História Shadow Kiss (Tocada pelas Sombras) por Dimitri Belikov - Capítulo 20


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Categorias Academia de Vampiros (Vampire Academy)
Personagens Adrian Ivashkov, Dimitri Belikov, Personagens Originais, Rosemarie "Rose" Hathaway, Stan Alto, Vasilisa "Lissa" Dragomir
Exibições 10
Palavras 1.204
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Escolar, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 20 - Capítulo 20



Saímos andando apressadamente para a pista de decolagem. Nossas bagagens já haviam sido encaminhadas para lá. No caminho, fiquei quieto, ainda com as palavras de Rhonda em minha mente. Ela tinha razão. A  todo momento algo que eu valorizava era colocado em perigo. Hoje, durante o julgamento de Victor, eu tive um exemplo disso. Ele podia ter arruinado com a minha vida em poucos minutos. Toda a minha carreira de guardião, tudo que eu me preparei e lutei para ser e conseguir, podia ter sido destruído, sem formas de conserto. E ainda tinha Rose. Eu a observei caminhando ao meu lado, também em silêncio e senti meu coração apertar. Eu a amava muito e sabia que não podia ficar com ela, mas e se Rhonda tivesse se referindo a isso? O que o futuro nos reservaria? Quanto tempo eu ainda teria com Rose ao meu lado? Eu poderia viver o resto da minha vida sem sequer ter tentado fazer com que desse certo?
Chegamos próximo ao avião e Lissa se afastou de nós, indo encontrar Christian. Rose olhou para mim, como se ela estivesse esperando somente por isso para falar: ficar sozinha comigo.
“Você ainda está pensando no que Rhonda lhe disse? Aquela mulher é uma vigarista.”
Aquela maneira espontânea que Rose tinha de falar me distraiu um pouco da tensão que eu sentia “Porque você diz isso?” falei, parando próximo ao avião. Estava muito frio ali fora, mas tínhamos que aguardar autorização para o embarque.
“Por que ela não nos disse nada! Você precisava ter ouvido o que ela falou sobre o meu futuro. Foi apenas uma frase e dizendo o óbvio. Lissa teve mais sorte, mas não foi algo tão profundo. Rhonda disse que ela será uma grande líder. Falando sério, não é muito difícil descobrir isso.”
Eu dei um pequeno sorriso. Só mesmo Rose para me distrair daqueles pensamentos que começaram a me assombrar. Ela precisava conhecer mais da vida e das coisas ocultas que nos cercavam. Principalmente quando se trata de previsões sobre o futuro. Nem sempre o que parece óbvio é o que estamos vendo. Isso pode estar revelando um momento chave para nós no futuro, enquanto só estamos conseguindo associar a previsão ao momento presente.
“Você teria acreditado se ela tive lhe dado uma leitura mais interessante?”
“Talvez se fosse boa...” Eu sorri novamente e então ela acrescentou “mas você levou a sério. Porque? Você realmente acredita nesse tipo de coisa?”
“Não é que eu acredite... ou que não acredite” falei puxando o gorro que eu usava mais para baixo, para cobrir minhas orelhas. O frio era muito grande. “Eu só respeito pessoas como ela. Elas têm acesso a um conhecimento que outras pessoas não têm.”
“Ela não é uma usuária do espírito. Então, eu não tenho certeza de onde ela consegue ter esse conhecimento. Eu ainda acho que ela é uma farsante.”
“Na verdade, ela é uma vrăjitoare.”
“Uma... uma o quê? Isso é russo?”
“Romeno. Bem, quer dizer, não tem uma tradução. ‘Bruxa’ é o mais próximo, mais ainda não é certo. A ideia de bruxa não é a mesma dos americanos.”
Rose me olhou de forma pensativa, sua expressão dizendo que ela estava se interessando por aquele assunto. Então eu continuei falando, era uma forma de me distrair da preocupação que aquela leitura tinha deixado em mim.
“Minha avó era como Rhonda. Quer dizer, ela praticava as mesmas artes. Em questão de conselhos, elas são muito diferentes.”
