História Shadow - Supernatural Fanfic - Capítulo 8


Escrita por: ~

Exibições 30
Palavras 3.280
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá Hunters.
Eu sei, demorei mais uma vez, mas continuo tendo problemas com a internet e com os preparativos para uma viagem que farei na próxima semana.
Enfim, tentei fazer um grande capítulo para compensar todo o atraso. Também pretendo postar mais um até sexta, na intenção de adiantar a história para vocês.
Finalmente, boa leitura haha

Capítulo 8 - Quando ela se tornou tão linda?


Labanon, Kansas

 Danielle releu a carta da mãe pela milésima vez. Nunca percebeu o quanto sentia falta da sua companhia. Elas realmente nunca tiveram uma natural relação de mãe e filha, mas Claire era o que Dani tinha mais próximo de lar.
          Já fazia um mês desde a visita para a fazenda e sair do quarto se tornou cada vez mais raro durante esse tempo. Descobrir que sempre houve algo de errado a fez perceber que não conseguia se encaixar em um padrão. Ela sempre foi algum tipo de aberração em forma humana que necessitava de proteção.
         Não saber que tipo de aberração era só tornava sua culpa ainda maior.

Os Winchester tentavam amimá-la dizendo que os livros de Anthony seriam de grande ajuda, mas ela sabia que era apenas da boca para fora. Se houvesse algo naquela imensidão de anotações, eles já teriam encontrado.
           Vê-los sair para caçar era ainda mais complicado. Ficar sozinha no bunker, às vezes com a companhia de Castiel, era solitário demais. 

 Levantou-se da cama, escovando os dentes e indo até a cozinha para tomar seu café da manhã.

 Dean olhava as anotações de Sam sobre a mesa, não encontrando coerência em nenhuma palavra. Castiel achava o mesmo, não era de se esconder, já havia se mandado quando percebeu que não tiveram grande avanço.
           Ver Danielle se desanimando só o deixava mais desesperado. A vontade dela de enfrentar todos esses obstáculos era o que mais admirava, mas a carta de Claire a abalara de uma forma que era difícil encontrar algum resquício de esperança em seus olhos.

 Danielle caminhou pelos corredores determinada a sair daquela monotonia. Precisava encontrar uma saída, pois nunca acreditou que sentar e esperar pela morte fosse uma boa solução.
           E daí que sua família nunca encontrou uma saída? Ela podia encontrar!
           E tinha a ajuda de dois irmãos que derrotaram o diabo!

 Sam preparava panquecas quando Danielle entrou na cozinha.

_ Bom dia. – ela disse, mostrando que estava melhor.

_ Olha só, a assaltante de geladeira. – ele brincou.

_ Você viu? – ela riu, se sentando a frente de Dean e pegando um café.

_ Escutei você se levantando, mas deixei cometer seus crimes em paz. – ele colocou as panquecas sobre a mesa, se sentando ao lado do irmão.

_ Assaltos noturnos? – Dean perguntou. – Ainda não consegue dormir direito?

_ Não é nada demais. – ela tentou desconversar. – Só alguns pesadelos.

_ Hm... – ele deu uma golada em seu café, desconfiando da armação da garota.

 Ela pegou sua panqueca, enchendo a boca e soltando um som estranho em aprovação, fazendo Sam se sentir orgulhoso.

_ Então... – falou de boca cheia. – Alguma novidade?

 Sam olhou para Dean, raspando a garganta antes de falar.
            Todos os dias se esforçavam para apresentar algum resultado a ela, mas as anotações de Anthony eram mais complexas do que pareciam.
 E o fato dela estar causando uma convenção de monstros também não possuía nenhuma explicação.

_ Nada, ainda... – Sammy falou. – Me desculpe.

_ Tudo bem. – ela respondeu, dando de ombros e voltando a atenção para a sua comida.

Os irmãos estranharam. Ao contrario dos outros dias, ela não mostrava nenhum sinal de desapontamento ou tristeza.

_ Tudo bem? - Dean perguntou. 

_ É... – ela olhou para os dois, tentando entender o motivo do espanto. – Olha... Não posso ficar trancada naquele quarto esperando alguma descoberta. Estou na corda bamba e se for ficar depressiva por isso, como vou sair dessa?

