História Shadowhunter - A Queda dos anjos - Capítulo 18


Escrita por: ~

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Categorias Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Clary Fairchild (Clary Fray), Hodge Starkweather, Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Jocelyn Fairchild, Magnus Bane, Raphael Santiago, Simon Lewis, Valentim Morgenstern
Tags Ação, Alexander, Aventura, Caçador De Sombras, Clace, Clary Fray, Climon, Drama, Herondale, Instrumentos Mortais, Isabelle, Jace, Lightwood, Luta, Magia, Magnus Bane, Malec, Romance, Shadowhunters, Simon, Sizzy, Valentine, Wayland
Visualizações 200
Palavras 4.074
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Slash, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Último capítulo para vocês :[
Espero que gostem.
Boa leitura ♥

Capítulo 18 - Capítulo XVI - Epílogo - Parte III - FIM


Fanfic / Fanfiction Shadowhunter - A Queda dos anjos - Capítulo 18 - Capítulo XVI - Epílogo - Parte III - FIM

Shadowhunters, Epílogo - Parte III - O Fim

O Sol estava crescendo no vasto céu da manhã dando adeus as estrelas. Podiam-se ouvir pequenos pássaros voando para fora de seus ninhos para buscarem alimento para seus filhotes. As grandes casas do bairro começavam a abrirem suas janelas, suas portas, dando boas-vindas ao novo dia que havia chego, e com isso várias crianças corriam para a rua sem pensar duas vezes, apenas queriam aproveitar o máximo para brincar nesta manhã ensolarada em Nova Iorque enquanto seus pais iam trabalhar para arranjar sustento a elas.

Alexander estava deitado em sua cama.

— Alec, acorde. — Gritou uma voz ecoando por toda aquela extensa rua.

— Que horas são? — Murmurou com dificuldade enquanto abria seus olhos lentamente e sentava-se na grande cama coberta por lençóis brancos com fios de ouro.

— Não importa que horas são, você quer se atrasar para seu casamento? — Perguntou invadindo o quarto no mesmo instante encostando a porta contra a parede.

— Isabelle, acalme-se, até parece que é você quem vai casar hoje. — Ele deu uma breve risada olhando-a de baixo a cima, ela estava usando um perfeito vestido de dama de casamento de cor branca — Você está mais nervosa do que eu.

— Lógico, meu irmão que nem sorria anos atrás irá se casar e me abandonar nesta grande casa. — Ela respondeu jogando-se na cama caindo ao lado de seu irmão que estava sentado — Essa casa irá ficar tão chata sem você. — Admitiu olhando-o nos olhos enquanto sorria.

— Você está me aturando aqui desde o fim da guerra — Ele retrucou no mesmo momento retribuindo o sorriso — Deveria estar agradecendo que finalmente poderá ter essa casa inteira para você.

— Lógico que não iria agradecer, você é meu irmão e nada mudará isso — Interrompeu de imediato enquanto sentava-se ao seu lado, levou seu rosto de encontro ao ombro dele completamente exposto, pois ele não usava camiseta neste momento — Sempre sentirei sua falta nesta casa, você pode bagunça-la todos os dias, eu posso me irritar completamente e quase travamos uma batalha em nossa sala, mas você é meu irmão, Alec. — Completou perdendo o sorriso em seu rosto — Só de pensar que amanhã acordarei e não te verei nessa maldita cama dormindo até dois do horário... Isso me deixa triste, mas ao menos você estará sendo feliz, e você merece isso.

— Eu te amo, irmã. — Ele respondeu com seus olhos já vermelhos, apenas abriu seus grande braços e a reconfortou em um abraço calmo e sereno — Irei te visitar todos os dias, nunca irá se livrar de mim.

— Eu também te amo, irmão... — Murmurou deixando pequenas lágrimas pingarem no corpo dele — Eu estou tão orgulhosa... você se tornou o que eu sempre sonhei — Completou arrastando lentamente no peito dele tentando secar suas lágrimas, assim levantou seu rosto podendo olha-lo fixamente nos olhos — Espero que vocês sejam muitos felizes, e se você não me mandar uma mensagem no mínimo por dia eu irei atrás de vocês e iremos lutar — Rosnou de brincadeira começando a rir, e tendo-o rir junto de si.

