História Shadow Kiss (Tocada pelas Sombras) por Dimitri Belikov - Capítulo 21


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Categorias Academia de Vampiros (Vampire Academy)
Personagens Adrian Ivashkov, Dimitri Belikov, Personagens Originais, Rosemarie "Rose" Hathaway, Stan Alto, Vasilisa "Lissa" Dragomir
Exibições 12
Palavras 1.156
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Escolar, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 21 - Capítulo 21



O avião começou a decolar e assim que ganhou os ares, ouvi a voz estridente de Rose vinda de lá de trás.
“Filho da mãe!” ela exclamou, com um gemido. Eu me virei, olhando por cima dos bancos.
“Você está sentindo dor de novo?” Lissa perguntou preocupada.
“Você sempre teve problemas para voar?” Adrian perguntou, acenando para a aeromoça lhe trazer uma bebida, como sempre.
“Nunca. Droga, eu não quero passar por isso de novo.” Ela falou por entre os dentes. Realmente, era algo muito estranho. Ela estava muito bem, poucos minutos atrás, enquanto conversávamos e agora, estava sentindo dor novamente. Não era algo normal. Eu já tinha viajado de avião com ela algumas vezes e nunca tinha visto ela passar por isso. O silêncio veio de lá de trás e eu assumi que eles tinham deixado Rose descansar um pouco.
Passei boa parte do voo ainda pensando nas palavras de Rhonda e relembrando de alguns acontecimentos da minha vida e minha família. A conversa com Rose tinha trazido velhas memórias e eu senti um certo saudosismo em mim.
Algumas horas se passaram, quando uma das aeromoças veio até Alberta.
“Qual o problema?” ela perguntou atenta.
“Uma tempestade de granizo passou pela área. Não poderemos pousar em St. Vladmir porque a pista está inacessível, por causa do gelo e do vento. No entanto, precisamos de combustível, então iremos pousar em Marinville Regional, um pequeno aeroporto a poucas horas de distância de carro da Academia, mas eles não foram muito afetados. Assim sendo, iremos pousar lá, para abastecer e esperar que eles limpem a pista. Fica a menos de uma hora por ar.”
Não era uma notícia boa, mas não era algo que podíamos controlar. Todos foram orientados a colocarem os cintos e se prepararem para o pouso. Mas assim que o avião tocou o solo, algo terrível aconteceu. Rose começou a gritar descontroladamente. Eu me levantei em um impulso e corri até a fileira onde ela estava, pouco me importando que o avião ainda estivesse em movimento. Lissa estava ao seu lado, apavorada, segurando seu braço e perguntando o que estava acontecendo. Rose parecia não ouvir e também parecia não ver o que tinha à sua volta. Seus olhos estavam estreitos, e ela fazia movimentos com as mãos, como se quisesse espantar algo que estava à sua frente. Mas não havia nada a não ser a poltrona do avião.
Sua expressão era de intensa dor misturada com pânico e desespero. Sua voz era apavorada quando começou a gritar novamente “Faça eles irem embora! Faça eles irem embora!”
Eu me abaixei até ela, chamando seu nome, na esperança dela responder, mas foi inútil. Em uma atitude desesperada, ela tentou freneticamente desatar seu cinto de segurança, com as mãos tremendo, em descontrole. Eu realmente não sabia o que pensar, não sabia se quer imaginar o que era aquilo que estava acontecendo, que estava se passando com ela. Não sabia que tipo de surto era aquele, só sabia que aquilo tinha mandado meu controle pelos ares. Eu senti meu corpo todo tremendo e não sabia o que fazer para ajudar. Não me importei com as outras pessoas que estavam lá, mas também acho que todos estavam tão preocupados com Rose que pouco se importaram se eu estava agindo de forma desesperada ou não. Eu a segurava pelos ombros, tentando trazê-la de volta ao mundo real, mas nada parecia adiantar. Ela começou a levantar os braços e a se mexer ainda mais descontrolada, em uma luta inútil contra o invisível. Ela se debatia e eu não conseguia mantê-la parada em seu assento.
