História Shadow - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Sehun, Suga, V, Xiumin
Exibições 38
Palavras 2.213
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


(Retualização porque só agora vi que o cap tinha muitos erros, MIL DESCULPAS )

COMASSIM TRÊS ATUALIZAÇÕES NUMA SEMANA!?!?
Bom, eu vou ter provas para a semana mas como tenho estudado todos os dias, tenho muito tempo livre. Além disso, a inspiração não para de vir e estava ansiosa para que estes caps chegassem
Enfim
Boa leitura, desculpem pelos erros xx

Capítulo 12 - Solo


   A felicidade é uma coisa engraçada. Aparece de repente, e, num piscar de olhos, desaparece como se nunca tivesse existido. Eu aprendi que a felicidade pode mesmo surgir do nada assim que pus os meus pés naquela escola. Hoseok e o restante Gangue dos Esquilos fizeram-me sentir algo que eu não me lembrava de ter sentido alguma vez, e conseguiram o impossível: resolver o conflito entre mim e o meu irmão. Só Deus sabe o quão grata a Hoseok eu era. Ele tinha sido um amigo incansável, apesar do meu feitio ser, digamos, difícil. E ainda tinha o Jimin. De algum modo, o meu coração batia de forma desregulada quando ele sorria para mim, ou até mesmo quando refletia inocentemente no calor do seu abraço. Ao início, irritava-me sentir-me assim, mas foi uma questão de tempo até perceber que era normal. Um dos maiores mistérios da vida é: qual é o objetivo de nascermos se, no final, iremos morrer? A resposta mais plausível é que o nosso objetivo enquanto vivos é ser-mos felizes. Logo, não era incomum sentirmo-nos felizes. E aqueles rapazes fizeram-me perceber que não era normal sentir-me como se a vida fosse um sacrifício, como eu pensava que era. E tudo isso em um curto espaço de sete semanas. A rapidez com que a felicidade apareceu na minha vida era notável. Contudo, demorou ainda menos tempo a desaparecer. Tudo começou quando Jimin começou a faltar aos nossos compromissos em grupo por razões desconhecidas. Eu conseguia perceber que ele estava a ficar cada vez mais distante de mim. Jimin já quase não me dirigia a palavra e nem se atrevia a olhar-me nos olhos em momento algum. Para além de Jimin, Hoseok também começava a distanciar-se para conseguir satisfazer os caprichos de Mi-Cha, a sua namorada. Não era a mesma coisa almoçar sem o riso irritante de Jimin, ou as palhaçadas de Hope. E isso fazia-me ter constantes pontadas no coração. Mas essas pontadas não se compararam à dor que senti quando Hoseok e Jimin voltaram a almoçar connosco, trazendo as suas duas namoradas para se integrarem no grupo, como um dia fizeram comigo. Se fechasse os olhos, quase que conseguia ver a expressão radiante de admiração de Jimin em direção à sua mais que tudo, e os olhos de JinHee que se dirigiam apenas a mim, numa conversa silenciosa de puro cinismo, que mais ninguém, para além de mim, parecia notar. Tive que engolir o nó na minha garganta o dia inteiro, o que foi extremamente difícil e doloroso. A pior parte foi à noite, antes de ir para a cama, quando fechei as cortinas sem me despedir de Chanyeol, como sempre fazia. Se me perguntassem se há algo pior que chorar, provavelmente seria chorar em silêncio. É horrível quando tens uma dor enorme no peito mas não podes fazer barulho a soluçar, para não preocupar os outros. A partir daí, as coisas só começaram a piorar. Eu comecei a ficar sozinha quando era trabalho em duplas, porque, segundo Jimin, JinHee detestava (e não podia) estar sozinha, e eu não me iria importar de fazer trabalhos com algum outro aluno que me estava constantemente a mandar olhares de ódio e desprezo. Eu era o segundo plano de todos. E isso deixava-me cada vez pior. O ciclo era sempre o mesmo: na escola, era substituída por duas bonecas de plástico; em casa, fingia que estava tudo bem. Isso durou dois longos meses.
   Naquele Sábado, a chuva tinha-nos dado descanso e o sol espreitava de vez em quando por entre as nuvens brancas. Apetecia-me sair, por isso, liguei a Hoseok. Ele disse que Jimin e ele tinham coisas combinadas com as respetivas namoradas por isso, enquanto ignorava o nó que sentia ao ouvir que eu tivera minha oportunidade com Jimin e a desperdiçara, liguei aos outros. Namjoon, Jungkook, Yoongi e até mesmo Taehyung também não podiam. Tentei (em vão) não desanimar e fiquei por casa o dia todo, com Hope e Sparky. O meu pai e Jin estavam em serviço, Sehun estava fora da cidade, e Chanyeol estava com uma gripe imensa. Estava sozinha.