— Ficarei feliz em lutar com você, mesmo que eu sei que irei vencer. 

— Só não te chamo para lutar agora por respeito ao seu casamento — Ela retrucou continuando a rir vendo-o estremecer — Agora vá se arrumar ou o casamento terá que ser cancelado, e ninguém quer nossos convidados enlouquecendo. — Completou levantando-se da cama e caminhando até a porta do quarto — Irmão... — Murmurou virando-se para ele.

— O que? — Ele perguntou olhando-a parada na porta derrubando algumas lágrimas de felicidade enquanto sorria sem parar.

— Lembre-se, apenas diga sim e viva sua vida. — Informou — E sempre se lembre que eu te amo, e qualquer coisa que precisar estarei no mesmo lutar te esperando de braços abertos.

— Eu também te amo, Isabelle. — Respondeu imediatamente, levantando-se da cama — Fico feliz de ter uma irmã que eu possa amar tanto, obrigado por me apoiar desde sempre.

— Você merece isso e muito mais, agora se arrume ou irei ter que te ameaçar, e infelizmente não queria fazer isso no dia de seu casamento — Rosnou com uma risada novamente olhando-o sorrir — Voltarei aqui em vinte minutos, quero te ver vestindo já seu terno — Completou dando as costas e saindo do quarto, assim encostou a porta.

— Eu realmente te amo, irmã... — Murmurou dando um sorriso discreto olhando a grande porta fechada enquanto sentia mil e um sentimentos circularem seu corpo fazendo-o viajar aos céus.

Ele olhou para o lado — Tinha uma grande poltrona de cor vermelha, em cima dela estava seu terno de casamento — Ele sorriu vendo-o, pois lembrou-se que usou o mesmo terno em seu casamento com Lydia Branwell, este foi o melhor dia de sua vida, pois foi a primeira vez que viu seu amado com outros olhos e conseguiu beijar o feiticeiro que balançou seu coração desde que se encontraram. 

 

[...]

 

Passaram-se poucos minutos...

— Alexander Ligthwood, se eu entrar neste quarto e você não estiver ainda com seu terno eu irei pegar meu chicote e te levar amarrado para o altar. — Ela gritou batendo com ferocidade na porta.

— Já estou saindo, se acalme. — Ele respondeu rapidamente.

— Contarei até três, já estou com a mão na espada. — Informou com um grito fulminante — Um — Gritou alto — Dois — Rosnou fazendo aquele pequeno corredor estremecer — Se eu falar um a porta vai fica no chão. 

Antes dela terminar de falar a porta abriu-se rapidamente. 

— Estou aqui, estou aqui, não me mate. — Ele implorou levantando seus braços para o alto fingindo uma cara de desespero que a fez rir.

— Você sabe que eu te levaria realmente amarrado para aquele altar, né? — Ela perguntou com uma risada siníca, ela escondia um braço atrás de suas costas — Na verdade eu já estava preparada para isso — Completou mostrando o que segurava em sua mão, era seu chicote mais cintilante e repleto de jóias, ainda mais do que o normal.

— Você não teria coragem de fazer isso, iria ter que me desmaiar para isso. — Ele respondeu ficando boquiaberto vendo-a completamente armada de cima a baixo, aquele pequeno vestido de dama virava uma maquina de guerra nas mãos de sua irmã.

— Eu também pensei nisso. — Interrompeu ele imediatamente enquanto levava sua mão até um pequeno bolso que ficava em seu vestido, e puxou de lá um pequeno frasco — Isso iria te desmaiar por algumas horas, tempo suficiente de eu te levar até lá. 

— Você está realmente triste que eu vou embora desta casa ou feliz? — Ele perguntou na mesma hora vendo-a segurar o chicote e um frasco que o desmaiaria em instantes — Está querendo que eu vá de qualquer forma.

