História Shadow Kiss (Tocada pelas Sombras) por Dimitri Belikov - Capítulo 18


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Categorias Academia de Vampiros (Vampire Academy)
Personagens Adrian Ivashkov, Dimitri Belikov, Personagens Originais, Rosemarie "Rose" Hathaway, Stan Alto, Vasilisa "Lissa" Dragomir
Exibições 8
Palavras 1.327
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Escolar, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 18 - Capítulo 18



Depois do testemunho de Christian, Rose caminhou firmemente, transmitindo muita auto confiança, embora não encarasse ninguém da sala. Ela se colocou em frente a juíza e prestou juramento de falar a verdade, mas eu sabia que este juramento seria quebrado assim que o feitiço de luxúria fosse mencionado. Eu não me sentia bem com aquilo, mas não era algo que tínhamos escolha. Neste caso, a mentira era a única saída.
Rose tomou assento no banco das testemunhas e começou a narrar tudo que sabia. O seu depoimento era rico em detalhes, uma vez que ela presenciou os fatos pela mente de Lissa, porém, em alguns momentos, o testemunho se igualava com o meu e dos demais guardiões.  Ela passou pela parte do feitiço com simplicidade, repetindo praticamente a mesma história minha e não se importando com a expressão irônica de Victor, que ouvia tudo com um sorriso nos lábios.
O rosto de Rose se manteve calmo todo tempo, me deixando surpreso e orgulhoso por ela conseguir manter seu controle, mesmo diante da grande ameaça que Victor ainda era. Ele podia, a qualquer momento, tomar a palavra e arruinar tudo. Mas ele não fez isso, bem, pelo menos ainda não. No final das contas, Rose tinha aprendido algo em nossas aulas, pensei comigo mesmo.
Depois de Rose, Lissa seguiu para seu testemunho. Sua maneira de narrar a história e, talvez por ter sido a vítima, fez com que todos escutassem atentamente, dando uma nova visão do acontecido. Todos a olhavam com compreensão e compaixão, principalmente quando ela narrou a tortura que Victor a impôs. Até a rainha tinha demonstrado uma expressão mais suave ao ouvir a narrativa.
Quando Lissa terminou, a acusação passou para o interrogatório de Victor, que respondeu tudo de forma alheia, como se não tivesse se passado com ele. Na realidade, aquele momento era como se não fosse com ele, de tão tranquilo e calmo que estava. Quando a advogada de acusação questionou sobre ele incentivar sua própria filha a se tornar um Strigoi, ele simplesmente respondeu sem remorso “Natalie tomou sua própria decisão”.
Infelizmente, aquela resposta dele não satisfez a acusação que levantou um ponto que eu esperava que tivesse ficado para trás e passado despercebido.
“Você pode dizer isso sobre todos que você usou para atingir seus objetivos?” ela questionou duramente “O Guardião Belikov e a Srta. Hathaway não tiveram escolha no que você os obrigou a fazer.”
Victor sorriu. Porque ela tinha que trazer isso novamente? Senti meu corpo ficar tenso, já prevendo que algo viria dele.
“Bem, isto é uma questão de ponto de vista. Honestamente, eu não acho que eles se importaram. Mas se você tiver tempo depois deste caso, Meritíssima, talvez você queira considerar que eu formalize a denúncia de um caso de estupro.”
Senti o sangue ferver em minhas veias. Ele realmente tinha começado a cumprir suas ameaças. Eu senti minha vista escurece com a fúria tomando conta de mim. Eu esperei a reação de todos, lutando para me manter em controle. Mas, ao contrário, ninguém nos olhou ou apontou para nós. Todos davam a Victor um olhar de ultraje e então percebi que era aquilo que ele queria. Ele não queria nos denunciar e sim nos provocar. As pessoas cochichavam  e eu percebi que era algo que elas não imaginariam que acontecessem e que Victor só estava insinuando aquilo para tirar a atenção de cima dele. Também acredito que eu construí uma imagem séria e centrada, ninguém imaginaria que eu seria capaz de ter este tipo de conduta.
