História Shadow Kiss (Tocada pelas Sombras) por Dimitri Belikov - Capítulo 22


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Categorias Academia de Vampiros (Vampire Academy)
Personagens Adrian Ivashkov, Dimitri Belikov, Personagens Originais, Rosemarie "Rose" Hathaway, Stan Alto, Vasilisa "Lissa" Dragomir
Exibições 16
Palavras 1.199
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Escolar, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 22 - Capítulo 22



Alberta limpou a garganta com um pigarro “Podemos?”
A Dra. Olendzki olhou para nós, acenando com a cabeça. Nós nos aproximando e eu pude olhar para Rose e constatar que ela estava bem. A onda de alívio que passou por mim era indescritível.
“Rose...” Alberta começou falar hesitante. Era raro para ela ficar em uma situação com qual não sabia lidar. Claramente ela não sabia sequer como começar, então assumi.
“Rose, o que aconteceu lá? E não diga que não foi nada dessa vez.” Falei antes que ela pudesse dizer qualquer coisa. Eu sabia que ela iria querer parecer forte, mas neste caso, tudo estava além disso. Estávamos falando com um surto sem causas físicas.
“Só queremos ajudar você” a Dra. Olendzki acrescentou, empurrando seus óculos que estavam na ponta de seu nariz.
“Eu não preciso de ajuda. Eu estou bem”
“Você estava bem enquanto estávamos no ar. Mas quando pousamos, definitivamente, você não estava bem.” Alberta falou.
“Estou bem agora.” Rose respondeu friamente, sem olhar para nós.
“O que aconteceu, então?” Alberta continuou interrogando “Porque você gritou? O que você quis dizer quando disse que nós precisamos fazer ‘eles’ irem embora?”
Eu achei que Alberta estava sendo muito dura com ela. Rose não respondeu nada. Ficou pensativa por poucos segundos e, surpreendentemente, ela nos olhou com os olhos cheios de lágrimas. Ela novamente estava chorando e eu pude perceber que o motivo era o mesmo que a afligia quando conversamos depois da reunião do comitê dos guardiões.
“Rose,” eu murmurei perto dela, da forma mais suave que pude “por favor.”
Sua expressão mudou completamente e toda a dureza que ela ainda tentava transmitir se quebrou. As lágrimas saíam descontroladamente de seus olhos e ela olhou fixamente para o teto. Ver Rose tão triste assim fez meu coração se desmanchar no meu peito. Como eu queria fazer passar aquilo que estava a atormentando. Eu odiava olhar para ela e ver a dor em seus olhos. Tive que controlar a vontade de ir até ela e abraçá-la. Eu estava apreensivo com a explicação que ela daria por aquilo, mas quando ela começou a falar, definitivamente não era o que eu esperava.
“Fantasmas.” Ela sussurrou “Eu vi fantasmas.”
Aquilo surpreendeu, não só a mim, como a todos que estavam na enfermaria. O silêncio pairou por alguns momentos. Eu esperava por qualquer coisa, menos por aquilo. Então comecei a juntar as peças. A conversa com o padre Andrew voltou até mim. Ela estava sentindo isso há algum tempo. Não era possível. Fantasmas não existiam. Ao mesmo tempo, Rose não estava inventando nada. Ela não tinha nenhum vestígio de que estava brincando. Ela realmente achava que estava vendo fantasmas e isso estava a afligindo muito.
“C-como assim?” A Dra. Olendzki perguntou vacilante.
Rose engoliu. As lágrimas ainda brotavam de seus olhos e seus lábios tremiam “Ele tem me seguido nas últimas semanas. Mason. Pelo campus. Eu sei que parece loucura – mas é ele. Ou o seu fantasma. Foi isso que aconteceu com Stan. Eu congelei porque vi o Mason lá e não soube o que fazer. No avião... eu acho que ele estava lá também... e outros. Mas eu não conseguia ver ele quando estávamos no ar. Só deslumbres... e a dor de cabeça. Mas quando pousamos em Martinville, ele estava com sua forma completa. E – e ele não estava sozinho. Outros estavam com ele. Outros fantasmas.” Outra lágrima escapou dos seus olhos e ela limpou rapidamente. Ela nos olhou apreensiva, certamente com medo das conclusões que tiraríamos da sua explicação.
