História Shadow - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Sehun, Suga, V, Xiumin
Exibições 38
Palavras 1.171
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Desculpem os erros xx

Capítulo 11 - Pai


    Tremi de nervos. Senti a mão de Hoseok sobre a minha. Estávamos os oito na carrinha de Namjoon, a ir em direção ao hospital. Oito. Se fossem circunstâncias normais, provavelmente teria expulsado JinHee daquele momento, mas nem tinha forças para isso. Após ligar para mim, Jin ligou para Namjoon, para que ele me viesse levar ao hospital. Quando eles chegaram ao pé de mim, Baekhyun já tinha desaparecido, assim como as minhas lágrimas. A ideia era só levar-me até lá, mas o Gangue todo (ou quase, acrescentei mentalmente) insistia em não me deixar sozinha e a dar-me a mim e ao meu irmão todo o apoio possível. Encostei-me ao ombro de Hoseok e fechei os olhos por breves momentos, tentando ignorar o facto de que Jimin continuava, em sussurros, a sua conversa animada com JinHee como se nada fosse. Era horrível sequer importar-me com isso numa situação como aquela, mas não podia evitar.
   Andei a passos rápidos pelo hospital. A senhora da receção quase não nos deixou entrar por sermos muitos, mas mudou de ideias assim que viu a minha expressão. Mesmo assim, dois de nós tiveram que ficar, e eu enumerei logo JinHee e Jimin, saindo na direção que me indicaram, sem olhar para trás para ver as suas reações. Era óbvio que não queria que JinHee estivesse ali, e, visto que Jimin estava mais interessado em paquerá-la do que em se preocupar comigo, então ele podia fazer-lhe companhia. Sentia-me egoísta por pensar assim, mas o ser humano é egoísta por natureza. Era algo que eu não podia evitar, principalmente em momentos como aquele.
  Os restantes seguiram, sem esforço, a minha marcha apressada. Só parei de andar assim que cheguei perto de Jin, com cerca de cinco metros de distância. Os seus olhos estavam vermelhos; vulneráveis. Estranhamente, não senti vontade de debochar dele. Só senti mais um peso no peito. Os meus olhos encheram-se de lágrimas, e corri na sua direção, retribuindo ao seu abraço estranhamente caloroso.
— Desculpa por ter nascido e ter-te estragado a vida — solucei, com a cara no seu ombro. — Eu não tinha esse direito…
— Desculpa por ter-te culpado — Jin soluçou de volta. — Tu não tiveste culpa de nada.  Ainda tiveste de passar por uma fase complicada e eu não facilitei… Desculpa por ter-te feito odiar-me…
— Eu não te odeio Jin — admiti, apertando o abraço. — Eu só dizia isso para esconder o quanto me magoava que tu me odiasses…
— Eu também não te odeio Brook. Só tinha era inveja... Mas eu estou muito orgulhoso daquilo que te tornaste. Não podia pedir uma melhor irmã que tu…
   Sorri entre as lágrimas.
— As tuas ex-mulheres só podem ser loucas por te terem trocado.
   Continuei abraçada ao meu irmão durante algum tempo. Sabia bem despejar a verdade. Num momento como aquele, nós só nos tínhamos um ao outro. Só podia agradecer a Hoseok por isso. Se não tivéssemos ficado trancados na mesma sala por culpa dele, não teríamos feito com que nos sensibilizasse-mos um ao outro. E, apesar de muitos anos de ódio, não era estranho sentir a adoração que eu sentia naquele momento por Jin. Só parecia certo.
   Sentámo-nos com os outros nos bancos. Não larguei a mão de Jin o tempo todo, e ele também não fez questão disso. Por momentos, esqueci por completo o aperto que sentia no coração por causa de Jimin. Eu e o meu irmão suportávamos a mesma dor juntos, e eu só me concentrava em passar-lhe força. Eu não sabia se ia ficar tudo bem, mas tinha de manter a positividade acima de tudo. O meu psicólogo dizia-me sempre que, se pensarmos positivo, há mais chances das coisas correrem bem. Eu sempre achei que isso fosse conversa de quem não sabe o que é, de facto, passar por um mau momento. Porém, naquele corredor frio, com quase todas as pessoas importantes para mim, esse concelho era a única coisa em que eu me podia apoiar. Eu precisava de ter força para dar força ao meu irmão. Mais que nunca, eu precisava de ser forte.
   Não sei se se passaram minutos ou horas, mas uma enfermeira surgiu naquele corredor, saindo do quarto onde, segundo Jin, estava o meu pai.
— Familiares de Kim JaeYoung?
   Roboticamente, eu e o meu irmão levantámo-nos do banco.
— Como é que ele está? — arrisquei em perguntar.
   A enfermeira sorriu, tranquilizando-nos.
— Melhor que nunca. O senhor Kim tem uma saúde de ferro. A bala só o atingiu no ombro. Não foi muito grave, mas foi feita a cirurgia para remover a bala. Ele está consciente e saudável. Só vai ter de ficar em repouso absoluto durante umas semanas — respirei de alívio e sorri para Jin, que estava com uma expressão semelhante à minha. — Querem vê-lo?
   Jin assentiu e entramos dentro do quarto, sem nunca soltarmos as mãos. O meu pai estava sentado na cama com o ombro enfaixado, enquanto sorria para nós.
— Os meus filhos!
   Cada um correu para um lado a cama, e pegou numa das suas mãos.
— Tu tens noção do susto que nos pregaste!? — Jin falou, exasperado.
— Lamento, não foi minha intenção… — desculpou-se, sem nunca deixar de sorrir. Por isso é que eu admirava o meu pai. Era sempre radiante, mesmo quando estava numa cama de hospital. — Mas amanhã já vai estar tudo normal, não se preocupem.
— Nem penses, tu vais ficar em casa e o Jin toma conta de tudo — falei, de forma autoritária.
— Mas…
— Não há mas. Tu ouviste a enfermeira.
  — E quem é que vai fazer o trabalho do Jin?
— Tu tens ótimos agentes, não é por faltar um que algo vai correr mal — revirei os olhos. O meu pai tinha um amor incondicional ao trabalho. Quase igual ao que tinha pelos seus filhos. — E, além do mais, se for preciso, eu ajudo.
   Ele franziu a testa.
— Nem penses. Tu és uma rapariga, e só tens dezassete anos-
Quase dezoito — Jin interrompeu-o, em minha defesa. Faltavam cerca de quatro meses para eu ser maior de idade; eu já não era nenhuma criança. — E parece que te esqueceste que lhe deste uma formação de presente aos catorze. E das missões que ela fez contigo. Ela é (e será, futuramente) uma ótima agente. Não te preocupes. A Brook é una rapariga de ferro.
   Sorri para o meu irmão, em forma de agradecimento. O Appa suspirou, derrotado.
— É impressão minha ou passou-se alguma coisa de boa fora da minha vista? — perguntou, voltando ao seu sorriso habitual.
   Encolhi os ombros para esconder a satisfação devido à reconciliação.
— As pessoas crescem, appa — disse, sorrindo um pouco. — E já estava na hora de nós o fazermos também.
   O meu pai apertou-nos as mãos, sem conseguir esconder as lágrimas de felicidade.
— Muito obrigado.
   Foi naquele quarto de hospital, naquela segunda-feira, que eu percebi que a minha família estava finalmente completa.


Notas Finais


Dobble update

O JIN E A BROOK RESOLVERAM-SE EBAAA
Eu esperei muito para escrever este capítulo, sério

O que se passa com o Jimin, hun ? Até eu estou com raiva dele rsrs

O que acharam ? Comentem ♥

~Katsuki


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