Resisti ao impulso de olhar para Rose, não queria dar a ninguém motivos para pensar que o que Victor falava era verdade. A juíza não se deixou levar por ele e o puniu por fugir do tema. Logo após isto, a rainha assumiu, dando a ele o veredito de culpado, o sentenciando a prisão perpétua. Eu considerei uma pena justa. A prisão iria reduzir muito sua atuação, muito embora eu soubesse que não que não iria deixá-lo totalmente fora de circulação. Victor permaneceu calmo e cheio de gracejos. A rainha finalizou a sessão e todos se levantaram para sair. Eu fui imediatamente para perto de Lissa, atento para cada movimento das pessoas da sala. Eu precisava lhe dar proteção, não podíamos prever do que Victor era capaz de fazer e nem quais pessoas podiam se aliar a ele.
Victor foi escoltado para fora, mas parou ao chegar perto de Lissa.
“Vasilisa, acredito que você esteja bem.” Ele falou secamente. Lissa não respondeu e ele continuou “Sinto por não termos tido a chance de convencer, mas tenho certeza de que vamos fazê-lo da próxima vez.”
“Anda” um dos guardiões que o escoltava falou, o puxando para fora.
“Ele é louco” Lissa falou, enquanto observava ele ir “eu não consigo acreditar no que ele disse sobre você e Dimitri.”
Rose me olhou e não foi preciso palavra alguma para saber o que ela estava sentido. Até porque não podíamos falar ali. Seu olhar transmitia alívio e eu sabia que ela podia ver esse sentimento em mim também. Estivemos a um passo de ter as nossas vidas arruinadas.
 Christian abraçou Lissa e Rose observou a cena, com enigma em seus olhos. Eu não sabia dizer o que ela estava sentindo. Foi quando vi Adrian se aproximar dela e a puxar pelo braço.
“Você está bem, pequena damphir? Dashkov disse algumas... hum... coisas sugestivas.”
A voz de Adrian era suave, ele sabia, de alguma forma, dos sentimentos que eu e Rose tínhamos um pelo outro. Ela se aproximou dele e falou baixo. Eu me esforcei para ouvir, em meio ao som das conversas paralelas da sala.
“Ninguém acreditou nele. Acho que está tudo bem. De qualquer forma, obrigada por perguntar.”
Ele sorriu e segurou o nariz de Rose “Dois agradecimentos seus em dois dias, eu não suponho que não vou ter, uh, uma gratidão especial.” Lá estava Adrian flertando com ela novamente.
“Não. Você vai ter que imaginar.”
Ele deu um meio abraço em Rose e eu me senti mal. A vontade que eu tinha era de pegar ele pela gola da camisa e jogar ele para fora dali.
“Certo. Mas eu tenho uma boa imaginação”
O grupo começou a sair e eu os acompanhei, ainda fazendo a guarda de Lissa, quando Priscilla Voda correu em direção a ela “a rainha gostaria de lhe encontrar, antes de você partir. Em particular”
“Claro.” Lissa respondeu a seguindo.
Fui até o meu quarto, arrumar minhas coisas, nós partiríamos logo. Na verdade, eu não tinha muitas coisas para guardar. Estava quase terminando, quando o meu telefone tocou. Era Alberta avisando que o vôo sofreria um atraso de três horas, por questões técnicas. Então, resolvi sair para dar umas voltas pelas lojas da Corte. Rose faria aniversário em breve, pensei que podia lhe comprar um presente. Na saída da casa de hóspedes, encontrei Lissa que vinha entrando. Ela me deu um sorriso encantador.
“Princesa” lhe dei pequeno um aceno com a cabeça.
“Ah, Dimitri, você nunca deixa essas formalidades de lado, não é?”
Eu neguei com a cabeça e ela continuou “fiquei muito indignada com a insinuação de Victor hoje. Como ele pôde falar algo assim de você e Rose? Achei isso um verdadeiro absurdo”
“Ele seria condenado e sabia disso. Ele apelou para o que podia. Ele podia ter insinuado qualquer coisa sobre qualquer pessoa. Foi uma atitude desesperada dele, como se fosse uma última cartada.” Falei de forma indiferente.
Ela fez uma expressão de concordância. “Bem, eu vou agora ao meu quarto, aguardar Rose voltar. Estou curiosa para saber o que a rainha queria falar com ela.”
“A rainha a chamou?”
“Sim, mas não adiantou qual era o assunto. Estou morrendo de curiosidade. Nessas horas eu queria que a nossa ligação fosse dos dois lados.”
Eu lhe dei um pequeno sorriso e nos despedimos. Até eu tinha ficado curioso para saber o que a rainha tinha para falar com Rose, mas dificilmente ela me contaria.



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