— Lógico, eu sei que você é feliz ao lado dele, quero a todo custo que vocês fiquem justo, pois se você se sentisse pressionado iria acabar abandonando-o no altar, mas como eu sou uma irmã completamente amorosa e penso no futuro iria te levar amarrado. — Respondeu sorrindo para ele enquanto guardava seu chicote e a poção novamente em seu pequeno bolso — Vou guardar, pode ser que eu precise caso você fique nervoso e queira ir embora.

— Você é a melhor, Isabelle. — Ele interrompeu-a no mesmo momento guardando-a em um grande e forte abraço reconfortante — Acho que tenho a melhor irmã do mundo.

— Eu também acho que você tem a melhor irmã do mundo — Concordou dando uma risada breve —, mas acho que também tenho o melhor irmão do mundo que está quase se atrasando para o próprio casamento, então vamos.

— Tudo bem, vamos. 

 

[...]

 

Longe da casa dos Lightwood.

Era uma grande casa no centro da cidade. Ela ficava entre um dos shoppings mais famosos da região e de um dos supermercados mais sofisticados do bairro — A Casa era grande, junto do quintal que era extenso tendo vários brinquedos infantis na frente, era um grande playground que qualquer crianças sonharia em ter, mas o que mais chamava atenção era o tamanho da grande casa, tinha cerca de dois ou três andares e era completamente decorada de uma forma única.

Dentro dela ouvia-se um grande barulho.

— Mamãe, aonde vamos hoje? 

A Mulher olhou para o lado no mesmo momento vendo a criança mexer no controle da televisão sem parar enquanto aumentava-a a níveis críticos.

— Luke, abaixe a televisão, por favor. — Ela implorou de imediato.

— Mas, mamãe. — Murmurou fazendo um grande bico de desagrado encarando-a com seus olhos enchendo-se de lágrimas.

— Você irá ter que ir em uma casamento daqui a pouco, vista seu terno, ou irei chamar seu pai. — Ela resmungou de imediato — Vai lá, querido.

— Tudo bem. — Ele concordou, mas antes caminhou até sua mãe — Eu te amo, mãe. — Murmurou abraçando as pernas da mãe, já que ela estava sentada.

— Eu também te amo, filho, vá lá. — Ela admitiu sorrindo para ele vendo-o dar as costas e caminhar até seu quarto sem se queixar.

Ela se levantou no mesmo momento que ouviu a porta do quarto de seu filho se bater contra a parede, assim caminhou até um grande espelho que ficava ao lado da televisão. Olhou seu reflexo de cima a baixo — Seus cabelos ruivos estavam bem encaracolados, e um grande arco branco segurava sua franja impedindo-a de cair em seus olhos. Ela usava um perfeito vestido branco com detalhes em branco e seu salto era preto e completamente alto, deixando-a gigante, parecia estar indo para um grande baile de gala.

— Clary, preciso de sua ajuda. 

Clary parou de olhar-se no espelho no mesmo momento e virou-se no mesmo momento para trás. 

— O que você quer, amor? — Ela perguntou vendo-o invadir a sala.

— Esse terno ficou bom? 

— Você fica perfeito em qualquer coisa, Jace. — Ela respondeu aproximando-se dele ficando frente á frente.

— E você está parecendo uma princesa de conto de fadas neste vestido. — Ele murmurou sorrindo para ela enquanto balançava sua cabeça para o lado para tirar a franja de seus olhos — Você está pronta para ir? — Perguntou olhando-a nos olhos.

— Sim, Luke está terminando de se arrumar, você cuidou de Simon como eu pedi? — Ela perguntou levando sua pequena e delicada mão de encontro ao rosto de Jace acariciando-o lentamente vendo seus olhos dourados brilharem neste dia.

— Simon já está nos esperando no carro — Informou sorrindo e apreciando o carinho que recebia em seu rosto — Eu te amo, Clary.

