História Shades Of Cool - Capítulo 23


Escrita por: ~

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Categorias 50 Tons de Cinza, Teen Wolf
Personagens Derek Hale, Mieczyslaw “Stiles” Stilinski
Tags 50 Tons, Amor, Dominação, Drama, Gay, Lana Del Rey, Lemon, Masoquismo, Romance, Sadomasoquismo, Sterek, Yaoi
Visualizações 242
Palavras 1.788
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Prepare o coração, e boa leitura...

Capítulo 23 - Video Games


Fanfic / Fanfiction Shades Of Cool - Capítulo 23 - Video Games

Consigo chegar em casa são e salvo, graças a um táxi. Sento-me em minha cama, em meu apartamento, e começo a chorar. Não com desespero, mas soluço. Abraço um travesseiro e deixo as lágrimas fluírem sem quaisquer interrupção.

- Dylan? – Amelie entra no quarto, fechando a porta atrás de si. – Tyler me ligou. Ele fez alguma coisa com você? – pergunta se sentando ao meu lado.

- Não, ele não fez nada. O que você disse? – tento ignorar o nó na garganta.

- Disse que você estava aqui. O que houve? – ela se deita próximo a minha cabeça, e eu a deito em suas pernas.

            Conto tudo, sem lhe esconder nenhum detalhe. A cada palavra, meu rosto se molha mais e mais, e meu coração se aperta. Só de pensar em deixa-lo é... É a pior dor desse mundo. Eu não posso fazer isso com ele. Tyler pode ser um homem de gelo, mas até mesmo um fósforo pode derrete-lo.

- O que eu faço, Amelie? – pergunto enquanto ela mexe em meus cabelos.

- Ambas as opções são egoístas, não irei mentir pra você. Mas as vezes ser egoísta é bom. – ela sorri pra mim, sei que está sendo difícil formar esse sorriso. – E não devemos brincar com aquilo que não conhecemos. Sabe o que tem que fazer, Dylan.

            Amelie sempre soube o que dizer quando eu estava nesse estado. Suas palavras nunca são as que queremos ouvir, pois ela sempre diz a verdade, não aquilo que nos conforta.

- Não posso perder o amor da minha vida... – digo olhando em seus olhos.

- Sacrifícios existem desde o começo dos tempos. De um sacrifício, nasce um benefício. Quem sabe o seu benefício não seja salvar a vida daquele que mais ama? – vejo uma lágrima escorrer pelo seu rosto, mas ela ainda mantém o sorriso acolhedor.

- Eu estou com medo. – digo com um nó na garganta.

- E eu estou e sempre estarei ao seu lado. Não precisa ter medo quando Amelie Casanova está presente. – ela beija minha testa e se levanta. – Vou pegar um calmante para que durma. Ficarei com você o tempo todo.

            Ela vai até a cozinha e volta com o comprimido e um copo d’água em mãos. Assim que o ingiro, deito na cama olhando para o teto. Amelie tira meus sapatos e se deita ao meu lado, e faz carinho em meus cabelos até que o sono chegue.

            Eu não posso acreditar que isso realmente está acontecendo.

 

 

 

            Amanhece. Sinto como se eu nunca tivesse acordado. Quisera eu agora estar em um sonho, ou em um longo pesadelo.

            Reviro-me várias e várias vezes na cama, tentando digerir e assimilar o que aconteceu ontem. A maldade no coração das pessoas me assusta. Tyler pode ser tão protegido quanto o presidente dos EUA, mas eu nunca colocaria sua vida em risco pelo meu egoísmo. Mas ele é protegido fisicamente, e eu, mais do que ninguém, sei o quão frágil meu grandão pode se quebrar emocionalmente.

- Tenho que fazer isso. – sussurro para mim mesmo.

            Tento fazer minha higiene matinal sem derramar uma lágrima sequer. Faço um roteiro em minha mente do que tenho que fazer, do que irei falar, e a cada palavra que eu penso, é como se cada osso de meu corpo fosse retirado. Eu preferiria morrer a fazer isso.