Sam se surpreendeu, soltando um sorriso.
           Dean, por sua vez, se sentiu satisfeito por ver aquela que ele tanto gostava novamente. Levantou-se, indo em direção a pia, não percebendo que sorria.

(...)

Era por volta das duas da madrugada quando Dean se levantou para comer alguma coisa. Passou pelo quarto de Danielle, sem olhar para dentro. Todavia, parou no meio do corredor, não se segurando.
          Voltou em direção da porta, esperando encontrá-la deitada sobre a cama, mas só havia lençóis bagunçados sobre a mesma.

 A principio, pensou no pior, correndo para cozinha, mas ela também não estava lá.
            O medo por ter acontecido algo o consumiu, mas quando passou pela biblioteca e viu que a luz estava acesa, seu coração se acalmou.

Danielle estava sentada no chão perto do telescópio, com um dos livros do avô. A luz fraca dificultava sua visão, mas só queria passar o tempo com medo de adormecer novamente e ser tomada por pesadelos.

_ Deixe-me adivinhar... – Dean falou, fazendo-a tomar um susto. - Pesadelos novamente?

_ Você me assustou. – ela riu, deixando o livro de lado. – Só estou sem sono.

_ Não precisa mentir. – ele se sentou a frente da garota.

Dani olhou para aqueles olhos verdes e desejou que os dois tivessem se estranhando. Era mais divertido e não a fazia pensar que estava em uma situação embaraçosa. Além do mais, não se sentiria na obrigação de contar para Dean só porque ele estava sendo gentil.

_ Tudo bem... – ela cedeu. – Não quero deitar para assistir um show de horror.

_ Acha que podemos fazer algo para ajudar?

_ Não... – ela sorriu, sem graça. – Ficar acordada é a melhor solução para mim.

Dean pensou por um tempo, tentando encontrar uma maneira de ajudá-la, mas não conseguia pensar em nada com Danielle o encarando como se esperasse algo.

_ Pretende ficar a noite toda aqui?

_ Não... Talvez. – ela se aconchegou. – Se te incomoda tanto, posso ir para o meu quarto.

_ Vai para o seu quarto porque me incomoda? – ele estranhou a garota, fazendo-a gargalhar.

_ Não, só estou dizendo isso para me livrar de você. – ela disse em tom divertido, fazendo-o sorrir também.

_ Só me ignorar, como você adorava fazer quando éramos crianças. Aquilo que irritava.

_ Me desculpe se feri seu ego. – Dani disse, vendo Dean se levantar e revirar os olhos.

_ Meu ego nunca esteve tão saudável. – ele olhou para ela novamente, buscando um pedido para que ele pudesse ajudar em algo. – Bom, não coma tudo o que tem na geladeira...

_ Principalmente sua torta. – ela o interrompeu.

_ Você está mesmo por dentro das regras. – ele brincou. – Estou indo para o meu quarto.

_ Ok. – Danielle respondeu, com a voz fraca.

Dean a encarou por longos segundos antes de se pôr a caminhar.

Danielle o viu sumir pelos corredores e um vazio duvidoso a consumir. Era estranho, pois não esperava nada mais que isso vindo de Dean Winchester.

Dean se sentou em sua cama, apoiando os cotovelos no joelho e passando a mão no rosto. Precisava se lembrar do porque havia se levantado e, principalmente, porque não queria deixá-la sozinha.
          Seu corpo pedia para ficar, acreditando que seria de grande ajuda ser mais um amigo de alma presente do que ativa. Mas sua mente dizia que seria tão perigoso quanto uma caçada e tão doloroso quanto um tiro.
         Dean queria entender por que estava com medo de se aproximar e por que cada detalhe lhe chamava atenção. Todavia, a cima de tudo, queria vê-la bem.
         Levantou, olhando-se no espelho e percebendo que nunca havia sentido tamanha tormenta. Era como se Danielle estivesse se tornando o seu pesadelo pelo simples fato dele não ser capaz de decifrá-la.

 

Dani se levantou, indo até o canto da parede e puxando a cordinha que abria a clarabóia a cima do telescópio.
           As estrelas foram surgindo à medida que ia se abrindo, revelando o pequeno céu particular dos Winchester. Era incrível!
         Tamanha beleza a fez acreditar que talvez ela só fosse mais uma no meio de muitas, afinal, ser especial não é tão bom quanto a denominação apresenta. Gente especial, que se sente única, não vê beleza em pequenas coisas como apreciar o céu, como se sentar e agradecer por ainda estar viva, mesmo achando que não irá durar tanto tempo.
           Ela era apenas mais uma no meio de muitas. Só mais uma que deu a má sorte de se deparar com coisas sobrenaturais.