— Eu também te amo, Jace. — Ela retrucou, rapidamente aproximou seus lábios dos dele, eles chocarem-se momentaneamente em um beijo rápido delicado em que ambos exploraram suas bocas aproveitando a cada segundo daquele momento.

— Mamãe estou pronto. — Luke disse chegando na sala e vendo-os se beijar — Eu já disse para vocês não se beijarem na minha frente, é nojento.

Os dois se separaram rapidamente pondo fim ao beijo que não desejavam que tivesse algum fim. Eles se viraram no mesmo momento para trás encarando seu filho parado encarando-os.

— Me desculpe, filho. — Ela se desculpou — Nunca mais expressaremos nosso amor, porque é nojento — Informou dando uma risada breve para ele — Agora vai para o carro, seu irmão está te esperando.

— Tudo bem, mamãe. — Ele concordou sorrindo para ela — Papai você está muito bonito neste terno. — Informou olhando-o uma última vez, assim dando as costas para ambos e seguindo para fora da casa.

— Viu eu te disse que você fica perfeito com qualquer roupa. 

— Sim, e eu te disse que você está completamente perfeita neste vestido, acho que sim. — Ele murmurou no ouvido dela fazendo-a estremecer enquanto seus braços circulavam o corpo dela e agarravam sua cintura com firmeza — Aonde paramos?

— Eu acho que eu estava te beijando e me sentindo a mulher mais sortuda do mundo antes do nosso filho chegar e dizer que era nojento. — Ela riu brevemente junto a ele — Eu te amo, Jace, foi nisso que paramos. — Murmurou sorrindo novamente para ele, podendo assim aproximar seus lábios dos dele continuando o beijo de segundos atrás que não deveria ter tido fim.

 

[...]

 

Passaram-se umas duas horas.

A Igreja tocava seu grande sino no topo da torre principal que era extremamente alta se comparada com as demais, ela anunciava que o momento se aproximava — Ela estava completamente decorada de uma forma jamais vista antes pelos mundanos. Era cercada de símbolos e relíquias que para muitos representavam um milhão de sentimentos. 

Os convidados começavam a chegar, eram de todos os tipos, desde de vampiros á lobisomens. Eles caminhavam para dentro do grande recinto lentamente tomando conta dos milhares de assentos que lá estavam, eles coloriram o lugar fazendo-o ficar ainda mais bonito do que o normal.

Na frente do altar já estava um dos noivos, Alexander Lightwood.

— Você acha que ele virá, Isabelle? — Ele perguntou olhando para a irmã completamente nervosa ao seu lado — Eu espero que ele venha, se não acho que irei ter busca-lo em seu apartamento. 

— Você não conseguiria pegá-lo, ele melhorou ainda mais suas habilidades, virou um dos melhores feiticeiros que já existiram, e agora está completamente sem tempo, pois está treinando a Madzie em seu tempo livro com a ajuda de Dorothea. — Ele informou vendo-a estremecer.

— Seria três contra um... É realmente eu não teria chance, mas se fosse apenas ele e a Dorothea talvez eu tivesse chance. — Ela interrompeu com uma risada que tentava aliviar seus nervosismo —, mas eu espero que ele chegue logo estou enlouquecendo nesse altar já, olhe quantos convidados.

— Sim, eu chamei todos os submundanos de Nova Iorque. — Ele informou olhando-a nos olhos — Em respeito as perdas que tivemos no fim da guerra, e chamei alguém que ficará em te ver após tanto tempo.

— Quem? — Ela perguntou olhando-o ainda mais nervosa.

— Ele acabou de chegar, olhe para frente.  — Informou apontando para a grande porta com seus olhos tentando ser discreto — Aproveite o dia, irmã.

Isabelle virou-se para frente. Seus olhos foram de encontro a grande porta e ficou pasma ao ver quem estava a encarando com um belo sorriso no rosto — Raphael, o rapaz havia virado o chefe dos vampiros e estava representando todos os clãs da região. Já fazia anos que os dois não se viam, mas lembrava-se brevemente do que aconteceu após vencerem a guerra.

— Eu irei falar com ele, até mais irmão. 