“Sua avó era uma v- tanto faz?”
“Se chama outra coisa em russo, mas tem o mesmo significado. Ela costumava ler cartas e dar conselhos. Era como ela ganhava a vida.”
Um ar de constrangimento passou pelo rosto de Rose. Acho que ela estava revendo o conceito dela sobre vigaristas.
“Ela acertava? Em suas predições?” ela perguntou me olhando de forma desconfiada.
“Às vezes. Não me olhe desse jeito.”
"De que jeito?"
“Você tem no seu rosto um olhar que diz que você acha que eu estou me iludindo, mas você é educada demais para falar algo a respeito.”
Ela realmente estava me olhando de forma incrédula. Era como se ela não pudesse acreditar que alguém racional como eu me deixasse levar por uma coisa tão sem fundamento. Mas ela não sabia que muitas coisas construíam nossas crenças ao longo da vida.
“Se iludindo é meio pesado. Eu só estou surpresa. Só isso. Eu nunca esperei que você acreditasse neste tipo de coisa.”
“Bem, eu cresci com isso, então não me parece totalmente estranho. Mas como lhe disse, não tenho 100% de certeza.”
Um protesto de Adrian junto do avião cortou nossa atenção. Só então percebi novamente que tinha outras pessoas próximas a nós. Por um momento tive a impressão que só tinha e eu e Rose ali. Até o frio que estava fazendo pareceu diminuir, na presença dela.
“Eu também nunca pensei que você tivesse uma avó viva. Quero dizer, obviamente você teve. Mas ainda assim... é estranho pensar em você vivendo com uma. Era estranho ter uma avó bruxa? Assustador? Ela ameaçava lançar um feitiço, caso você se comportasse mal?”
“A maior parte do tempo ela só me ameaçava me deixar de castigo no quarto.”
“Isso não me parece muito assustador para mim.”
“É porque você não a conhece.”
“Ela ainda está viva?”
“Sim. É necessário mais do que a idade para matá-la. Ela é durona. Na verdade, ela foi uma guardiã por muito tempo.”
“Verdade? Então ela desistiu porque – hum, para tomar conta dos filhos?”
“Ela tem ideias muito fortes sobre família – ideias que provavelmente soariam machistas para você. Ela acredita que todos os damphirs deveriam treinar e tornarem-se guardiões, mas todas as mulheres deveriam voltar para casa para criar seus filhos.”
“Mas não os homens?”
“Não. Ela acha que os homens deveria ficar e matar os Strigois.”
“Humm...” Rose ficou pensativa por um momento e acrescentou uma piada “Então você teve que ir. As mulheres da sua família lhe expulsaram.”
Eu tive que sorrir. Minha mãe jamais me mandaria embora. “Dificilmente, minha mãe me aceitaria de volta em um segundo, se eu resolvesse voltar para casa.”
 Eu continuei sorrindo, ao lembrar da minha mãe. Como eu sentia saudades de casa, e tudo aumentava pelo fato de não poder voltar. Elas não viviam em um ambiente que eu aprovava. Eu preferia que as mulheres da minha família tivessem o mesmo comportamento de Janine. Que tivessem filhos, tudo bem, mas que seguissem a carreira de guardião. Era bem melhor do que ficar 'recebendo' Morois que nunca as valorizavam.
Não muito longe, ouvi Adrian reclamar novamente do frio, querendo embarcar logo. Realmente estávamos congelando ali, então fomos autorizados a entrar no avião, repetindo praticamente a mesma disposição dos acentos da viagem de ida. Exceto que Lissa sentou perto de Rose, contando para todos as novidades do encontro delas duas com a rainha. Falou como Rose tinha sido elogiada pela sua bravura em atacar os Strigois e dos planos que a rainha tinha em mandar Lissa para Lehigh, após a formatura. Eu não prestei muita atenção na conversa deles, mas pude perceber que, pelo tom de Rose, a sua visita à rainha não tinha sido nada boa. Provavelmente estava longe da sessão de elogios que Lissa tinha narrado.



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