_ Legal, não é? – a voz de Dean a assustou novamente.

_ Fiz algum barulho que te incomodou? – ela perguntou, ironicamente.

_ Nada me irrita mais que sua presença. – ele caminhou até ela, revelando os cobertores e almofadas que carregava.

_ Pra que tudo isso? – ela perguntou, indo até ele e ajudando a carregar.

_ Você conseguiu me comover. – ele jogou os que ela não havia pegado sobre o chão perto do telescópio.

_ Vai passar a noite aqui comigo? – Danielle se surpreendeu com a boa vontade de Dean. – Não vai querer nada em troca, não é?

_ Prazeres sexuais. – ele riu, achando que havia feito uma ótima piada, mas quando viu que Danielle não havia achado a menor graça, se recompôs. – Só quero que busque minha torta e algumas cervejas para nós.

_ Vai dividir sua torta comigo?!

_ Vou... – ele falou, ajeitando as cobertas sobre o chão, mas percebeu que não havia prestado atenção direito. – Minha torta? Claro que não!

Danielle gargalhou, guardando para si a pequena admiração por Dean Winchester que surgia em seu coração. Ela realmente não precisava de companhia, mas apreciava o raro gesto de gentileza.

_ Ótimo. Isso mostra que você ainda é você mesmo. – ela disse caminhando para a cozinha.

_ Sempre serei eu mesmo! – ele gritou, vendo-a sair.

(...)

Dean e Danielle estavam sentados sobre os cobertores olhando as estrelas reveladas pela clarabóia. Ambos tinham em mãos garrafas de cerveja e consigo o silencio que a pouca intimidade os fornecia. Mas mesmo assim, para os dois, era um momento incrível.

Dean às vezes olhava para ela enquanto não percebia, vendo-a sorrir por alguma besteira que ele falara. Nunca havia ficado tanto tempo perto de uma mulher sem sentir que precisava de algo a mais dela. E descobrir o quanto isso era maravilhoso só o deixou mais encantado. Não por Danielle, mas por ver do que ela era capaz. 

Ela ainda falava demais, e ele sentia que isso o faria enlouquecer a qualquer momento. Mas percebeu que gostava de se irritar com isso, gostava de a ouvir falando sobre como foi bom ir para faculdade e, ao contrario do que sentia antes, ficou feliz por ela ter seguido o caminho que ele o irmão não seguiram. Dani parecia feliz em estar em outra vida e, para Dean, isso já era o suficiente para ajudá-la a vencer os terrores que estava enfrentando.
Ele sentia necessidade de vê-la bem novamente.

Danielle nunca imaginou que ficaria tanto tempo ao lado de Dean Winchester sem querer matá-lo. Era incrível ouvir as besteiras que saiam de sua boca e, ao invés de desejar socar aquela cara, ela ria junto a ele.
          Chegou a pensar que era como ter sua infância de volta, mas aquela harmonia era muito diferente da que os dois estavam acostumados.

_ Sabe... – ela deu uma golada em sua cerveja, se encostando na parede enquanto Dean, que estava ao seu lado, folheava um livro que tinha por perto só para passar o tempo.  – Lembra daquela vez que John me levou para o Tennessee com vocês?

_ Não me lembre disso. – Dean gargalhou. – Ele tinha uma baita caçada e nos deixou na “festa da colheita” da cidade só porque você não sabia o que era um Wendigo.  

_ Mas foi divertido, não foi? – ela se empolgou.

_ Claro. – ele continuava sorrindo. – Na barraca de tiro ao alvo você pensou que eu era o alvo! – falou, fazendo-a gargalhar.

_ Você não parava de reclamar! – ela se defendeu. – Éramos crianças, só queríamos nos divertir.  

_ Você gastou todo o nosso dinheiro para fazer o Sam vomitar com as suas competições de quem comia mais cachorro quente!

_ Nem vem. – ela se virou para ele. – Você adorava essas competições. Sempre ganhava.