— Até mais, aproveite. — Ele disse sorrindo para ela — Lembre-se de agendar seu casamento também.

— Talvez. — Resmungou levemente enquanto já estava de costas caminhando até o grande vampiro.

Ela caminhou a grande igreja com rapidez, em poucos segundos ela já estava parada na porta principal encarando-o sem parar — Raphael estava ainda mais bonito após tantos anos, usava um belo terno vermelho com vários detalhes em preto, seu cabelo estava com um perfeito topete e parecia estar ainda mais perfeito, certamente a idade fazia bem para alguns.

— Raphael. — Isabelle chamou-o vendo ele se aproximar com passos lentos.

— Olá, Lightwood. — Ele disse ficando frente a frente com ela — Me concede um abraço?

— Lógico, você merece. 

Raphael abriu seus braços lentamente e aproximou-se dela encobrindo-a em um abraço calmo e sereno. Ela apoiou seu rosto no ombro dele sentindo o cheiro de seu perfume que a fazia delirar, adorava este cheiro, e principalmente, adorava o garoto.

— Senti sua falta. — Ela informou sem tirar seu rosto do ombro dele, a cada segundo relaxando naquele lugar a fazia deseja-lo ainda mais — Desde que você virou chefe de todos os vampiros da região nunca mais me visitou.

— Eu também sentia sua falta, e me sinto mal por não te visitar mais. — Ele soltou seus braços tirando-a de seus braços voltando a encara-la fixamente — Como está sua vida?

— Estou bem, mas ainda triste pois ficarei sozinha naquela grande casa agora que meu irmão irá se casar — Informou perdendo o sorriso em seus lábios —, mas quero falar algo com você.

— O que? 

— Você se lembra do que aconteceu quando vencemos a guerra? Quando eu e você ficamos sozinhos em cima do telhado do instituto vendo as estrelas — Ela murmurou vendo-o sorrir brevemente.

— Sim, lembro-me bem, você me beijou.

— Não, você me beijou, Raphael.

— Tudo bem, eu te beijei, eu sei, e sou homem o bastante para admitir. — Respondeu — Porque você está com saudade daquele dia?

Isabelle se calou, apenas o olhou fixamente com desejo em seu olhar, sentia que o amava, mas não sabia como admitir isso.

— Você sabe porque eu vim hoje aqui? — Ele disse levando sua mão de encontro ao rosto dela deixando pequenas caricias vendo-a delirar.

— Para ver o casamento. 

— Não, eu vim te ver. — Admitiu sorrindo para ela, aproximando seus lábios dos dela lentamente — Estou sonhando em te beijar de novo desde aquele dia.

— Então o que você está esperando. — Informou com seus olhos fechados delirando com o toque mágico do garoto — Eu te amo, Raphael.

— Eu também te amo, Isabelle. — Admitiu aproximando-se ainda mais dela selando seus lábios lentamente em um beijo lento, calmo e completamente sereno em meio a milhares de vampiros que começaram a bater palmas ao vê-los daquela forma.

O Barulho de um grande carro freando em frente a igreja ecoou por todo o bairro. Isabelle afastou seus lábios dos do vampiro no mesmo momento olhando para a grande porta junto de todos os convidados — Era um carro vermelho ardente e completamente sofisticado, com um grande letreiro ao lado sendo chamativo ao extremo, Magnus Bane.

— Todos para seus lugares. — Isabelle gritou batendo suas mãos fortemente chamando a atenção de todos — O Noivo acabou de chegar, a cerimónia irá começar, vamos.

Todos começaram a tumultuar o grande recinto rumo a seus lugares. Passaram-se poucos minutos e tudo estava organizado, convidados sentados, e apenas em pé ao lado de Alexander.

— Cade meus padrinhos? — Ele perguntou discretamente olhando para trás para esconder seu nervosismo.

— Clary e Jace? Eles devem ter se atrasado. — Murmurou enquanto passeava com seus olhos pelas milhares de cadeiras tentando os achar — Acabei de acha-los... — Informou apontando com seus olhos para a porta lateral.

