História Shadows Of Disturbia - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~VictorStark

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Anjos, Criaturas Da Noite, Demonios, Mpreg, Romance
Visualizações 18
Palavras 1.585
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Fantasia, Lemon, Luta, Romance e Novela, Slash, Yaoi
Avisos: Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


oieeeeeeeeee pessoal... pensaram que eu estava desaparecida, né? e ando mesmo... muito ocupada... mas nao desisti das fics, em breve vou atualizar todas ok? posso demorar, mas ando sempre dando um olho aqui... e sim eu sou encrata e peço desculpa por isso, mas adoro-vos e em breve trago novidades quentes e frescas (doesn't make sense right?) Bem, esta fic é em parceria com o meu otouto que finalmente voltou a escrever, então espero que gostem e nos acompanhem ^^ Nunca disse, mas obrigada a todos vcs que me acompanham.
Mil beijos
Arika

Capítulo 1 - A Alma é Nossa


Noite. Era verão. Estava quente. Disturbia, a cidade das ilusões. As suas ruas com luzes acessas. E numa casa solitária alguém estava em sofrimento. Mas o seu pensamento estava empenhado. Com uma corda pendurada na ventoinha do tecto, com um banco debaixo dos seus pés. E depois com a corda no pescoço e o banco longe dos seus pés. E a vida saiu para fora daquele corpo enforcado como o ar a ser sacudido pelo vento.

 

Não muito longe dali. A metros de vento corrido. Alguém se levantou de repente na noite. Sentindo o dever a chamá-lo. A luz amarelada da rua entrava pela janela aberta do quarto partilhado naquele dormitório universitário. Lá fora via-se o prédio do outro lado da rua. E a calmaria de uma noite de verão, num local onde estavam quase todos a dormir. A figura levantou-se. O seu corpo estava coberto por uma pele tipo pó de estrelas brilhantes. E ele cobriu-se com uma enorme capa encapuçada e vermelha. No seu pulso esquerdo tinha um relógio de diamante. Ele passou uma das suas misteriosas mãos e o relógio brilhou. Era uma luz branca e éter.

 

Noutro ponto do quarto outro ser acordou. Despertado em espanto. Levantou-se. Ligeiramente mais alto, de cabelos brancos, roupas negras, casaco cumprido e luvas vermelhas, e figura esguia. Os seus olhos eram roxos. Também ele ficou de frente para a janela. E no seu rosto um sorriso branco se iluminou.

 

— Temos trabalho capitão? - Indagou a figura num tom satisfeito que tinha sido acabado de acordar.

 

— Vamos Erik. - Demandou a figura cuja pele se misturava com a escuridão do céu noturno.

E juntos, ao mesmo tempo, como o som do vento, saltaram pela janela fora. Nas costas do Capitão nasceram uma enormes asas de penas puras e brancas. Este agarrou na cintura do rapaz de cabelos brancos, que soltou um urro de excitação e subiu pelo ar em direcção à noite. Os comuns homens não os viam. Os radares humanos não os detetavam. Eles eram criaturas que viviam entre várias realidades.

 

Apenas alguns segundos depois eles chegaram ao seu destino. O apartamento do homem enforcado, pendurado na ventoinha do tecto. Os mortos tinham todos expressões, ao contrário da crença de existir apenas uma cara para cada morto. Não. Os mortos morriam com o seu ultimo sentimento no rosto. A expressão que este tinha era de desistência e falta de ar. Tinha uma língua de fora.

 

A dupla de seres viu então o despertar daquela alma. O despertar para a morte. Lentamente a imagem viva daquele ser morto saiu do corpo e desceu ao chão, mesmo sem ter pernas.

 

— Depressa Erik. - Apressou-o o capitão, parecia uma pessoa séria na sua face pálida de olhos azuis. Soltou um bocejo, enquanto observava o seu aprendiz. Sim, Erik era seu aprendiz. Ele estava-lhe a ensinar sobre aquela nova vida. Erik o novo anjo da morte que ninguém queria ensinar. Ele ficara com o lixo. - Depressa. E não faça barulho, não podemos ser notados. Rápido. Depressa que estou com sono.

 

— Eu estou a fazer barulho? Estou, Billy? Não, não estou. Então deixa de dizer isso. E para de me apressar. Aliás relembrar a um anjo da morte que tem que fazer pouco barulho é a mesma coisa que lembrar a um rato que não pode ser comido por um gato… - O rapaz de cabelos brancos continuou a palrar enquanto se movia pela divisão em que o enforcamento se tinha dado e distribuía pelos vários cantos diamantes pelo chão e pelos móveis. Aquilo ajudava a quem estava do lado de fora a não ouvir o que se passava do lado de dentro. O outro anjo apenas revirou os olhos.

 

— Vá lá, manda-o depressa! - Resmungou para o aprendiz.

 

— Tudo eu, não é, tudo eu!!! - Erik remexeu os cabelos brancos num tique de irritação. Enquanto Billy, o capitão, tinha um ar mais angelical, Erik parecia que tinha saído de um gangue. O aprendiz bateu as palmas duas vezes e à terceira uma pistola cresceu entre os seus dedos. Ficou a pairar uns instantes, até ele a agarrar. No pulso, escondido pela manga, Erik tinha também um relógio de diamante.

 

— Quem são vocês? O que querem de mim? - Questionou gemendo numa voz fantasmagórica a alma do enforcado.