_ É, isso eu tenho que concordar...

Eles fizeram uma pausa, rindo daquela lembrança.
           Danielle desejou que aquele tempo voltasse.

_ Por que nos odiávamos? – ela perguntou.

_ Por que nos odiamos! – Dean corrigiu.

_ Eu não te odeio. – ela foi sincera. – Só te acho uma pessoa difícil de suportar.

_ Grande diferença. – ele revirou os olhos, pensando em uma boa resposta. – Talvez isso tenha partido de mim. – assumiu.

_ Isso partiu de você! – ela sabia do que ele estava falando.

 Danielle nunca se esqueceu do dia que Dean Winchester fez questão de marcar em sua memória. Era verão, e a fazenda estava cheia com as idas e vindas da colheita. John estava no local para tirar algumas duvidas sobre caçadas com Sebastian e Anthony, mas na época ela não sabia disso.
           Dean sempre era o responsável por ela e Sammy quando não havia nenhum adulto por perto e isso o irritava. Era como se tivesse seu tempo tirado para bancar a babá de duas crianças que só queriam bagunçar e, por ventura desse fato, Dean acabou dizendo a ela tudo o que o incomodava e o quanto se irritava toda vez que sabia que teria que vê-la novamente. A partir daí, Danielle passou a ignorá-lo, sentida demais por todas as palavras ditas.
           Ambos não se lembravam muito bem de como a discussão começou, nem como as palavras foram jogadas sobre cada um. Mas o motivo ainda era muito fresco na memória. Dean se arrependeu, mas Dani não estava disposta a perdoar e, desde então, amizade não é algo tão notável entre os dois.

_ Me desculpe, eu fui um idiota. – ele, enfim, falou.

_ Se tivesse falado isso lá atrás, talvez eu tivesse te perdoado.

_ Eu te pedi desculpas. – ele disse, vendo-a discordar. – Com olhares.

_ Eu não olhava para você.

_ Impossível, todas as garotas olham para mim. – se gabou.

_ E você ainda é um idiota. – ela falou, se deitando.

Ouviu a gargalhada de Dean, mas a falta de comentários mostrou que aquele assunto já estava encerrado.

Olhou para as estrelas novamente e pensou que se existiam anjos, talvez uma oração fosse ser ouvida. Não sabia como fazer isso, mas desejou poder ver aquele mesmo céu em seus sonhos. E que pudesse se sentir grata como se sentia naquele momento, mesmo que o inferno a sua volta se tornasse ainda mais insuportável.
          Talvez não pudesse usar a presença de Dean como resposta, mas estar ao lado dele trouxe o verdadeiro sentimento de esperança que se apagava de seu coração. Saber que havia alguém que se preocupava a fazia se sentir protegida e, em meio às palavras que surgiam em sua mente enquanto orava, veio o desejo de que Dean não saísse do seu lado nunca mais.

Ela parou por um segundo, percebendo que, de fato, não sabia falar com anjos. Continuou admirando as estrelas, na tentativa de não olhar para Dean novamente e ter que assumir para si mesma que o perdoava e que necessitava de sua companhia.
          Mal sabia que Dean a observava sem medo de ser atingido pela confusão de sentimentos que, assim como ela, transbordava de seu coração.

(...)

 Dean olhou para o lado, vendo que Dani finalmente havia conseguido dormir. Esperava que não tivesse tendo pesadelos. E, pelo semblante tranquilo que ela mostrava, estava longe de ser atormentada.
          Ao contrário da garota, ele não conseguia pregar o olho. Era tão estranho estar ao lado de Danielle de uma forma tão íntima e ao mesmo tempo distante.
           Viu o corpo da garota se remexer, se inclinando para cobri-la. Era como se o clima continuasse intenso mesmo ela não estando consciente.

           Quando ela se tornou tão linda? , pensou, jogando a coberta sobre ela e se afastando. Sempre a achou uma mulher extremamente atraente, mas algo estava mudando e pensar nisso o assustava. E o fazia odiá-la ainda mais. Era como se ele não tivesse no controle das coisas e Dean odiava se sentir submisso a qualquer tipo de sentimento.
          Voltou para sua antiga posição, fechando os olhos e tentando dormir e sonhar com outra coisa, mas era como se ainda estivesse de olhos abertos, pois o rosto de Danielle continuava em seus pensamentos.