Alexander olhou para o lado — Clary e Jace entravam discretamente pela porta lateral junto de seus dois filhos. Ambos caminharam para o lado do garoto no altar.

— Alec, que saudades, parabatai. — Jace murmurou abrindo seus braços e encaixando-o em um forte abraço representando o amor de irmãos que sentiam um pelo outro — Você deve estar muito feliz, então eu também estou. — Informou dando pequenas tapas nas costas dele.

— Fico feliz que tenha vindo... — Alec respondeu pondo fim no abraço e encarando-o fixamente nos olhos — Acho que se você não estivesse aqui eu não conseguiria fazer isso, estou muito nervoso.

— Eu te entendo, quando me casei com a Clary eu me senti da mesma forma, e você estava ao meu lado sendo meu padrinho. 

— Obrigado, Jace. — Agradeceu olhando-o nos olhos — Você me da forças para fazer isso sem desmaiar de nervosismo.

— Não tem de quer, agora aproveite seu dia. 

A Sinfonia começou a ser tocada, uma misturada de piano, violino e alguns muitos que quase ninguém naquela igreja conhecia. 

Magnus desceu de seu carro junto de suas madrinhas de casamento — Dorothea e Madzie. Ele começou a caminhar para dentro da igreja lentamente — Ele usava um terno roxo com vários detalhes em preto. Seus passos eram lentos e completamente repletos de nervosismo, pois todos os convidados o olhavam fixamente. Ele caminhou pelo grande tapete vermelho acompanhado das garotas que tacavam pétalas de rosa em suas costas. Cada passo sentia seu coração saltar pela boca, sempre sonhou com isso, mas nunca imaginou que isso ia causar tanto nervosismo para ele, estava realizando seu sonho, mas estava completamente apavorado, todos os vampiros, lobisomens, seelies e feiticeiros da região estavam naquele grande recinto olhando-o fixamente como se fosse uma grande descoberta tacada sobre holofotes. Ele olhou para frente e viu seu noivo logo á frente esperando-o no altar, Alexander Lightwood.

Ele chegou na frente do garoto em poucos segundos. Abraçaram-se em uma sintonia de sentimento e respeito, logo ficaram lado a lado olhando para o grande padre — Ele um Shadowhunter que havia se disposto a fazer o casamento de ambos.

— Hoje estamos aqui para selar a relação destes dois jovens. — Informou o padre em alto e bom tom olhando para o grande número de convidados — Alexander Ligthwood e Magnus Bane.

Todos os convidados olharam-os com outros olhos. Era lindo, era romântico, era uma situação que fazia ambos sentirem-se acolhidos e representados pelo amor após tantas guerras sem fim.

— Alexander recite os votos de casamento para seu noivo, Magnus Bane. 

Alexander levou sua mão de encontro a pequena almofada que Madzie segurava, era lá que estava as duas alianças de ouro — Ele pegou uma e virou-se novamente para Magnus encarando-o fixamente, ambos estavam ainda em nervos.

— Eu, Alexander Lightwood, recebo-te como meu esposo, e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida. — Recitou pegando a mão de Magnus e pondo o anel delicadamente em seu dedo.

Magnus estava com seus olhos vermelhos, algumas lágrimas começaram a escorrer por seu rosto e foram de encontro ao seu paletó molhando-o aos poucos.

— Magnus Bane, recite os votos de casamento para seu noivo, Alexander Lightwood.

Magnus levou sua mão de encontro a mesma almofada e pegou o anel que lá sobrou. Aproximou-o da mão do garoto enquanto começava a recitar seus votos:

— Eu, Magnus Bane, recebo-te por meu esposo Alexander Lightwood e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida.

— Alexander Lightwood você promete, diante de Raziel e destas testemunhas, Magnus Bane, como seu legítimo esposo para viver com ele, conforme o que foi ordenado por Raziel, na santa instituição do casamento? Promete amá-lo, honrá-lo, consolá-lo e protegê-lo na enfermidade ou na saúde, na prosperidade ou na adversidade, e manter-se fiel a ele enquanto os dois viverem?