 

— Vamos-te levar para um lugar melhor. - Respondeu Erik com um sorriso de camaradagem. Mas nesse momento um estalido no chão com cheiro a enxofre fez surgir dois seres. Gémeos pela aparência das coisas. Ambos louros, ambos de pele branca como o leite e narizes narigudos. Vestiam-se com calças negras e casacos negros, mas troncos completamente nus. Nos seus dorsos viam-se uns triângulos invertidos tatuados a vermelho. Ah, pensou Erik, demónios.

 

— Vocês não vão levar essa alma para lado nenhum! - Avisou um dos demónios.

 

— Era só o que nos faltava dois mal-cheirosos do submundo… - Resmungou o aprendiz, fazendo uma careta.

 

O capitão olhou para o seu aprendiz de forma disfarçada mas receosa. Esperava que o rapaz não fizesse alguma asneira. Erik não era muito amistoso com demónios, na realidade, quase nenhum anjo era, fosse ele da morte ou dos altos comandos celestiais. Talvez a única exceção a esta regra fosse mesmo o capitão Billy. Que no secretismo andava com alguém muito poderoso do submundo. Mas mais do que não gostar de demónios, Erik não gostava de perder um trabalho. Principalmente se essa alma fosse bondosa.

 

— Os suicidas estão sobre a nossa jurisdição. - Lembrou-lhe o demónio.

 

No meio dos quatro, completamente apavorada estava a pobre alma. Billy suspirou ao perceber que aquilo iria descambar para o lado errado, por isso, retirou um bloco negro de notas e uma caneta prateada e começou a escrevinhar. Iria ter que escrever um longo relatório.

 

— Bem, vejamos o que temos aqui… - Decidiu Erik batendo no relógio de onde saltou um livro. Ele abriu o livro e começou a folhar as suas páginas. Nela estavam os gráficos das acções e vivências daquela alma enforcada.

 

— Vocês sabem que o Demon não vai gostar muito do que estão a fazer. Os suicidas são nossos.

 

— Esta alma tem 76% de bondade, e 83% de dor… O que achas Bill? Lutámos por esta alma ou deixamos estes ranhosos levá-la? - Questionou Erik o seu tutor. Ele sabia perfeitamente que almas suicidas pertenciam ao Demon, mas ele não gostava de atirar para o inferno as pessoas que se tinham matado pela dor da vida. Era mais justo serem levadas ao purgatório para serem julgadas.

 

— Eu quero esta alma. Eu depois acerto as coisas com o Demon. - Decidiu friamente o capitão. Erik soltou um urro de contentamento. Os demónios sibilaram como cobras e depressa se transformaram. Eram dois bichos, meio-humanos, meio bodes. De cornos e olhos amarelos.

 

— Tu a lutares por alguma coisa? - O demónio desbochava de Billy. Erik não percebeu. E Billy guardou calmamente o bloco de notas e girou a sua caneta. Nos nós dos seus dedos ficou uma espada. Cumprida, fina e brilhante.

 

Um dos demónios elevou as mãos ao ar.

 

— Por mim, podem ficar com a alma. - Decidiu afastar-se do confronto que podia ocorrer.

 

— Mas por mim, não!

 

Erik gargalhou alto. Era exactamente aquilo que queria ouvir. Ele gostava de lutar, ele gostava de desfazer os demónios. Fechou o livro com um estrondo e depressa avançou para cima do demónio que queria lutar. Apontou a sua arma e disparou. Sempre a gargalhar. E o seu som era realmente maníaco. O demónio ia saltando, fugindo das balas e Erik fazia da perseguição a sua diversão.

 

— PUM PUM BADABUM… - Cantarolava enquanto dava tiros.

 

— Você se parece uma Harley Queen. - Comentou o capitão recolhendo a sua caneta e se encostando ao ver o seu aprendiz a lutar.

 

— Oh Baby, eu sou melhor que essa puta. - Gritou Erik completamente confiante das suas habilidades. Quando finalmente os dois demónios decidiram desaparecer, ou melhor, fugir, Erik fez uma vénia como se tivesse acabado de dar um espectáculo.

 

— Palmas para mim! Agora… - Virou-se de forma teatral para a alma. - Sr. Sillas… Está na hora de seguir viagem. Está na altura de ir para o purgatório, o juizo final, não será, nem nunca é nosso.

 

Girando a arma, com muita mestria, esta desapareceu no ar. Ele bateu com a bota da tropa negra no chão e rapidamente uma porta majestosa apareceu. Parecia feita de ouro maciço. A tremer a alma andou até à porta e esta abriu-se sem que lhe mexessem. Nada se via para além dela, a não ser branco puro.

 

— Eu já o registei senhor, peço que se encaminhe para a luz. - Disse o capitão, com certa diversão, enquanto via a alma cruzar o arco para, então, desaparecer. As portas fecharam-se e a porta desapareceu. - Este foi o nosso trabalho desta noite. Vamos voltar para a faculdade.

 

A dupla andava sempre junta, ou pelo menos perto um do outro, pois nunca sabiam quando é que tinham trabalhos destes. Erik concordou com um sorriso divertido e o capitão bateu no seu relógio de diamante. Em menos de nada todo o aspecto de Erik mudou. Os seus cabelos brancos deram lugar a uns cabelos negros como o breu da noite e os seus olhos ficaram duas pedras ónix. Erik vestia agora um simples par de jeans e uma camisola branca, que era claramente grande de mais para ele. O capitão abraçou o rapaz pelas costas, abriu as suas asas e levou os dois de regresso ao dormitório. As aulas retomariam pela manhã.

 

Continua…


Notas Finais


E ai o que acharam?
Mil beijos


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