   À noite, comi nada mais que uma sopa e deitei-me enquanto mexia no telemóvel. E foi aí que vi a foto. O Gangue, JinHee e Mi-Cha estavam a divertir-se todos juntos no bowling. E eu não tinha sido convidada. O que me fazia sentir pior era que, mesmo que eles se tivessem esquecido de me convidar, eu falara com eles durante o dia, e nenhum se lembrara de me informar que estariam todos juntos, sem mim. O Gangue ganhara duas novas líderes, e, se elas dispensavam a minha presença, os outros também o deveriam fazer. Escolhi-me debaixo dos lençóis e recusei-me a sair dali por hipótese alguma. O meu psicólogo tentou, Jin tentou, o meu pai tentou. Mas ninguém conseguiu tirar-me do quarto durante o resto do fim de semana.
   Segunda feira chegou. A minha vontade de ir para a escola era nula, mas, mesmo assim, eu fui. Evitei ficar com o grupo e falar com eles. Eu estava magoada, e esperava que eles entendessem e que se viessem desculpar. Ainda que fosse uma grande trouxisse, eu aceitaria as suas desculpas sem hesitar. Mas isso não aconteceu.
   Fui até à casa de banho num dos intervalos para lavar a cara. Baekhyun tinha faltado, assim como a semana anterior toda. Nem sei porque me lembrei dele. Talvez fosse porque Baekhyun tinha estado lá quando ninguém mais estava, e eu estava a meio de um daqueles momentos. Sacudi a cabeça ao entrar pela porta da casa de banho e olhei-me no espelho com desgosto. O que raios se passava comigo? Desde quando o meu bem estar dependia de outras pessoas?
— Olha quem é ela.
   Amaldiçoei todos os deuses possíveis enquanto ouvia os barulhos irritantes de dois pares de saltos a aproximarem-se de mim. Era a cereja no topo do bolo. O meu temperamento estava cada vez mais difícil de controlar, por isso, provavelmente não aguentaria as provocações sem ter um surto, ou algo parecido.
— Vai para o inferno JinHee — praguejei, baixando a cabeça para controlar a raiva repentina.
— Quanto ódio por mim — riu, e Mi-Cha acompanhou-a. Talvez não tivesse tanta raiva assim de Mi-Cha. Ela era como que o cachorrinho de JinHee e só se limitava a fazer tudo para agradá-la, porém, nunca me tinha atingido muito diretamente.— Temos contas a ajustar, punk. Lembras-te daquele dia em educação física? A tua bolada custou-me uma plástica ao nariz.
— Parece que uma só não resultou — ousei provocar.
— O Jimin ama-me mesmo assim — apertei o punho, tentando reprimir qualquer tipo de sentimentos. Custava-me a crer que Jimin se apaixonara por alguém como JinHee. — Sabias que ele disse que tu és um fardo para o grupo todo? Ainda bem que já nos conseguimos livrar de ti.
   O meu coração falhou uma batida. Fardo? Era isso que ele pensava de mim? O meu surto estava a ser cada vez mais difícil de aprisionar.
  — Finalmente vou conseguir ajustar contas contigo. E, desta vez, não há Baekhyun algum para te salvar.
   Respirei fundo três vezes. Ouvi os insultos ao meu ser em silêncio. Não me importava o que ela achava de mim. Porém, a minha sanidade foi ao ar assim que ela proclamou a sua frase seguinte:
— É claro que só podias ser uma falhada. Já olhaste bem para os teus genes?
   De forma automática, a minha mão entrou em contacto com a bochecha de JinHee. A força utilizada foi tanta que ela caiu ao chão, com uma expressão assustada. Como toda a gente, eu tinha os meus limites e pontos fracos, e não ia admitir que uma boca suja como a de JinHee difamasse a minha família.
— Tu és boa da cabeça!?
   Só voltei à realidade quando seis figuras entraram ali, em socorro a JinHee, que forçou lágrimas.
— Eu só estava a falar com ela e… ela bateu-me — choramingou, nos braços do seu namorado.
— Isso é mentira! — tentei defender-me. — Acham mesmo que eu iria fazer algo assim sem razão!? Vocês conhecem-me! Eu nunca-
— Não achas que já chega!? — Mi-Cha ajudou na mentira, interrompendo-me. A mimha repulsa por ela veio logo naquele momento. — Eu vi tudo. Já fizeste estragos suficientes. Simplesmente vai-te embora. Ninguém te quer aqui.
— Não… Vocês têm de acreditar em mim eu… A culpa não foi minha…
   A expressão de nojo e desilusão do gangue dos esquilos era demasiado para eu aguentar. Estava a ser cada vez mais difícil respirar. No lugar da raiva, tinha-se instalado um enorme buraco. Algumas lágrimas saíram involuntariamente.