Alexander olhou os olhos avermelhados de Magnus completamente emocionado com o que estava acontecendo, e não se conteve, pequenas lágrimas e formaram em seus olhos e começaram a escorrer lentamente por seu rosto.

— Eu prometo... — Ele murmurou sorrindo brevemente.

— Magnus você promete, diante de Raziel e destas testemunhas, Alexander Lightwood, como seu legítimo esposo para viver com ele, conforme o que foi ordenado por Raziel, na santa instituição do casamento? Promete amá-lo, honrá-lo, consolá-lo e protegê-lo na enfermidade ou na saúde, na prosperidade ou na adversidade, e manter-se fiel a ele enquanto os dois viverem?

— Eu prometo... — Murmurou vendo o garoto com um sorriso maravilhoso em seu rosto.

— Então com o poder que a mim foi concebido declaro-vós casados. — Informou sorrindo para ambos chorando em sua frente — Podem se beijar e selar seu matrimônio.

Alexander levou suas duas mãos de encontro a cintura de Magnus e o segurou firmemente. Seus lábios aproximaram dos deles, suas respirações fundiram em uma em poucos segundos, seus batimentos cardíacos estavam em sintonia como uma sinfonia de sentimentos, e ao fim suas bocas se selaram em um beijo calmo, sereno, e com mil e um sentimento banhando os convidados que estavam de pé aplaudindo e sentindo-se reconfortados com o amor.

 

[...]

 

Olá, velhos amigos
Já está ficando rotineiro eu vir aqui guardar minhas mágoas e meu sentimento de saudades por vocês, sinto a falta de ambos, mas fazer o que a vida é assim ela te castiga as vezes para poder lhe dar algo de bom depois.
Lembro-me de cada detalhe que vivi ao lado de vocês, desde as brincadeiras, as brigas, os desentendimentos, nós realmente brigávamos muito, mas talvez fosse pelo simples motivos que nos amávamos incondicionalmente, e tudo que eu desejaria neste momento era ter vocês todos na minha frente, as perdas foram inevitáveis, mas vocês fizeram o mundo um lugar melhor para se viver, vocês conseguiram me mudar por completa, estou aqui hoje, casada com e com dois filhos por conta de vocês três que sempre me protegeram e zelaram a todo custo.

Eu amo vocês, e sinto uma saudade imensa, as vezes me pego chorando a noite por conta de não tê-los mais, mas acho que não gostariam de me ver assim, então apenas consigo sorri e viver minha vida com gratidão a vocês, velhos amigos.

Eu sei que vocês nesse momento devem estar em algum lugar melhor me olhando e se divertindo com as trapalhadas que ainda faço, mas apenas queria escreve está carta para lembrar o quanto sou grata a vocês, e a todos os outros que morreram para salvar o mundo. Vocês são eternos, nada irá tirar a glória que vocês conquistaram em meio a guerra.
Vocês não são amigos, vocês são família, vocês são cada parte do meu coração partido que apenas se juntará ao vê-los novamente.
Eu amo todos vocês, obrigado por fazerem do mundo um lugar melhor.

Assinado, Clary Wayland
Dedicado a memória de: Simon Lewis, Jocelynn Fray e Luke Garroway.

 

FIM
                Notas finais, despedida :]

 


Notas Finais


Finalmente o último capítulo, espero que tenham gostado dele :]
Fico feliz que finalmente tenha posto um bom fim na história, mas triste por não poder mais escreva-la, me divertia escrevendo-a, pena que tudo chega ao fim.
Para os muitos que comentaram no decorrer dos capítulo eu só tenho a agradecer e dizer que lembro de todos de cor.
Neste capítulo deixem suas considerações finais e avaliem a história, até mesmo os que leram até hoje como fantasma, é a última chance de poderem comentar e me deixarem conhece-los.
Obrigado por lerem até o fim.
Beijos, até a próximo história ♥


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