História ShadowElements - Interativa - Capítulo 4


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.701
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Romance e Novela, Super Power, Violência

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi, oi! Queria dar um aviso! Se o capítulo do seu personagem não saiu ainda é porque eu vou explicar a história de cada um, mas na ordem que foram enviadas as fichas. Obrigada por esperarem!
Espero que gostem do capítulo! (espero que não tenha ficado mt curto)
Ki-chan ficará MUITO feliz nesse cap.

Capítulo 4 - Hiroshima Nagaki - part two


Fanfic / Fanfiction ShadowElements - Interativa - Capítulo 4 - Hiroshima Nagaki - part two

- Essa carta é da escola, Ki?

- Não. Hoje a gente teve aquele passeio e um cara da empresa falou pra eu te entregar.

- Um cara da empresa?

Ela abriu a carta, sentou no sofá e começou a ler. Ela começou a chorar, mas Hiro não sabia o motivo. Queria ajudar, mas decidiu dar algum espaço para sua mãe. Algum tempo depois, Hiro ouviu sua mãe lhe chamar. Ela levantou de sua cadeira e foi até a sala.

- Ki, se o papai estivesse aqui você estaria mais feliz?

Hiro não entendeu a pergunta. Pensou um pouco e respondeu com toda a sinceridade:

- Sim. Se fossemos uma família completa, sim, eu estaria mais feliz. Por quê?

-Nada não. Só estava refletindo.

A partir daquele dia sua mãe começou agir estranho. Não era mais ela mesma. Seus sorrisos não transmitiam felicidade, só preocupação. Hiro tentou de tudo para fazer sua mãe sorrir de verdade, mas seus esforços não resultaram em nada. Passaram-se meses, depois de sua mãe ler a carta e mesmo assim ela continuava com o mesmo comportamento. Até que um dia bateram na porta de sua casa. Hana atendeu a porta e ficou surpresa com o que viu. Hiro foi pra a entrada da casa e também surpresa viu Sr. Greenfield parado em frente a sua mãe. A atmosfera começou a ficar pesada, Hiro não conseguiu fazer mais nada além de ficar parada ali, olhando.

- Eu gostaria de falar com você, Hana.

- Eu já disse que não quero, Richard. Volte para sua vida luxuosa.

Hiro logo percebeu que se conheciam e descobriu o motivo do Sr.Greenfield ficar olhando para ela o passeio inteiro. Nem todos sabiam, mas ela era muito parecida com a mãe, e provavelmente ele ficou chocado quando a viu.

- Ummm... Mãe, você conhece ele?

Hana olhou para Hiro, mas quando ia falar alguma coisa o homem a interrompeu.

- Olá, Hiro. É bom te ver de novo.

- De novo?

Hana ficou encarando Hiro, com olhar de “você não me contou nada sobre isso. Hiro só conseguiu dizer:

- Eu o conheci no passeio. Ele é o dono da empresa que a minha escola visitou, foi ele que te mandou a carta.

- Por favor, Hana. Eu só quero conversar.

- Tudo bem. Entre.

Ele foi entrando e Hana o conduziu até a sala de visitas. Disse que iria preparar um chá e foi até a cozinha. Hiro a seguiu. Quando chegou a cozinha viu sua mãe fazendo um chá, com uma expressão muito preocupada. Hana percebeu que Hiro estava ali e perguntou:

- Você o conheceu no passeio da escola?

- Sim. Eu perguntei se ele te conhecia, mas ele não respondeu.

- eu quero que enquanto eu estiver conversando com ele, voe para o seu quarto e faça sua lição.

- Sim, mamãe.

Foi rapidamente para o quarto, e se jogou em sua cama. Ela não tinha lição, pois já tinha feito então só ficou imaginando coisas desnecessárias. No final ela desobedeceu à mãe e sem fazer barulho nenhum foi até a sala onde os adultos conversavam. Encontrou sua mãe sentada em uma poltrona em frente ao Sr. Greenfield, os dois com expressões muito sérias.

- Richard, eu já disse tudo o que eu tinha para dizer. Já me desculpei por não ter contado. Então volte para casa.

- Hana, se você casar comigo poderemos finalmente ser uma família feliz. Por favor, eu quero que a Ki seja feliz. Quero que a minha filha seja feliz.

Casar? Filha? O que estava acontecendo? Do que eles estavam falando? Não entendia mais nada até que escorregou em algo e caiu no chão fazendo muito barulho. Seu plano foi arruinado, não ia mentir, pois não tinha como. Sua mãe se levantou da poltrona e quando viu Hiro no corredor caída fez uma cara de decepcionada.

- Ki, eu não te falei que era pra você ficar no seu quarto? (ela gritou)

Ela nem quis responder. Ficou quietinha, com vergonha de si mesma, por desobedecer a sua mãe. Nunca tinha visto ela tão irritada. Logo, Sr. Greenfield levantou da poltrona e se juntou as duas.

- O que aconteceu? Você está bem, Ki? Hana, não assuste a pequena.

De onde ele havia tirado aquele apelido? Só sua mãe lhe chamava assim, e mais ninguém. Ele acha que tem tanta intimidade com uma pessoa que só viu duas vezes? Respondeu indignada:

-Não aconteceu nada. Eu estou bem.

Saiu e foi direto para o seu quarto pensar sobre o que tinha ouvido. Algumas horas depois ela ouviu os passos de sua mãe. Ela bateu na porta e a abriu.

- Ki, o jantar está pronto. Você quer comer aqui ou lá embaixo?

- Eu vou comer lá embaixo.

Mesmo que tivesse brigado com sua mãe não podia a deixar sozinha, foi ela que se esforçou todos esses anos para cuidar de Hiro. Desceu as escadas e foi calmamente até a cozinha. Chegou lá e viu sua mãe servindo dois pratos de sopa.

