em seu ouvido a abraçando. Ela parecia despertar de um transe, um sonho ruim. Afastou bruscamente o copo de bebida.

—Hum, a rosinha não quer bebida?  Talvez você queira experimentar algo mais forte?

Zabuza era um bom jogador, conhecia as fraquezas humanas, sabia que com alguns incentivos Sakura logo cederia ao vício.

—A Sakura não quer porra nenhuma! Viemos aqui buscar o Itachi. ‘Berrou’ Sasuke entrando na frente da namorada  protegendo-a.

Itachi tentou se levantar do chão, apoiou as mãos nas paredes, cambaleante pôs-se em pé.

—Eu não pedi para ninguém vir me buscar.

—Mas nós viemos mesmo assim. ‘Respondeu’ o caçula.

—Cai fora. Seu pé no saco.

Sakura  aproximou-se de Itachi, vê-lo naquele estado a deixou em choque, ele sempre foi seu porto seguro, uma rocha inabalável, mas agora, parecia um morador de rua, sujo, suado e fedido.

—Meu amor venha. Vamos conosco, viemos te buscar.

Ela tocou em seu rosto com a ponta dos dedos.

—Qual parte do cai fora, exatamente que ninguém entendeu? ‘Inquiriu’ ríspido.

 Zabuza sentou na cama, acariciou as pernas de uma bela moça que dormia, ou jazia envolta em lençóis, sorriu para a Sakura.

—Rosinha, na outra vez que você esteve aqui, você estava muito mais a vontade;

Outro arrepio percorreu toda a extensão de sua espinha, imagens desconcertantes dela fazendo sexo com Zabuza emergiram em sua memória,  um pequeno flashback em HD, tudo era  nítido, real, as cores eram tão vibrantes, lembrou da depravação e das palavras sujas que ,mas o pior de tudo, ela se lembrou que tinha adorado tudo aquilo.

—Você já esteve aqui Sakura? ‘Perguntou’ Sasuke confuso.

Sakura virou-se na direção dele, encarando-o, faltou-lhe coragem para admitir a verdade, porém não queria mentir, até por que seria inútil, ela apenas balançou a cabeça em um sinal afirmativo.

—Quando?

—Faz tempo.

Em algumas ocasiões, as palavras não se fazem necessárias para traduzir os acontecimentos, Sasuke soube o que tinha acontecido, sem que ninguém precisasse pronunciar uma única palavra, o silêncio era revelador.

. _Sinto muito. ‘Falou’ a rosada com a voz tremula.

Sasuke sentiu seu peito ser apunhalado, algo cortante perfurou sua alma, seu orgulho masculino foi  atingido com um golpe certeiro.

—Sinta por você mesma.

Itachi incomodou-se com a presença deles, eles não eram bem-vindos naquele lugar, deveriam partir, queria ficar sozinho com sua mágoa.

—Saiam! Saiam os dois agora! Fora daqui. ‘Berrou’.

—Nós não vamos embora daqui sem você. ‘Retrucou’ Sakura decidida.

—Você é surda garota? Eu não quero ir embora, não vou a lugar algum.

 Sakura se assustou, era a primeira vez que Itachi gritava com ela na frente de outras pessoas, sentiu-se humilhada.

Zabuza gargalhou alto e debochado, um olhar de desprezo foi lançado na direção dos intrusos.

—Rosinha, a menos que você queira participar da nossa festinha, acho melhor ir embora, por que eu chamei outras amigas minhas e talvez elas fiquem constrangidas com você aqui... Sabe, elas são garotas de família, não vão entender essa suruba que acontece entre você e os irmãos Uchihas.

Sasuke estava desconcertado, mas não iria permitir que alguém ofendesse Sakura na sua frente.

—Zabuza seu filho da puta, ou o Itachi vai embora com a gente agora mesmo, ou vou chamar a polícia.

—Um o leite com pera  resolveu crescer e fingir que é homem.

Sasuke retirou o telefone do bolso. Zabuza riu novamente.

—Você vai ligar para a policia? E vai dizer o que seu imbecil?

—Vou dizer a verdade, que aqui tem um traficante e drogas.

—Vai mesmo?

 Sasuke digitou os números e aguardou alguns instantes na linha, Zabuza se debruçou na janela e olhou para o lado de fora.

—E vai contar também, que vocês três vieram aqui comprar drogas comigo?

Sakura e Sasuke se olharam assustados, não sabiam se aquilo era um blefe.

—Ora Sasuke finja que é inteligente ao menos, o Itachi está tão drogado que nem sabe ao certo que dia da semana é hoje, um simples exame de sangue seria suficiente para comprovar isso, todos sabem que a Sakura adora uma cachaça vive caindo de bêbada nos shows enquanto vocês fingem não saber de nada.

—E dai seu desgraçado?

—E dai, que para uma banda que está começando agora, não seria nada bom estampar as páginas policiais. Zabuza parou no meio do quarto e chutou uma lata de cerveja vazia para debaixo da cama.

—Estou até vendo as manchetes ==Vocalista de banda é presa em hotel depois de fazer orgia com dois irmãos.

—Orgia teu cú desgraçado, eu e a Sakura viemos aqui buscar o meu irmão, essa é a verdade.

—E quem se importa com a verdade? Você sabe muito bem que o mundo da fama é sujo e ninguém se importa com a verdade, o que vende revista mesmo são as coisas ruins que as celebridades fazem.

—Não tem como provar isso. ‘Gritou’ a rosada exasperada.

—Nem preciso provar, basta apenas espalhar o boato.

Sasuke continuava a segurar fortemente o telefone próximo ao seu ouvido, do outro lado da linha uma voz feminina:

—190 Só mais um instante.

—E tem mais uma coisinha, que eu quase ia me esquecendo de mencionar, sabe rosinha, aquela noite em você esteve aqui, eu filmei você, enquanto te fodia, e você estava de quatro pra mim.

Sakura paralisou, seu coração falhou, lembrou nitidamente daquela noite, todas as cenas dela fazendo sexo com Zabuza, passaram como um filme em câmera lenda bem diante de seus olhos, todos os gemidos ,os puxões de cabelos, as palavras sujas que ele berrava para ela.

—Mentira.  A voz de Sakura falhou nesse instante e odiou-se por isso.

—Pergunte ao Itachi, ele assistiu comigo, até pensei em colocar no youtube, mas achei melhor não.

Ela olhou na direção de Itachi, ele desviou o olhar. Sasuke segurava o telefone, estava totalmente atônito, ele conseguia ouvir a voz da atendente, distante, longe, quase desaparecendo, sem alternativas ele desligou o telefone e o guardou no bolso novamente.

—Pelo jeito você não é tão burro assim. ’Debochou’ Zabuza.

Sakura e Sasuke não sabiam o que fazer, tampouco como deveriam agir,  estavam dispostos a ajudar o Itachi. Como ajudar alguém que não deseja ser ajudado? Sabiam que não podiam obriga-lo a ir embora, nem poderiam impedi-lo de consumir drogas, ele era adulto responsável.

Sasuke  segurou a mão dela entre as suas.

—Venha Sakura, vamos embora. Não há nada que possamos fazer.

—Mas nós não podemos deixar o Itachi aqui.

Sakura tentou tocar-lhe o ombro,  para tentar convence-lo a ir embora, mas foi empurrada bruscamente.

—Nunca mais toque em mim, sinto nojo de você.

As palavras foram cuspidas sobre ela.

—Itachi?

—Sai da minha frente! Saia da minha vida! Não quero te ver nunca mais.

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...