 Sam saiu do banho, indo para seu quarto na intenção de se vestir, olhando para o relógio e vendo que havia dormido demais. Desejava que Dean não tivesse feito hambúrgueres para o café da manhã.
          Caminhava em direção a cozinha, passando pela biblioteca para pegar seu computador. Viu Dean e Danielle dormindo em baixo do telescópio e seguiu para a cozinha... Dean e Dani dormindo juntos!
          Voltou, assustado com o que via. Eles não estavam completamente juntos, mas a mão de Dani estava sobre o braço de Dean, que dormia virado para a ela.
         Caminhou até os dois, chutando o irmão e tomando cuidado para não acordar a garota.

 Dean acordou no susto, levando sua atenção para a mão de Shaw sobre seu braço e, quase no mesmo instante, percebendo a presença de Sam.

_ Eu não transei com ela. - ele sussurrou.

_ Eu sei! - Sam respondeu. - Como vocês foram parar aí?

Dean segurou a mão de Danielle com cuidado, tirando-a de cima do seu braço para que ele pudesse se levantar. Ela continuou dormindo, mostrando o quanto estava cansada.

_ Pelo menos você está vestido. - Sam brincou.

_ Haha. - Dean revirou os olhos. - Ela não conseguia dormir, achei melhor não deixá-la sozinha.

_ Você?!

_ É... Eu.

Sam olhou para o irmão, em seguida para a garota.

_ Vai deixá-la ali?

_ Você quer que eu a acorde? - Dean também olhou para Dani. - Ela não dorme bem há tempos.

Ambos ficaram em silêncio, com Sam de braços cruzados e sobrancelhas arqueadas pela atitude do irmão.

_ O que vamos fazer? - Dean perguntou.

_ O que você vai fazer! - Sam corrigiu. - A boa ação foi sua.

_ Você não pensa assim na hora de puxar o saco dela!

Sammy ia rebater, mas viu que Danielle se mexia sob as cobertas.

_ Vocês já estão brigando? - ela coçou os olhos, se apoiando nos cotovelos e olhando ao redor. Mas pareceu se lembrar de algo. - Eu não tive pesadelos!

Sam e Dean se entreolharam.

_ Como? - Sam perguntou.

_ Dean e eu estávamos conversando e eu acabei dormindo... - ela se levantou, sorrindo e quase pulando de alegria. - Eu não tive pesadelos!

Ela correu até Sam, tão feliz que quis abraçá-lo.
           Dean observou a cena com certa raiva, afinal, não foi Sammy que passou a noite ao lado dela.

O irmão correspondeu o abraço a altura, fazendo o Winchester mais velho sentir que não pertencia a aquele momento.

_ Vou tomar um banho. - falou, enquanto os dois permaneciam em sua pequena comemoração.

Sam e Danielle não deram à mínima, pois a garota – assim que soltou Sammy – deu pulinhos de alegria.

_ Isso é ótimo! - o mais novo falou. - Mostra que o que você passou está deixando de ser um trauma.

_ Eu sei! 

Dean balançou a cabeça em negação, desacreditando que havia sido jogado de lado tão facilmente.
           Caminhou para fora da biblioteca, amaldiçoando a hora que quis o bem de Danielle.

Dean carregava umas caixas para a garagem, pouco depois de acordar.
          Sam passou a sua frente, indicando que ia para o mesmo lugar. Pensou que estar semi acordado era uma ótima explicação para aquela manhã que mal havia começado e já estava estranha.
          Enquanto o irmão caminhava a sua frente, só conseguia pensar o quanto aquele cabelo estava grande e em como seria fácil confundi-lo com uma mulher. Mas, aparentemente, a garota a qual os dois dividiam o recinto era loucamente atraída por preguiça capilar. Afinal, não há outra justificativa para o irmão nunca cortar o cabelo.

Entrou na garagem e quase sofreu um infarto ao ver Danielle mexendo no compartimento de armas do Impala.

_ O que esta acontecendo aqui? – Sam perguntou, fazendo-a olhar para os dois com um sorriso no rosto.

_ Encontrei um caso.


Notas Finais


Desculpa qualquer erro de revisão ou escrita.
O que estão achando? A opinião de vocês é muito importante.
Até o próximo capítulo xx


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