Eu não acreditava em fantasmas, mas eu acreditava em Rose. Ela não estava mentindo. Ela realmente pensava que tinha visto fantasmas e aquilo era verdade. Tinha que ter uma causa para isso. Eu precisava que ela nos desse mais detalhes, eu realmente queria ajudar de qualquer maneira que fosse.
“Você os conhecia?” perguntei, atraindo o seu olhar.
“Sim... eu vi alguns dos guardiões de Victor e as pessoas do massacre. Os... os familiares de Lissa também.”
Novamente, eu acreditava nela. Eu não sabia explicar como, mas eu acreditava piamente em seu relato, muito embora meu lado racional ainda me dizia que deveria existir uma explicação lógica para isso. Ninguém disse nada e nós nos olhamos, de forma questionadora.
“Posso falar com vocês dois em particular?” a Dra. Olendzki falou, nos olhando.
Nós saímos da enfermaria e fechamos a porta atrás de nós. Imediatamente a expressão da Dra. Olendzki se modificou e se tornou extremamente dura. Se a situação fosse outra, eu diria que ela parecia uma professora brigando com alunos que fizeram bagunça na sala.
“É óbvio o que está acontecendo. Aquela pobre garota. Ela está passando por um estresse pós traumático, e não é de se admirar, depois de tudo que o aconteceu” Sua voz era altamente irritada.
“Você tem certeza? Talvez seja outra coisa...” Alberta falou bastante hesitante. Com eu, ela parecia não conseguir encontrar uma explicação melhor para tudo.
“Vejam os fatos: uma garota adolescente que presencia seu amigo ser assassinado e depois tem que matar o seus assassinos. Vocês não acham que isso é traumático? Vocês não acham que isso teve um mínimo de efeito nela?”
Realmente, nós cobrávamos muito de Rose. Cobrávamos que ela fosse dedicada, disciplinada, forte, invencível. Esquecíamos que ela era apenas uma menina que estava começando a vida. Ela era muito jovem e já tinha vivido mais tragédias que muitos guardiões. Nós deixamos com que ela passasse por todos os últimos acontecimentos sem qualquer orientação, lidávamos como se tudo fosse natural. Por mais que fosse a realidade para a maioria dos guardiões, definitivamente não era o natural.
“Tragédia é algo com o que todos os guardiões têm que lidar.” Alberta falou refletindo parte dos meus pensamentos. Mas não foi uma colocação feliz dela. Ser um guardião não queria dizer que estávamos imunes a traumas.
“Talvez não tenha muito que possa ser feito com os guardiões em campo, mas Rose ainda é uma estudante nossa. Existem recursos que podem ajudá-la.”
Aquelas palavras dela me encheram de esperança. Qualquer coisa que pudesse ajudar a Rose era bem vida, então, perguntei rapidamente “Como o quê?”
“Aconselhamento. Falar com alguém sobre o que aconteceu pode ser muito bom para ela. Vocês deveriam ter feito isso assim que ela voltou. Deveriam ter feito isso também pelos outros que estavam com ela. Porque ninguém pensa nessas coisas?”
Era isso. A Dra. Olendzki tinha chegado em um ponto que me parecia totalmente condizente com todo ocorrido. Rose havia passado por um trauma e precisava de ajuda profissional, nada melhor então do que ter aconselhamentos com uma psicóloga. Isso iria fazer muito bem a ela.
“É uma boa ideia. Ela poderia fazer isso no seu dia de folga” falei sentindo a esperança crescer em mim, ela teria um tratamento adequado.
“Dia de folga? Ela deveria fazer todo dia. Vocês deveriam retirá-la da experiência de campo. Ataques de falsos Strigois não é a forma correta de se recuperar de um ataque real.”
“Não!” Rose falou, entrando abruptamente na sala. Era óbvio que ela não iria ficar quieta esperando, enquanto debatíamos sobre sua vida. Ela estava ouvindo atrás da porta e se moveu em um impulso, só depois dando conta que tinha se denunciado.



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