Ela não respondia ao nosso chamado e, a cada momento, se tornava pior. E então, de repente, ela parou, tombando para o lado, inconsciente. Ela havia desmaiado.
'Você perderá o que mais valoriza'. A voz de Rhonda ecoava em minha mente. Será que ela estava se referindo a Rose? Será que ela se referia a este momento? Um silêncio cortante tomou conta do avião, todos olhavam apreensivos para ela. Todos pareciam em choque e sem reação diante daquele fato. Inclusive eu. Logo, voltei a mim e segurei o rosto dela, com as duas mãos.
“Rose? Rose? Acorde, Rose” falei, tentando me controlar. Ela permaneceu desmaiada.
“Ela está inconsciente, você não pode ver?” Adrian falou atrás de mim, sem a sua usual arrogância.
“O que vamos fazer? O que está acontecendo?” Lissa falou em meio às lágrimas.
“Precisamos de um médico. Alguém chame um médico!” Alberta falou para a aeromoça.
“Não podemos chamar um médico. Estamos em um aeroporto humano. Eles provavelmente têm um posto médico ou uma enfermaria, mas iriam querer interná-la em um hospital humano. Isso não seria bom.” O piloto do avião falou, com sua voz perfeita e controlada, apesar do seu rosto passar um pouco de preocupação.
“Eu tenho alguma noção de primeiros socorros, podemos realizar alguns procedimentos” falei, tentando parecer calmo, mas por dentro, o temor me consumia.
Rapidamente, forcei minha memória em busca dos procedimentos corretos para aquele caso. Realizei algumas manobras, abaixando a cabeça de Rose, o que a fez acordar, mas logo ela desmaiava novamente. Isso se repetiu várias vezes, enquanto estávamos em terra. Quando recebemos autorização para voar, optamos por deitar a poltrona e deixar tudo nas mãos da Dra. Olendzki, quando pousássemos na Academia. A poltrona dela foi inclinada ao máximo e eu me sentei ao seu lado, segurando um balão de oxigênio disponibilizada pela aeromoça. Lissa se sentou na poltrona da ponta, na fileira ao lado, com o rosto franzido de preocupação.
Eu mal conseguia conter meus sentimentos dentro de mim. Eu não conseguia imaginar o que ela tinha e nem conseguia medir a gravidade de tudo aquilo. A viagem para a Academia foi quase interminável. Quando chegamos, já tinha uma maca esperando por Rose na pista. Ela foi levada imediatamente para a clínica médica. Lissa queria vir conosco, mas Alberta achou melhor não permitir isso. Ela não queria chamar a atenção dos outros estudantes e aconselhou que Lissa fosse para o seu dormitório.
A Dra. Olendzki a levou para fazer alguns exames e eu e Alberta aguardamos na sala de espera. Eu olhava fixamente para a linha do piso, tentando afastar os maus pensamentos, até que finalmente, a médica apareceu na sala.
“Bem, em exames clínicos, seus reflexos sensoriais e motores estão perfeitos. Não existe alteração alguma. Aparentemente não existe uma causa física para este surto. Vamos mantê-la aqui até que ela acorde e façamos alguns outros exames complementares. Por enquanto, vamos esperar.” Ela falou calmamente.
Então fomos para a enfermaria onde Rose dormia e esperamos, mas não por muito tempo. Logo, que a Dra Olendzki começou a verificar seu pulso, ela acordou. Seus olhos estavam atentos, observando tudo. Nós nos aproximamos, e eu senti a apreensão tomar conta de mim, como eu queria que ela acordasse sem sequelas.
“Olá Rose. Como está se sentindo?” perguntou a médica.
“Ótima” ela respondeu olhando para mim e para Alberta.



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