História Shadow Kiss (Tocada pelas Sombras) por Dimitri Belikov - Capítulo 14


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Categorias Academia de Vampiros (Vampire Academy)
Personagens Adrian Ivashkov, Dimitri Belikov, Personagens Originais, Rosemarie "Rose" Hathaway, Stan Alto, Vasilisa "Lissa" Dragomir
Exibições 10
Palavras 1.105
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Escolar, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 14 - Capítulo 14



Nós caminhamos rapidamente para o prédio onde ficava a prisão. Rose se esforçava para acompanhar os meus passos largos. No caminho, expliquei rapidamente que um amigo meu nos colocaria frente a frente com Victor e pedi para que ela controlasse seus instintos, já que nós não éramos, propriamente, uma visita autorizada, por isso não queríamos chamar a atenção de quem quer que fosse. Nós entramos no prédio e fui ao encontro de Yuri, que me deu um sorriso de reconhecimento. Ele estava em uma sala onde podia verificar todos os lugares da Corte por câmeras de segurança.
“Ei Belikov” ele falou batendo sua mão na minha “só nos encontramos assim, no meio de uma ação” ele sorriu e olhou para Rose, esperando que eu a apresentasse.
“Olá Solokov! Essa é a minha aluna, Rose Hathaway” eles se cumprimentaram e naquela eficiência típica de guardião, Yuri nos conduziu até o caminho das celas.
Ele apontou para um corredor longo e limpo “A cela dele é a penúltima à esquerda. Não poderei ir com vocês até lá, não posso deixar meu posto. Eu chefio toda a guarda deste turno, preciso ficar atento.”
“Não se preocupe conosco, seremos breves e discretos. Obrigado Yuri.”
Seguimos pelo caminho indicado e Rose estava apreensiva.
“Por que você está fazendo isso?” ela sussurrou, observando tudo em volta “Você acha que podemos convencer ele a não dizer nada?”
Eu neguei com a cabeça “Se Victor apenas quisesse se livrar de nós, ele o faria sem qualquer aviso prévio. Ele não faz as coisas sem uma razão. O fato dele ter lhe falado primeiro o que faria significa que ele quer algo. E agora, vamos descobrir o que é.”
Chegamos até a cela dele e nos deparamos com Victor sentado em uma cadeira, estudando suas unhas. Sua aparência era jovem e saudável, com vigor típico das pessoas no auge dos quarenta anos de idade. Tudo isso graças a magia retirada, à força, de Lissa. Ele nos olhou atentamente quando chegamos e então sorriu.
“Oh, céus. Isso é fantástico! A adorável Rosemarie, praticamente uma adulta agora.” Ele falou olhando para Rose e então se voltou para mim “é claro, alguém tem lhe tratado como tal, já faz algum tempo.”
Eu não me deixei levar por aquela provocação, e me mantive imparcial, mas Rose, é claro, teve um rompante de raiva e se lançou contra as grades da cela, pressionando os rosto entre elas.
“Pare de brincadeiras, seu filho da puta. O quê você quer?” ela rosnou entre os dentes. Eu coloquei gentilmente a mão no seu ombro e a puxei para trás.
“Tenha calma, Rose.”
Ela obedeceu prontamente. Respirando fundo, ela se afastou lentamente das grades. Victor observou essa cena e riu novamente, com um toque de ironia no seu rosto.
“Depois de todo esse tempo o seu filhote ainda não aprendeu a se controlar. Talvez, você nunca queira que ela se controle.”
Eu entendi bem o duplo sentido daquela insinuação dele, mas não entrei na sua provocação, antes, me mantive calmo, perfeitamente centrado. Era algo que eu sabia fazer bem.
“Não estamos aqui para gracejos. Você queria atrair Rose até aqui, e agora, queremos saber por que.”
“Tem que existir uma razão obscura? Eu só queria saber como ela estava e algo me diz que não teremos chances de ter uma conversa amistosa amanhã.” Ele falou ainda com aquele sorriso irritante.
“Não vamos ter uma conversa amigável agora.” Rose rangeu.
“Você acha que eu estou brincando? Mas eu não estou. Eu queria mesmo saber como você estava. Eu sempre lhe considerei muito, Rosemarie. A única shadow-kissed que conhecemos. Eu já disse a você antes. Esse não é o tipo de coisa pela qual se passa sem ter uma cicatriz. Não tem como você se afundar na rotina calma da Academia. Pessoas como você não foram feitas para se misturar.”
“Eu não sou uma experiência científica.”
“Como tem sido? O que tem notado de diferente?” ele continuou, sem se importar com o olhar afiado de Rose. Eu percebi que ele estava desviando o foco da nossa conversa e resolvi intervir.
“Não temos tempo para isso. Se você não for direto ao ponto, nós vamos embora.” Eu avise, usando o tom de voz mais tranqüilo que eu pude, muito embora a minha vontade também fosse de quebrar o pescoço dele. Rose foi de volta para perto das grades e sorriu friamente.
“Não tem como você ser solto amanhã. Eu espero que você aproveite bem a prisão. Aposto que vai ser ótimo quando você voltar a ficar doente de novo – e você vai, você sabe disso.”
Ele não se levou pela difícil verdade que Rose tinha dito, permanecendo com o sorriso irônico, ele a olhou levemente. Ele era um jogador e estava jogando conosco naquela hora. Eu pude ver que cada palavra dele era dita com uma intenção já traçada em seus planos. Ele estava usando um assunto que interessava a Rose e que ele conhecia bem. A ligação espiritual que ela tinha com Lissa.
“Tudo morre, Rose. Bem, exceto por você, eu suponho. Ou talvez você já esteja morta. Eu não sei. Aqueles que visitam o mundo dos mortos, provavelmente, nunca mais poderão cortar a conexão que ficou com ele.”
Rose fez um impulso de dizer algo, mas então parou, como se aquelas palavras dele lhe trouxessem algum significado. Sua expressão se tornou intensa e pensativa. O que ele disse, de alguma forma, fez sentido para ela. Não só eu, mas Victor também percebeu isso.
“Sim? Tem algo que você gostaria de dizer?” Sua voz era gratificada, como quem se tivesse dado um golpe certeiro.
“O que é o mundo dos mortos? É o inferno ou o céu?” sua voz saiu baixa e indecisa.
“Nenhum dos dois.”
“O que vive lá? Fantasmas? Eu ter voltado de lá, fez as coisas saírem do lugar?”
Novamente Rose estava mencionando fantasmas. Aquilo me intrigou, mas não era algo com o qual eu poderia lidar agora. Eu decidi que ficaria atento para saber onde este interesse dela por aquele assunto levaria e qual a razão disso.
“Bem, claramente as coisas saíram do lugar, uma vez que você está aqui, diante de nós.”
“Ele está lhe enganando. Vamos embora.” Falei, com tom de fim de assunto.
Ele me olhou brevemente “Eu estou a ajudando.” Então ele se voltou para Rose “Honestamente, eu não sei muito sobre isso. Foi você quem esteve lá, Rose, não eu. Ainda não. Algum dia, provavelmente, você vai estar me ensinando sobre isso. Tenho certeza de que, quanto mais você lida com a morte, mais próxima você ficará dela.”
“Já chega!” eu disse severamente “Já estamos indo”.



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