História Shadow Kiss (Tocada pelas Sombras) por Dimitri Belikov - Capítulo 16


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Categorias Academia de Vampiros (Vampire Academy)
Personagens Adrian Ivashkov, Dimitri Belikov, Personagens Originais, Rosemarie "Rose" Hathaway, Stan Alto, Vasilisa "Lissa" Dragomir
Exibições 5
Palavras 1.344
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Escolar, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 16 - Capítulo 16



Eu falei aquelas palavras para Victor colocando o tom mais letal que eu pude na minha voz. Eu realmente poderia fazer aquilo que eu tinha ameaçado e teria muitas pessoas que me ajudariam de forma eficaz. Victor sabia que a minha fama de perigoso não tinha sido conseguida com atitudes generosas e gestos graciosos, e que muitos guardiões eram capazes de atitudes nada éticas. Também, eu tinha vindo da Sibéria e conhecia também muitos dhampirs que não seguiram a carreira de guardião e que ganhavam a vida usando os seus conhecimentos de batalha, aprendidos nas Academias, para atividades nada lícitas. Eu estava disposto a fazer qualquer coisa para proteger Rose e não estava brincado com isso.
“Vocês dois formam um par perfeito no paraíso, ou em algum lugar assim” Victor ironizou.
“Vejo você no tribunal” Rose falou duramente.
Nós saímos dali, e eu ainda lutava para controlar as emoções dentro de mim. Victor não demonstrou se abalar com a minha ameaça, mas o meu recado foi dado.
Na saída, encontramos com Yuri.
“Ei, Yuri, obrigado pela ajuda. Fico lhe devendo essa.”
Yuri riu e falou, parecendo que tinha ouvido o que eu falei para Victor “Não foi nada, Dimitri. Eu é que lhe devo muito mais que isso. Sempre que você precisar, é só falar comigo. Eu posso lhe ajudar em coisas muito mais pesadas, e você sabe disso.”
Nossa conversa foi em russo e eu agradeci mentalmente por Rose não poder entender essa última parte. Ela já tinha ouvido demais, quando ameacei Victor. No caminho de volta para o nosso quarto, eu mantive meu rosto imparcial, olhando para frente, mas ainda em uma luta interna contra os sentimentos raivosos. Rose me observou por alguns instantes, seu olhar era bem cauteloso.
“Você está bem?” ela perguntou cuidadosamente.
“Sim”
“Tem certeza?”
“Tão bem quanto poderia estar” não era exatamente uma mentira, diante dos sentimentos que passavam dentro de mim, eu realmente poderia estar pior.
“Você acha que ele vai contar a todos sobre nós?”
“Não.”
Andamos em silêncio por um tempo, e eu já sentia meu controle voltando. Rose ainda me olhava intrigada, pelo canto dos olhos e aquilo ajudou a me distrair. Eu achava engraçado quando ela fazia isso, muito embora, os olhos verdes-jade de Victor ainda estivessem na minha mente.
“Você falou sério... que se Victor contasse... que você...”
Eu senti que ela não conseguiu formular a pergunta que queria fazer.
“Eu não tenho muita influência na realeza poderosa do mundo Moroi, mas eu tenho muita entre os guardiões que lidam com o serviço sujo do nosso mundo.” Falei sem querer entrar nos detalhes. Rose ainda tinha uma visão bem sonhadora da nossa profissão e eu achava que não era hora dela destruir essa imagem formada.
“Você não respondeu a pergunta. Se você faria mesmo isso que disse.”
Na verdade ela não tinha conseguido perguntar. Ela me conhecia bem e já deveria saber do que eu era capaz de fazer por ela. Mas, para ser sincero, nem eu mesmo sabia até onde eu podia ir.
“Eu faria muitas coisas para proteger você, Roza.”
Ela pareceu um pouco desconcertada com aquelas palavras, mas logo assumiu o seu velho tom Rose Hathaway.
“Não estaria exatamente me protegendo. Isso teria que ser feito – a sangue frio. Você não faz este tipo de coisa. Vingança é mais coisa minha. Eu é que teria que matá-lo.”
Se era uma piada, eu não achei graça alguma. Estávamos falando de um submundo dhampir e um trabalho muito sujo que muitos da nossa raça faziam. Ela não era uma assassina. Ela não poderia fazer isso.
“Não fale isso. E mesmo assim, não importa. Ele não vai falar nada.”
