História Shadow Kiss (Tocada pelas Sombras) por Dimitri Belikov - Capítulo 13


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Categorias Academia de Vampiros (Vampire Academy)
Personagens Adrian Ivashkov, Dimitri Belikov, Personagens Originais, Rosemarie "Rose" Hathaway, Stan Alto, Vasilisa "Lissa" Dragomir
Exibições 9
Palavras 1.612
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Escolar, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 13 - Capítulo 13



Entrei no meu quarto e olhei em volta. Era realmente um belo lugar. Os móveis eram bem modernos e tudo decorado em um branco impecável e elegante. Coloquei minha valise em cima de uma das poltronas e fui até a janela que tinha uma pequena sacada. Lá fora o tempo estava ainda pior do que quando chegamos. Era um terrível fim de inverno.
Resolvi tomar um banho. Depois que sai do banheiro, liguei a TV e passei pelos canais. Nada me agradou. Então, a única solução que eu tinha para passar o tempo era ler um pouco. Sentei confortavelmente em um sofá, que tinha no canto próximo à janela, com as pernas esticadas, peguei meu livro e mergulhei na história do velho oeste. Minha mente realmente viajava quando eu lia estas histórias. Confesso que, frequentemente, me imaginava como o mocinho de algumas delas. Era uma época na qual eu gostaria de ter vivido.
Eu estava completamente compenetrado na leitura, quando batidas na porta me trouxeram de volta à realidade. Olhei o relógio e ainda faltava perto de duas horas para o jantar. Quem seria? Sempre que eu vinha à Corte, raramente me chamavam, quando eu estava no quarto. Levantei e fui rapidamente abrir, tentando imaginar se tinha ocorrido algo, e deparei com Rose parada na minha frente. Isso me trouxe um dejavú da noite em que caímos em no feitiço de luxúria. Ela tinha aparecido na minha porta da mesma maneira, por isso, redobrei a minha atenção.
“Eu preciso falar com você.”
Eu me afastei um pouco, a deixando entrar. Ela imediatamente estendeu um papel. Eu peguei e li o que dizia o bilhete.
Rose
Fiquei muito feliz em saber da sua chegada. Eu tenho certeza que isso irá deixar os procedimentos de amanhã muito mais divertidos. Há muito tempo estou curioso em saber como Vasilisa está se saindo, e como vão indo as suas escapadas românticas, que sempre são um divertimento interessante. Eu mal posso esperar para compartilhar isso com todos no julgamento de amanhã.
O melhor,
VD
“V.D.” falou Rose.
“Eh, eu sei. Victor Dashkov”
“O quê vamos fazer?” ela perguntou com um olhar preocupado “eu quero dizer, já conversamos sobre isso, mas agora ele está mesmo dizendo que vai nos entregar.”
De fato, aquele era mais do que um aviso. Era uma ameaça maquiada por uma bela ironia. Era algo para nos preocupar. Ele estava claramente avisando que falaria sobre nós, conforme fosse a participação de Rose no julgamento. Ele ira usar tudo que pudesse - e o que não pudesse -  para se livrar da condenação. Victor era muito sarcástico e cruel. Fazer isso não era nada para ele. A chantagem era clara. Mesmo assim, eu não achava que nós tínhamos que nos intimidar e devíamos, sim, ir testemunhar contra ele. Livre ou preso, ele sempre teria este trunfo contra nós. O que eu tinha que fazer agora, era usar a mesma moeda dele: a ameaça. Fui até o meu casaco, que estava pendurado em um cabide no canto do quarto, e peguei o meu celular que estava no bolso.
“Dê-me um segundo” falei para Rose que começava a sentar na cama, mas de repente, com se tivesse levado um choque, ela levantou e foi até o sofá, onde eu estava antes, lendo o meu livro. Eu disquei o número de um guardião, muito amigo meu, que trabalhava no prédio da prisão, como chefe de turno. O nome dele era Yuri Sokolov. Nós tínhamos estudado na mesma escola, a Academia St. Basil, na Rússia, onde fomos colegas de classe. Sua voz atendeu do outro lado. Nossa conversa foi em russo.
“Alô?”
“Ei, Sokolov! Sou eu Dimitri”
“Olá Belikov! Pensei que não fosse procurar os amigos... eu soube que você está na Corte para o julgamento de Victor Dashkov.”
“Isso mesmo... bem, e era sobre isso que eu queria lhe falar” fui direto ao assunto, sem me preocupar com a sociabilidade. Yuri já me conhecia desde criança e sabia que eu era bem objetivo  “Eu preciso falar com ele, com Victor Dashkov. É muito importante.”
Ele fez alguns segundos de silêncio e eu olhei para Rose que me observava atentamente, mesmo sem entender uma palavra do que eu dizia. Quando ele falou novamente, sua voz era baixa e cautelosa.
“Dimitri, ele é um prisioneiro poderoso, não pode receber visitas. Mas como você diz que é importante, eu realmente confio em você. Meu turno começará em poucos minutos, assim que eu estiver em serviço, irei dar uma olhada como a situação está por lá e lhe telefonarei. Não estou lhe prometendo nada. Aguarde a minha posição.”