-Oi, amorzinho. Eu já te servi, ok?

Não respondeu nada, não sabia se sua mãe ainda estava brava ou não.

- Ki, eu não quis gritar com você aquela hora. Eu só estava um pouco estressada e descarreguei em você, por favor, me perdoe.

Ela olhou para sua mãe e teve vontade de chorar, mas ainda assim não se deixou levar pelo momento. Precisava perguntar algo muito importante.

- Claro que perdôo. Quero que responda algumas perguntas.

Sua mãe olhou para ela seriamente e respondeu:

- O que você quiser perguntar, meu anjinho.

-Como você conhece aquele cara?

- Eu vou te contar tudo, mas você tem que me prometer que vai ouvir.

- Prometo.

Hana contou tudo à filha. De como tinham se conhecido, como eles se amavam naquela época, o que aconteceu para eles se separarem, porque ela nunca havia contado que tinha tido uma filha. Falou também sobre o casamento. No final Hiro falou:

- Enquanto você estiver feliz, eu estou feliz. Se você não quer casar com ele, tudo bem.

Hana olhou para filha e lágrimas começaram a sair de seus olhos. Ela amava aquele pequeno tesouro de cabelos vermelhos.

Passaram se dois meses desde aquele acontecimento e novamente Sr. Greenfield veio à casa das Nagaki. Pedindo a mesma coisa. Toda vez que ele ia lá Hiro parecia mais feliz, tomou a decisão pelo seu tesourinho.

- Essa é a última vez que você vem aqui.

- Hana, você sabe que mesmo que você me proíba...

- Eu aceito.

- Eu vou continuar... Espera, o que?

- Eu disse que aceito.

No corredor Hiro começou a dar pulos de alegria. Ela gostava de seu pai, começou a conhecê-lo a partir do da primeira vez que ele pediu sua mãe em casamento. Toda vez ele lhe trazia uma coisa diferente. Sabia também que no fundo do coração que sua mãe queria ter aceitado na primeira vez que o viu,mas a verdade é que ela só não concordou porque seu orgulho estava ferido, e ela estava chateada.

Alguns meses depois...

Finalmente tinha chegado o dia. O dia mais feliz da vida de Hiro, o dia em que sua família estaria completa e feliz. Seus pais estavam se casando e ela seria a entregaria o buque de flores a sua mãe. Ela entrou com o buquê e viu sua mãe no alto do altar. Ela estava linda enfeitada com rosas vermelhas, ela era a pessoa mais linda naquela igreja. Mesmo que Hiro não gostasse de lugares barulhentos, naquele momento não se importava tanto. Quando o sua mãe jogou o buquê para trás, por incrível que pareça caiu nas mãos de Hiro.


- Parabéns, meu amorzinho. Você é a próxima a casar.


Ela disse com um sorriso suave e doce. Hiro chorava como um bebe não conseguia conter aquela felicidade.


Passaram-se alguns meses desde que ela havia se mudado para a casa de seu pai. Sua vida era uma festa. Todo dia acordava e via seus pais felizes. Ela não queria que nada mudasse, ali era o paraíso. Logo seus pais decidiram fazer uma viagem de lua de mel. Hiro não ligou muito pro fato de que iria ficar sozinha, só queria que seus pais ficassem felizes.


Chegou o dia da viagem. Hiro disse adeus a seus pais e foi para dentro do prédio, subindo até a cobertura, que era onde morava. Chegando lá começou a chorar. Não queria ficar sozinha. Além do mais, tinha um pressentimento que essa viagem não ia dar certo, mas não contou aos seus pais porque eles pareciam estar tão felizes.


Param-se alguns dias. Rapidamente passaram as duas semanas da viagem de seus pais. Passou-se mais uma semana. Eles não tinham chegado ainda, era para a viagem já ter acabado. Hiro achou aquilo muito estranho. Mas naquele mesmo momento alguém bateu na porta. Ela abriu e viu dois homens de sobretudos pretos parados na frente da porta. Os dois olharam pra ela. Ela estava com medo. Foi quando um deles resolveu falar:


-Você se chama Hiroshima Nagaki, senhorita?


-Sim. O que vocês querem?


-Nós somos da polícia de Phoenix. Eu sou o oficial Patterson. E esse é o oficial Allen.


Os dois mostraram os distintivos. E continuaram me olhando.


-Eu fiz alguma coisa de errado?


-Não.  Gostaríamos de conversar. Podemos entrar?


Nem esperaram ela responder e já foram entrando. Sentaram nas poltronas da sala e esperaram Hiro sentar também. Ela foi lentamente até a sala e sentou. Ela estava com um mau pressentimento, pois eles estavam com uma expressão muito séria.


-Nós temos que lhe informar que houve um acidente. Envolvendo seus pais, que infelizmente não sobreviveram ao acidente de carro.


Ao ouvir aquilo Hiro paralisou. Não conseguia pronunciar uma palavra. Não entendia o que aquilo estava acontecendo.


-Nós entendemos que deve ser difícil, mas...


-Vocês estão mentindo! Isso não pode ser verdade!


-Nós não estamos mentindo. Precisamos fazer você passar por alguns procedimentos para ir para o orfanato.


Aquela única informação não podia ser aceita por Hiro. Não conseguia acreditar. Não queria acreditar. Era muita informação para uma garotinha de sete anos.


Hiro começou a ficar tonta e sua visão embaçou. Em poucos segundos ela já não via mais nada que estava na sua frente. Só conseguia ouvir as vozes dos policiais, que cada vez mais se distanciavam.



Notas Finais


Espero realmente que tenham gostado! Deem suas opiniões e críticas nos comentários. Obrigada por lerem!
Beijo da Fox >.<


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