História Shadow Kiss (Tocada pelas Sombras) por Dimitri Belikov - Capítulo 17


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Categorias Academia de Vampiros (Vampire Academy)
Personagens Adrian Ivashkov, Dimitri Belikov, Personagens Originais, Rosemarie "Rose" Hathaway, Stan Alto, Vasilisa "Lissa" Dragomir
Exibições 4
Palavras 1.335
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Escolar, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 17 - Capítulo 17



Naquela manhã, eu levantei muitíssimo cedo. Era quase madrugada para os Morois, quando segui para sala de ginástica do prédio dos guardiões. Eu passei boa parte da noite repassando a conversa que tivemos com Victor e todos os acontecimentos que o levaram para esse julgamento. Eu me sentia muito ansioso pelo que viria. Não sabia o que esperar dele e não conseguia deixar de pensar que ele podia destruir a mim e a Rose com apenas algumas palavras, desde que ditas na hora certa. Bem, hora certa para ele. Eu tinha que extravasar aquela tensão, não podia chegar ao tribunal exalando emoções, eu precisava me manter em perfeito controle, mas isso era algo que sempre exigia muito de mim.
A sala de ginástica estava praticamente vazia. Olhei em volta, buscando o melhor aparelho para trabalhar. Em um canto, um guardião corria em uma esteira com fones nos ouvidos. Mais adiante, outro pulava corda rapidamente, tanto que não era possível ver a corda passando por ele. Os dois pareciam perdidos em seus próprios mundos. Fui até um saco de pancadas e dei um soco forte nele, fazendo com que ele pendesse de um lado para o outro. Então, coloquei luvas de proteção em minhas mãos e voltei para o saco. Dei outro soco e mais outro. Repeti aquele movimento incontáveis vezes, alternando com chutes. Depois de algum tempo, já me sentindo exausto, parei ao som de pequenas batidas de palmas, como se fossem aplausos de uma só pessoa.
“Belo desempenho” a voz feminina falou atrás de mim.
Virei e vi uma velha conhecida. Ela se chamava Margarete e era uma das poucas guardiãs da Corte. Também tinha sido apaixonada por mim, ainda quando estávamos na Academia. Mas isso foi há muito tempo, um passado tão distante para mim, que nem parecia meu.
Ela era loira, com cabelos curtos e a pele bem queimada do sol, fruto dos treinamentos ao ar livre. Ela também era baixa, praticamente do mesmo tamanho de Rose e tinha grandes olhos azuis. Quando éramos estudantes, ela era uma bela garota damphir, mas agora, ali olhando para ela, percebi que a vida de guardiã tinha levado muito de sua beleza.
“Olá Margarete, quanto tempo.” Falei, puxando uma toalha e enxugando o suor que molhava todo o meu rosto.
“É. Muito tempo.” Ela me analisou por poucos segundos. Um pequeno e sagaz sorriso apareceu em seu rosto “Você está cada dia melhor. Na luta.” Eu não respondi, mas entendi perfeitamente aquele duplo sentido de suas palavras. Então ela continuou “Como sempre fechado e estóico. O que faz na Corte? Acompanhando o seu novo protegido?”
“Protegida. Sou guardião da Princesa Vanilisa Dragomir” aparentemente ela não sabia muito sobre a minha vida, muito menos sobre o julgamento e presumi que, de fato, ele estava sendo realizado de forma bastante discreta, se chegou ao ponto dos próprios guardiões da Corte não tomarem ciência do seu acontecimento.
“Ah, claro, é um belo status proteger uma princesa de uma família rara como a dela. Precisa ser muito bom para conseguir isso. E bom, é claro que você é.” Novamente, seu tom sugeria outro duplo sentido “Mas ela não deveria estar na escola?”
Eu assenti com a cabeça “Ela tinha uns assuntos para resolver por aqui.”
Ela olhou em volta, e depois voltou sua atenção para mim, realmente não entendendo que eu não estava com muita vontade de conversar.
“Você ficará na Corte até quando? Podíamos sair esta noite. Lembrar os velhos tempos. Eu não estarei em serviço e-“
“Ei, Belikov!” Peter, o outro guardião, que também veio ao julgamento me chamou, se colocando atrás de Margarete, cortando o que ela dizia “Estive lhe procurando por toda parte. A Guardiã Petrov gostaria de falar conosco, antes de partirmos para... a nossa missão. Ela tem algumas orientações para nos dar” sua voz era bem cautelosa.