“Ok, Yuri, eu agradeço. Ficarei no aguardo.”
Desliguei o telefone e puxei uma cadeira para perto de onde Rose estava sentada. No sofá tinha lugar para mim, mas achei melhor manter uma distância segura.
“O que está acontecendo?”
“Depois lhe digo. Por hora temos que esperar” achei melhor não dar esperanças a Rose. Yuri podia não conseguir o que eu tinha pedido e eu teria que mudar de planos. Ela era muito ansiosa e iria ficar muito agitada se ela soubesse do meu plano de ir falar com Victor.
“Ótimo. A coisa que eu mais gosto de fazer” ela falou, olhando para o lado e pegando o livro que eu lia, antes dela chagar. Ela olhou a capa e seus olhos se tornaram distantes, como se aquilo lhe trouxesse um pensamento triste.
“Por que você lê isso?”
“Algumas pessoas lêem livros por diversão.”
“Ei, cuidado com as palavras. Eu leio livros. Eu li livros para resolver o mistério que ameaçava a vida e a sanidade da minha melhor amiga. Eu não acho que ler essas coisas de cowboy vai salvar o mundo, como eu fiz.”
Eu me inclinei até ela e peguei o livro. Olhei pela janela pensando que era uma das poucas diversões que eu tinha. Honestamente, eu não me importava em viver em um mundo só meu, mas, às vezes, eu tinha necessidade der ter uma vida diferente, ainda que fosse somente nas histórias que eu lia e imaginava em minha mente.
“Como todo livro, é uma válvula de escape. E tem algo... hum. Eu não sei. Algo me chama a atenção no Velho Oeste. Nada de regras. Todos vivendo de acordo com seu próprio código de conduta. Você não tem que estar preso nas idéias que os outros traçam de certo e errado, do que é justo.”
Lá estava eu, novamente, me abrindo para Rose. Eu nunca tinha falado sobre aquilo a ninguém. Mas, também, ninguém nunca tinha questionado sobre os livros que eu lia. Isso nunca chamou a atenção de ninguém. Ela abriu um lindo e faceiro sorriso.
“Espera aí, eu pensei que eu fosse a única que queria quebrar as regras.”
“Eu não disse que eu queria. Isso só me chama a atenção.”
“Você não me engana, camarada. Você queria colocar um chapéu de cowboy e manter os ladrões de banco na linha.”
“Sem chances. Eu já tenho problemas suficientes para manter você na linha.”
Nós rimos das nossas próprias piadas e aquela momentânea paz tomou conta de todo o ambiente. Era muito bom estar com Rose assim, sem o peso de cobranças, brigas, desentendimentos. Ela sabia ser leve e isso a deixava encantadora.
De repente, a sensação de culpa veio até mim. Eu não tinha conseguido trazê-la para o julgamento e aquilo tinha me feito muito mal. Eu devia ter tentado mais e não ter me contentado com as negativas dos guardiões da Corte e de Alberta. Eu conhecia bastante gente que podia persuadir a rainha. Mas não. Eu fiquei preso nessa minha besteira de fazer o que é certo e seguir curso natural das coisas, e acabei machucando Rose.
“Eu sinto muito” falei de repente, pegando Rose de surpresa.
“Pelo quê? Por ler romances baratos?” ela falou de forma descontraída.
“Por não ter conseguido lhe trazer até aqui. Eu sinto como se tivesse falhado com você.”
Ela me olhou por um momento, seus olhos cheios de compaixão e compreensão. Isso. Ela me compreendia e de uma forma plena. Inexplicavelmente, ela me compreendia.
“Você não deixou. Eu estava agindo como uma pirralha. Você nunca me deixou na mão antes. Não deixou agora.”
Sua voz era reconfortante e eu senti aquela conexão boa passar por nós. Eu a olhei, me sentindo agradecido por ver que ela tinha me perdoado e que ainda tinha confiança em mim. Eu teria ficado ali, conversando com ela o resto do dia, mas o meu telefone tocou, me lembrando que tínhamos um problema sério para lidar.
“Alô?” eu atendi e a voz de Yuri falou do outro lado.
“Belikov? Sou eu, Yuri. Olha, eu já entrei no meu turno e mexi em umas papeladas aqui. Como guardião, não tem problemas em você ir até a cela dele. Você pode vir falar com Victor, mas terá que ser breve, não é algo escondido, mas não quero que chame a atenção de alguém.”
“Ah, Yuri, lhe sou grato por isso, mas eu não irei sozinho. A minha aluna irá também. Ela precisa aprender a lidar com algumas coisas.”
“Uma noviça na cela dos prisioneiros, Dimitri? Eu já ouvi falar dessa sua aluna, ela é famosa em aprontar confusões. Não acho prudente que ela venha.”
“Não se preocupe com isso. É parte do meu trabalho mantê-la na linha. Ela irá se comportar.”
“Bem, se você garante isso... aguardo vocês em breve.”
Com estas palavras, ele desligou o telefone e eu me virei para olhar para Rose. Novamente, ela estava atenta a conversa, mesmo sem ter entendido uma palavra sequer.
“Muito bem, vamos” falei gesticulando para que ela me seguisse até a porta.
“Para onde?”
“Ver Victor Dashkov.”



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