Nós entramos no prédio e seguimos em silêncio pelo hall, até o elevador. Não estávamos hospedados no mesmo andar, então eu desci do elevador lhe dando um breve aceno. Meu humor estava realmente péssimo. Ao chegar à porta do quarto senti meu estômago roncar, o que me levou a perceber que havíamos perdido o jantar. Eu não tinha almoçado direito e, mesmo com aquelas emoções da visita feita a Victor, eu estava me sentindo faminto. Saí novamente e fui até um café, que funcionava próximo ao prédio dos guardiões.
O local ainda estava bem movimentado, vários guardiões entravam e saiam, se socializando. Fui até o balcão e pedi uma comida leve do menu. Enquanto esperava, Grant um guardião que servia a rainha, se aproximou de mim.
“Olá Belikov! Como andam as coisas lá na Academia?”
Eu sorri em reconhecimento “Como vai Grant? Nós estamos passando pela experiência de campo agora. É um período puxado.”
“Ah, essas experiências de campo...” sua voz era quase de decepção “o campo que espera estes noviços são bem mais severos que qualquer simulação.”
“Eu concordo. Acho que essa prática devia ser reformulada. Eles deviam ir a um campo de verdade. Agora mesmo, estamos com dois alunos aqui, dando continuidade a prática, mesmo não estando na Academia. Eu sei que a Corte é segura, mas nem tudo se resume a ataques de Strigois.”
A garçonete trouxe meu pedido e o cheiro da comida quente aumentou ainda mais a minha fome.
“Eu ouvi falar disso. Você é mentor de uma aluna bem rebelde, mas com potencial, pelo que ouvi.”
“As pessoas comentam muito de coisas que absolutamente não sabem. Na verdade ela tem sido um desafio, mas também aprendo muito com ela.” falei com um tom que cortava qualquer outra insinuação que ele pensasse em fazer.
“Estamos sempre em aprendizado, Dimitri. E você sabe, a história daquele acontecimento em Spokane correu o mundo. Sua aluna matou dois Strigois. Mas não comentam algo importante: ela teve a ajuda da magia de Morois, usuários da água e do fogo. Isso não é comentado, mas a garota que a ajudou veio para a Corte, junto com seu pai. É um assunto muito velado, mas ela tem treinado técnicas de defesa com alguns guardiões.”
Aquela novidade me interessou muito. Morois treinando com guardiões. Era tudo que Tasha estava lutando para fazer acontecer. Mesmo sendo algo escondido, ainda era um grande progresso.
“Morois treinando sua magia com guardiões? Dentro da Corte?” falei ainda impressionado. Grant deu um sorriso empolgado e algo me dizia que ele fazia parte do grupo que oferecia os treinos.
“Isso mesmo, Dimitri.” Sua voz era baixa, quase um sussurro “Imagina a revolução que isso pode gerar no nosso mundo?”
“É, eu acho que isso irá gerar um bom debate. Você sabe, os Morois mais conservadores consideram isso quase um ultraje.”
“Existem poucos guardiões, Dimitri, vai chegar uma época que os Morois não terão escolhas.” Aquelas palavras dele eram quase proféticas, mas tinha muito respaldo de verdade.
Eu terminei meu jantar com Grant me atualizando como funcionavam aqueles treinos. Era realmente algo muito interessante. Talvez eu participasse de um desses, qualquer dia.
Quando saí do café, fui até o almoxarifado do quartel general dos guardiões, pegar o uniforme que eu havia solicitado para Rose usar durante o julgamento. O guardião me entregou o pacote com  calça e jaqueta pretas e camisa branca, baseado na tabela de medidas de Rose que eu tinha enviado lá da Academia. Eu confesso que estava ansioso para vê-la vestida de guardiã. Não era um vestido preto e de rendas, como Adrian tinha descrito no avião, mas eu tinha certeza que ela ficaria linda. E também tinha certeza que ela adoraria.
Entrei no hall do edifício onde estávamos hospedados e fui direto para a recepcionista, uma Moroi muito pálida e extremamente educada.
“Preciso destas roupas lavadas e passadas, amanhã às sete. Você acha que é possível?” falei lhe entregando o pacote.
“Sim, senhor, claro que é. Mandarei entregar no seu quarto nesse horário.” Ela me respondeu sorridente.
“Melhor, entregue no quarto da Senhorita Rosemarie Hathaway.” Falei e não pude deixar de sorrir com o pensamento que me ocorreu “você pode me conseguir um papel, eu quero que um bilhete seja entregue juntamente com o embrulho.”
Ela entregou um o papel, com o timbre da Corte, e eu escrevi uma pequena nota para Rose.
Use o seu cabelo preso.



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