“Claro, eu já estava indo me aprontar mesmo.” Me voltei para Margarete e falei “Foi um prazer lhe rever.”
“O prazer foi todo meu, Dimitri. Pense no meu convite. Você saberá como me encontrar” ela falou com uma voz baixa e piscando o olho esquerdo para mim.
Eu forcei um sorriso, quando passei por ela, agradecendo mentalmente por Peter ter aparecido. Escapadas românticas era tudo que eu não precisava hoje.
Voltei para o meu quarto, onde me aprontei rapidamente. Saí e fui diretamente para a sala onde Peter tinha dito que Alberta nos encontraria. Lá, ela passou algumas rápidas instruções sobre os procedimentos do julgamento e orientações dadas pela rainha para que tudo fluísse dentro do planejado. Nós, os guardiões, falaríamos primeiro. Depois seria a vez de Christian, Rose e, por fim, seria a vez de Lissa.
“No mais” falou Aberta depois de dar todas as instruções “vocês somente tem que dizer a verdade. Basta que falem tudo o que viram e viveram.”
Fomos direto para o tribunal e nos acomodamos nos acentos reservados para nós. De lá eu pude ver Rose sentada ao lado de Lissa. Ela usava o uniforme de guardiã que eu havia lhe enviado e sim, ela estava mais linda do que eu tinha imaginado que ela ficaria. Sorri internamente ao ver que ela tinha prendido cuidadosamente o cabelo em um rabo de cavalo no topo de sua cabeça. Olhá-la assim, trouxe a mim de volta a sensação que tive quando toquei nos cabelos dela pela primeira vez. Tinha sido no ginásio da Academia, quando ela tinha falado que não queria usar cabelos curtos. Meus pensamentos foram cortados com a entrada de Victor no recinto, com os olhos astutos, varrendo tudo ao redor. Ao mesmo tempo, usa postura era totalmente despreocupada. Dei o meu máximo para me manter imparcial.
Depois de Victor, a rainha Tatiana entrou, com seu ar típico de monarca. Todos da sala se levantaram e se ajoelharam em reverência. Permanecemos assim, até que ela se sentasse, dando início ao julgamento.
Um por um, os guardiões se colocaram no lugar reservado às testemunhas e narraram o que aconteceu. Os depoimentos eram muito parecidos, uma vez que todos estavam juntos quando o fato se deu, isso dava ainda mais credibilidade a acusação, já que ninguém entrou em contradição. Eu fui o último a ser chamado e me coloquei na frente deles, contando tudo que se passou em detalhes, não fugindo do que os outros falaram. Exceto que, eu tinha uma parte da história muito melindrosa. Um acontecimento que eu tinha que mascarar, mas que atormentava minhas noites, surgido sempre em minha mente. Fiz um esforço quase sobrenatural para manter frio e calculista, enquanto falava.
“Eu estava com a minha estudante, Rose Hathaway. Ela divide uma ligação psíquica com a princesa e foi a primeira a sentir o que tinha acontecido.”
O advogado de Victor mexeu em alguns papéis que estavam em cima da mesa e olhou para mim. Eu sabia exatamente o que ele iria me perguntar, então me preparei para a resposta.
“Baseado nos eventos, parece que houve um lapso de tempo entre ela ter descoberto o que aconteceu e o alerta dado aos outros guardiões.” Ele falou calmamente, seu tom não sugeria nada.
“Ela não pôde agir porque o Sr. Dashkov lançou um feitiço contra ela que a fez me atacar.” Falei levemente e ninguém pareceu perceber como meus sentidos estavam conflituosos dentro de mim. Eu sempre busquei fazer a coisa certa e falar a verdade entrava entre elas. Principalmente estando sob juramento. “O Sr. Dashkov é usuário da terra e uma pessoa com esse poder pode usá-lo como uma compulsão para influenciar nossos instintos. Neste caso, ele canalizou a raiva e a violência dela em relação a um objeto.” Estas minhas palavras fizeram Victor abafar uma risada irônica. A juíza se virou duramente para ele, em repreensão.
“Sr. Dashkov, respeite o decoro desta corte.”
Victor balançou a mão, ainda sorrindo “eu sinto muito Meritíssima e Vossa Majestade, mas algo no testemunho do Guardião Belikov disparou a minha risada. Não vai acontecer novamente.”
 Eu não me deixei afetar por aquele comentário dele e terminei meu testemunho confiante e impassivo.



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