            Enquanto escovo os dentes, sinto Amelie me abraçar por trás. Ela encosta sua cabeça em minhas costas e isso é o suficiente para que eu desabe.

- Eu amo ele, Amelie. – digo entre soluços.

- Ele sabe disso. O mundo é algo estranho Dylan, e ele dá voltas. – como sempre, escolha certa do que dizer.

            Chamo um táxi e desço até o térreo. Olho para o céu. Nublado. A qualquer momento poderá chover como nunca, ou simplesmente manter o clima. Enquanto tendo clarear meus pensamentos, uma gota cai em minha bochecha. Uma simples gota, capaz de significar tanto...

            Dizer o endereço para o taxista é como dizer o endereço de onde morrerei. E, em partes, isso acontecerá...

 

 

 

            Vejo os andares aumentando. Sinto minha pressão abaixando.

            As portas se abrem. Minha garganta forma um nó tão grande que sinto-me sufocar.

- Dylan... – ele se aproxima de mim e me beija. Tento aproveitar o máximo desse beijo, pois sinto no mundo do meu coração que será nosso último. – Baby, o que foi? Está estranho.

- Eu quero conversar com você, Tyler. – soo seco, mesmo não querendo. – Vamos nos sentar. – olho para o sofá em formato de L, não para seus olhos.

- Não quero me sentar, Dylan. O que está acontecendo? – seguro minhas lágrimas. – Desembuche!

- Se acalme, por favor. – peço. O homem que eu mais amo no mundo está na minha frente, e vou destruir nosso amor.

- Fala! – ele aperta meu pulso um pouco forte demais.

- Está me machucando, Tyler! – tento me soltar dele. Ele me solta, e vejo arrependimento em seu olhar. – Eu quero terminar.

            O ar falta de meus pulmões. Quero vomitar, quero morrer.

- Você... Isso é uma brincadeira, né? – ele se afasta um pouco.

- Não dificulte isso. – sinto a primeira lágrima, quente como lava, descer pelo meu rosto.

- Não faz isso comigo, me diz que é uma puta brincadeira de mal gosto. – ele coloca as mãos atrás da cabeça, e tem um sorriso nervoso no rosto. Pelas janelas/parede, vejo a chuva começar.

- Não é brincadeira. – digo ainda sem olhar em seus olhos.

- Não faz isso, Dylan, eu te imploro. – estou fazendo isso pra salvar sua vida. – Eu te amo. Por que quer terminar?

- Quantos teve antes de mim? Quantos... Submissos? – olho para qualquer lugar, menos para ele.

- É isso? Isso que te incomoda? Eles nunca significaram nada, meu amor. Nada! – seu grito me assusta.

- Eu fiz uma pergunta! – também me altero, com mais lágrimas.

- 11. – onze? – Isso não importa, eu só quero você.

- Eu não posso ser quem você quer que eu seja, Tyler. – reúno forças e olho em seus olhos. – Você tem necessidades que... Eu nunca seria capaz de satisfazer. – lembro-me de como o demônio o chamou: “Mestre”.

            Ele vem até mim e me coloca contra a parede. Hale começa a socar a parede, repetidas vezes. Fecho meus olhos enquanto ouço.

            Quando ele para, vejo sangue em seu punho. Ver isso doeu mais em mim do que nele.

- Eu não preciso de um submisso. Eu preciso de você. – e então se afasta. Só agora percebo que eu não estava respirando, e retomo meu fôlego.

- Viu? Eu não sou capaz de lidar com... Isso. – aponto para sua mão sangrando.

- Eu não sou nada sem você, Dylan. – diz de cabeça baixa.

- E eu não serei nada no mundo se continuar com você. Será que passou pela sua cabeça quantas vezes eu quase morri? – cuspo as palavras. – Será que não percebe que esse relacionamento é perigoso? Minha melhor amiga quase morreu por sua culpa! – ele me olha assustado e perplexo. – Se eu não tivesse aqui, se eu não tivesse te conhecido, eu estaria com ela, e ter evitado o que felizmente não aconteceu!