  — Pode ser que quando percebam quem é que tinha razão, seja tarde demais! — gritei, e saí a correr.
   Não parei por nada. Só corri. Quase fui atropelada, mas continuei. Era como se a corrida me acalmasse e me proibisse de processar a mágoa que sentia. Os meus próprios amigos não acreditavam em mim. Jimin achava que eu era um fardo. O melhor mesmo era nunca ter deixado de ter aulas em casa. Nunca devia ter conhecido nenhum deles. Se era assim que eles queriam, então eu afastar-me-ia. Mas eles que não pensassem que, quando perceberem a merda que aquelas outras eram, eu estaria lá para lhes dizer que os tinha avisado.
   Assim que bati a porta de casa, ouvi gritos e coisas a partirem-se. Estranho. Jin devia estar a trabalhar, e o meu pai devia estar a monitorizar a empresa, sem fazer esforços físicos por causa da lesão. Limpei todas as evidências do meu choro desesperado e andei a passos pequenos e desconfiados em direção ao barulho.
— O Sr. JaeYoung tem de ficar aqui. Eu e os outros vamos buscar o meu parceiro. Lembre-se que não pode fazer esforços!
— É do meu filho que estamos a falar, Minseok! Eu também vou!
— O senhor não está em condições de ir! Além do mais, não se preocupe, os nossos agentes vão trazer o Jin são e salvo.
— O que é que se passa com o Jin? — perguntei, interrompendo a discussão do meu pai com Xiumin.
— Brooklyn — engoliu em seco. — O que é que fazes aqui?
O que é que se passa com o Jin? — repeti lentamente.
   O meu pai suspirou.
— Ele foi sequestrado por aquele gangue com quem nós estamos em guerra e… basicamente temos uma hora antes de o matarem. Recebemos uma ligação anónima com o paradeiro dele, e com as informações de cada um dos homens dentro da casa. Estamos a reunir os melhores agentes para o irem buscar, mas-
   Eu bufei, cortando o que quer que ele fosse dizer.
— Será que vocês não conseguem ter cuidado no trabalho!? — saí da sala de estar em passos apressados e dirigi-me aos armários do escritório do meu pai. Após colocar o código, o armário abriu-se. Aquilo estava carregado de armas para situações de emergências. Tirei uma 38 e uma faca de guardei. A equipa de resgate, provavelmente, iria dar-me uma arma melhor (apesar de não ser necessário).
— O que estás a fazer?
— Eu vou com eles; vou salvar o Jin. E tu nem sequer penses em tentar seguir-nos.
— Não, não, mil vezes não! — o meu pai levantou a voz. — Eu sou teu pai, e eu proibo-te de ires!
— Até parece que o senhor se esqueceu de quem estava no terreno quando encerramos o caso do palhaço — Xiumin defendeu-me, e eu agradeci mentalmente. O caso do palhaço era um caso de assassínio em massa que tinha dado muitas dores de cabeça a todos. Morreram, em média, três agentes por equipa. Meses depois, com a minha ajuda, a equipa de Jin e Xiumin conseguiram encerrar o caso.
  — Podemos ficar aqui o tempo todo a discutir, ou podemos passar à ação antes que seja tarde demais.
   O meu pai avaliou as nossas expressões antes de dar um suspiro melancólico e me envolver num abraço.
— Tem cuidado, sim?
   Assenti e beijei-lhe a bochecha. Eu e Xiumin saímos pela porta e entramos numa van preta que estava à nossa espera. Não havia tempo para chorar pela idiotice dos meus (ex)amigos. Eu tinha de salvar o meu irmão. Eu precisava de salvar o meu irmão. Éramos onze no total. A equipa de elite do FBI e a filha do chefe. Eu estava entre os melhores dos melhores. Noutras circunstâncias, talvez aquilo fosse uma honra. A ficha com os perfis de todos os suspeitos foi-me posta à frente, à medida que Xiumin apresentava oralmente o que estava escrito. Segundo os dados, apenas dois homens vigiavam a casa por fora. Por dentro, havia um em cada uma das doze divisões, e à porta do sótão haviam também dois. Jin estava no sótão, aos cargos de um outro rapaz. Assim que li o nome, o meu cérebro congelou. Por um lado não fazia sentido, mas por outro, só assim os pontos ligavam-se todos. Os avisos. As faltas. Tudo fazia sentido.
— E, por último, e provavelmente, o mais fácil, aquele que está dentro do sótão, Byun Baekhyun.


Notas Finais


HEYOO

Finalmente este cap chegou, estou à espera desde e do próximo desde que comecei

PLOT TWIST, TIPO WUT ?!?

Talvez atualize outra vez ainda hoje, ou para a semana, não sei

O que acharam ? Comentem ♥

~Katsuki


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