- Então é isso que pensa? Não doeu tanto ter dito em voz alta, não é mesmo? – doeu Tyler, doeu mais do que um tiro.

- Isso não importa!

- Você realmente... – ele engole em seco. – Me amou?

            Por que perguntou isso? Por que perguntou isso?!

- Sim, Tyler. Eu te amei sim, e não vou mentir, fui feliz. Mas estava sendo iludido pela minha própria cabeça. Tudo aconteceu rápido demais. Eu me sufoquei rápido demais. – nunca menti tanto em minha vida.

            E então meu mundo desaba.

            Em seu rosto, lágrimas escorrem. Pouco a pouco elas formam um filete que chega até sua linda barba.

- Leve meu dinheiro, leve tudo. Leve meus carros, faça o que quiser. – diz sem qualquer falha na voz.

- Eu não quero seu dinheiro, Hale. Eu só quero ir embora. – mentiras, mentiras, mentiras. Eu quero ficar aqui, eu quero beija-lo, ama-lo...

- O que mais posso fazer para que fique? – o clima lá fora dá a impressão que está anoitecendo, mas é apenas a chuva destruindo Seattle.

            Não respondo. Dirijo-me até o elevador que está a alguns metros atrás de mim.

            Ouço então o barulho. Quando me viro para trás, lá está ele. De joelhos e com a cabeça baixa.

- O que está fazendo? – pergunto, e ele começa a tirar a camisa. Botão por botão, até nada sobrar.

- É você, é tudo por você. Tudo que eu faço é por você. O Paraíso é um lugar na Terra por sua causa. Me diga o que quer, que eu farei.

            Mais lágrimas escorrem de seu lindo rosto.

- Toque-me.

            Ele abre os braços e mantém os olhos fechados.

- Você é a única pessoa que eu permitiria isso. Quero que me toque. Se há alguma prova do meu amor, que seja essa.

            Eu quero morrer, eu prefiro morrer ao ver ele chorar! Por favor, para de chorar...

            Todo o meu ser anseia por toca-lo. Toda a minha alma é atraída por esse simples e doloroso pedido. Mas tenho que recusar, pois sei que se eu me aproximar, eu nunca mais seria capaz de solta-lo, e se eu fizer isso, estarei assinando seu atestado de óbito. Entre ser queimado vivo ou ser a causa de sua morte... Que ateiem-me fogo.

- Se me ama, deixe-me ir. – sinto minha pressão abaixar, posso desmaiar a qualquer momento. Não sei de onde tirei forças para dizer isso em voz alta.

- Eu te amo mais que tudo nesse mundo. – ele ergue o olhar. Agora já não vejo mais Tyler Hale, e sim a criança que ele um dia foi.

            Vejo o adolescente, o jovem. Vejo a criança abandonada, e futuramente traumatizada. Em seu olhar, há mais dor do que qualquer lugar no mundo. De um azul claro, agora o cinza toma conta de seus olhos. Sinto como se o amor da minha vida definhasse diante de mim.

- Mas se é isso que quer... – ele se levanta. – Deixe-me ao menos lhe levar até a saída.

            O que antes eram metros, se tornam quilômetros. Ele faz questão de apertar o botão, assim chamando o elevador. Sinto sua respiração perto de mim, e sei o que ele está fazendo. Ele está sentindo meu cheiro. Como um lobo.

- Sabe onde me encontrar. – diz, e pela primeira vez, sua voz é falha.

            Apenas concordo com a cabeça e as portas de metal se abrem. Entro no elevador e olho em seus olhos. Não sei se será a última vez que farei isso, mas aproveito o máximo que posso da beleza do homem que mais amei, e que daria minha vida pela dele.

- Dylan.

- Tyler. 

 

 

 


Notas Finais


Só peço uma coisa: não desista da história! Tem tanta coisa pela frente que você nem imagina...

Espero que tenha gostado desse capítulo, eu não acho que tenha ficado tão bom...


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